Amar é uma arte que se aprende
2 Capítulo 2 Relações
Notas iniciais
2º Capitulo – Relações
Amanhã seria o grande dia, Calebe embarcaria para o Líbano, tinha 20 dias de férias que passaria na casa de seus pais, estava devendo essa visita e antes que o Sr. Mohamad e Dona Zarah tivessem um ataque, o filho já havia ligado e avisado de sua visita. A família muito tradicional muçulmana, não via à hora do filho chegar, desde que este decidiu sair de casa e tentar a vida na América, que os pais sonham em tê-lo por perto, vê-lo casar-se com uma bela moça de sua cultura, seguindo as tradições milenares.
No carro de Carlisle a conversa fluía animada, o pequeno Edward fazia milhões de perguntas ao novo pai, queria saber como era a casa, a cidade, quase pulou de alegria ao saber que teria um cachorro labrador, de pelo amarelo claro, só não conseguiu por que estava preso com o cinto de segurança.
Quando chegaram próximo à cidadezinha onde moravam, Esme suava frio, Carlisle entrou pela pequena estrada de terra que levava a casa de Esme, ela estava muito apreensiva, ia indicando o caminho com a voz trêmula, não tinha ideia de como ele reagiria ao ver o barraco em que eles moravam, tinha certeza que ele nunca vira um ao vivo, só em noticiários na televisão.
O carro parou em frente ao barraco de madeira e Edward saiu do carro animado, puxando o médico pela mão.
– Venha papai, essa é minha casa você me ajuda a fazer as malas?
– Claro Filho, ajudo sim. Respondeu Carlisle, como ficava feliz toda vez que pronunciava a palavra filho, seu filho, um presente de Deus.
Eles entraram na humilde casinha, não tinha muita coisa, à cama de solteiro logo na entrada um pequeno armário de duas portas no canto, um fogão e uma geladeira que pareciam ser de terceira mão. Um banheirinho apertado com um chuveiro bem gasto, ele duvidava que dele pudesse sair água quente. Apesar de ser uma casa bem pequena e simples, estava muito limpa e cheirosa, a madeira do chão era muito bem encerada e o banheiro parecia brilhar de tão limpo.
Esme tinha feito um ótimo trabalho, ela era uma menina muito simples, porém seus valores a transformavam na maior e melhor de todas as mulheres que ele já conhecera. Os três juntaram as roupas e objetos pessoais, tudo coube em uma bolsa de viagem grande, os móveis ficariam na casa. Depois de terminado a tarefa, Esme finalmente conseguiu soltar aquilo que tanto a atormentava.
– Carl, tem só um probleminha... quando for devolver a chave da casa para a proprietária, terei que quitar toda a dívida do aluguel, não tenho todo o dinheiro necessário, aquele que você me deu para comprar roupas, eu guardei um tanto, mas mesmo assim, não será suficiente. Sei que não é justo te pedir mais isso, mas será que...
Ele nem deixou ela terminar a frase, selou seus lábios com um beijo doce e cheio de significado.
– Minha linda, eu a amo tanto, não se preocupa ok! Vamos até a dona que eu farei o pagamento, também temos que ir à creche pegar a transferência do Edward. Não quero ver esses olhos cheios de preocupações e medos Esme, você está me dando tudo que eu sempre quis nada que eu faça pode pagar isso, não tem preço, ter você e Edward na minha vida, é muito mais do que eu sonhei e pedi a Deus.
Depois de quitada a dívida de 800,00 dólares, foi à vez de ir à creche, a Diretora olhava para o homem a sua frente como quem quisesse se jogar em seus braços, ele era realmente muito bonito, alto de 1,80m e ombros largos, olhos verdes muito brilhantes. As “tias” da creche só faltavam babar. Esme percebeu os olhares maldosos e insinuativos e logo o abraçou de lado mostrando que esse tinha dona.
Carlisle percebeu a insegurança dela e retribuiu o abraço, passando seu braço possessivamente pela cintura fina e depositando um beijo em sua cabeça. Ela era tão pequena perto dele, com seus 1,60m a sua cabeça batia em seu peito. Eles assinaram os papéis da transferência e agradeceram por tudo.
Pararam para almoçar em um restaurante bem família que tinha na rua principal da pequena cidade, depois de 40 minutos já estavam no carro a caminho de Forks, quando o carro entrou na estrada que levava a linda casa de Carlisle, Esme não aguentou e perguntou:
– Você disse que morava em Forks, mas já passamos por ela?
– É... minha casa fica no final da cidade, olha lá...
E bem no final da estrada estava lá à linda casa de três andares, com paredes de vidro, um casa muito luxuosa, Edward dava gritinhos de excitação. Desembarcaram as coisas e Edward foi escolher seu quarto, combinaram de no dia seguinte ir à loja de móveis comprar seu jogo de quarto.
Esme estancou quando viu o lindo quarto que seria seu, uma linda suíte, parecia coisa de cinema, ela nunca poderia imaginar estar em um lugar tão lindo, quando sentiu aquele corpo másculo encostar ao seu e sussurrar ao pé do ouvido.
– Bem vida ao lar Senhora Cullen. Não vejo a hora de tê-la em meus braços em nossa cama. Você é maravilhosa, estou louco para senti-la, toca-la de forma tão íntima, profunda e quente, queria seria até pecado.
– Sua casa... (parou por um segundo, negando com a cabeça) nossa casa é muito linda, obrigada amor. Me sinto realmente em meu lar. Eu também não vejo a hora de me entregar inteiramente a você e te amar, te beijar e fazer você sentir a magia que só existe com aqueles se amam de verdade.
O clima intenso que estava no ar foi totalmente quebrado quando pequenos braços rodearam as cinturas de ambos, Edward era só felicidade. Dormiram aquela noite todos juntos na grande cama de casal. Na manhã seguinte, logo após o maravilhoso desjejum partiram rumo ao centro comercial de Forks, Edward escolheu seu jogo de quarto dos carros, ele era fã do Relâmpago McQueen. Compraram os móveis e roupas de cama, um cobertor tão macio e fofinho que o menino quis vir com ele abraçado no carro.
A vida não podia ser mais perfeita. Esme tinha matriculado o filho em uma escolinha particular, a mesma que Emmett, filho de Eleazar e Carmen estudava. Ela também havia se matriculado no colégio, Carlisle a convenceu em terminar seus estudos em uma classe de aceleração, ela concluiria o Ensino Médio em um ano e meio, estudaria todos os dias pela manhã. Ela tinha muitos sonhos e um deles era se formar e ser uma decoradora, sonhava em fazer design de interiores.
Calebe havia desembarcado no Aeroporto Internacional Rafik Hariri, seu pai já o esperava no hall de desembarque. A alegria em receber o filho estava nos olhos daquele velho senhor. Para Calebe desembarcar ali e ver todas aquelas mulheres vestidas tradicionalmente com seus hijab, niqab e até burcas o deixava bastante intrigado, manter uma mulher subjugada aos ditames de um marido severo não era o ideal de família que sonhava para si.

A família morava em uma região nobre da capital Beirute, uma belíssima casa, seu pai herdou da família uma grande mineradora, eles exportavam pedras preciosas, era uma família grande, cinco filhos, os quatro que permaneceram no Líbano cuidavam dos negócios da família, desde a mineração, confecção de joias e das lojas de pedras e joias, eram muito ricos, Calebe era o único filho que tinha se “rebelado” e saído de casa para se aventurar na América.
Seu pai Mohamad embora fosse muito tradicional, amava intensamente sua mulher Zarah, amor, respeito e cumplicidade eram à base do casamento que já durava 45 anos. Tanto ela quanto as noras e demais empregadas da casa usavam apenas um lenço na cabeça, o hijab, roupas modernas e joias maravilhosas exibiam as noras de Calebe, eram mulheres refinadas, todas já com seus filhos e filhas, o que deixava o filho pródigo ainda mais em desvantagem, pois além de não morar com os pais, não era casado e ainda não tinha herdeiro.
O pediatra Dr. Swan era agora abraçado e beijado por seus irmãos, a mesa de jantar estava posta, muita fartura e música árabe compunha o cenário muito iluminado. Após comerem e muitas conversas, risadas e danças, os irmãos se retiraram, cada qual com sua esposa e filhos, restando apenas o casal de idosos e Calebe na imensa sala de estar. Ele já imaginava o que vinha pela frente.
– Filho viu como estão felizes seus irmãos? E que netos maravilhosos eles nos deram? Só está faltando você para que eu possa descansar em paz. – falava carinhosamente Sr. Mohamad.
– Eu sei pai, estou em dívida com vocês, mas não se preocupe ok! Quem sabe nessa viagem de férias eu não encontro minha outra metade, e pelo Alcorão eu lhe prometo que me caso do jeitinho que vocês sempre sonharam, cumpro com todos os ritos e até deixo a mamãe preparar a festa de casamento, ela sempre quis fazer isso e nunca pode já que só teve filhos homens.
Olhando para a mãe com completa veneração, o filho lhe lançou um lindo sorriso fazendo com que lágrimas viessem aos olhos daquela mulher de fibra. Só Maomé sabia o quanto ela sonhara com uma filha mulher, preparar a festa de casamento, os vestidos, as núpcias, ela nunca pode, como tinha cinco filhos e todos homens, cabia a família das noivas essa parte. Não que estivesse reclamando de suas noras, de forma alguma, eram mulheres muito boas, educadas e que amavam muito os maridos e filhos, mas todas vinham de famílias também ricas que não precisam e muito menos pediram ajuda nesse quesito.
– Amanhã de manhã quero que me acompanhe até o centro, quero que veja as nossas lojas, você vai ficar admirado com o crescimento gigantesco que a nossa mineradora está tendo, seus irmãos estão fazendo um excelente trabalho.
– Eu imagino que sim pai, eles insistem em me mandar mensalmente minha porcentagem dos lucros da mina. Me sinto em dívida com eles também. Vou conhecer cada loja, a mineradora e todas as repartições, é o mínimo que posso fazer em gratidão a tudo que eles têm feito, não é?
– Eles vão ficar felizes com a visita. Vá dormir, sairemos cedo pela manhã, vou pedir para que “Em nome de Deus” você realmente possa encontrar aqui sua mulher, quero vê-lo casado nesses vinte dias que passarás aqui conosco.
Calebe se retirou, deu um beijo na bochecha de seu pai e em sua mãe e foi para o seu antigo quarto, todas as suas coisas de adolescente continuavam ali, ele recordava de cada uma delas. Foi pensando em realmente encontrar a mulher que para seus pais seria perfeita que ele adormeceu.
Durante todo o passeio o filho mostrou-se muito atento e interessado em tudo que seus irmãos falavam, já era hora do almoço quando ele viu uma jovem muito linda carregando uma sacola que parecia estar bem pesada ao lado de uma senhora que andava com dificuldade. Elas usavam lenços cumpridos, porém seus rostos não eram totalmente cobertos, ele pode ver o quão bela era a jovem, se aproximou um pouco e ficou apenas ouvindo a conversa das duas, não era correto dirigir-lhe a palavra nesse momento.
– Mamãe, veja que lindo esse lenço, que tecido mais fino e delicado.
– Realmente Kiara, é muito belo. Não vamos compra-lo hoje tá querida, não saí com muito dinheiro de casa. Mas vamos logo minha filha, seu pai pode se zangar se demorarmos mais um pouco para chegar com essas verduras. Aquele homem cada dia que passa fica mais bravo, não podemos nos descuidar.
Elas partiram apressadamente pela avenida principal, Calebe percebeu o interesse a jovem naquele lenço e resolveu comprá-lo, pediu que a vendedora embrulhasse pra presente e guardou. Quem sabe não via a moça novamente. À tarde seu pai pediu que o acompanhasse até o sapateiro, um velho amigo que ainda trabalhava nesse ofício raro. Era de muita confiança e ele precisava pegar uma encomenda da sua mãe.
Realmente os ventos estavam ao seu favor e alguém lá em cima havia ouvido as preces dele, ao chegar na sapataria do velho Faisal Abdulliah, Calebe viu aquela mesma moça da sacola de verduras, ela estava abaixada e limpava algo nas prateleiras.
– Está bem Kiara, está chegando clientes, se retire, vamos logo, pode ir pra casa, depois você volta e continua com a faxina. Anda logo menina. Vá ajudar sua mãe.
Kiara deixou o pano que estava usando em cima do balcão e antes de se virar e ir para a casa que ficava nos fundos da sapataria, ela viu quem estava chegando, já conhecia de vista o Sr. Mohamad Swan, era um cliente assíduo do seu pai. Mas o que realmente lhe chamou atenção foi o belo homem que o acompanhava. Não era de ficar observando os rapazes, todavia esse era diferente. Alto, lindo, forte e não tinha aquele olhar sisudo tão familiar para ela.
Entregue a encomenda de D. Zarah, Calebe não aguentou e perguntou um tanto receoso para aquele homem que tinha uma cara fechada, parecia que sempre estava bravo com alguma coisa, duvidava que ele soubesse sorrir.
– Sr. Faisal, a jovem que limpava aqui agora pouco é sua filha?
– Sim, é minha única filha. Por que perguntas?
– Eu a vi hoje pela manhã carregando uma sacola de verduras.
– A sim, ela foi com mãe comprar algumas coisas no centro. – Respondeu um tanto apreensivo o velho Faisal.
– É sua única filha? Não tem outros filhos senhor? – Calebe parecia muito interessado o que deixou seu pai também apreensivo.
– Não Dr. Swan, minha mulher me deu apenas uma menina. Não tive tanta sorte como o seu pai que foi abençoado com varões homens.
– Compreendo. Até mais Sr. Faisal. – Calebe encerrou a conversa, antes que aquele velho ranzinza lhe jogasse algum sapato.
Os dois saíram da sapataria e deixaram um Senhor muito intrigado para traz. No caminho de casa, o pai começou um verdadeiro interrogatório, queria mesmo saber qual o motivo de tanto interesse do filho pela menina, filha do sapateiro.
– Ela não deve ter dote nenhum meu filho, o Faisal é tão frustrado por não ter tido um filho homem, que não deve dar nenhum um dólar pra quem quiser casar com ela!
– E não ter dote importa tanto assim pai?
– Importar, importar, não importa né, mas acredito que tenha outras mulheres melhores do que ela pra você escolher meu filho.
– Pois eu acho que já escolhi a minha meu pai, e Senhor viu como ela se veste, demostra que conhece bem as tradições.
– Seguir nossos dogmas e nossas tradições eu tenho certeza que sim, acho que não existe família mais tradicional do que a Abdulliah, mas pense bem meu filho, claro que quero que se case e me dê netos, mas também quero que seja feliz acima de tudo.
– Eu sei pai, eu não seria um pediatra em Forks sem seu apoio, isso me faz feliz o senhor sabe o quanto não é?
– É... eu sei... embora sinta muito sua falta, sei que a vida que você leva lá na América lhe faz feliz.
Eles eram muito cumplices, pai e filho se entendiam apenas com o olhar. Chegando em casa Calebe procurou por sua mãe, precisava urgente de algumas dicas, se queria conquistar a Kiara tinha que fazer da forma correta. Convencer o Sr. Faisal Abdulliah não seria uma das tarefas mais fáceis, mas ele não desistiria assim tão fácil.
– Mãe, a senhora acha que o fato dele não pagar dote pela filha será um empecilho?
– Não sei meu menino, mas faça como eu lhe disse, conquiste primeiro o pai, a mãe por que depois fica bem mais fácil conseguir a filha.
– Farei isso mãe. Amanhã mesmo.
Os três dias seguintes foram cheios de estratégias, presentes para o pai e para a mãe da garota, ele foi conseguindo a confiança daquele velho rabugento. Foram horas e horas de conversas e muitas explicações até que finalmente aquele velho permitiu que Kiara saísse com ele para um passeio breve.
A conversa dos dois não era muito fluente, ela havia sido treinada pra respeitar um homem e nunca emitir sua opinião. As diferenças culturais eram muito evidentes, eles já estavam namorando há seis dias, se ele não conseguisse que ela se abrisse com ele, ficaria difícil arrumar o casamento em tão pouco tempo. Foi então que ele se lembrou do lenço que havia comprado quando a viu pela primeira vez.
– Minha bonequinha, sabe a primeira vez que te vi, você estava com a sua mãe, voltando pra casa com uma sacola de verduras, você parou em frente a uma loja de lenços e ficou encantada com um deles, se lembra disso?
– Lembro, você meu viu na rua aquele dia?
– Sim, te vi e comprei uma coisa pensando em você.
Foi então que ele entregou o pequeno pacote de presente, ela ficou muito surpresa e agradeceu emocionada o gesto, o lenço de ceda pura e de estampa refinada ficaria muito lindo nela.
– Muito obrigada Sr. Cullen, eu amei.
– Kiara, tudo que você quiser eu te dou entende?
– Por que está fazendo isso? Por que me pediu em namoro pro meu pai, eu não consigo entender...
– Você sempre quis uma coisa que era impossível? Então pra mim é assim, você a minha joia rara, minha pedra mais preciosa. Vou te confessar, meus pais desejam me ver casado de acordo com todos os dogmas e tradições libanesas, você é minha tábua de salvação entende. Você foi educada pra ser a esposa perfeita, eu sei que com você eu posso fazer direito. Consegue me entender?
– Então você me quer só pra agradar seus pais, se eu não fizer tudo certinho, você pega e me devolve, é isso?
– Não exatamente... eu também lhe acho muito bonita e atraente, muito fechada também, preferiria se você falasse mais de você, do que gosta, como gosta. Por traz desses olhos chocolate tão intensos tem uma menina fantástica, cheia de sonhos... eu sei que tem.
– O senhor...
– Não docinho, agora você me faz ficar mais velho do que já sou. Nada de senhor ok, vamos combinar, entre nós dois você pode me chamar de você, Calebe, ou se preferir... meu amor.
– Tudo bem... se você quer assim, entre nos dois, mas quando estivermos em público tenho que manter meu respeito.
Ele assentiu com o olhar, chegaram na casa dela e se sentaram no sofá, em um local estratégico, qualquer um podia vê-los na sala, então continuaram conversando.
– Eu posso te ajudar nisso, gostei de você Calebe, de verdade, você poderia escolher qualquer mulher rica e sofisticada, no entanto escolheu a mim, uma que nem dote tem pra oferecer.
– Você se preocupa muito com o fato de não ter um dote né?
– Todas as meninas que eu conheço tinha ou tem um pra oferecer, é uma segurança sabe, pra não ser devolvida aos pais, caso o marido não se agrade com alguma coisa que fizer.
– Entendi... então vamos combinar mais uma coisa ok, eu não vou te devolver jamais, não importa o que você faça certo? Isso é uma promessa. Se acontecer de você um dia fizer alguma coisa que não me agrade, nós sentamos e conversamos. Fácil assim.
– Você é muito diferente Calebe, eu gosto disso.
– Quanto foi o dote mais caro que você já ficou sabendo?
– ah! Foi de uma ricaça o dote dela era de cinco mil dólares.
– Então minha noivinha, o seu será maior, bem maior, hoje à noite eu venho com meus pais aqui, trago o dinheiro do seu dote e um lindo anel para o seu dedo.
– Você só pode estar brincando né?
–Não, estou falando bem sério, você aceita casar comigo?
– Minha nossa! Calebe, é de verdade isso?
– Sim... eu quero muito me casar com você, se você me aceitar é claro?
– Eu aceito, claro. Que loucura não, mas eu gosto muito de você. É claro que eu quero me casar. Mas... tem um problema... Calebe, não sou rica, sua família na certa vai esperar uma festa chic. Não posso te dar isso. Não posso.
– Ei, calma ok! Eu sei das condições financeiras de sua família, como você já percebeu não sou muito convencional né, por isso quero combinar mais umas coisas com você. A Festa do casamento pode ser como você quiser ok! Desde que seja seguindo com todas as tradições, vamos nos casar com tudo certinho. Minha mãe pode te ajudar também, se você quiser?
–Sua mãe? Mas ela não vai ficar ofendida em ter que me ajudar com a festa?
–Tenho certeza que não minha preciosa, para ela seria a maior honra. Te vejo à noite.
Calebe se despediu de sua noiva com um beijo em sua bochecha e uma piscadinha que fazia o coração da pequena Kiara bater freneticamente.
Notas finais
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