Amar e sonhar, sem pensar.
4 Capitulo 4 - Pesadelo.
Notas iniciais
Ás 6 da manhã, eu acordei em um pulo, assustada e ofegante por que tive um pesadelo.
No pesadelo...
–Quem está aí? -Gritei, eu estava em lugar todo branco e com névoa no chão, não dava nem para saber se estava pisando no chão, era uma sensação estranha, parecia uma nuvem. Eu ouvia gritos e gritos de horror, choros de crianças e uma voz de criança, dando eco que falava: "Mamãe? Mamãe?".
Comecei a chorar e ficar muito assustada, tentava gritar mas não saia nada, como se eu fosse muda. Eu falava para mim mesma: Estou morta, estou morta. De repente ouvi um sussurro no meu ouvido que falava as seguintes palavras: "Sua vida vai ser um inferno, matar você seria perda de tempo, você não iria sofrer, então matamos todas pessoas que você ama." — A última frase ecoava e ecoava, eu nunca parava de ouvi-la.
Até que avistei um ponto preto desfocado e distante, eu frisava os olhos mas era em vão. Até que percebi que cada vez ele ficava mais perto e mais nítido, até que finalmente ficou próximo de mim e disse, pausadamente: -Eu. Que. Fiz. Aquilo. -Era uma voz que não dava para distinguir, uma voz que parecia arrependida, triste. Eu ainda estava apavorada e estava rezando, eu só queria que aquilo tudo acabasse. Quando esta pessoa estava prestes a tirar a máscara preta, que não mostrava nem os olhos, sou puxada pelo chão, em questão de segundos, e vou caindo em um precipício e gritando, eram gritos de horror, gritos apavorados.
Na vida real..
–AHHHHHHHHHHHHHHHH! — Dei um grito muito alto seguidos de suspiros. Meu coração estava batendo muito forte que conseguia sentir a pulsação dele em todo meu corpo, eu estava suada, ofegante e muito apavorada.
–QUER ME MATAR NO CORAÇÃO, LOKA? — Óbvio que a casa inteira iria acordar e logo todos estariam no meu quarto, mas Max estava bem ao meu lado então pulou de susto.
–Eu que quase morri, tive um pesadelo horrível relacionado á noite de ontem e... — A família inteira apareceu na porta do meu quarto,interrompendo meu diálogo com Max, todos com cara de espantados e aparentemente muito bravos pelo susto. -Bom dia galerinha, ééé desculpa pelo susto, mas não tive como me conter, por que eu tive um pesadelo. — Minha mãe sentou-se ao meu lado e me abraçou, dizendo que era para eu rezar mais e meu pai me pediu para contar como foi. Todos se sentaram e quando ia começar Max meu olhou com um olhar de : "A gente combinou de não contar sobre ontem..." e eu retruquei com um olhar de: "Relaxa, não vou comentar que é relacionado á ontem." e então comecei a contar o pesadelo, omitindo algumas partes para ninguém desconfiar. E foi uma longa história que eu não conseguiria contar novamente, pois eu estava omitindo partes e tudo se desencaixava, então eles percebiam e perguntavam e eu ia inventado a cada pergunta uma coisa nova.
Realmente eu estava ficando paranoica, e o Max estava no mesmo caminho, por que no resto do dia e da tarde pegamos papel e caneta e anotamos todos que estavam na festa e começamos á riscar os suspeitos menos prováveis, eu anotei todo o meu pesadelo em um papel para podermos analisá-lo melhor e encontrar alguma dica, o Max não acredita muto nessas coisas de sinais no universo, mas eu sim, então fiz ele me ajudar a olhar cada detalhe do pesadelo, que eu nem sabia se havia lembrado de tudo.
Max dormiu lá em casa de novo, como estávamos de férias, os pais dele deixaram ele ficar uma semana aqui em casa e os meus pais concordaram. Mas, mais uma noite se foi e Max não me contou a surpresa, achei muto estranho, pois ele já teria me mostrado no mesmo momento em que ficássemos sozinhos. Eu decidi que no dia seguinte eu iria perguntá-lo, sem falta, não aguentava mais tamanha curiosidade.
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