Am I What Your Heart Desires?

5 Capítulo 4 - Descubro o lado bom de bater a cabeça


Notas iniciais
Leia ouvindo Paradise da Lana Del Rey :3
E por favor, deixe um Review, quero saber sua opinião sobre o capítulo, se curtiu ou não, o que curtiu e o que não, papa poder continuar fazendo capítulos legais :D

Eu meio que acordei – por meio que acordei entenda-se: Eu estava grogue demais pra ser considerada acordada, mas também não estava exatamente dormindo, tipo semiconsciente, só que mais pra inconsciente do que para outra coisa – em uma cama, muito macia se querem saber, com lençóis de seda e travesseiros de plumas, meio sentada, meio deitada. Deviam ser lá pelas três ou quatro da tarde. Minha visão ainda estava meio embaçada, e minha têmpora direita doía como se eu tivesse cravado várias agulhas – das grossas – ali. Mas eu ainda assim consegui distinguir uma forma humana sentada nos pés da cama, brincando com uma bolinha, deveria ser de tênis ou algo parecido. Ele ou ela ficava tacando a bolinha na parede, ela caía, batendo no chão, e quicava de volta para a mão da pessoa. Então ele/ela olhou para mim e deve ter visto que eu estava quase acordada, e disse:

— Hey Quinnie, acordou? Pois não deveria, ande, feche os olhos, e volte a dormir, você tomou um belo tombo, bateu com a cabeça na quina da parede do corredor. Fez um belo corte na têmpora, perdeu sangue pra caramba, mas nada que o sangue de outras pessoas empurrado goela abaixo por um funil não ajudasse. Alias, falando nisso, não dorme ainda não, pera uns dois minutinhos... – Ele se levantou, foi até uma mesinha e colocou dentro de um copo, um líquido de um jarro, alguns cubos de gelo e um canudinho com uma mão, e com a outra pegou um bagulho que parecia um funil. Digo ele porque a voz era masculina e extremamente familiar, mas eu não conseguia lembrar de quem. Ele voltou, e dessa vez se sentou ao meu lado. Ele era lindo, parecia um anjo. Do nada, reconheci quem era.

Murmurei irritada:

— Alec, que diabos você faz aqui?

Ele sorriu, vendo que eu o reconheci.

— Aeee, finalmente me reconheceu! Tô aqui faz uns dois ou três dias tomando conta de você, você acordava, murmurava umas coisinhas incompreensíveis, e voltava a dormir. Depois acordava, murmurava e dormia, fez isso umas 5 ou 6 vezes até agora. Mal me via, e na única vez que me viu direito, tenho plena certeza de que não me reconheceu.

— Tomando conta de mim? – perguntei, tentei erguer a minha sobrancelha, mas a que eu conseguia erguer era justamente a do lado que eu tinha batido. E fazia a dor piorar tentar erguê-la – defina tomar conta.

- Fazer você beber isso aqui – ele ergueu o copo e o balançou suavemente – usando isso aqui – e balançou o troço que parecia um funil, que alias era mesmo um funil – embora eu ache que você não precise mais do funil pra beber. Então, aqui, o seu copinho, tá com gelo, e até canudo. – Ele me entregou o copo, meio relutante.

Na hora em que suguei o canudo e senti a densidade e o gosto de ferro do líquido entendi o porquê da relutância. Aquele era um belo copo de sangue humano. Torci o nariz e disse:

— Sangue? Não tinha, sei lá, um milk shake ou coisa parecida por aqui não? – perguntei. Tipo, não que eu não goste de sangue, mas é que eu prefiro tomar uma pedrada no cocuruto do que ter que bebê-lo. Apenas.

Ele revirou os olhos e disse:

— Como se milk shake fosse repor o sangue que você perdeu. Aliás, bebe logo isso aí, antes que eu arranque esse copo da sua mão e beba eu mesmo.

— Vocês já ouviram falar em transfusão de sangue?

— Sim, mas ninguém aqui é médico, não sei se você reparou. Isso de médico-chupa-sangue é com os Cullen. – Ele falou o nome “Cullen” com o máximo de nojo que conseguiu. – Aliás, se você não secar esse copo, eu vou fazer isso, tô avisando, – Ele disse, os olhos de um tom de vermelho cereja – já perdi as contas de quantas vezes eu já assaltei a jarrinha.

— Eeee, pode ir tirando o olho, posso não gostar muito de sangue, mas também, como toda boa gorda não vou negar um copo.

— Meu Deus, que mania que vocês mulheres tem de se chamar de gorda! Jane fala de cinco em cinco minutos que tá gorda, ela nem ingere gordura, pelo amor de Deus, ela é uma vampira, só bebe sangue, e se acha gorda! Eu mereço! – Ele disse, levantando e batendo com a cabeça na parede. Eu ri e ele ergueu uma sobrancelha. Ele voltou a se sentar na cama e me olhou.

— Você acha minha desgraça engraçada? – Ele resmungou.

— Ahaaaaaan! – Eu disse rindo, já desperta, a dor quase cessando.

Ele revirou os olhos e murmurou algo como “Mulheres!”, e ficou brincando com a bolinha, que, sim, era de tênis.

Eu tentei tomar o sangue com o canudo, mas era muito denso e ficava entupindo o canudo. Então tirei o canudo e terminei o copo de sangue. Peguei o canudo e estendi o copo pra ele.

— Acabei. — Eu disse, sorrindo.

Ele colocou a bolinha de lado e me olhou com uma carinha tão triste, quase deprimida, e me deu um desespero de vê-lo daquele jeito, uma vontade enorme de abraça-lo e confortá-lo, seja lá o que tivesse acontecido. Parei de sorrir. Seu olhar passou de quase deprimido para hipnotizado. Ele murmurou, chegando mais e mais perto de mim:

— Sua boca está suja de sangue... – Quando ele terminou de falar, seus lábios estavam a centímetros dos meus, e ele colocou a mão em cima da minha. — ...Deixa que eu limpo. – Ele disse, encostando seus lábios nos meus e, bem, me beijando (É MESMO, QUINN?! ELE COLOU O BEIÇO NO SEU, MAS EU NÃO SABIA QUE ERA UM BEIJO!!!!).

Quase um minuto depois, ouvimos um pigarro na porta.

— Tsc, tsc, Alec, Alec, Alec, mas que feio, se aproveitando que a pobre moça está acamada, e dando uns pegas nela. O que Aro dirá quando souber?... – Uma voz sedosa de mulher disse, e depois gargalhou. Alec se afastou devagar. Assim que estávamos completamente separados, apenas quase de mãos dadas. A mulher que estava encostada na soleira da porta. Ela alta, usava uma minissaia preta curtíssima e apertadíssima que destacava as pernas longas e perfeitas, tipo, sem UMA celulite, sem varizes ou estrias. A blusa, com um decote generoso, era folgada e cor de creme, e estava por baixo da saia. O cabelo comprido castanho lhe caía nos ombros, em ondas largas, e os olhos eram roxos – nisso que dá a vadia querer pagar de morena do olho azul sendo vampira. Uma de suas sobrancelhas perfeitamente delineadas estava erguida.

— Heidi... – Alec falou em uma voz cansada.

A mulher – Heidi – entrou no quarto rebolando, o que me deixou irritada. Estava claro que ela tinha no mínimo uma crush pelo Alec. Dava pra ver só pelo jeito loucamente apaixonado que ela olhava pra ele. Me senti desconfortável, mas não deixei transparecer. Como se eu deixasse minhas emoções transparecerem.

— Então garota, o que foi o showzinho de outro dia? – Ela me perguntou, estreitando os olhos em minha direção.

— Heidi! – Alec exclamou indignado. Awnnt, ele fica tãããão fofo me defendendo...

— O que?! Eu só queria saber! – Ela disse para Alec, em tom de provocação.

— Coisa minha, ok? – Eu disse, deixando o ciúme bem claro em minha voz. E só pra deixar as coisas bem claras, agarrei a mão de Alec.

Ela me fuzilou com o olhar. Revirou os olhos. E foi embora, graças a Deus.

Quando teve certeza de que ela estava longe demais para ouvir, Alec me falou, suspirando, cansado:

- Essa mulher me cansa, meu Deus! – Alec esfregou os olhos e bufou – Há anos ela não me deixa em paz!

- Odiei essa vaca. – Eu reclamei. – Ela estava quase se jogando em cima de você, mesmo depois de ter visto que você havia me beijado!

— É, bem capaz de algum dia desses eu sair com Jane, Felix e Demetri pra punir alguém, e eu chegar em casa e ela estar deitada na minha cama, sem nada! – Ele falou, bravo.

— Shiiu, não fale isso alto! – Falei, tampando sua boca – Vai que ela ouve, né, melhor nem dar ideia!

Ele riu, tirando minha mão de sua boca e a beijando.

— Falando em quarto, Se vampiros não dormem, porque vocês têm camas?

— Porque ás vezes, alguns de nós temos convidados que dormem, e eles acabam correndo um pouco rápido demais e dando com a têmpora em uma quina, e precisa ficar de repouso. Outros são casados. Alias, adivinha quem foi o vampiro doce, gentil, amoroso, lindo, sexy, poderoso e extremamente generoso...

— E extremamente modesto também que te emprestou o quarto? Não fazemos ideia– Jane disse, revirando os olhos para Alec e sorrindo sem-graça para mim.

— Oi. – Eu dei um sorriso.

— Oi Quinn, posso te fazer uma perguntinha? – Ela disse, ainda mais sem-graça.

— Claro, diga! – Eu falei.

— O... O que aconteceu naquele dia? Você saiu correndo depois de descobrir o meu dom... Alias, como você descobriu?

— 1° Eu descobri o seu dom por causa de um dos meus dons. E, é que, tipo, eu tenho um pequeno trauma com fogo, e queimaduras, e fumaça roxa com cheiro de incenso...

E lhe contei a minha história.

E eu posso jurar que se Jane pudesse chorar, o quarto do nosso querido e modesto Alec estaria inundado.

— Quinn... – Ela começou.

— Nem comece, porque realmente é desnecessário, Jane, não foi culpa sua... — Eu comecei a falar, com um sorriso.

— ...Embora tenha sido sim... — Alec interrompeu.

— Quieto, Alec, deixa eu terminar, — Eu disse, tampando a boca dele om a mão. Ele revirou os olhos e eu continuei — Não foi culpa sua, por que, mesmo que você soubesse do meu, hum, trauminha, você não poderia fazer nada, Dom é uma coisa que a gente não escolhe... — Alec me olhou com uma cara de cético — Ok, que a maioria de nós não escolhe... — Ele ainda me encarava com aquela cara, e ainda ergueu uma sobrancelha — Tá, que vocês,Vampiros que não nasceram com o dom de absorver outros dons, não escolhem — Eu resmunguei — Satisfeito? Posso continuar? — Ele assentiu, segurando o riso. OMG, ele ficava tão adorável segurando o riso... — Enfim, você não poderia evitar.

— Mas... Tá tudo bem? Certeza? — Ela perguntou.

— Sim, tenho certeza. Vai querer ficar aqui tomando conta de mim também? — perguntei, rindo.

— Já que você insiste... — Ela disse, também rindo e se sentando do outro lado. Alec pigarreou e olhou para Jane indicando a porta com o olhar.

Ela riu, se despediu e saiu, mostrando a língua para Alec. Eu ri.

— Ai, mas que pentelha cara de pau! — Ele resmungou.

— E você é um indelicado, tadinha, ela não sabia dos meus, hum, problemas com fogo, e só quis ajudar.

Ele revirou os olhos.

— É, mas podia vim tentar "ajudar" depois né.

— Foi a hora que deu pra ela, você deveria ser mais delicado.

Ele ergueu uma sobrancelha.

— Você deveria estar descansando, não tagarelando.

— Sim, não deveria estar tagarelando, e também não deveria ter sido beijada por um certo vampiro que deveria estar de babá, mas nem tudo sai como o planejado.

Ele bufou.

— Dorme Quinn.

— Mas...

— Dorme logo e cala a boca, mulher, antes que eu tenha que te calar! – Ele resmungou, levantando, pegando a bolinha de tênis, se sentando no pé da cama e voltando a brincar com ela.

— Vem calar então.

Ele me olhou incrédulo. Eu ergui uma sobrancelha como quem diz “E então?”. Ele se levantou e se sentou ao meu lado em um segundo.

— Você que pediu. – Ele sussurrou.

E me beijou de novo, mas dessa vez foi um beijo quase decente, um pouco mais longo, sem nenhum compromisso nem nenhuma vampira vadia atirada pra interromper. Só um certo vampiro ancião que estava quase tendo um ataque de ansiosidade pra saber minha resposta sobre sua proposta

— Ahn, eu estou interrompendo algo? – Aro perguntou, a voz transbordando ansiosidade.

Suspirei, levemente irritada e disse:

- Não senhor Aro, não está interrompendo nada.

– Ah, bem, então, está melhor? – Ele perguntou.

— Sim, bem melhor.

- Bem, Heidi me contou que estava acordada e eu vim ver se a senhorita estava em condições de me dar a resposta a minha proposta...

Suspirei de novo. Meu senhor, vá logo embora, para que eu possa finalmente ter um beijo decente, pelo amor de Deus

— A resposta é sim, senhor Aro eu vou fazer parte de sua guarda.

Ele deu sua risadinha esquisita e disse:

— Ah, maravilha! Bem por enquanto, até que arranjemos um quarto para você, acho que posso ver se você poderia ficar no de Jane, ou talvez no de Heidi...

— No de Heidi não! – Eu exclamei.

— Bem, então vou falar com Jane, com licença. – Ele disse saindo.

— OPA, PERA LÁ – Alec disse, correndo até Aro, quase tropeçando no próprio pé – Aro, pra que incomodar Jane? Quinn pode ficar aqui!

— Aqui? No seu quarto, Alec? Porque diabos eu faria isso?! Ia dar besteira, muita, muita besteira! – Aro disse, irônico.

— Não ia não! Aro, meu caro, sou um rapaz de família, o senhor sabe! – Alec disse, soando o mais inocente dos inocentes.

— Não sei não, a cena que presenciei quando cheguei não me deixa acreditar muito em suas palavras... Embora eu não ache que Quinn vá deixa-lo tocá-la, muito mais do que já tocou.

— Então, deixe-a aqui! – Alec exclamou, fazendo carinha de cachorrinho pidão. Se eu achava que ele não poderia ficar mais adorável, eu estava enganada.

Aro revirou os olhos.

— Tá, mas se eu ouvir qualquer coisa suspeita vindo daqui, ela vai pro quarto da sua irmã. – Ele disse seriamente para Alec, que sorriu e assentiu freneticamente. Então se virou para mim.

— Quinn, querida, as suas roupas novas serão entregues amanhã, ok? – Aro disse, sorrindo.

— Então vocês dois já pararam de falar de mim, sem me incluir na conversa? – eu disse, de braços cruzados e uma sobrancelha erguida, e a cabeça já não doía tanto, então eu poderia enfatiza minha ironia e meu sarcasmo á vontade.

— É, acabamos sim. – Alec disse, sorrindo radiante. Me obriguei a não derreter completamente com aquele sorriso.

— Ah, bom saber, mas agora, se me permitem, vou me intrometer nessa história de “Quinn vai ficar no quarto de Jane ou de Alec”. Posso simplesmente ficar num hotel? Alec, querido, eu te adoro, e você sabe, — quando eu disse aquilo, seu rosto se iluminou ainda mais — mas eu prefiro não ficar na toca do lobo, agradeço a proposta, mas prefiro ficar em um hotel até acharem um lugar decente pra mim. E quanto a Jane, ela tem sido um doce comigo, mais doce que o doce de batata doce, mas eu tenho medinho dela. Sério.

O sorriso de Alec se desfez completamente quando eu terminei a frase, o que triturou meu coração, mas eu realmente não confiava que ele ia conseguir me deixar em paz se eu ficasse no quarto dele. E sim, vocês entenderam o que eu quis dizer com “conseguir me deixar em paz”.

Aro pensou um pouco e disse:

— Desculpe minha querida, mas terá que ficar aqui conosco. E não se preocupe, se Alec tentar qualquer coisa, eu saberei. Agora preciso ir, tenho que avisar Caius e Marcus de sua decisão! – Ele disse e saiu rapidinho. Ô arregão, nem pra ficar e aguentar o clima pesado que ficou...

— Então Quinn, defina “ficar na toca do lobo”. – Disse Alec, de braços cruzados, sua voz com leves traços de mágoa.

— Eu prefiro não ficar aqui, no seu quarto, sou moça de família, por favor! – Eu disse e bufei, o que fez ele rir.

— Pera deixe-me ver se entendi. Você prefere não dividir o quarto com alguém que nem ao menos dorme, por que é uma dama de família, e esse tipo de postura é coisa de sirigaita. – Ele disse, rindo e se sentando ao meu lado.

— Exato. Tá pensando que sou o que? – Perguntei. – Não somos nem ao menos namorados.

— Ainda... – ouvi ele murmurar baixinho, consigo mesmo.

Ergui uma sobrancelha e dei um leve sorriso. Ele olhou para mim e perguntou:

— O que foi?

— Eu ouvi o que você murmurou.

— Q-Que? – Ele disse gaguejando, nervoso.

— Eu ouvi o “ainda”. – Eu disse, sorrindo cada vez mais.

— É que... Tipo... Er... Ahn... É que, bem.... – Ele ficou encarando o chão e continuou a gaguejar ainda mais nervoso. Eu me sentei direito, ergui seu rosto e sussurrei, fechando os olhos:

— Shhhhhh... — e o beijei. E ALELUIA, FOI UM BEIJO DECENTE, SEM NENHUMA INTERRUPÇÃO, SEM PIRIGUETES, IRMÃS, AROS, NADA! E foi perfeito! Quando finalmente nos afastamos, eu estava arfando levemente.

— E aquele “ainda”?... – Eu disse baixinho.

— Preciso mesmo fazer a pergunta? – Ele disse rindo.

— Sim, seja romântico! – Eu disse rindo.

— Ai meu Deus, Quinn... – Ele disse, rindo ainda mais. Sua risada era daquelas que você pode ouvir por horas e não se cansar, como a de um bebê, mas bem mais masculina – Bem, Quinn Joham...

— Quinn Volturi. – Corrigi, sorrindo de orelha a orelha.

— Certo, certo... Quinn Volturi, você gostaria de ser minha namorada?

— Acho que você já sabe a resposta. – Eu disse, mordendo levemente o lábio inferior.

— Então porque me fez perguntar?! – Ele me perguntou

— Pra sérum pouquinho mais romântico, sou uma garota, posso não amar esse tipo de coisa, mas um pouquinho é bom sabe! – eu disse, chamando ele com as mãos, como um bebê.

Ele revirou os olhos, se deitou ao meu lado e me abraçou. Aninhei a cabeça em seu peito.

— Agora pode dormir?

— Agora sim.

E fechei os olhos, inspirando profundamente o ar com cheiro de canela, laranja e café e aquele algo mais que emanava de sua pele e passava pelas roupas.