Amanda, a cearense em South Park
3 Primeiro dia na escola nova.
Notas iniciais
Na manhã seguinte, eu e Fernanda fomos acordadas pelo despertador do meu celular.
Descemos para cozinha e demos bom dia para nossos pais.
– Como foi o sono? — perguntou minha mãe.
– Foi bem, mãe — respondi.
– Estão prontas para seu primeiro dia de aula na escola nova? — perguntou meu pai.
– Claro, pai — respondeu Fernanda.
– Estão com as coisas todas prontas? — perguntou minha mãe.
– Sim — respondeu eu e Fernanda ao mesmo tempo.
De repente, a campainha tocou.
– Eu atendo — afirmou minha mãe.
Depois de alguns segundos, ela voltou para cozinha junto com Butters.
– Meninas, o Butters está aqui — afirmou minha mãe.
– Oi, Butters — cumprimentou eu e Fernanda.
– Oi, meninas.
– Oi, Butters — cumprimentou meu pai.
– Oi, Sr. Ximenes — logo ele voltou para mim e Fernanda — Então, meninas, vocês vão para escola de ônibus?
– Na verdade, estávamos pensando em ir de carro — respondeu Fernanda.
– Quer vir com a gente? — perguntei.
– É, pode ser. Se meus pais deixarem.
– E se o nossos deixarem também — conclui dando um pequeno riso.
– Claro que pode — confirmou meu pai.
– Eu concordo — concordou minha mãe.
Desde então, nós fomos de carro até a escola junto com Butters, já que seus pais deixaram.
Ao chegar lá, muita gente olhou para nós com uma expressão estranha.
– Ta vendo? É com isso que eu estava preocupada — confirmou Fernanda em relação às expressões estranhas.
– Hum, então admite que estava com medo, né? — afirmei com uma expressão sarcástica.
– Tava nada.
– Tava sim.
– Tava nada.
– Tava sim.
– Não. Eu não estava.
– Hum, sei. Me engana que eu gosto.
– Já disse que eu não estava! — berrou dando um soco em meu rosto.
– Ai!
– Ei, meninas! Sem briga! — afirmou meu pai.
– Desculpa, pai — lamentou Fernanda.
– Enfim, boa sorte no seu primeiro dia de aula — disse meu pai enquanto já dava partida.
– Obrigada, pai — agradeci e então, meu pai foi embora.
– Você também não é muito educada, Fernanda — comentou Butters.
– É e era só uma frescura — comentei falando a última palavra em português.
– Frescura? — perguntou Butters. Foi aí que me toquei que falei a palavra em português.
– Oh, meu Deus, falei em português — disse colocando a mão no rosto — Eu quis dizer brincadeira.
– Ah ta.
– Ta, mas não faça mais isso — afirmou Fernanda com ainda um pouco de raiva e avançando na frente de mim e de Butters.
Mesmo entrando na escola, ainda tinha gente nos admirando com um olhar desconfiado. Será pelo fato de sermos morenas?
– Amanda, Amanda! — chamou a minha atenção Fernanda desesperadamente.
– O que foi, menina? — perguntei meio assustada.
– Olha só aquele gato — concluiu apontando para um garoto de cabelo preto e chullo azul encostado de costas em um dos armários, lendo um livro.
– Hum, namoradeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiira — fresquei.
– Que é isso? — perguntou Fernanda.
– Ué, você mal nem começa o seu primeiro dia na escola e já começa a paquerar.
– Ai, não começa, irmã — disse Fernanda envergonhada.
– Se gostou dele, por que não começa a conversar com ele? — aconselhei.
– O quê!? — perguntou ainda mais envergonhada.
– Vai, mulher, cria coragem. Se não eu vou frescar ainda mais com você.
– Ta bom, ta bom. Eu converso — disse ainda mais envergonhada fazendo eu rir um pouco.
Fernanda foi logo em direção ao garoto e começou a cumprimentar ele que por sua vez, fechou o livro que estava lendo e cumprimentou ela. Desde então, começaram a conversar.
"Essa Fernanda. Sei não, viu" pensei com uma expressão sarcástica.
– Ei, Amanda — chamou a minha atenção Butters que logo me virei para ele — Sobre o Cartman que eu te falei antes, olha ele ali — concluiu apontando para um garoto gordo de cabelo castanho, jaqueta vermelha e gorro azul com amarelo. Ele estava botando boneco com um garoto ruivo de ushanka verde enquanto mais dois outros os admiravam — Não vai dar uma lição nele?
– Ainda não — respondi — Mas, se bem que ele botando boneco para aquele ruivo ta engraçado — continuei dando uma pequena risada e falando "botando boneco" em português.
– Botando boneco?
– Eu quis dizer briga.
Assim que a briga começou a levar impulso, manguei.
– Iêêêêêêi, pega fogo cabaré! — gritei em português fazendo com que todos, incluindo o gordo e o ruivo, se virassem para mim com uma expressão mais estranha ainda.
Fiquei muito envergonhada com aquilo que logo sai correndo na frente de todo mundo deixando Butters no vácuo e fazendo Fernanda me seguir e deixasse o garoto de chullo azul também sozinho.
Enquanto corria, tropecei em cima de um homem meio careca e de óculos.
– Opa, me desculpe — lamentei.
– Está tudo bem, mkay — disse o homem — Hum...você é nova por aqui?
– Sim e minha irmã, Fernanda, também — respondi apontando para minha irmã.
– Ah, então, sejam bem vindas, senhoritas Fernanda e...
– Amanda.
– Amanda, certo, mkay. Eu sou o Sr. Mackey e sou o coordenador dessa escola.
– Er...e falando nisso, precisamos confirmar nossa ficha de inscrição. É com o senhor, não é?
– Sim, é claro, mkay — respondeu o Sr. Mackey — Venham comigo, mkay — continuou nos levando até sua sala.
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