Amaciante
9 9) Não existe.
Notas iniciais
E vamo que vamo na trajetória da Pâmela, que nem sabe (ou sabe, mas não consegue explicar, né?) o que tá acontecendo. Vamos lá.
Incapaz de se mexer, Pâmela experimenta uma combustão na consciência. Um bombardeio de informações propagadas pelo ar. Recebe conhecimento porque o conhecimento simplesmente acontece.
Nenhuma voz se ouve. Entre dados e reações, a realidade tenda a amainar aquela mente confusa. Mesmo a moça ciente do exercício muscular da fala, ela também está cônscia de que o evento ali ocorre num local sem matéria.
—Pelo menos, eu não morri. — brinca.
O vocábulo “morri” ecoou pela eternidade. Ainda que o eco em questão não seja um som.
Pâmela descobre que a sensação constante decorre do fato de ser o que chamamos de deus.
Notas finais
Juro que vai fazer sentido, galera. É que são questionamentos muito antigos, e que agora tô conseguindo traduzir em algo legal, como uma narrativa. Agradeço a quem estiver por aí. Até a próxima.
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