Notas iniciais
Olá pessoa. Mil perdões pela demora, pois estou fazendo faculdade e é difícil eu conciliar isso. Mas prometo postar mais seguidamente, e nunca irei abandonar essa fanfic. Obrigada e boa leitura, gente linda! ♥

Carlisle resolveu que iria iniciar a papelada para sair do hospital de Forks, pois tinha muita burocracia.

Já fazia meses que eu não via Charlie. Um dia ele ligou para mim, dizendo que iria vim nos ver, mas dei a desculpa que estava no Alasca, mas voltaria em breve. Ainda tinha que manter o controle, o sangue de Charlie era muito chamativo, um cheiro intensamente delicioso, e realmente qualquer vampiro gostaria de sugar seu sangue. Ignorei esses pensamentos, o amor que eu tinha por ele, com certeza era maior que minha sede por seu sangue.

Estava pensando seriamente em contar para Charlie o que eu era: uma vampira. Queria contá-lo como eu levava essa vida, minha alimentação, minhas habilidades, meus segredos, e juntamente com esses pensamentos, pensei na hipótese de transformá-lo mais tarde, daqui alguns anos. Agora eu entendia porque foi difícil para Edward transformar-me; ele acredita que vampiros não possuem alma e são verdadeiros monstros, e conclui o mesmo, em relação a não possuirmos alma, quando pensei em transformar Charlie.

Contudo, meu pai fazia-me muita falta. Deu-me um aperto no peito, decidi que iria ir vê-lo.

Aquele dia, o céu de Forks estava mais nublado que o normal, havia bastante vento também. Nessie, ultimamente andava assustada. Estávamos sentados na sala, em frente ao piano, pois Edward estava tocando a música que fez para mim, nos assustamos quando Nessie começou a gritar em seu quarto, desesperadamente.

– Mããããããe, paaaaaai, socorro! Alguém está vigiando nossa casa!- tudo escureceu a minha frente.

Eu e Edward, rapidamente chegamos ao seu quarto.

– O que foi meu amor?- dei-lhe um abraço ofegante.

– É, filha, fale-nos- ele passou as mãos em seus cabelos.

– Olhem, ali, estão vendo? Sombras na janela! Por favor, protejam-me!- ela estava sufocada por seu choro, nem conseguia pronunciar bem as palavras.

– Calma filha. São sombras dos galhos das árvores, pois lá fora há vento e os galhos balançam- consolei-a.

– Não! Não são sombras- gritou.

– Olha só, Nessie- Edward abriu a janela e mostrou as árvores e os galhos que balançavam- não é nada, acredite, agora se acalme- ele pôs ela deitar-se em sua cama.

– Desculpem-me, só fiquei com medo. Acho que estou ficando louca!- Nessie estava desequilibrada emocionalmente.

– Sempre estaremos aqui com você, filha. Pra sempre!- disse-lhe, cobrindo-a com suas cobertas.

–Te amamos muito- Edward passou a mão sobre meu ombro, olhando para Renesmee. Sem demora, damos as costas a ela, nos retiramos do quarto e fechamos a porta.

Voltamos para a sala do aconchegante chalé.

Logo, decidi que iria à mansão falar com Alice. Iria interrogá-la sobre o "o caso Jacob". Quando me aproximei da mansão, uma voz doce soou de dentro da casa.

– Entre querida- só podia ser Esme, pensei entre mim, pela voz e o tom doce.

Com certeza sentiram meu cheiro. Peguei na maçaneta e abri a porta.

– Olá pessoal, estão bem?- encostei a porta, entrando na luxuosa sala.

– Minha irmãzinha, que saudade!- disse Emmett. Ele exagerou um pouco, cercando-me num abraço de urso.

– Está bem Emm?- perguntou Rose.

– Sim, mas digamos que emocionado de rever minha maninha mais forte da casa- riu- por enquanto hein- me encarou.

– Tudo bem, Emmett- ri- estive aqui ontem, e essa saudade toda? Estou achando que você está me bajulando porque está com medo de mim- debochei de sua cara.

– Não ache Bella. Lembre-se! Eu disse que você é mais forte "por enquanto"- riu.

– Ok Senhor. Alice... — olhei para a pequena fada que estava sentada no sofá ao lado de Jasper, com as pernas encruzadas- quero falar com você- afirmei.

Ela deu um pulo do sofá e veio até mim. Pegou minha mão, me puxando escada a cima em direção a seu quarto. Entramos, sentamos na cama e fechamos a porta, por privacidade.

– Viu algo a mais?- olhei na pupila se seus olhos, de um preto intenso, que pedia por sangue.

– Não, Bella. Quando tento me concentrar para ver o futuro de Jacob, dá uma dor enorme em minha cabeça, e ver o futuro dele é praticamente impossível. Estranho isso, não?- botou as mãos em sua cabeça.

– Lamento. Estou tão preocupada. E não exponha seus pensamentos diante de Edward- implorei, apertando suas mãos.

– Claro que não!- arregalou os olhos- Mas vou tentar ver o futuro de alguns deles, quem sabe seja mais eficiente ver o futuro de Aro- proferiu.

– Tudo bem, Alice. Não vou pressionar você- encarei-a.

– Obrigada pela compreensão- riu a pequena fada.

– Bom, vou indo. Já fiz o que vim fazer. Até mais- levantei-me rapidamente da cama.

– Espere! Vou descer com você até a sala- ela abriu a porta.

– E quem disse que vou sair pela porta?- sorri, abrindo a janela. Pulei e cai como um gato.

– Ok. Vou acompanhar você- logo, ela pulou também, ficando do meu lado.

– Até breve- acenei a ela, indo em direção ao chalé.

– Até- ela riu, mostrando seus dentes magníficos.

Com certeza ela escalaria a mansão para retornar a sala de estar. Alice era uma doida, em todos os sentidos.

Imediatamente voltei ao chalé.

Edward estava sentado na poltrona. Sentei-me em seu colo, enlacei no seu pescoço e mordisquei sua orelha.

– Vou ir ver Charlie, amor- disse séria.

– Tudo bem, vá. Quer que eu o acompanhe Srta. Cullen?- sorriu torto.

– Você decide Sr. Cullen- fiz uma voz tentadora, ao pé de seu ouvido.

– Bella, Bella, não faça isso... — riu.

– Tudo bem, vou sozinha amor- levantei-me rapidamente, pegando a chave do carro, que estava sobre a mesa.

Depois que me tornei vampira, Edward deu-me um novo carro. O MaybachLandaulet http://pequen4barbie.files.wordpress.com/2013/11/carro-fic.jpg não é exatamente um superesportivo como eu queria, mas por outro lado, há mais de cinco décadas não se fabricava um carro tão luxuoso, é um carro para poucos. Ele me disse que não o escolheu pela beleza, mas sim pelo conforto, pois Renesmee quase sempre sai comigo e tudo que Edward queria era o conforto de nossa filha. Com um motor preparado V12 de 612 cv, o carro possui detalhes em ouro puro e custou 1.4 milhões de dólares. Realmente não era o carro dos meus sonhos; foi feito para quem gosta de ir confortavelmente no banco de trás conduzido pelo piloto automático; mas quando eu o pegava, eu mesmo ia dirigia.

– Nessie vai junto?- me perguntou.

– Sim, meu amor- respondi.

Seria uma tarefa difícil convencer Ness a ir ver Charlie. Talvez não fosse tão difícil porque ela gostava muito dele. Dirigi-me ao seu quarto em passos precisos e rápidos.

Bati na porta, girei a maçaneta e entrei.

Ela estava dormindo ou estava fingindo. Sentei ao pé de sua cama. Sem demora, ela sentiu minha presença e acordou.

– Oi mãe- disse, sentando sobre seu travesseiro com as costas encostadas na cabeceira da cama e esfregando os olhos.

– Olá filha- dei um beijo em sua testa.

– Que horas são?- olhou para a janela.

– Sete e vinte da manhã- ri- algo está errado- brinquei.

– Por que mãe?- ela me perguntou assustada.

– É que você acordou tão cedo hoje- nem rir ela riu.

Eu não sabia mais o que fazer. Aquele remorso de Nessie estava me matando. Ninguém de nossa família aguentava ver ela naquele estado, enfim, estávamos todos tristonhos inferiormente.

– Pois é- foi só o que ela disse.

– Bom, vim lhe fazer um convite e não aceito ‘não’ como resposta- afirmei.

– Diga mãe- disse desanimada.

– Vou ir ver Charlie e quero que você venha comigo- aproximei-me dela, pegando sua mão.

– Não!- subiu o tom de voz- Eu quero ver Jake- murmurou baixinho.

Nessie nunca havia falado comigo naquele tom.

– Calma filha- acariciei seu rosto- vai ficar tudo bem. O tempo é o melhor remédio- o que eu acabara de falar era meio contraditório, pois quando Edward abandonou-me, o tempo não foi o remédio, mas sim Edward, só ele.

– Entenda mãe- disse aos prantos- só quero vê-lo e saber a causa de seu sumiço- baixou a cabeça.

– Tenha paciência, Jacob irá aparecer em breve- afirmei, sorrindo.

Falei aquilo por falar. Não sabia quando Jake apareceria novamente, talvez demorasse ou não. Só queria que Nessie voltasse à vida e para isso acontecer, faria qualquer coisa.

– Será?- vi um brilho em seus olhos.

– Sim, meu amor- assenti, sorrindo.

– Sendo assim, vou com você- levantou-se da cama ligeiramente- só vou pôr outra roupa- abriu seu closet- o que você acha desse look?- ela estava com um All Star, calça Jeans e um moletom na mão.

– Ótimo- consenti.

Logo, ela entrou em seu banheiro que ficava em seu quarto mesmo e se trocou. Sem demora, saiu.

– Bom, vamos- deu passos rápidos até a porta- só não deixe Alice me ver assim- riu.

Céus! Eu não estava acreditando naquele humor de Renesmee. Ela estava alegre, pra cima. Como era bom vê-la assim.

– Vamos!- respondi rindo.

Saímos do quarto, indo em direção à sala. Edward estava sentado no mesmo lugar de antes. Nessie aligeirou seus passos em direção a poltrona onde Edward se encontrava e pulou em seu colo.

– Bom dia, pai- deu um beijo em sua bochecha.

– Bom dia, filha- respondeu, dando um beijo em sua testa.

– Vou ir ver o vovô Charlie- olhou nos olhos dele.

– Que ótimo. É bom você ir ver seu vô, já faz alguns meses que você e sua mãe não o visitam- incentivou-a.

– Tchau, até logo- pulou do colo dele, indo em direção à porta.

– Tchau, filha- respondeu- e meu abraço?- disse, alcançando-a e a cercou com um abraço.

– Esqueci- riu ela- agora vou indo- desfez o abraço e saiu porta a fora.

– E meu beijo?- me encarou.

Agarrei-o e empresei-o contra a parede.

– Pois não, Senhor- ataquei sua boca, urgentemente. Peguei na sua nuca, massageando seus cabelos macios.

– Que beijo hein meu amor- riu torto.

– Que bom que gostou. Vou indo amor. Até logo- abri a porta e sai.

Direcionei-me até a grande garagem dos Cullen e Nessie já estava sentada confortavelmente no banco de trás do Landaulet, toda feliz, pois adorava andar naquele luxuoso carro.

Dei ré, saindo da garagem. A estrada de chão, que dava acesso ao asfalto, estava úmida como sempre, não dando a chance do carro fazer barulho da rodagem. Um humano com certeza não ouviria.

Entrei no asfalto pisando no acelerador, causando um ronco suave no motor, que logo atingiu 110 Km/hr em 5 segundos. Ele atingia até 360 Km/ hr, era incrível.

– Adoro andar com você- disse Nessie, com os cabelos ao vento.

– Ótimo!- ri.

Quem diria que um dia eu andaria nessa velocidade- pensei entre mim, com um sorriso entre dentes.

Quando humana, Edward se irritava com a velocidade que eu conduzia um carro. Enfim, ele sempre tomava posse do volante.

Olhei no velocímetro e o ponteiro estava marcando 210.

Uau, adrenalina pura!– afundei o pé no acelerador, o motor roncou em resposta. Logo atingiu 300 km/ hr.

Sem demora, chegamos. Damos uma surpresa em Charlie, pois ele não ouvira o ruído do carro. Girei a maçaneta e logo fui entrando e Nessie atrás de mim fez o mesmo. Ela passou por mim, indo em direção a Charlie, que estava sentado no sofá em frente à televisão, assistindo um jogo, como de costume.

– Olá vovô!- Renesmee se pendurou em seu pescoço.

– Oh minha pequena.., ahn quer dizer, como você cresceu!- avaliou-a, olhando-a dos pés a cabeça.

– Ela tem comido fermento frequentemente- ri sem entusiasmo, tentando fazer piada.

Um dia Charlie teria que saber sobre o mundo obscuro em que vivíamos. Ele não era nenhum um pouco idiota a ponto de achar normal o crescimento acelerado de Renesmee.

– Quem sabe- ergueu as sobrancelhas- achei que você tinha se esquecido de seu velho pai, Bells- encarou-me- ainda não me mudei, mocinha- ironizou, tocando a ponta do meu nariz- nossa você está tão fria, precisa se vestir melhor- disse, percebendo ao seu toque o quanto eu era gelada.

Aquilo que ele acabara de falar foi uma punhalada em mim. Nunca eu iria esquecer ele, abandonar talvez por sua segurança, mas esquecer nunca.

– Desculpa, pai- olhei para o chão- ahn, estava no Alasca, e logo que cheguei vim aqui ver como você está- o abracei cuidadosamente para não esmagá-lo.

O abraço dele era reconfortante.

– E Sue?- perguntou Nessie.

– Estou aqui querida- a voz vinha da cozinha, logo ela apareceu na sala- Quero um abraço- esticou os braços em direção a Nessie e as duas seguidamente se abraçaram.

– Que cheiro delicioso- Nessie fungou o nariz.

– Estou preparando umas esfirras. Oi Bella, como está?- direcionou-se a mim.

– Bem, obrigada- nos abraçamos.

– Querem tomar café conosco?- pronunciou Sue.

– Sim!- gritou Nessie.

– Bom, vou a Los Angeles resolver alguns problemas- proferi.

– Por isso você anda magra e pálida, Bells. Quando você vem aqui nunca come nada- Charlie ergueu suas sobrancelhas.

– Ok, pai. Vou considerar isso como elogio- ri.

– Pode considerar, você está linda, fora do normal- disse-me, olhando-me dos pés a cabeça.

– Obrigada- disse constrangida- tchau pai- abracei-o- até logo Sue- acenei- e você se comporta mocinha- dei um beijo em sua testa.

Realmente não sabia o que fazer, iria achar algo para ocupar-me. Entrei no asfalto, e rumei sem destino. Peguei o celular e resolvi mandar uma mensagem a Jake, mas sabia que era inválido, pois ele não dava notícias há tempos, porém mesmo assim enviei.

"Oi Jake. Preciso falar com você para saber o que está acontecendo. Alice viu seu futuro por intermédio dos Volturi, dê notícias. Retorne assim que pude. Bella"

Bom, eu tinha esperanças que ele apareceria a qualquer momento.

Logo, um remorso tomou conta de mim. Pensei que deixaria meu pai, talvez não o visse por anos e minha mãe também; eu os amava tanto... Iria sentir tanta falta...

Resolvi ir caçar. Andei um pouco pela cidade de Forks e logo deixei o carro na entrada da estrada que dá acesso à mansão. A caça iria ser rápida e objetiva. O local onde caçávamos não era perto, então rumei em direção à montanha e logo cheguei. Avistei um enorme leopardo.

Ele é seu Bella, pensei.

Corri em direção a ele pressionando-o contra o chão. Porém, dei-lhe uma mordida fatal em seu pescoço. Ouvi seu ronco, sinal que estava morrendo; terminei o serviço; saciei-me de seu sangue.

A caça foi rápida, como eu esperava. Iria retornar ao carro quando senti um aroma delicioso e eu conhecia bem aquele cheiro; era ele, Edward.

Logo ele apareceu.

– O que anda fazendo aqui Bella?- disse irritado.

– Eu estava caçando, meu amor- respondi.

– Ok, mas você me deixou preocupado. Vi seu carro e segui seu cheiro; não faça mais isso — sorriu torto- mas caçando novamente?- me encarou.

–Sim, estava com muita sede- expliquei sem entusiasmo.

– Sendo assim... Vamos para casa!-correu.

– Ok Senhor- corri também.

– Encontro você no chalé- disse-me correndo ao meu lado.

– Está bem. Vou guardar o carro. Até depois, meu amor- mirei em direção ao carro e ele seguiu em direção à mansão.

Logo cheguei ao carro. Liguei-o e levei até a garagem da mansão.

Vibrou o celular em meu bolso. Por impulso, pensei ser um retorno de Jacob e era. Olhei na tela, havia uma mensagem não lida.

“Olá, Bella! Estou ótimo, logo visitaremos vocês. Abraços a todos. Jacob”

O quê? Eu não estava acreditando no que acabara de ler. Como assim “visitaremos”? Ele estava se referindo a um “nós”! Quem era esse “nós”? Uma enorme fúria emanou em meu corpo. Aquilo tudo tinha de ser esclarecido logo, pois estava virando uma bola de neve.

– O que você tem?- Edward interrompeu meus pensamentos, abraçando-me pela cintura.

– Nada, está tudo bem. — sussurrei.

– E Nessie?

– Ficou na casa do Charlie. Vá busca-lá, por favor- o implorei.

– Buscarei- disse, dando um beijo em minha testa.

–Obrigada, meu amor- retribui.

Notas finais
Obrigada e até a próxima ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.