Amargo Lar

34 Capítulo Trinta e Três — Topo


Notas iniciais
Capítulo super importante para a Bella, tipo muuuito hahaha Boa leitura! ♥

Isabella Swan

Não era a hora certa para dizer aquilo, ou o lugar, ou o modo. Eu estive por dias querendo ter coragem de falar, em situações muito melhores, mas foi depois de tudo aquilo que finalmente consegui colocar as palavras para fora.

E, mesmo chorando e me sentindo idiota por tudo que aconteceu na festa, mesmo com tudo isso, aquele se tornou o momento que por fim me dei conta que eu realmente o amava. Então, se tornou fácil dizer as palavras com tanta confiança

— Você me ama? — Edward perguntou, ainda segurando meu rosto em suas mãos quentes, ajoelhado diante de mim no pequeno corredor frio da entrada de casa. Renée tinha ido embora por ali um dia, uma memória duradoura em minha mente, que eu esperava substituir por aquela que estava acontecendo entre Edward e eu, algo doce, não amargo.

— Sim, eu amo — falei. Em alto e bom som, sem sussurros ou murmúrios, sem vergonha de dizer, eu queria que ele soubesse, queria que ele ouvisse, queria que ele tivesse certeza de que meus sentimentos eram reais, fortes.

Edward apenas assentiu, me deixando ansiosa com sua falta de fala. Ele sempre falava demais, tê-lo quieto era desesperador.

— Edward? — o chamei, parando de chorar por um momento. — Você está aqui? — Balancei minhas mãos da frente de seu rosto, fazendo com que ele parecesse acordar de um transe.

— Você me ama. — Não era mais uma pergunta. — Ah Bella! — Ele me beijou, um suave beijo com apenas nossos lábios trabalhando. — Eu te amo também, claro que eu te amo — falou quando nos afastamos, seus olhos claros podiam ser vistos por mim mesmo no escuro.

— Que bom ouvir isso. — Suspirei, então voltei a chorar. — Eu não sou uma vadia querendo seu dinheiro, Edward — falei. — E sei que você sabe disso, mas praticamente todos os seus colegas de trabalho devem estar...

— Não Bella, não — ele pediu. — Não agora, por favor. Eu sei que aquilo tudo te magoou, mas eu preciso de você. Eu preciso muito de você. — Sua mão passeou pela abertura nas pernas do meu vestido, encontrando minha coxa, então minha calcinha. — Você está usando renda — gemeu em meu ouvido ao perceber aquilo, sua mão chocando-se contra mim com intensidade.

— Não ia marcar o vestido — falei debilmente, encostando minha cabeça na porta, me entregando aos movimentos dele.

— Eu te amo. — Os olhos dele se voltaram para mim, sua mão nunca parando de me provocar por cima da renda. — Eu sinto muito por toda a merda que passou hoje, mas estou aqui e irei cuidar de você. — Beijou meu rosto, levando consigo as lágrimas antes espalhadas por ali.

— Você fica melhor em smoking do que em jaleco, eu quase pedi que você me levasse ao banheiro daquele salão e me tivesse ali mesmo, eu deveria ter pedido por isso — falei, gemendo alto quando sua mão cansou-se da renda e entrou em contato direto com minha boceta, eu já estava molhada de desejo por ele. Enquanto isso Edward me provocava ainda mais beijando-me no decote, eu amava aquele vestido, era tão acessível. — Nós podemos ir para a cama? — consegui perguntar.

— Sofá, no máximo. — Ele tirou a boca e mão de mim, o que por um momento me fez quase pedir que fizéssemos ali mesmo no corredor, mas eu ainda tinha um pouco de senso, mesmo queimando de desejo.

Edward se levantou, então me ergueu do chão. Logo me puxando para perto e, devorando minha boca, eu adorava quando ele era tão urgente assim. Seguimos aos tropeços até a sala, ele chutou a mesinha de centro de seu caminho e, pelo barulho algo quebrou, mas eu não me importei. Eu o empurrei para o sofá, sentando em seu colo, agradecendo aquele vestido por ser tão maleável, eu queria um milhão daqueles, só para ter Edward o tirando de mim antes do sexo.

Suas mãos se espalmaram em minhas costas nuas graças ao decote, enquanto sua boca voltava a atacar o decote da frente. Eu rebolei em seu colo, sentindo seu pau duro na calça social.

Sim, sim, Edward era um maldito que ficava sexy em qualquer peça de roupa. E, eu era uma mulher de sorte por ter aquele homem me amando. A vida era incrível!

Eu agarrei seus cabelos, eles estiveram noventa e nove por cento controlados durante toda a festa com a camada de gel que Edward tinha aplicado ali, mas eu odiava aquilo. Queria seus cabelos bagunçados, era sempre como se ele tivesse acabado de sair de uma rodada de sexo.

— Tire isso. — Edward implorou, sua mão indo até minha calcinha. Sai de cima dele, tirando a peça de roupa, ele aproveitou para abrir sua calça e tirá-la junto com a cueca, antes puxando uma camisinha de sua carteira, eu amava que ele sempre conseguia pensar em camisinha quando eu era a pior pessoa para pensar em proteção naqueles momentos. Edward colocou o preservativo, então eu voltei ao seu colo, deixando com que ele me penetrasse de uma só vez.

— Porra! — xinguei com a sensação arrepiante cobrindo meu corpo, Edward se movimentou embaixo de mim procurando algum alivio, então apoie-me no encosto do sofá atrás dele, pegando sustentação para me mover. Nós dois gememos quando o pau dele quase saiu de mim, então Edward agarrou em minha cintura, puxando-me para baixo em um movimento único. — Oh, isso, por favor.

Nós repetimos aquilo e, mesmo com o frio do fim de novembro, eu estava queimando e com calor. Tirei minhas mãos do sofá, puxando o meu querido vestido para fora do meu corpo, conseguindo livrar-me do calor por um instante, até a boca de Edward vir de encontro aos meus seios nus.

— Eu pensei que você estava usando um maldito sutiã a noite toda — resmungou, voltando a sugar meu mamilo esquerdo, eu voltei a me agarrar aos seus cabelos, enquanto ele me sustentava segurando-me por minha cintura e costas, permitindo que eu me movesse sobre ele lentamente para prolongar nosso prazer.

Voltei a empurrar as costas dele para o sofá, sua boca saindo de mim, Edward perigosamente lambeu seus lábios, me atraindo até eles. Eu me joguei sobre ele, nossa posição mudando um pouco fazendo com que eu gemesse em seus lábios, enquanto ele passava a segurar em minha bunda, guiando os movimentos, praticamente arranquei o lábio inferior dele com aquilo.

— Eu te amo — falei no ouvido dele, Edward passando a chupar meu pescoço perigosamente.

— Eu te amo tanto — ele disse contra minha pele, seus dedos percorrendo minhas costas, fazendo com que eu afundasse meu rosto em seu pescoço, inspirando seu cheiro.

— Edward — murmurei ficando sem fôlego com o ritmo aumentado dos nossos corpos.

— Você precisa de alguma ajuda? — perguntou em um tom irônico, eu teria rido caso não estivesse tão envolvida no momento.

— Sim, por favor, use sua mão em mim — implorei, passando a chupar seu pescoço, tomando cuidado para não marcá-lo. Edward levou sua mão até o lugar de mais prazer do meu corpo e, não precisei de muito para atingir o orgasmo, gemendo seu nome, ele veio logo depois, seus dedos pressionando minha bunda antes de aliviarem o toque, meu nome praticamente sendo cantado por seus lábios. — Esse smoking não é alugado, né? — perguntei passando a mão por suas roupas na parte superior do seu corpo.

— Não, se eu soubesse que precisava dele para ter o melhor sexo de todos, eu certamente o teria vestido antes.

— Foi o melhor para mim também. — Voltei meu rosto para o seu, o beijando mais uma vez, sentindo nossos sentimentos se encontrando no ato.

***

Eu estava quase dormindo quando senti Edward voltar a cama, nós tínhamos tomado banho juntos, então eu arranjei algumas roupas dele esquecidas ali e entreguei a ele, ficando apenas em minha calcinha e regata. Rolei até ele, enfiando-me em seus braços.

— Como ela está?

— Bem, comeu, escovou os dentes e está dormindo a algumas horas. Jasper não parecia chorar no telefone, então acho que ela foi gentil com eles. — Gargalhei, passando minha perna por cima do corpo dele. — Como você está? — ele perguntou por fim e, eu sabia que no fim nós teríamos de voltar ao assunto que destruiu nossa noite, pelo menos até reconstruirmos ela com declarações e sexo.

— Estou bem, mas vou ficar melhor quando Emmett voltar para Forks amanhã e me acompanhar até a delegacia.

— O quê? — perguntou confuso, eu suspirei, erguendo meu corpo para poder olha-lo.

— Por que você acha que eu escutei calada tudo aquilo que aquela vagabunda disse, Edward? Minha maior vontade era dar um soco no nariz arrebitado dela, mas isso faria com que eu me encrencasse. No entanto, ela queimou totalmente o filme de médica bonitinha dela, eu vou prestar queixa contra ela por tudo que falou de mim na frente de todo mundo, espero que você deponha ao meu favor.

— Você irritada é sexy demais.

— Edward, foco — pedi.

— Claro que eu vou depor ao seu favor, Bella. Na verdade acho que eu devo processá-la também, ela estava insinuando que eu estava transando com uma menor de idade e paciente. Sim, eu definitivamente devo processá-la. Espero que o hospital perceba a conduta errada dela e, a retire da equipe.

Assenti, voltando a sentir meus olhos encherem de lágrimas.

— Sinto muito por tudo que ouviu, Bella, deve ter sido difícil demais.

— Foi. — Respirei fundo. — Mas eu não vou deixar isso me abater, eu não estou esperando que ela acabe presa, mas se ela tiver uma ficha suja na policia isso já me deixa contente. Agora, por favor, tire aquela loira idiota da minha mente — pedi, começando a beijá-lo.

***

Rose passou uns bons segundos de boca aberta, então a fechou, parecendo que iria matar alguém com suas próprias mãos. Edward e eu tínhamos ligado cedo para Emmett, quando sabíamos que ele já estaria de volta a Forks, pedimos que ele nos encontrasse na delegacia e, com a ajuda dele prestamos queixa contra Rachel por danos morais — o caso se desenrolaria com os dias e, acabaria mais rápido se ela aceitasse um acordo —, então seguimos com ele até sua casa e, Rosalie parecia pronta para matar a médica depois de tudo que ouviu.

— Ela é uma vagabunda! — gritou, por sorte Jane e Alec estavam no segundo andar, ela dormindo e ele jogando vídeo game.

— Eu que sei. — Bufei. — Ela é louca, estava dando em cima de Edward, não conseguiu nada e veio falar tudo isso para mim.

— Cara, acho que eu te invejo, você conseguiu uma louca perseguidora que te quer tanto que precisou denunciá-la — Emmett disse para Edward, conseguindo olhares irritados meus e de Rose. — Brincadeirinha, meninas. — Sorriu amarelo.

— Eu não posso quebrar a cara dela? — Rose questionou ao marido. — Sério, minhas mãos estão coçando para dar na cara dela, pensar que eu deixei Alec ser atendido por ela uma vez na emergência, vou dar um banho de desinfetante no meu menino.

Eu tive de rir, apoiando minha cabeça no ombro de Edward, que digitava em seu celular sem parar.

— Meu chefe falou que está levando o comportamento de Rachel aos diretores, ela provavelmente será afastada. O caso não foi no hospital, mas era um baile com o nome do mesmo, eles não podem cooperar com algo desse tipo.

A campainha tocou e eu dei um pulo do sofá, mandando Rose ficar no lugar que eu iria cuidar daquilo. Jasper e Alice estavam trazendo Renesmee para mim e, eu estava louca de saudades da minha pequena.

— Oi Ness! — exclamei assim que abri a porta, a pegando em um abraço.

— Oi Bells! — ela devolveu com a mesma animação. Apesar de toda a confusão no baile, eu estava extremamente feliz com o fato de Edward e eu estarmos bem novamente.

— Edward está lá dentro louco pra te ver, vá lá. — A soltei, ela se despediu de Jasper e correu para a sala. — Pronto para enfrentar o sogro? — perguntei a ele, contendo a vontade de rir de sua careta.

— Não, Alice está no carro repassando o discurso que fizemos, mas sei que na hora vamos travar. E, sua ideia de nos transformar em pais durante algumas horas cuidando de Renesmee fracassou, priminha. Ela é esperta demais para precisar da gente para qualquer coisa. Okay, deseje-me, sorte, estou indo para a morte.

Acenei para ele, o deixando seguir até seu carro onde eu podia ver Alice falando sozinha. Fechei a porta, então voltei a sala, Emmett tinha desaparecido com Ness e, Edward conversava com Rose ainda sobre Rachel.

Ouvimos gritos e risadas do andar superior, então o choro de Jane. Rosalie xingou o marido, seguindo para a escada furiosa.

— Eu nunca te vi sorrir tanto — Edward comentou me avaliando, puxando-me para o lado dele no sofá.

— Tenho bons motivos para isso. — Segurei em sua mão. — Eu realmente me sinto muito melhor desde ontem, ir aquele baile não foi como esperado, mas nós nos entendemos, não é?

— Depois daquele sexo, definitivamente. — Brincou, beijando minha mão. — Mas sim, você está certa, nós nos entendemos. Estou feliz que esteja tentando superar tudo aquilo, Bella — falou e, sabia que não estava se referindo a Rachel, sim a James.

Eu o beijei, mas fomos interrompidos por Rose descendo com Jane em seu colo, que adormecia no colo da mãe.

— Ei, sem sexo no meu sofá.

— Pode deixar, só fazemos isso no da Bella — Edward falou, ganhando um tapa meu em seu braço.

— Que bom, porque esse ai é meu e de Emm e só nós dois temos direito de sexo nele. Por falar nisso, você está sentado no lugar preferido de Emm, Edward, é como estar encostando na bunda dele.

Edward bufou, mudando de posição, fazendo Rose gargalhar e despertar Jane mais uma vez.

— Oh merda, isso de novo não. — Segui seu olhar para o canto oposto da sala, onde ficava o aquário, um peixinho azul boiava lá.

Edward riu alto, chegando a lagrimar.

— A Serial Killer de peixinhos está de volta, escondam todos os Nemos da região — ele disse.

— Você está usando Procurando Nemo como referência? — perguntei, segurando Jane para Rose, que foi até o aquário recolher o peixe morto.

— Eu sou um pediatra, tenho que saber o que as crianças gostam. — Pegou Jane de mim, a aconchegando em seus braços. — Você está morrendo de sono, não é princesa? Vamos fazer você dormir. — Ele foi com ela para a sala de jantar onde não tinha ninguém e estava silêncio.

— Rose, eu posso ter aquele número agora — anunciei a ela quando ficamos sozinhas, Rosalie virou-se surpresa para mim, então sorriu em aprovação.

— Fico feliz que esteja finalmente pedindo, eu vou lhe dar depois de enterrarmos o peixinho Han Solo, você pode aproveitar e enterrar todo o passado junto com ele.

— É tudo que mais quero — afirmei.

***

Ness e eu passamos o dia ali, então de noite migramos para a casa de Edward e fiz uma grande panela de macarrão com queijo para agradar todos, mas sopa para Senhor Masen, que pode ter me amaldiçoado quando eu lhe servi isso. Depois do jantar ele foi dormir, alegando estar cansado demais de ter passado a tarde jogando War com Renesmee e Alec, ele ganhou dos dois e, Ness conseguiu em Alec um parceiro para reclamar que Senhor Masen estava roubando.

Quando terminei de colocar a cozinha de Edward em ordem, no que ele chamou de perfeccionismo, no que eu chamei de higiene porque tudo ali era uma bagunça, segui atrás dele e de Renesmee na sala. Estavam sentados no chão, próximos a mesinha de centro, o que me fez lembrar que Edward tinha quebrado o pé da mesinha de centro da minha casa.

— Vocês vão dormir aqui, né? — ele perguntou, jogando War com Renesmee. Aparentemente o perfeccionismo era de família e, ela também queria se sair melhor no jogo.

— Sim — respondi, sentando no sofá, observando os dois jogarem.

Eu os amava, era estranho como em pouco tempo tudo tinha mudado bruscamente para mim, mas com certeza para melhor. Mais cedo naquele dia, enquanto Rose, Alec, Ness e eu enterrávamos o peixinho Han Solo no quintal, eu joguei meu passado naquela cova, focando em mim, Renesmee e Edward, focando no futuro que estava tendo com eles e, no futuro que teria comigo mesma.

Sai do sofá, sentando no chão também e pegando o notebook de Edward no canto da mesa. Ele apenas me observou pelo canto do olho, sem falar nada. Eu fiz todo o processo em silêncio, então avisei aos dois, uma das novidades.

— Bom, é real agora, estou matriculada para um curso intensivo para terminar o colegial, começo em janeiro.

Edward sorriu, mas foi a expressão de Renesmee que me chamou a atenção, ela parecia maravilhada.

— Isso parece bom para você, pequena?

— Sim, você disse que garotas sempre são colocadas para baixo, não é? Isso vai te colocar lá no topo, Bells! — Ela deixou o jogo de lado, vindo me abraçar. — Você é a melhor.

Eu respirei fundo o cheiro de baunilha dela, sentindo calma tomar conta de mim por estar com ela. Edward continuava sorrindo, então chamei ele para o abraço, o que foi prontamente realizado.

Sim, eu os amava e, isso era extremamente bom para mim. Era a primeira vez que o sentimento não vinha acompanhado de medo.

***

Edward me deixou no trabalho na manhã de segunda-feira, depois de termos deixado Ness na escola, então ele seguiu para o trabalho, onde teria um dia de plantão. Sue estava agitada demais aquele dia, já brigando com uma das garçonetes quando cheguei, fiquei longe do caminho dela, indo fazer meu trabalho.

Servir mesas, limpar mesas, anotar pedidos, lidar com clientes estúpidos, lidar com clientes importunos, lidar com uma chefe que me odiava, lidar com um trabalho que eu odiava. Sempre detestei aquele lugar, não por eu ser garçonete, já tinha sido antes e, era algo que realmente não me incomodava, mas aquilo me fazia parecer parada no tempo e, Sue me puxava sentimentos negativos todo dia.

Eu respirei aliviada quando chegou a hora do almoço e, fui me encontrar com Alice e Rose no estúdio. A mais nova mãe de Forks estava mais animada aquele dia, quase voltando ao seu espírito natural, depois de seus pais terem aceito muito bem a grávidez, depois do pai dela ameaçar Jasper uma dezena de vezes caso ele machucasse sua filha preciosa.

— Você está atrasada! — Sue gritou comigo quando eu voltei ao restaurante, apenas cinco minutos atrasada. — Eu não te pago para ficar fofocando com suas amigas, faça a droga do seu trabalho, Isabella. Você é uma imprestável como Renée, né? Quanto tempo até você cair fora da cidade novamente?

Eu bati a bandeja em minhas mãos contra o balcão, pouco me importando o que os clientes ali iam achar daquilo, Sue era meu alvo, ela tinha se calado e afastado-se de mim. Eu arranquei o avental que usava, jogando em cima dela.

— Não precisa se preocupar se eu vou ou não sair da cidade, Sue, estou deixando seu restaurante e não precisa mais me ver nunca mais.

— Você está se demitindo? — ela indagou chocada.

— Sim, divirta-se sem mim.

Segui a passos firmes para fora do restaurante, sem uma pontada de arrependimento em mim. Eu pedi a minivan de Rose emprestada, dizendo rapidamente a ela que eu tinha me demitido, ela queria conversar, mas eu realmente precisava ver outra pessoa naquele momento, a pessoa mais próxima de uma mãe para mim, então quando Rose me entregou suas chaves, dirigi direto para a grande casa.

Tinha começado a chover quando sai da minivan de Rose e, corri até a varanda, tocando a campainha. Querendo um tempo com Esme, querendo os conselhos dela.

— Oi Bella, tudo bem? — Esme perguntou quando abriu a porta para mim, ela parecia chateada.

— Você está bem? — ignorei a sua pergunta, ela indicou que eu entrasse, então me levou até a sala, onde Jasper estava, compartilhando a chateação da mãe. — Aconteceu algo? Carlisle está bem?

— Oh sim, todos com saúde. — Esme me tranquilizou rapidamente. — Jasper e eu só estamos tentando encontrar uma solução para o caso dele e de Alice.

— Eu não consegui nem um emprego, não na costa oeste — Jasper disse. — Consegui algo em Chicago, mas Alice e eu não queremos ir embora, não até o bebê nascer e, ter alguns meses de vida para que possamos nos adaptar a ele. Em outra cidade, só comigo trabalhando, sem família por perto...

— Seria complicado, sim, eu entendo. Eu tive realmente muita sorte em ter Rose e Edward comigo desde o começo, não saberia lidar com tudo de Renesmee e, todas as mudanças de uma só vez.

Jasper assentiu, suspirando.

— Nós precisamos achar algo para ele trabalhar — Esme falou. — Jasper está sendo teimoso recusando ajuda financeira de todos nós.

— Talvez eu tenha algo — sussurrei o que pareceu ser horas mais tarde, depois de minha mente trabalhar mais rápido do que eu podia acompanhar.

— Alguma vaga de garçom no restaurante? — ele me perguntou.

— Bom, isso também, eu acabei de me demitir.

Esme me encarou chocada, então sorriu, vindo me abraçar.

— Que bom que se livrou daquela mulher nojenta. Espere, qual era a outra opção? — Esme perguntou curiosa.

— Isso pode parecer loucura e, espero que não me ache uma idiota por isso, Esme, nem me expulse daqui. Mas acho que a gente pode começar uma parceria. Eu sei fazer doces e, você tem grana — falei, sentindo minhas bochechas corando. — Talvez possamos montar um negócio, Jasper pode nos ajudar.

Diferente do que eu esperava, Esme dizendo que eu era maluca e me mandando voltar para o restaurante, ela pareceu pensar sobre o assunto. Sua expressão era a mesma de quando experimentou meu bolo em seu aniversário. Analítica e sincera.

— Acho que tenho grandes planos para a gente — Esme disse por fim, parecendo esperançosa.

Notas finais
Bella finalmente se encontrando o/ Beijos! Lola Royal. 26.08.16