Amaldiçoados
2 Capítulo 1
Notas iniciais
-Vamos logo Yoru! – gritava a general Klaud da porta do trem que já estava partindo.
-Essa não! – disse correndo em direção a ela.
Já se passaram 9 anos desde que “aquilo” aconteceu comigo, e a 2 anos a general Klaud me encontrou mendigando, e desde então tenho ficado ao ledo dela. Ela diz que o meu colar é uma tal de innocence e que ela não falo sobre mim para a ordem negra ainda pois o meu olho iria desagradar muito o conde do Milênio. Mas dizia também que quando chegasse a hora ela me levaria até lá.
E esse momento chegou, eu já consigo controlar a Aiseki(lamentação) perfeitamente, meu olho já está evoluído, já que um dia em um acesso de raiva 5 anos atrás, eu não agüentava mais ficar sendo atormentada pelas coisas horríveis que o olho me fazia enxergar sempre que eu andava pelas ruas movimentadas.
Tive que pedir esmolas para sobreviver, mas era bem difícil conseguir alguma coisa, as pessoas tinham medo de chegar perto de mim devido o meu olho e o meu cabelo branco, então passei a morar em uma igreja. Mas quando vi aquela alma saindo do corpo do padre, a pessoa que mais tinha cuidado de mim, peguei uma estaca e furei o meu olho.
Infelizmente a minha paz por ficar sem ver aquelas coisas medonhas durou pouco, três semanas depois ele se regenerou, me acordando durante a noite, me causando uma enorme dor.
Parecia não bastar que só eu visse, algumas vezes as pessoas ao meu redor viam também, eu era apedrejava quando passava. Passaram a me chamar de bruxa, diziam que eu entrava na ment6e das pessoas e lhes trazia o tormento.
Eu fugia constantemente de cidade em cidade, até que Klaud me encontrou em uma estação de trem, e quando me viu na me apedrejou ou fugiu, ela se aproximou e me abraçou, até hoje eu ainda não sai o motivo de ela ter me abraçado.
Quando eu pergunto, ela responde que imaginava o quanto eu havia sofrido e que eu iria ficar bem.
Eu não sei o que eu faria sem a general na minha vida, nesses pouco tempo que estamos juntas, ela virou a minha família.
...
Andamos pelo trem mas nem uma cabine estava vazia.
-Parem. – disse o inspetor. – animais não são permitidos neste trem. – disse apontando para o pequeno macaquinho que era a innocence da minha mestra.
-Ai é que se engana. – dizia ela. – pois este é. – disse apontando para a insígnia no peito.
-Desculpe-me, não imaginava que você fosse do clérigo negro.
-Não só eu, mas esta jovem também fará parte em breve. – disse Klaud sorrindo radiantemente pra mim tentando me passar confiança.
-H-hai. – falai ruborizando.
-Então eu acho que também vou tentar uma vaga. – dizia o homem. – já que aceitam até crianças.
Mas não deu tempo para ele rir muito, já que o meu olho esquerdo assumiu a sua forma estranha que eu conheço tão bem.
-Quantos são e qual a distância? — me perguntou Klaud.
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