Amar é uma arte que se aprende
10 Capítulo 10 - Sentimentos
Notas iniciais
Capitulo dedicado a:
♥ Marcela, linda você foi a única que percebeu a frase escrita em árabe no capítulo anterior, obrigada por ler e perceber certos detalhes.
♥ Agradecimento especial para todas que comentaram na fic até agora, vocês me deixam muito feliz ♥:
Nadja Dias, Sill Cullen,Sabrina Hoffmann, Vic Kakau, Isabella, Naiara, Vallent Masen, laracullen,Annie Meddina, carla, MaduCullen, maria_vs, Oprah Noodlemantra, Ana Paula Souza,Vivian Swan, Michelle Charret, BellaDS, amando, NEIDE SOARES SILVA, elispreta, Sarasilva, janys, MichelleBrasil, fran_silva, giza ivanilde, miria, Ingrid Martins, Sah Godoy, Is_Cullen31, Chele_Cullen, Suzi Moreira, Clair Hale, Bia Fanfics, Barbara_Lolla, StefhanyCosta, darcianne vieira,
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10˚ Capítulo — Sentimentos
Era feriado de ação de graças e Edward veio para a casa dos pais, o ruivo de olhos verdes estava meio cabisbaixo e os pais perceberam no momento em que o jovem de 20 anos entrou em casa. Seria um ótimo feriado, e no curso de medicina isso era raridade. Ele chegou em casa na quarta-feira a noite e só iria voltar no domingo no vôo das 20h. Depois de uma gostosa noite de sono, assim que ele acordou, fez sua higiene e desceu pra cozinha.
– Mãe, bom dia! – ele entrou na cozinha, dando um abraço gostoso e um beijo na mãe.
– oh! Bom dia filho, dormiu bem?
– Dormi sim... sabe onde está o pai?
– Tava demorando pra você perguntar dele. – era sempre assim, Edward e Carlisle eram muito grudados, Esme tinha que segurar o ciúmes muitas vezes. — Ele está no escritório, e também vai ficar de feriado até segunda, vocês vão ter tempo de sobra pra por a conversa em dia.
– Poxa mãe, que ótimo! Eu vou lá.
– Ei... não vai tomar café não?
– Depois eu tomo...
Edward saiu da cozinha, subindo as escadas pulando de dois em dois degraus, chegou na porta do escritório e deu uma batidinha, olhou pra dentro e seu pai estava lendo alguma reportagem no jornal, parecia bem concentrado.
– Posso entrar? Incomodo?
– Oh! Filhão pode entrar, não incomoda nada.
Edward entrou, deu um beijo no pai e se sentou no sofá em frente a ele.
– Tudo bem filho? Você me pareceu um tanto triste quando chegou em casa ontem a noite.
– Pois é pai, é bem sobre isso mesmo que eu queria conversar, mas se for atrapalhar a gente pode falar outra hora.
Carlisle, dobrou o jornal colocando-o na mesa, se ajeitou melhor na cadeira e olhando nos olhos do filho disse de forma carinhosa e autoritária.
– Nunca atrapalha garoto, sabe que adoro conversar com você. Anda me diga quais os grilos que estão na sua cabeça agora hem?
– Pai, sabe o que é, eu ando meio preocupado sabe, eu já estou com 20 anos, ano que vem agora eu já faço 21 e não tenho ninguém sabe, ninguém pra compartilhar a vida, é tão frustrante.
– Como não tem ninguém Edward, e eu, sua mãe a Alice?
– Não assim pai, vocês são ótimos, a melhor família que alguém poderia ter, mas eu falo de alguém especial sabe, minha alma gêmea. Um amor de verdade.
– Ah! Entendi, você está vendo todo mundo se amarrando e você ficando sozinho, é isso?
– Exatamente. O Emmett está na minha turma e sabe o que ele me disse? Que vai pedir a Rosalie em casamento no natal? Casamento pai, sabe o que é isso! Ele disse que como ela entra na faculdade de fisioterapia ano que vem, eles vão morar juntos e o Patrick não iria aprovar isso, então eles vão se casar. Simples assim.
– A Rose vai fazer fisio só pra poder trabalhar junto com o Emmett que vai se especializar em ortopedia né? Garota esperta!
– E como se não bastasse, sabe quem está de rolo?
– Não filho.
– A Tânia com o Seth, aquele moleque que nem saiu das fraldas, ela terminou o namoro com o Alec, empresário, pra ficar com aquele piá.
– Mas isso é uma novidade muito boa filho, ela é toda séria, formal e ele é tão ... descontraído, formam um casal perfeito.
– Ah, pai qual é, fala sério. É um pirralho que acabou de fazer 15 anos e se acha gente!
– Tá, mas por que isso está te incomodando tanto, está com ciúmes da Tânia, se arrependeu de ter terminado com ela?
– Cruz credo, pai, claro que não, eu e a Tânia não rola, somos bons amigos e só.
– Então qual é o problema filho, ela merece ser feliz e amar quem a ama.
– Esse é o problema pai, como descobrir que a gente ama a pessoa certa?
– Não tem uma receita pronta filho. O amor é uma decisão, A gente decide amar, começa com uma sementinha, depois de muito cuidado, dedicação e tempo, essa sementinha cresce e vira uma árvore frondosa com frutos, como você e Alice, que são pra mim o maior tesouro.
– Eu quero pai, quero encontrar alguém como você e a mamãe, nossa, vocês foram feitos um pro outro. É incrível!
– Então se você quer mesmo encontrar alguém especial pra vida toda, acho que está na hora de você reparar mais o que tem a sua volta!
– Mas como descobrir?
– Eu não sei como filho, pra cada um acontece diferente, a sua mãe apareceu como um anjo no meio da estrada pra mim. O Eleazar e a Carmen são dois opostos, eu me lembro deles na faculdade, não existia casal mais diferente do que eles, tipo, um não tinha nada haver com o outro. O Patrick se sentia o próprio papa anjo quando começou a namorar a Melissa, ele ginecologista formado e com o consultório cheio e ela começando a faculdade, precisando de estágio. Era muito engraçado.
– Isso não é nada pai, o Calebe é quase quinze anos mais velho que a Kiara e se dão tão bem.
– Pra você ver... idade não importa muito quando se ama realmente, olha seu velho aqui, tenho 47 anos e sua mãe tem 34. O Calebe está com 49 e a Kiara, se não me engano, tem dois anos a menos que sua mãe, então ela deve estar agora com 32 anos.
– Pai, como o Calebe conheceu a Kiara?
– O Calebe encontrou a Kiara assim... por acaso, numa dessas idas ao Líbano de férias. E o meu irmão do coração tirou a sorte grande!
– É pai... eu estou perdido! Frustrado. Acho que eu preciso me encontrar primeiro.
– Você acha que pode estar perdido assim por não conhecer seu verdadeiro pai?
– Claro que não pai, que absurdo. Nada haver. Primeiro por que o único pai que eu tenho é você. A genética é o que menos importa. Estou perdido em relação ao amor, todos os meus amigos tem alguém e eu não.
– As vezes parece ser difícil ser o único no grupo que não tem namorada, séria né, por que namoradas pra você é o que não faltam, mas é cada uma pior que a outra.
– Ah... não diga isso! Mais é sério pai. O que eu faço? Até a Alice tem o Jasper.
– Nem me fale do Jasper, ele já veio falar comigo, passou em Direito em Harvard, disse que daqui dois anos a Alice quer fazer moda em Milão, na Itália e ele vai pedir transferência pra lá, casar com ela e tudo. Acredita nisso!
– Agora fudeu! Eu vou ser o único solteiro e com a fama de galinha.
– Isso vai depender de você filho, já disse, amar é uma arte que se aprende, você vai tem que aprender!
– Pai, posso te pedir uma coisa?
– O que quiser Edward.
– Poderíamos viajar para Manchester nesse feriado.
– Manchester? Por quê?
– Eu quero me encontrar sabe, vou começar pelo começo. Queria ir na casa onde eu morava com a mamãe antes de conhecer você. Já faz tanto tempo, eu nem me lembro mais.
– Isso vai ser um pouco complicado, não sei se sua mãe gostaria de voltar lá. Depois que ela chegou em Forks, nunca mais nós nem passamos perto da cidade.
– Eu sei, mas fala com ela pra mim, eu acho que vai ser importante entende?
– É ... eu entendi, vou falar com ela, quem sabe a gente não passa lá no sábado. Vai ser um programa divertido. A Alice nem sonha com isso, ela vai gostar também, podemos ir nós quatro.
...
O feriado foi maravilhoso, eles realmente voltaram à Manchester no sábado, uma viagem curta, saíram pela manhã e retornaram à noite. A casa onde Esme morava estava do mesmo jeito, Alice ficou bem chocada com a realidade que viu, no final a viagem valeu a pena. Edward estava diferente. Algo tinha mudado em seu coração.
...
O natal daquele ano foi na Ilha de Esme, Carlisle aproveitou e chamou todos os amigos para passarem os dias na ilha, combinaram de ficar até o aniversário de Emmett, 11 de janeiro.
A ilha era o cenário perfeito, os casais curtindo muito o clima de romance, e os jovens se divertiam pra valer na praia, trilhas ou simplesmente namorando. Emmett e Rose, Jasper e Alice, Seth veio e pediu pra trazer Tânia, os dois não se desgrudavam, na verdade, ele não desgrudava dela. Bella e Edward, estavam sempre juntos “segurando vela”.
O dia tinha começado perfeito na ilha, sol e mar azul, todos resolveram dar um mergulho e aproveitar um pouco da praia.

Enquanto os outros namoravam, Edward aproveitou o tempo pra conversar um pouco com Bella, já que os dois acabaram “sobrando” na história.
– E daí Bella, eu reparei que você não usa o lenço na cabeça como a sua mãe, por quê?
Bella então pensou : agora que ele notou? Eu não uso o lenço há quase 4 anos!
– Ah, é... eu não uso, na verdade, eu não me sentiria bem usando, e meus pais foram super compreensivos nesse aspecto e deixaram eu fazer a escolha.
– Legal. Nossa, você é bem magrinha né.
– É... tem que ser né, no ballet não dá pra ficar a cima do peso, se não você acaba com o seu pé.
– Você ainda faz ballet com a Alice ?
– Sim Edward. E você nunca viu nenhuma de nossas apresentações, ela reclama muito disso.
– Eu sei, isso vai mudar daqui pra frente, quando vai ser a próxima apresentação de vocês?
– Em junho, estamos ensaiando muito pra isso, acredita, eu vou fazer um solo!
– Puxa, isso deve ser legal!
Eles continuaram conversando até que a turma resolveu subir o morro, a trilha era bem complicada e a visão do topo da montanha era divina, com uma cachoeira de águas muito geladas. Os amigos enfrentaram a queda d’água e curtiram muito a tarde de sol. No caminho de volta, descendo pelas pedras escorregadias, Bella acabou cortando o pé e começou sair muito sangue, ela era do tipo que não podia ver sangue que já desmaiava.
– Droga! Ei galera esperem aí. A Bella caiu. – Edward gritou chamando a atenção de seus amigos.
– Ei cara o que aconteceu. – Seth, irmão da Bella, se ajoelhou para ver o que havia acontecido, viu o corte e o sangue escorrendo de seu pé. – Droga, você não podia ser mais desastrada né maninha, olha pra isso?
– Eu não quero ver Seth, você sabe, eu passo mal. – Bella disse, em meio às lágrimas que escorriam silenciosas pelo seu rosto pálido.
Resultado, ela ficou muito mal. Edward pediu a camisa de Seth emprestada e fez uma atadura no pé de Bella, depois, a pegou no colo e a trouxe de volta. Durante todo o caminho ele começou a notar como ela era realmente linda, um rosto em formato de coração, uma pele tão branquinha e lábios tão rosados. Ela já havia despertado o interesse dele na festa de 15 anos, mas agora era diferente, ter aquele corpo tão colado ao seu e naquelas vestes minúsculas, intensificavam ainda mais seus sentimentos.
– Fica calma aí Bella, eu levo você no colo, relaxa, você não pesa nada mesmo. – Edward tentava manter-se no controle da situação, mas estava com os pensamentos fervilhando.
Negava-se a si mesmo, não podia estar apaixonado, amando, não podia ser, ela não, ela era só uma pirralha que estudava com a sua irmã, na mesma sala, faziam ballet juntas e tudo. Não podia ser, estava ficando louco, só podia!
Foi então que ele se lembrou da conversa que teve com seu pai, há exatos dois meses atrás. Amar é uma escolha, eu decido amar, preciso aprender a amar. Quem sabe né? Valia a pena tentar?
Bella não estava muito diferente, parecia estar em um de seus sonhos, por vezes escondia seu rosto no ombro de Edward, para que ele não visse seu sorriso bobo, seu coração batia acelerado, não podia acreditar que estava nos braços de seu amor. Sentindo o seu perfume, a textura de sua pele, era muito mais do que sonhara. Suas bochechas estavam coradas e ela fazia de tudo para que ele não percebesse o quanto ela era encantada por ele.
Notas finais
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