Amanhecer dos Anjos

9 Capitulo VI - Renascença


Renascença

Sabe quando você sabe que está acordado, mas você se sente perdido em um sonho eterno? Ou quando você sabe que você está vivo, que você está respirando mas a única coisa que você sente é que está morto? Então se você consegue se colocar nessas situações eu posso lhe dizer que era assim que me sentia naquele momento. Meu corpo estava lá recebendo o comando de meu cérebro, eu sentia o ar encher meus pulmões mas era somente isso. Na minha mente, a falta da dor ainda era algo estranho. Era como se minha vida toda, por todos esses 18 anos fora àquelas dores, aquele fogo, aquela queimação. E agora que eu estava liberto, tudo o que preenchia minha mente era o silêncio de como se eu não estivesse aqui.

-Mark?

Isso durou pouco levando em conta que logo senti aquela voz chegando aos meus ouvidos. Era o tilintar dos anjos. Uma voz celestial me chamando à realidade. E por um instante eu retornei minha vida no nascer da aurora, sabendo que agora eu também seria aquilo. Por um instante pelo menos me deixei levar pelo agradável pensamento que eu também virara, junto com minha irmã, um anjo. E no momento seguinte, enquanto eu me permitia voltar à realidade, voltar ao mundo, eu sentia o amanhecer em mim, dentro de mim. Era o amanhecer dos anjos.

Meus olhos poderiam estar abertos a alguns instantes, mas somente agora eu conseguia enxergar o que estava em minha frente. Podia ver o fino pó flutuar no ar suspenso por cordas invisíveis a bailar no plano das moléculas de ar. Podia ver a pequena fresta de luz projetada no teto branco, numa linha que partia as cortinas, e mais, podia até ver a luz se refratar em suas 7 cores. Azul, amarelo, roxo, vermelho, enfim todas ali, como algo até palpável brincando no ar enquanto se dirigiam até as coisas. As cores poderiam fazer meus olhos arderem quando eu era humano, mas agora não.

Tentei respirar fundo para ver se um alivio me domava ou até a aceleração da minha volta a realidade, mas eu pude sentir que nada aconteceu. Foi quando notei que antes disso eu não havia respirado e meus pulmões não haviam me molestado por isso. Tive a certeza de que eu a partir de agora não precisaria mais respirar, mas o ar era algo tão maravilhoso. Poderia não precisar dele, mas eu o queria. Junto com a ar a vir por entre as minha narinas veio também os cheiros que pairavam no ar e suas sensações. Os cheiros de terra molhada, dos vários tons cheirosos que as árvores exalavam mesmo depois da tormenta, o cheiro de morangos, uvas, pinhos, olmos, chocolate, canela. O ar quente e o ar frio. Eram vários cheiros que me causavam as mais diversas sensações.

-Tudo bem, tudo já passou! – A mesma voz celestial disse apertando a minha mão.

Era de se esperar o toque gelado de um vampiro, mas não veio. Era um toque aveludado e no mesmo grau em que estava minha pela. Foi onde a ficha caiu. Agora eu era a mesma coisa, ou melhor, o mesmo ser que ela. Agora eu era um vampiro, e como eu (para um humano) estaria frio igual ela estava para mim antes, agora eu estava na mesma temperatura que ela. Não faria diferença para dois seres iguais.

Quando cogitei a idéia de encarar minha irmã eu já estava a contemplar toda a beleza dela. Para mim naquele momento eu poderia pegar todo o contexto que eu tinha de beleza e jogar no lixo. Ela era bem mais bonita. Tentei me lembrar da última vez que a tinha visto em minha forma humana, mas as lembranças pareceram perdidas. Pareceu que tudo aquilo acontecera muito antes. Era como observar algo através da fumaça muito densa. Mas mesmo que eu pudesse reparar nas lembranças que fizeram minha juventude, eu poderia afirmar que ela era a pessoa mais bonita que eu já havia visto.

-Resultado igual o da irmã.... Perfeito! – zombou uma voz máscula do outro lado e a única coisa que me vi fazendo na fração do mesmo segundo, foi o Thiago entre minhas mãos enquanto eu o segurava pela camisa de pé contra a parede – Bom Lily... Ele é igualzinho você... Mesmo nas ações.... Explosivas! – Ele continuou a zombar.

Eu o larguei enquanto ele dava uma risada e Lílian suspirava. Era estranho muito estranho. Era muito estranho me acostumar com aquele corpo. Muito mais rápido, muito mais forte, muito mais perceptivo. Eu podia sentir o gosto no ar. Sentei-me na cama apoiando o cotovelo nos joelhos e afundava minha cara nas palmas das minhas mãos.

-Eu sei que é estranho... mas você se acostuma! – Lílian disse sentando do meu lado.

-Estranho? – Eu perguntei mirando a face dela, me assustando com minha voz. Ela havia mudado, para um tom um pouco mais grave mais mesmo assim harmonioso demais – Parece que eu não sou eu!

-No começo é assim.... Mas como disse você se acostuma! – Ela sorriu.

-E essa queimação na garganta? – Eu perguntei para ela – Faz parte do negócio ou certa hora ela acaba?

Quando eu era humano eu teria certeza de que ouvir a resposta seria muito desagradável, mas agora o medo parecia algo muito longe. Algo que nunca me atingia. Notei ai que me sentia também mais forte. Mais confiante.

-Bom isso significa que você está com sede! Em situações normais eu te levaria a um bairro periférico numa cidade próxima – Minha cara se contorceu numa careta, mas a palavra “SANGUE” dançou em minha mente cintilante, o que infelizmente fez a queimação seca em minha garganta apertar mais – Mas como eu sei que você não gostaria de caçar outras pessoas... Eu e o Thi pensamos em animais! Como disse a alguns dias atrás não tão... Apreciável!

Meu estômago pareceu embrulhar. Realmente não era muito agradável a idéia de beber sangue, e muito menos de um animal, mas matar um ser humano parecia fazer da idéia uma coisa mais ordinária ainda. Na verdade eu não sabia o que fazer. Eu estava confuso, e diferente do que eu deveria estar acostumado minha mente não estava se esforçando muito para resolver aquele problema. Era como se minha mente tivesse aumentado meu poder de pensamento.

-Isso não tem como ser adiado não é mesmo? – Tentei dar um tom divertido em minha voz o que fez Lílian rir.

-Bom.... Não.... Uma hora isso vai ter que acontecer! – Ela se levantou tão rapidamente. Com uma visão humana o corpo dela deveria se tornar um borrão, mas eu pude ver ela em seus movimentos com os contornos bem definidos.

-Espera... Mas e os humanos aqui... eu.... – Me lembrei de que ainda não havíamos saído do prédio e que ali havia outras pessoas.

-Bom certamente você é uma boa ameaça para eles... – Lílian falou.

-Eu cuidei deles! – Thiago pela primeira vez falou, o que de certa maneira me fez olhar para ele. Era a primeira vez que o mirava e o reparava bem.

Ele tinha os cabelos negros despontados nos mais diversos ângulos. A pele branca dos vampiros, num tom imaculável, sendo manchado apenas pelas duas olheiras que ficavam logo abaixo dos olhos castanhos. Ele certamente tinha 19 anos, e isso era afirmado tanto pela sua aparência como pelo modo de vestir.

-Você.... – Eu teria ficado nauseado mas não houve abalo nenhum no meu estômago.

-Não Mark.... Ele também tem um dom, meio... Interessante! – Lílian disse se colocando entre nós.

Eu deveria perguntar qual era o dom dele, mas a queimação na minha garganta foi demais a ponto de eu levar minha mão a ela. Era como você estar gripado, aliás, muito gripado com a garganta arranhando e queimando junto com uma secura como se nem toda água no mundo fosse capaz de aliviar.

-Eu acho melhor vocês irem... Eu termino aqui..... – Thiago disse sorrindo.

-Ok... Vamos? – Ela se virou para mim rindo.

-Vamos eu afirmei chegando do lado dela. – Era estranho.... 11 anos de prisão e depois de uma dor excruciante eu estava livre.

-Só mais um detalhe.... Eu sugiro que prenda a respiração enquanto não nos afastarmos! – Ela disse saindo pela porta.

Bom se era um detalhe que ela me avisou, certamente não era detalhe a toa. Fiz o que ela me mandou e sai pela porta onde um segundo antes ela havia saído. O corredor não estava tão iluminado como meu quarto estava, sem contar que ele estava mais sujo. Não seria uma expressão certa sujo.... Ele poderia ser comparado mais a uma coisa imunda A janela estava toda quebrada com alguns cacos de vidros pendidos nas grades. No chão o tapete se misturava ao barro e cacos de cerâmica devido aos vasos que ficavam no corredor terem se quebrados no chão. Algumas portas já não existiam e outras estavam tombadas mal cobrindo a entrada dos quartos. Evitei olhar para as pessoas no chão, principalmente aquelas que poderiam estar com cortes. Caminhamos muito rápidos até que chegamos no final do corredor, onde as escadas circulavam descendo até o andar térreo. Lílian somente chegou no parapeito, onde logo a frente pendia ou melhor deveria estar pendido o lustre, mas ele estava no chão. Antes que eu pudesse agarrar Lílian ela pulou, mas diferente de um humano caiu no chão de pé com uma graça que eu nunca tinha visto.

-Vem! – Ela gritou para mim e os ecos se propagaram pelos corredores.

Receoso, ainda pensando em descer pelas escadas, eu pulei. Por um segundo pensei que iria cair e me esborrachar no chão, mas isso (para a minha imensa sorte) não aconteceu. Por um instante senti-me planar no ar, após isso a corrente de ar passar pelo meu corpo. Era como se eu estivesse voando. Voando não, planando, até que senti meus pés sobre o chão.

Eu ri quando me apoiei nos pés.

-Uau!! – Exclamei.

-Legal né.... Isso é somente o começo!

Se aquilo era o começo eu não conseguia imaginar o final. Era uma sensação estranha. Era como se conseguisse ser dono do mundo.

-Vem vamos correr! – Ela deu um sorriso estranho de aviso antes de sair a toda velocidade pela porta do Hall que já não existia mais.

Sem pensar direito eu a segui. Uma velocidade exorbitante. As coisas passavam por mim tão rápido como se estivéssemos numa corrida de carros. A diferença é que ali não existia carros e sim nós mesmos correndo livremente pela estrada. O que deveria se tornar um mero borrão a nos cercar passava de uma forma tão definida, com contornos bem estruturados e cores sem misturas. Eu podia ver as gotas que caiam das folhas traçarem seus caminhos até o chão. Cada árvore, cada pedra, cada animal por menor que fosse, Tudo. Nada escapava de minha visão periférica.

Lílian que corria ao meu lado deu um sinal para que entrássemos na floresta; o que fizemos. Foi uma curva fechada, mais que de forma nenhuma nos desequilibrou. O chão não parecia existir pois passava muito rápido debaixo de nossos pés. Era como se voássemos em alta velocidade sobre a relva. Ela parou numa clareira escura e fria. A floresta em si estava fria, e úmida.

-Acho que aqui está bom! – Lílian murmurou.

-O que tem aqui de tão interessante para... Caçar? – A última palavra foi estranha de pronunciar.

-Não sei... Aqui é uma floresta tinha que ter algum animal.

Eu ponderei a posição dela. Pelo que me lembrava as florestas naquela região possuíam uma boa biodiversidade. Mas ai onde entrava a questão ao qual eu não havia pensado. Como se caçava? Era algo que eu nunca havia feito em minha vida. Nunca havia saído do internato o que implicava que eu não sabia quase nada na prática, somente na teoria que se aplicava nos horários de escola dentro daquelas paredes.

-E como se caça? – Eu não podia evitar a pergunta. Aliás ela era mais experiente que eu, pelo menos nessas coisas.

-É fácil... – Ela disse ficando na minha frente.

-Fácil para você! – retruquei raivoso. Aquela queimação seca na minha garganta já começava a me atrapalhar.

-Simples. Feche os olhos! – Eu fechei sem barreiras. Ela era minha professora agora e era meu alimento que eu teria que aprender a caçar – Sinta a floresta... aquilo que te rodeia!

-Não precisa bancar a psicóloga! – Falei com o pouco humor que aquela queimação me permitia no que ela riu.

-Isso é de se pensar, mas voltando... Você consegue notar tudo aquilo que é a floresta? Ouça, sinta o cheiros, barulhos... Tudo aquilo que chega a você! – Ela disse se afastando alguns passos a frente.

Eu respirei fundo deixando os cheiros da floresta inebriar meus sentidos. Pude sentir o cheiro de terra molhada, cada árvore com cada fruto e sua flor que faziam a flora daquele lugar. O cheiro de água me causou certo teor de nojo, mas não me deixei levar nisso. Senti o cheiro de terra, e outros cheiros. Podia ouvir o barulho do vento a chacoalhar as copas das árvores e dos pingos a se chocar contra o chão. O murmúrio das águas de um riacho que corria talvez não muito longe. Pude ouvir o canto do vento em algum vão em alguma árvore. Eram muitas senssações que passavam pelos meus sensores. Era tudo aquilo que eu sentia e ouvia. Cada mínimo detalhe no fator biótico e abiótico que constituía aquele ecossistema. Tudo que meu tato, olfato, audição e até paladar captavam formavam em minha mente um mapa sensorial da floreta, até que meus sentidos se concentraram em um único movimento.

Não muito longe a leste algo se movimentava graciosamente entre as folhagens. Algo que saltitava. Mais atentamente eu podia ouvir seu coração bombear seu sangue por entre suas veias. Aquele pensamento fez minha boca se encher de água. Não deveria ser algo muito grande, mas também não seria algo pequeno. Por um momento as palavras fizeram minha garganta apertar mais ainda, enquanto meus lábios delineavam um sorriso.

-Captou né? – minha irmã perguntou enquanto um sorriso perspicaz delineava sobre o que já havia. – Agora somente se entregue só a seu instinto.

Num milésimo eu estava ali parado de olhos fechados e no milésimo seguinte eu já me encontrava com os olhos abertos indo em direção as árvores adentrando silenciosamente até onde alguns instantes atrás eu havia localizado o animal que teria a infelicidade de ser meu primeiro alimento. Não precisou muito tempo para o cheiro de sangue, mesmo animal, entrasse por minhas narinas que se dilataram um pouco e em meu campo de visão avistar um cervo, com seus chifres grandes, com uma cor marrom em partes claras e outras escuras. Com passos cautelosos comecei a me aproximar. Instintivamente minha boca se encheu de água e minha língua passou por de trás de meus dentes afiados. Quando estava a poucos metros do animal, num golpe de sorte (para ele é claro) ele se virou e me viu disparando entre as árvores e arbustos.

O que deveria ser uma caçada simples se tornou uma perseguição. Ele a frente correndo tentando se livrar de mim. Ele pulava entre as raízes e por cima das pedras que se emaranhavam com as raízes. E eu o seguia correndo também, mas com cautela. Os sons dos meus passos eram abafados e pouquíssimos perceptíveis, mas o animal corria por um instinto de sobrevivência. Ele pulou e mudou de direção, e num calculo rápido eu também mudei. Era questão de tempo até que eu o encontrasse. Foi num salto que o animal teve seu veredicto decretado, quando eu pulei em seu dorso, e num golpe rápido cravei meus dentes em seu pescoço, onde a pulsação era mais fácil.

Meus dentes cortaram seu coro sem nenhuma resistência, dividindo sua carne em duas. O sangue sobreveio em minha boca, sendo guiado até minha garganta. A queimação diminuiu um pouco, enquanto a minha sede parecia ser um pouco aliviada. O animal guinchou de dor, enquanto perdia sangue. Mas não havia como ele escapar. Já era tarde para ele. Ele já havia recebido um golpe fatal o beijo que o levaria à morte. Poucos minutos depois ele cedia ao cansaço de lutar aceitando seu destino, e mais algum tempo ele estava morto. Aspirei curvando meu pescoço para trás, enquanto com a falta daquele liquido vermelho minha garganta reclamava. Empurrei a carcaça sem vida daquele animal para um canto enquanto ouvia as palmas soarem.

Minha irmã esta ali. Agachada em cima de uma pedra grande, olhando para mim com um sorriso nos lábios, enquanto batia palmas para mim.

-Uau! Sete minutos e meio, e o cervo nem mais existe!

-Fui tão ruim assim? – Perguntei e num salto me agachei na pedra defronte dela.

-Nem tanto... Claro você me surpreendeu!

-Surpreendi?

-Você não fez tanto teatro, ou tanto escândalo quanto pensei! Pelo menos sujou o mínimo a camisa!

Eu sorri reparando em mim mesmo. Somente agora notei que já não estava mais com a roupa com o qual eu havia começado minha transformação. Não era mais o pijama, mas sim uma camisa social preta e uma calça jeans. A camisa somente estava um pouco molhada com os respingos da chuva, e com uma pequena mancha vermelha perto do bolso no lado esquerdo. Fora isso somente havia umas folhas grudadas na manga.

-Por que isso deveria acontecer?

-Não! É que prova que mesmo como vampiro você tem estilo igual a irmã! – Ela respondeu sorrindo.

-Convencida!

-Só estou dizendo a verdade!

Inspirei fundo para tentar manter a seriedade, mas não consegui e acabei rindo, mas minha garganta continuava a queimar uma dor seca. E aquilo de certa forma me deixava um pouco irritado. Não era para aquilo ter cessado pelo menos por um tempo?

-E essa queimação.... Ela não passa? – Perguntei a Lily, enquanto descíamos da pedra, e observávamos a floresta, que emitia uma canção solitária.

-No começo é assim mesmo. Você é o que chamamos de recém nascido... Vai demorar um tempo para essa sede insaciável apaziguar.... Igual a cor dos olhos!

Cor dos olhos? O que ela queria dizer com isso? O que havia de errado com meus olhos? Ela deveria ter visto minha cara de dúvida quando riu colocando a mão no meu ombro.

-Ele vai ficar por alguns meses vermelho, mas depois passa para um castanho.

Inspirei fundo. Não acreditava que eu ficaria parecendo um monstro de olhos vermelhos aterrorizador por alguns meses! MESES? Isso era de certa forma frustrante. Mas a queimação em minha garganta continuava e eu não gostava disso. Já bastava ter que me acostumar a ter olhos vermelhos e agora teria de ;pelos primeiros meses; sobreviver com aquela queimação? Eu não sabia na verdade o que fazer.

-Acho melhor continuarmos a caçar... Parece que você já está ficando impaciente!

-Ahá.... Imagina... Somente parece que eu engoli brasas que engasgaram em minha garganta. Isso é muito gostoso sabia? – Meu tom foi irônico, o que fez Lílian gargalhar.

-Então vamos lá né!

-Vamos à caça a coisas fedorentas! – Eu dei a minha voz o tom irônico mas divertido.

-É que eles são herbívoros.... Carnívoros pelo menos cheiram melhor! E humanos nem queira saber!

-Quem sabe a gente encontra alguma coisa boa pelo caminho! – falei torcendo para um belo leão pular na minha frente ou um carnívoro qualquer. Era incrível a facilidade com o qual eu confiava em minha irmã!

-Quem sabe a gente ache um caçador! – Eu não soube se ela riu do próprio comentário ou se ela riu da careta que eu exerci.

Saímos correndo mais uma vez atrás de qualquer animal que por infelicidade de sua existência cruzasse nosso caminho.

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Notas finais
N/A:Ok, depois de seceuloe eu atualizesei!
Podem dizer que queserem... vamo eu deixo, mas peço snceramente desculpas por quem esperou! Abraços a todos!
Bem quero que todos saibam que não dessti da fic! até mais!