Amante De Vinhos
1 Prólogo
Notas iniciais
Nova Iorque – Abril de 1984
A chuva fria caía em forma de tempestade assolando a grande metrópole. Mas isso não impediu que a família Swan desse o seu melhor jantar da noite. Esme e Carlisle Swan eram o típico casal que adorava ver sua casa cheia de familiares e amigos.
Carlisle era alto, cabelos louros e olhos azuis... os mesmo olhos que fizeram sua esposa apaixonar-se por ele. Esme, estatura média e olhos castanhos tinha suas habilidades na cozinha, onde comandava um belo Buffet, um dos mais famosos de Nova Iorque.
O homem era dono de uma rede de hotéis no país e pelo mundo a fora. Conquistara tudo com muito esforço e dedicação, afinal viera de uma família pobre. Mas com os estudos e o esforço conseguira uma vida estável e com muito luxo para sua família.
Aquela noite era mais uma das que comemoravam, afinal ali comemoravam a chegada do primeiro filho da família Swan. Faltava ainda quase um mês, mas Esme sentia que precisava ter sua família por perto.
— Minha querida, sua barriga está perfeita! – uma senhora de estatura baixa e cabelos escuros se aproximou e acariciou a barriga de esme. Ela chamava-se Tanya Denali, e era uma das empregadas de maior tempo na família, na verdade era como se já fizesse parte dela.
— É verdade, ainda estou em dúvida se é menino ou menina... na verdade nem quero saber o que é – Esme sorriu — Prefiro a surpresa na hora...
— É verdade, mas eu desconfio de que pode ser um lindo garoto – comentou a senhora Denali, esperançosa.
— Eu também espero que seja um belo garoto – comentou Carlisle aproximando-se das duas — Um homem que herdará meus negócios!
Ao imaginar que teriam um filho, Esme enchia-se de felicidade. Casou-se aos dezoito anos e só conseguira engravidar aos trinta. Sua luta foi assistida por muitas pessoas, inclusive por Deus, afinal, Esme apegou-se a sua fé para conseguir o que todos julgavam ser impossível em sua vida.
Carlisle sorriu e se dirigiu para onde estava o microfone, iria dizer algumas palavras em homenagem a sua esposa, que sempre o fizera tão feliz.
— Olá meus amigos! Boa noite... – Carlisle sorriu enquanto as pessoas paravam suas conversas para prestarem atenção no que iria dizer. — Desculpe-me atrapalha-los a conversa, mas este momento é muito especial... está perto de nosso filho nascer e eu quero fazer um brinde a esta mulher que está me proporcionando este momento incrível! – ele sorriu e levantou a taça de vinho em sua mão — Vamos brindar por Esme e nosso filho que está chegando!
Todos sorriram e levantaram suas taças e foi nesse momento que Esme sentiu um liquido viscoso descendo por entre suas pernas. Ao olhar para baixo constatou que se tratava de sangue. Seus olhos se arregalaram e logo Carlisle percebeu que algo estava errado e quando menos esperou, Esme perdeu a consciência e desmaiou.
Carlisle corria ao lado de sua esposa desacordada na maca. As enfermeiras gritavam “Emergência, Emergência” enquanto tentavam passar o mais rápido que pudessem para a sala de operação. Todos sabiam que Esme estava grávida e que se não a atendessem o mais rápido possível estaria em risco sua gravidez ou sua própria vida.
— Vamos fazer de tudo por eles, acalme-se – disse o doutor antes de entrar na sala de cirurgia.
O homem passou as mãos nervosamente pelos cabelos, não imaginava que pudesse acontecer algo assim com sua esposa e orava a Deus para que ficasse tudo bem com ela e com o bebê.
Não passou muito tempo e o doutor saiu da sala de cirurgia com uma afeição tensa. Carlisle levantou como num salto para perguntar a situação de Esme e de seu filho.
— O que tenho a lhe dizer sei que será difícil... mas você vai precisar ser forte. – disse o médico, tentando encontrar as palavras certas — O estado dela é muito grave e talvez não sobreviva.
O homem olhava o doutor a sua frente com uma expressão indecifrável no rosto. O que poderia ser mais doloroso do que aquilo?
— Pelo amor de Deus! Eu preciso vê-la!
O médico assentiu e o guiou até uma enfermeira que lhe mostraria as roupas certas que deveria colocar. Logo estava de volta, entrando na sala de cirurgia.
Esme encontrava-se acordada, mas seu estado era péssimo e não precisava ser médico para definir tal estado.
— Meu amor... – suspirou enquanto passava uma das mãos pelos cabelos castanhos da mulher. — Me perdoe por isso... eu deveria imaginar que você correria riscos ao engravidar.
Esme sorriu timidamente — Carlisle... eu... não me sinto bem e sei que não vou aguentar, por favor salve nosso filho...
— Não diga essas coisas – ele colocou um dedo nos lábios da mulher — Eu quero ter vocês dois comigo!
A mulher nada disse, mas em seu interior já sabia que talvez não suportasse, afinal sentia-se muito fraca e debilitada.
O médico disse que o homem deveria sair da sala, afinal precisavam correr contra o tempo.
— Salve os dois doutor, salve os dois!
O médico lhe lançou aquele olhar de que faria o possível para salvá-los, mas que qualquer coisa poderia acontecer.
Carlisle se sentou próximo a sala de cirurgia e ali não conseguiu conter as lágrimas que teimavam em rolar. Sua vida nunca fora fácil, desde a sua infância que era obrigado a trabalhar para ajudar seus pais em casa.
Mas um dia as coisas mudaram e conheceu Esme. A jovem era filha de um homem rico, o mesmo homem que lhe deu as oportunidades na vida. Com muito esforço conseguira casar-se com ela e enriquecer ao mesmo tempo.
Ele a amava, também amava o filho que esperava, mas não poderia viver sem que ela estivesse ao seu lado. Seria pedir demais que Deus pudesse ajudá-lo neste momento tão difícil? Momento de escolha, uma escolha que realmente era impossível.
Foi então que não demorou e ouviu o choro vindo da sala de cirurgia. A criança havia nascido e realmente esperava que Esme tivesse aguentado tudo aquilo.
Seu coração batia aceleradamente e não sabia como agir, só queria vê-los e constatar que ambos estavam a salvo.
O médico demorou um pouco, mas quando saiu da sala tirou as luvas e respirou fundo.
— Sinto muito.
Foi então que entrou na sala de cirurgia e viu sua esposa ali, uma parada cardíaca tirou sua vida. As lágrimas vieram e não sabia o que dizer, apenas a queria de volta. Como criaria sua filha sozinho? “Esme volte, volte para mim” eram as únicas coisas que conseguia dizer naquele momento terrível.
O médico se aproximou com a criança nos braços e então o homem olhou para aquela criaturinha que acabara de sair do ventre materno. Era um anjo.
— É uma menina... – disse o médico antes de entregá-la aos braços do homem.
Carlisle a olhou por um longo tempo, tentando encontrar nela os traços da mãe. Seu choro misturava-se de tristeza e alegria naquele momento. Já não sabia mais o que dizer... apenas a observou por alguns instantes antes de definir o seu nome.
— Ela se chamará Isabella Marie Swan.
Notas finais
Eu espero que vocês gostem e deixem seus reviews para eu saber a opinião de vocês...
Tentarei postar uma vez por semana
Bom, é isso... espero vocês no próximo capítulo!
Beeijos!
Fale com o autor