Amaldiçoados

4 Inimiga ou aliada?


Notas iniciais
espero q gostem
desculpem a demora

- Quem eu sou? Hmm... – ela pensou por uns instantes – o que eu ganho se responder?

- Não ganha nada... – pronunciou o inquisitor.

- Mas continua com sua vida – sussurrou o retalhador já aparecendo frente ao trono e erguendo a katana para cravar no peito da mulher.

Um olhar da estranha foi o suficiente para que o albino arregalasse suas orbes azuladas enquanto largava a arma e caia de joelhos já curvando-se em nobre reverencia.

- Bom garoto – disse ela em tom divertido alisando devagar a cabeça do rapaz.

- O-O que é v-você? – perguntou o rapaz em um misero e quase inaudível sussurro.

Ela apenas ergueu-se de seu lugar e encarou a caçada.

Lass narra

- O-O que é v-você? – perguntei em um fio de voz.

Meu olhar apenas encontrou o seu antes desta se levantar.

- Não irei dizer quem eu sou – anunciou ela alto. Sua voz fazia com que minhas mãos tremessem tanto de emoção, quanto de medo. Realmente seus olhos completamente negros apavorariam qualquer um. – Mas tenho um aviso para um de vocês...

- Tsc. Diga logo o que quer dizer... – praguejou a ruiva não retirando uma emoção sequer da jovem desconhecida.

Quem é essa mulher? E porque ela me é tão familiar? Perguntei-me.

- Arme... – chamou-a – cuidado daqui para frente...

- O que quer dizer com isso? — perguntou Ronan mostrando-se pouco alterado.

- Você carrega algo que é muito mais precioso para mim do que qualquer outra coisa – anunciou por fim ignorando a pergunta do azulado.

- E o que seria isso? – perguntou Zero pronunciando-se pela primeira vez.

- Não é da conta de vocês – disse ela finalizando a discussão.

Não pude virar-me para ver, mas podia sentir ao meu lado a desconhecida movimentar-se. Logo esta estava abaixada ao meu lado virando meu rosto para encará-la e, assim que nossos olhares se encontraram mais uma vez, senti algo no fundo da minha alma inquietar-se...

De onde eu a conheço? A pergunta rodou minha mente. S-Será que há vi alguma vez antes de Cazeaje tomar posse de meu corpo?

- ...lembre-se... – sussurrou ela – tente se lembrar... de tudo.... – disse por fim aproximando seu rosto do meu. Logo nossos lábios se encontraram, mas diferente do beijo cheio de paixão que Mari me dava, este era cheio de temor, desesperado até, mas no fundo, bem no fundo, me passava à sensação de que aquilo... que aquele beijo transmitia muito mais alem do que sentimentos...

Fechei os olhos retribuindo o beijo enquanto flashes rápidos de imagens passavam extremamente depressa em minha mente que eu mal podia distinguir quem era quem, ou o que era o que.

Senti uma dor nas minhas têmporas e em minha nuca. Uma dor que rastejava por debaixo da minha pele tomando posse de todo o meu corpo deixando-o dormente... Logo ela se afastou e meu corpo pendeu em seus braços. Abri meus olhos, mas minha visão estava desfocada. Senti-a apenas colocar-me delicadamente no chão. Esta me tratou com tanta delicadeza, parecia até que eu poderia me quebrar em mil pedaços...

Pisquei os olhos uma vez tentando focalizar algo entre o misto de cores que se formou. Vi apenas a estranha ficar de pé. Algo negro, aparentemente asas, apareceram em suas costas. Fechei os olhos puxando o ar com dificuldade, mas assim que os abri a mulher havia desaparecido e ao meu redor encontravam-se apenas uns poucos membros da caçada, talvez os outros estivessem atrás a ‘inimiga’. Talvez...

Fechei os olhos deixando assim que, o cansaço que agora se apoderara de meu corpo, tomasse controle total enquanto eu me entregava à escuridão da minha mente.

Onde estou? Observei ao redor. As torres de um castelo se erguiam um pouco ao noroeste enquanto o sol se punha atrás deste. Uma bela visão.

Logo meu olhar voltou-se para frente onde se podia ver uma garotinha, que possuía cabelos iguais aos meus só que longos estava parada de costas para mim com braços aberto.

Ela aparentava estar me protegendo de algo bem perigoso. Voltei meu olhar para minhas roupas e logo notei estar trajando apenas uma camisa de mangas longas, sendo que as abotoaduras da mesma eram douradas, um colete sobre este e calça, sendo ambos negros.

Apenas olhei para a garotinha, mas logo voltei meu olhar para o braço esquerdo erguendo este e retirando a abotoadura deixando em vista meu pulso onde uma grande mancha arroxeada que ali se destacara. Fiz uma careta ao tomar consciência da dor dor. Logo voltei meu olhar para frente e, a face de dor foi substituída por surpresa. Há minha frente podia-se ver que à menina agora erguida uma espada enquanto um pouco mais a frente desta pude ver um corpo de um homem caído espalhando sangue pelo gramado.

Olhando um pouco mais atento para a cena pude ver que a garota segurava a cabeça do homem pelos cabelos enquanto virava-se lentamente para o mim.

Quem é ela? Perguntei-me já esperando ouvir alguma palavra vinda de alguém.

Porque eu estou aqui?

Antes mesmo que pudesse ver o rosto da menina tudo ao meu redor foi tomado pela escuridão.

- Não! – berrei. Não a escuridão, não de novo... e-eu não quero ficar preso aqui... não depois do que passei. Não depois de encontrar alguém que para ficar junto...

Deixei-me cair de joelhos enquanto colocava as mãos na cabeça e fechava os olhos.

Por que esta acontecendo isso? O que eu fiz para merecer tudo isso?

Senti algo quente escorrer pela lateral de meu rosto.

O que era isso que eu estava sentindo? Medo? Mas de que? De quem? Por que?

- Lass... – sussurrou uma voz suave. Não ergui a cabeça para buscar o som apenas continuei daquela forma enquanto sentia braços envolverem meu corpo.

Estremeci ao sentir sua pele fria tocar a minha...

- Calma... – murmurou ela. – Eu estou aqui... Não vou te deixar! Nunca...

Eu não entendia, não sabia o por que, mas aquela mulher... a presença dela me acalmava... era reconfortante. Parecia que eu não me lembrava dela, mas talvez a conhecesse de muito tempo atrás.

Permiti a mim mesmo abraçá-la descobrindo assim que a pele sob suas costas estava desnuda. Rapidamente abri os olhos, mas ela apenas apertou o abraço juntando cada vez mais nossos corpos.

Assustei-me de inicio mais não me afastei. Logo senti sua mão acariciar meus cabelos enquanto a escutava murmurar algumas palavras em uma língua desconhecida.

Fechei os olhos deixando-me levar pela leveza de suas palavras.

- ...lembre-se... – sussurrou ela assim como a inimiga havia feito no castelo de cazeaje – lembre-se sempre que eu te amo...

Abri os olhos rapidamente e logo sentei-me.

- Onde estou...? Ai – coloquei a mão sob meu pulso esquerdo onde se podia ver uma mancha arroxeada. – Como isso...?

- Lass? – voltei-me para a pessoa ao meu lado notando, só agora, sua presença. – Deite-se... – murmurou ela.

- O que aconteceu? – perguntei deitando-me.

- Você passou três dias desacordado – disse ela passando uma atadura por meu pulso.

Notas finais
espero q estejam curtindo pessoal
so nao falo mais pq nao to me sentindo bem
depois termino o proximo cap e posto
bjos