Amargo Prazer

7 Cap. 7 - Não Tente Mudar O Futuro


Notas iniciais
Hey, cap. novo meninas, espero que gostem desse. Erros nele devem ser ignorados, considerando que eu estou sem word e foi tudo na brutalidade msm uahsauhsas
Então, o capítulo é super dedicado a duas gostosas por terem recomendado, a Kah Belikov (minha sócia com o Dimitri q marca território com o nome kkkk') e a Donna (a guria que me chama de diva nas MP's ahsuahsuahs). Eu amei suas recomendações, senti borboletas no estomago *---* uhuhahusahas
Bem, agradeço por todos os reviews, meninas, não sabem como fico feliz com isso *-*
Espero q gostem desse,

André continuava passando seus dedos entre os meus cabelos enquanto eu estava com a cabeça em seu peito. O sol entrando pelas frestas da janela deixava o quarto um pouco menos escuro e perturbador com o seu exagerado vermelho. Não queria acabar com aquela sensação de paz que para mim era tão rara. Com André eu sempre me sentia em paz, não que fosse como se os problemas desaparecessem, mas eu sempre os esquecia quando estava ao seu lado. Nunca falávamos sobre problemas talvez por ambos sabermos o que se passava em nossas cabeças, preferíamos não tocar nos tão odiados assuntos. André sabia sobre minha irmã, bem como sobre praticamente tudo na minha vida. E eu também sabia praticamente tudo sobre ele. Inclusive, que está prestes a se mudar para a Itália e assumir alguns negócios da família por lá.

- No que tanto pensa, Ros? – ele perguntou ainda acariciando minha cabeça e me chamando pelo apelido de quando nos conhecemos.

- Em tudo, eu acho. – ergui minha cabeça e apoiei meu queixo em seu peito quente enquanto o olhava – Você se lembra de quando tudo era diferente? Quer dizer, quando tudo o que você queria era conhecer o mundo e não se importar com o que seus pais lhe diziam?

Ele ficou sério e tirou sua mão da minha cabeça.

- Isso me parece bem longe agora... – comentou – Mas você também mudou Rose. A vida fez isso.

-No meu caso eu mudei para muito pior. – falei. Todos os nossos amigos estavam fazendo algo produtivo da vida, até mesmo André que mesmo seguindo ordens de seus pais, ainda sim não lidava com as mesmas coisas que eu.

- Isso não é verdade Rose. Sabe quantas pessoas no mundo fariam o que você faz por esse motivo? Honestamente, seu pai não falaria tão bem da Megan se soubesse o quanto você se sacrifica por ele e por uma sobrinha que não é sua. – ele disse, falando o nome da Megan com irritação.

De repente, a sensação calma, confortável e acolhedora não existia mais nos braços do André. Eu me levantei e levei o lençol comigo.

- O que foi?

- Seu tempo acabou. Está vendo o sol? Pois é, está na hora de eu ir para casa, André. – falei e fui até o banheiro tomar um banho. Eu mal havia aberto o registro do chuveiro e André entrou completamente nu a minha frente e parecendo irritado. Desviei o olhar do seu corpo e voltei a fitar a água esperando que ela ficasse na temperatura que eu queria.

- Eu não acredito que você está tão chateada pelo que eu disse Rose. Você sabe muito bem que eu nunca aprovei sua irmã ter saído de casa para estudar e ter voltado grávida, jogando toda a responsabilidade pra cima de você.

- Você não sabe o que acontece. – falei me virando para ele.

-E nem você! – eu vi André aparecer a minha frente e me segurar pelos ombros. – Não coloque Megan em um pedestal, Rose. Você não estaria aqui se ela não tivesse fugido para uma aventura romântica.

-Não foi uma aventura romântica, ela foi estudar. Eu lhe disse isso quando ela voltou.

-Exatamente, e voltou grávida. Provavelmente de uma reação química, não é? – ele perguntou irônico.

-Isso não lhe interessa, André! – falei dando a discussão por encerrada.

A verdade era que ele nunca gostou da minha irmã, vivia dizendo que achava uma injustiça meu pai mimá-la mais do que a mim, mas eu não sentia raiva dela por isso. Megan nunca teve sorte com nada em sua vida e eu não iria admitir que André falasse mal dela, não importa o quanto ele a odiasse sem nenhum motivo para isso.

Antes que eu dissesse qualquer outra coisa, André saiu do banheiro e me deixou ali sozinha para eu finalmente tomar meu banho sozinha. Assim que terminei e sai André entrou em meu lugar e bateu a porta com força atrás dele. Eu me vesti com as roupas que sempre trazia comigo e guardei o resto na pequena mala.

Pouco tempo depois ele saiu do banheiro e começou a se vestir sem dizer nenhuma palavra e sem olhar em minha direção. Eu não me importei com aquilo, ele não havia mudado tanto assim.

- Tome, essa é sua parte. A parte do Damon já está com ele. – falou me estendendo um envelope que eu peguei – Não vai conferir? – perguntou quando eu guardei o envelope na mala.

-Não, você sabe o que aconteceria se tentasse me enganar, Dragomir. – eu pisquei para ele que sorriu, parecendo estar em um humor bem melhor. Bem, sua bipolaridade continuava no mesmo nível...

André estendeu uma mão em minha direção e eu a aceitei entrelaçando nossos dedos quando ele me puxou para mais perto e selou nossos lábios rapidamente, sem que eu tivesse a chance de me afastar.

- Vem, vamos embora. Acho que já chega de trabalho por hoje.

-Então quer dizer que eu sou apenas um trabalho para você, Mazur? – perguntou tentando ter um tom ofendido e falhando.

-Não me venha com teatros, Dragomir. Você está bem crescidinho para entender o que eu faço aqui.

- Claro, claro. Você é uma mulher que faz a alegria de muitos homens. – ele parou de falar e então sorriu de lado malicioso. – Ou será que não são apenas ho-

-Nem tente, Dragomir, ou eu juro que você nunca mais será apto para fazer mais nada em sua vida. – ameacei já abrindo a porta para irmos embora.

Felizmente, ao menos tínhamos uma empregada que limpava os quartos. Ao menos nisso Damon eram complacente, parte do motivo era que ele não queria que nos cansássemos com, como ele próprio dizia, 'bobagens'.

-Okay, não está mais aqui quem iria sugerir, mas admito que esse seria um sonho.

-Que não irá se realizar, e justamente por isso se chama sonho. – falei revirando os olhos enquanto descíamos os três lances de escadas. Lá embaixo, tudo já estava um pouco normal. Eddie estava no bar enquanto as cadeiras estavam erguidas sobre algumas mesas. Vi o sol entrar pela porta que ficava praticamente camuflada. Realmente, eu nunca esperei que fosse sair assim tão tarde daqui.

- Admita que valeu a pena, Rose. – ele sussurrou me encaminhando para a saída como se tivesse lido meus pensamentos.

-Não se ache André.

Fiquei feliz quando não encontrei Damon em meu caminho, não queria ouvir nada que viesse dele nesse momento. Aliás, se eu pudesse, eu nunca mais ouviria nada que ele dissesse para mim.

O sol estava alto já, o que atrapalhou um pouco minha visão devido ao tempo que eu havia permanecido dentro da boate em que o ambiente era escuro.

- Que tal uma carona, Rose? – André perguntou desligando o alarme de seu carro que estava um pouco a nossa frente.

-Desculpe, mas não precisa. – eu neguei, e realmente não era preciso.

- Tudo bem, você quem sabe se prefere andar-

-Não comece. – falei lhe avisando. André, no passado, frequentemente questionava meu gosto para carros, e eu não achei que ele tivesse perdido essa mania.

-Bem, — ele falou colocando as mãos nos bolsos de sua calça. Uma leve brisa balançou seu cabelo loiro o jogando para o lado e o deixando ainda mais lindo – Acho que nos despedimos aqui.

- Claro. – falei e estendi minha mão para ele. André era apenas um amigo com quem eu dormia no final de tudo – Foi bom te rever.

- Igualmente, Mazur. – ele apertou minha mão e então a soltou, indo até seu carro e entrando nele.

As coisas não estavam como no passado e eu sabia disso, foi o que me motivou a virar as costas e ir em direção ao meu carro.

Assim que dei a partida, ouvi gritarem meu nome e olhei pelo espelho retrovisor. Eu poderia dar um soco em André por ele me chamar de Rose nesse momento, mas o que ele disse a seguir fez com o que eu esquecesse metade dos palavrões e ameaças que estavam na ponta da minha língua.

-Amanhã vai ter um almoço na casa da minha irmã. – ele disse parecendo um pouco ofegante pela pequena corrida que havia feito até meu carro. – Seria legal se você fosse e levasse Carly, aposto que ela ficou ainda mais fofa agora que sabe falar e não apenas mostrar a língua. – ele sorriu para mim e eu fiquei sem reação.

André estava realmente me convidando para um almoço em família? Bem, eu conhecia todos os Dragomir, inclusive com a infelicidade de conhecer a mão dele, Emma, que não era uma pessoa tão gentil quanto Eric, seu pai, e Lissa, sua irmã.

-Ahn, eu não sei... – falei, já pronta para negar.

- Eu estou lhe convidando, apenas você sem Amanda e sem falsidades. Você pode levar seu pai também, mas eu sei o quanto ele me odeia. – ele brincou e eu sorri quando me lembrei do meu pai o expulsando de casa quando André me levou para casa após a escola. Eu estava prestes a inventar alguma desculpa quando ele voltou a falar – Aposto que você não vai em um jantar com amigos há muito tempo. Vai ser legal, Ros.

Eu suspirei. Realmente, estava com saudade de sair para qualquer outro lugar que não fosse um parque de diversões ou um programa infantil. André pareceu ter lido a decisão em meu rosto.

-Vocês ainda moram no mesmo lugar, certo? – eu assenti e ele sorriu, parecendo eufórico. – Certo, eu passo lá as dez e pego você e Carly, e claro, seu pai também. – ele fez uma careta quando disse a ultima parte e eu apenas sorri. André inclinou seu corpo para dentro do carro e beijou minha testa antes de sair. Eu o acompanhei pelo espelho retrovisor até não conseguir mais vê-lo, só então dei a partida no carro e sai, rumo a casa, esperando que não fosse me arrepender por ter aceitado aquilo. Eu não era a mesma Rosemarie de antes...

No outro dia, eu realmente esperei por um pequeno momento que André não tivesse levado toda aquela história a sério e fosse apenas um equívoco dele. Mas quando eu vi seu carro parar na porta de casa e André desceu dele para abrir a porta para mim e Carly, eu realmente fiquei feliz por vê-lo novamente.

- Como vai Carly? – André perguntou se abaixando a sua frente enquanto a porta do carro estava aberta.

Carly me olhou enquanto tinha sua mão na minha. Eu sabia que ela não se lembrava de André, mas ainda sim olhou de volta para ele e sorriu, antes de murmurar uma resposta rápida e entrar no banco de trás do carro mais rápido do que tudo. Eu a repreendi por isso, mas a mesma só ignorou. Realmente, eu não sabia de quem ela havia puxado essas atitudes agitadas...

-Ela continua uma menina esperta. – falou.

-Você a viu pela ultima vez e ela mal falava, André.

-Eu sei. –ele me olhou tirando seus olhos de Carly. – E seu pai? Ele não está com nenhuma escopeta esperando eu me virar para me matar, certo? – perguntou me fazendo rir.

-Não seu bobo, ele está jogando xadrez com o senhor LeRoy. – falei, ocultando a parte sobre sua saúde.

-Certo. E então Carly, o que acha de irmos logo? – ele perguntou e a menina sorriu para ele.

Ele abriu a porta do passageiro para mim e eu entrei, logo após arrumar o cinto de seguranças da Carly.

Fomos conversando durante o caminho, a maioria das conversas se baseavam em lembranças e no que ele havia feito nesse um ano em que eu não o vi... Assim que paramos em frente a uma casa que eu não me lembrava de já ter visto, André se apressou em explicar.

-Lissa se casou há alguns dias. Era para estar em lua-de-mel, mas eles preferiram adiar. Papai não gosta do marido dela, mas também acha que seja bom manter eles por perto. – ele faou revirando os olhos e eu imaginei que seu pai também não gostasse do marido que Lissa escolheu. Eu só esperava que ele tivesse ficado como Emma...

André soltou seu cinto e eu fiz o mesmo saindo do carro e tirando a Carly em seguida a pegando no colo, evitando assim alguma surpresa.

- Bem, eu acho que seus pais continuam os mesmos.

-Você sabe como minha mãe é, sempre controlando as coisas. – ele piscou e segurou em minha mão livre, já que a outra segurava Carly em meu colo já que ela parecia feliz o suficiente para sair correndo pelo enorme jardim bem cuidado da irmã de André.

Quando a porta foi aberta, imediatamente eu reconheci Lissa, ela não havia mudado muito fisicamente, até o jeito inocente parecia ser o mesmo. Apenas o cabelo loiro platinado que agora estava cortado um pouco abaixo dos ombros, diferente do longo comprimento que ele tinha antes. Ela me abraçou, parecendo feliz em me ver e brincou com Carly, dizendo o quanto ela havia crescido. Carly, mesmo não se lembrando muito bem dela, achou que foi o suficiente para que ela começasse a falar sobre sua Barbie e eu apenas esperei que ela não comparasse Lissa com uma delas...

Nós entramos e Carly ainda conversava com ela, e Lissa parecia prestar atenção em cada detalhe. Como eu disse, ela não havia mudado.

- Hey, André, eu realmente pensei que não viesse mais. – eu me virei para onde tinha ouvido a voz e encontrei um homem que parecia ter a idade de André, cabelos pretos bagunçados e olhos de um azul profundo, a pele bem branca e ele tinha um sorriso de deboche nos lábios.

Ele me pareceu familiar, mas não consegui me recordar ao certo da onde, e tampouco seu nome.

- André! – eu ouvi uma voz dizer atrás de mim, parecendo aliviada — finalmente alguém que possa explicar as regras do jogo para Adrian. Ele continua pensando que pode fazer o...

As palavras foram desaparecendo aos meus ouvidos enquanto eu me virava e encarava o homem para quem André tinha a mão estendida. Inicialmente, ele pareceu não me notar, enquanto ainda o cumprimentava, mas isso durou segundos e tão logo ele me viu, confusão tomou seu rosto.

-Amanda? – ele perguntou incrédulo.

Senti uma mão rodear minha cintura e também percebi André assumir uma postura tensa ao meu lado. Eu sabia que não havia sido uma boa ideia, eu sempre soube que reencontrar pessoas do meu passado não me faria bem...

-Não, Dimitri. – André disse, mas eu ainda me lembrava do nome, de forma que se eu ainda tinha alguma duvida de que era ele, sumiu naquele instante. – Está é Rose Mazur, uma amiga minha.

Bem, Dimitri poderia não ter voltado, como prometeu, mas de uma forma ou de outra eu havia o reencontrado, da forma que eu menos esperei.

Notas finais
Comentem, recomendem, façam qualquer coisa, mas não sejam leitores fantasmas, okay? Ahhh, e eu agradeço a tds q marcaram a fic nos favoritos e acompanhamentos, e agradeceria mais ainda se todos comentassem ~ aquele momento em que vcs sorriem e pensam "vou comentar pke ela é uma fofa uahusahs"
Bem, Bjs e até sábado ;)
Sim, se todas foram boazinhas, eu posto sábado, ou amanhã mesmo... Com tda a reação do Dimitri em reação a Amanda#Rose.
Bjo Bjo e não se esqueçam de comentar, é muito importante pra mim :)