– Eu nunca que vou usar isso!!!

– Vai sim! Precisa estar apresentável para nosso amigos! – Izzy ainda insistia em tentar me colocar naquele vestido curto e colado. (preto obviamente).

– Mas é muito pequeno....

– Clary! Já pensei que estivesse se acostumado com nosso jeito de se vestir.

Nós duas ouvimos o som da campainha na porta. Eles chegaram. Isabelle faz uma cara de desesperada.

– Vista isso! Agora, e depois dessa lá para baixo. – Ela não me dá tempo de responder e sai do quarto.

Eu me visto, infeliz pelo fato de que Isabelle havia me deixado usar minhas próprias roupas mundanas enquanto estava aqui, mas pelo jeito vou ter que usar as que ela quiser enquanto os hóspedes estiverem aqui. Quando fecho o zíper do vestido colado vou até o espelho e faço uma cara de desgosto.

Eu era baixa. Eu parecia uma anã indo para um enterro. Mas quando me virei vi de relance um salto alto que Isabelle provavelmente deve ter deixado lá para eu usar. Coloquei os saltos e pela visão no espelho achei que havia melhorado um pouco. Ultimamente tenho aperfeiçoado meu andar com salto alto, pois ele me ajudava muito a parecer séria, já que eu era baixa. Quando decido ir cumprimentar os visitantes me viro e vejo Alec parado a porta.

– Oi, Alec. – Ele deve estar aqui por alguma coisa.

– Clary, você está bonita.

– Obrigada, mas eu ainda não me acostumei a isso. Eu curto usar mais moletons que são maiores que eu.

– Não sei o porque disso. Bom, mas Isabelle me pediu pra chama-la.

– Eu já estava indo. – mas ele não me respondeu.

Descemos as escadas e vi que Alec também estava ansioso. Quando virei o corredor começo a ouvir vozes do cômodo ao lado. Alec acena com a cabeça para que eu entre. Eu abro a porta e imediatamente todos na sala olham pra mim. Percorro a sala com meus olhos em direção as pessoas desconhecidas.

São três: Dois homens e uma mulher. Todos vestindo o mesmo tipo de vestimenta que eu. Vejo seus olhares me percorrendo, me analisando e ao mesmo tempo eu mesma também fazendo isso.

O homem mais alto, com cabelos castanhos claros olhos verdes, me olha com indecisão. A mulher bonita de cabelos lisos e castanhos, que parece inteligente olha para o homem de olhos verdes, e o homem mais baixo, de cabelos petos, e olhos negros também. Ele me olha com malícia e imediatamente sei que vai ser uma problema. Ele anda até mim e estende a mão.

– Olá, eu sou Damon Salvatore. – Eu aperto a mão dele. – Nossa querida Isabelle me falou de você, Clary, mas ela não disse que era tão bonita.

Ele me olha de cima a baixo novamente enquanto Jace rosna baixo.

– Ah... obrigada — Esse tal de Damon era atrevido, mas não posso negar que era incrivelmente lindo. Achei de certo modo parecido com Jace no modo como parece despreocupado, e experiente ao mesmo tempo. Se Simon já não gosta de Jace, eu nem imagino como vai gostar de Damon, mas não importa, já que Simon não é autorizado a aparecer aqui enquanto eles estiverem.

A mulher se aproxima de mim e diz

– Prazer em conhece-la, sou Elena Gilbert. E peço que não se importe com nosso excêntrico Damon – ela sorri para mim e eu imediatamente gosto dela, parecer ser inteligente, simpática.

– Eu sou Clary, estou feliz em conhece-la também – Eu sorrio de volta. – E a respeito de Damon, não se preocupe, conheço uma pessoa que é igualzinho. – Eu olho de relance para Jace. Mas ela também vê meu olhar para ele e ri :

– É, pelo jeito conhece mesmo. Mas este é meu companheiro, Stefan. – Ele aperta minha mão gentilmente.

– Olá, Clary, eu conheci sua mãe, e devo dizer que ela é uma pessoa maravilhosa.- Diz Stefan.

Eu respondo com apenas um sorriso pequeno, porque toda vez que conheço alguém novo me dizem que conheceram minha mãe. Mas meus pensamentos são interrompidos quando me lembro que Isabelle, Alec e Jace também estão na sala. Eu me sento no sofá enquanto Isabelle começa a tagarelar para os três, bajulando-os. Jace esse senta ao meu lado e me pergunta baixo.

– Gostei do vestido. – Estou começando a char que Jace é pervertido.

– Ah, cala a boca.

– Então o que achou deles ?

– Todos parecem ser legais, eu acho. – Eu disse olhando para eles no exato momento que Damon me dá uma piscadela.

– Acho que deveria tomar cuidado com Damon. — Jace parece protetor, então não sei realmente qual é o objetivo dele.

– Porque ? Na verdade acho que ele me lembra alguém. – eu sorrio pra ele.

– Parece com quem ? – Não acredito que ele não percebeu.

– Com você. – Mas ele apenas me olha com desdém.

– Haha. Nunca – Ele bufa em descrença. – Damon é muito diferente de mim. Você vai ver isso nos próximos dias.

– Na verdade acho que não, mas gostei do jeito dele. Assim como eu gostei do seu quando te conheci.

– Mas quem não gosta de mim ? eu sou irresistível. – eu reviro os olhos. Jace sempre solta alguma frase desse tipo.

Olho para os visitantes que conversam alegremente com Alec e Isabelle e me junto a conversa rapidamente.

–Então vocês sabem quantos dias poderão ficar ? – Isabelle pergunta para todos , porém olhando para Damon.

– Bom, não temos um data certa, dependendo do que acontecer aqui a data pode mudar. Sabe que temos trabalho a fazer.

– Mas tenho certeza que vão gostar do Instituto. Acho que o de Londres é um pouco diferente, não acham ?

Então eles vem de Londres. Gostaria de saber como é lá.

– Sim, mas devo dizer que aqui a companhia é bem melhor. – Damon olha pra mim. Esse cara era estranho. Tenho uma leve impressão de que ele estava me cantando.

(...)

– E se a mãe de Annabeth fosse a assassina ?

Damon estava tentando me ajudar com meu novo livro. Mas não parava de olhar para meu vestido curto, e isso não ajuda em nada. Amaldiçoei Isabelle em silêncio por me obrigar a usar aquilo.

– Não, todo mundo está com pena dela, e as provas não são suficientes.

– Bom, qualquer coisa que você fizer vai ficar bom, porque você é ótima escrevendo. Sério.

– Obrigada, mas eu não acho que seja tão boa assim.- Damon abriu a boca pra responder mas eu levantei o dedo tão rápido para ele se calar que ele fechou a boca – Tive uma ideia!!! O que acha disso ? :

E assim a morte percorre a pequena cidade, imperceptível aos olhos dos cidadãos assustados. Porque é assim que a vida é : Contínua. Seus atos, suas atitudes o seguirão para o resto da vida. Este assassinado está marcado pela dúvida e é por isso que retorno a dizer : Ninguém é totalmente inocente. A morte é doce, e quando Lílian se senta ao lado do tumulo de sua filha ela sente que a morte chegará para ela também. Muitos dirão : “os fins justificam os meios”, mas a única verdade que eu posso afirmar é que um dia todos irão morrer, juntos com seus segredos sujos, sempre haverá uma verdade não dita.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.