Além do Caos
1 Capítulo 1 - Acidente.
— Dia (0)
Olá, meu nome é Albert. Meus pais me deram esse nome em homenagem ao famoso Albert Einstein, o qual era um... Bem, acho que não preciso explicar para vocês quem ele era. Enfim, não é daquele Albert que quero falar e sim desse Albert, eu.
Nasci no dia 20 de Fevereiro do ano de 2014. Minha mãe morreu em meu parto e meu pai está atualmente fugindo da policia. Antes ele me mandava cartas, mas desde que os “tiras” – como ele chama – começaram a persegui-lo por causa dessas cartas, ele parou.
Bem, estou escrevendo esse diário porque ultimamente estou me sentindo estranho, isto é, depois daquele acidente... Para explicá-lo voltemos um pouco no tempo.
— Dia (-1)
Bem, então, esse dia que chamei de “-1” foi ontem. Nesse dia, aconteceu o acidente.
Estávamos visitando a usina nuclear central da cidade, tudo corria bem quando de repente... “BAAM!”, uma explosão.
Foi algo tão grande que levou todos ao chão com uma estranha onda de... Hum... Não sei dizer do que era, mas acho que deu para entender o que quis dizer.
Enfim, devido a essa explosão, por cerca de 7 minutos a eletricidade de todo estado caiu. Ficamos na total escuridão e confusão por mais ou menos esse tempo, o qual acredite você ou não, foi desesperador.
Fui o primeiro a se levantar da queda e todos a minha volta inclusive os professores e trabalhadores do local pareciam estar mortos.
Parece aquele tipo de situação que você cria com seus amigos e eles te perguntam no final “O que faria se isso acontecesse com você?”, obviamente, tentando manter uma boa imagem, as palavras que sairiam de sua boca seriam “Faria o necessário”.
Pois bem, o que seria o necessário? Eu sabia que não conseguiria responder a essa pergunta sozinho então corri para onde se encontrava minha amiga, Layla. Ela tem cabelos ruivos, é pouco mais alta do que eu – ela tem aproximadamente 1,78m, enquanto eu tenho 1,75m – bem, resumindo, ela é incrivelmente linda. Tenho orgulho de poder dizer que é minha amiga.
Voltando à história, eu corri para onde ela estava e a sacudi, por sorte ela acordou e estava bem, só um pouco tonta. Em busca de respostas abri a boca para perguntar o que fazer, mas ela foi mais rápida e disse:
—Alby? O que está acontecendo?
Bem, antes de continuar só queria esclarecer que eu e ela somos amigos desde pequenos e esse é o motivo do vergonhoso apelido, “Alby”. Enfim, onde parei? Oh, sim ela me perguntava.
Ela me perguntou, mas balancei a cabeça negativamente tentando passar a ideia de que estava tão confuso quanto ela. Em seguida ajudei-a a levantar e fomos acordar os outros.
Não é necessário dizer que esse era o fim do passeio e uma dispensa antecipada para casa, não é?
Bom, agora que vocês – seja lá quem forem – sabem a respeito do acidente, vamos voltar a atualidade onde eu dizia que me sentia estranho.
— Dia (0)
Então, agora você deve estar se perguntando algo do tipo “Estranho como?”, pois bem, eu gostaria muito de saber a resposta para essa pergunta também... É como seu eu... Hum... Não sei dizer. Só sei que sinto algo que nunca havia sentido antes.
Após um logo tempo pensando cheguei a duas conclusões, uma delas que vocês estão presenciando, é o diário. Segundamente, é perguntar a Layla se ela também esta sentindo algo de estranho, pois tenho quase certeza que isso se deve ao acidente.
— Dia (1)
Primeiro, gostaria de dizer uma coisa faltou em minha apresentação, eu tenho dezessete anos, tenho cabelos louros e olhos escuros. Talvez assim seja mais fácil de me visualizar.
Enfim, vamos ao meu dia. Hoje é sábado, portanto não tem escola, o que me dá a oportunidade de ir à casa de Layla para perguntar se ela também estava se sentindo estranha. Ela era uma garota rica, ao contrario de mim, então para chegar a vizinhança de sua casa era praticamente um parto – cerca de 10km.
Obviamente, não iria a pé, peguei minha bicicleta e depois de um tempo finalmente cheguei a sua casa.
Arrumei minhas roupas e cabelo prevenindo para caso seus pais abrissem a porta. Prontamente, toquei a campainha.
Em menos de cinco segundos a porta se abriu e Layla disse:
—HÁ! Te assustei não foi?
Olhei para ela negativamente, sorrindo de leve. Em seguida, perguntei:
—Como sabia que viria?
Ela rapidamente respondeu:
—Ah... Eu... Eu te vi pela janela – disse rindo levemente.
Estranhei aquilo, parecia que estava escondendo algo, tentei pensar mas fomos interrompidos pela mãe de Layla, que dizia do fundo da casa:
—Filha, não vai convidar o moço para entrar?
Layla gritou respondendo:
—Vou sim, mamãe.
Sorrindo, ela colocou a mão nas minhas costas e fomos para o quarto dela subindo as escadas. Chegando lá, tirei os sapatos e ela disse para eu sentar em sua cama. Fui direto ao ponto, então disse:
—É... Bem...Layla, eu venho sentindo algo... Estranho...
Ela colocou a mão sobre a minha boca, estranhei, mas pensei ter obtido a minha resposta, então continuei dizendo:
—Você sabe que é minha melhor amiga, não é? Espero contar com você para tudo do mesmo jeito que você pode contar comigo.
Layla então respondeu em voz baixa:
—Continue, Alby...
Ela então tocou na minha perna e mexeu a mão quase tocando em... Em minhas partes. Engoli em seco e então disse:
—Errr... Bem... Então eu... Eu sinto algo estranho por você... Errr... Digo não por... Ah...
Estava suando, as palavras mal saiam da minha boca, sentia como se Layla fosse pular em mim a qualquer segundo. Nunca estive em uma situação como essa, sentia algo como se uma chama estivesse subindo até minha cabeça. Tentei dizer algo, mas novamente fui surpreendido quando ela pegou minha mão e colocou sobre sua perna.
Ela então se aproximou do meu ouvido e de um modo extremamente sedutor, disse:
—É isso que você quer, Alby?
Deitando-me sobre sua cama, ela tirou minha camisa e deitou-se sobre mim, dizendo:
—Eu... Esperei muito por esse momento sabia...? O dia que você viria até mim...
Sentia-me quente e totalmente envolvido por aquela situação, queria me entregar totalmente a ela, mas algo ainda me impedia. Segurei sua mão que se aproximava do zíper de minha calça e disse:
—Não... Layla! P-pare... Não é isso que eu...
Ela interrompeu minha fala colocando seu dedo indicador sobre meus lábios e disse:
—Shhhh... Não precisa ter medo, Al...
A chama dentro de mim estava mais quente que nunca, sentia como se fosse explodir. Era uma sensação boa, mas ao mesmo tempo desgastante, não sabia se aquilo era natural.
Enfim, seja o que fosse, natural ou não, eu havia decidido que iria me deixar levar; até porque, não tinha mais volta, já estávamos ambos praticamente sem roupas. Então fechei os olhos e deixei-me levar pela situação. Entretanto, a situação não durou muito tempo. Ouvi um grito e fui surpreendido por um forte e rápido tapa no rosto que me fez despertar.
Bem... Qualquer tipo de calor que estava sentindo com certeza estava agora apagado, porque, estranhamente, havia neve em mim!
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