Além da superfície.
42 Eu te amo.
Notas iniciais
– Ela te estendeu a mão em um momento difícil, mostrou que você podia confiar nela e você se entregou a um sentimento, até então, desconhecido. Nós precisamos diferenciar certas coisas, que podem ser facilmente confundidas. Eu vou te fazer uma pergunta e quero que você pense bem antes de respondê-la, ok? – Frannie faz uma pausa. – O que você sente por Quinn é gratidão ou amor?
FlashBack
Por Quinn
– Hey, Rachel me falou que você estava doente. Vim te ver. – A asiática entra no meu quarto.
– Obrigada. – Sussurro, envergonhada, observando Rachel se sentar na cadeira. – Eu... – Limpo a garganta. – O que você ouviu...
– Quinn, você pode fingir que nada aconteceu. – Tina sorri, compreensiva. – Está tudo bem.
– Oh, bom...
– Nós estamos ficando. – Eu congelo ao ouvir a voz da morena atrás de mim. Santana abre um sorriso orgulhoso. Um silêncio cai no quarto.
– Eu já sabia. – Tina ri, sentando na cama. Nós trocamos um olhar incrédulo e encaramos a menina. – Vocês não são as pessoas mais discretas do mundo.
– Como assim? – Pergunto, nervosa.
– Eu já desconfiava que estava acontecendo algo. Cheguei a comentar com você no dia das Seccionais, lembra? – Eu assinto. – Então, eu vi vocês no auditório. Pareciam estar em um momento... Quente. – Santana gargalha alto. Eu sinto minhas bochechas corarem, mas não tenho coragem de olhar para Rachel. – O que não tem problema, claro. Eu e Mike gostamos de ficar a sós também.
– Oh, meu Deus. – Sussurro.
– Quem mais sabe, Tina? – Ouço um tom de preocupação na voz de Rachel e meu coração afunda.
– Acho que só eu. – Diz, incerta. – Ninguém comentou nada comigo, nem eu falei.
– Obrigada. – Murmura.
– Vocês estavam fazendo sexo no auditório?
– SANTANA. – Repreendemos ao mesmo tempo.
– Nós não estávamos... – Prendo a respiração. – Nós só...
– Santana, você e Brittany também não são discretas. – Tina brinca.
– Nós namoramos. – Estufa o peito. – Não precisamos ser discretas.
– Claro. – Ri. – E vocês? Estão namorando? – Silêncio. Abro a boca algumas vezes, mas não encontro a minha voz. – Desculpe, eu não quis...
– Somos amigas. – Rachel responde. Eu olho para o chão, tentando assentir.
– É uma boa espécie de amizade. – A asiática sorri, tentando quebrar o clima.
Eu agradeço a presença de Santana. Minha amiga logo trata de puxar outros assuntos, nos distraindo. Consigo rir um pouco, apesar de notar Rachel distante. De repente, um medo começa a subir pelo meu corpo. Ela estava reagindo bem a tudo, mas ela acabou de se expor. E pior, ela ouviu minha conversa com Santana sobre querer algo mais sério. É a sua chance de rebater e correr para longe de mim.
– Nós já vamos. – Uma voz interrompe meus pensamentos. – Acho que vocês precisam conversar.
– Sim. – Suspiro, enviando um olhar desesperado para a latina, que acena um pedido de calma.
– Fique bem, Q. – Tina me abraça. – Ah, eu apoio vocês duas juntas. Ótimo casal.
– Obrigada. – Sussurramos.
Elas se despedem de Rachel. Eu desço, levando-as até a porta.
– Sinto muito, eu trouxe problemas. – Tina se desculpa.
– Não tinha como você adivinhar. – Tranquilizo-a. – Essa conversa tinha que acontecer um dia.
– É só ter calma. Tudo sairá bem. – Santana aperta forte minha mão e se despede outra vez.
Eu subo as escadas, devagar, temendo entrar lá novamente. Tomo uma respiração funda e abro a porta. Rachel está na mesma posição, encostada no meu birô, com os braços cruzados e o olhar no chão. Eu limpo a garganta, chamando sua atenção. Ela apenas me olha, sem se mover. Sento na cadeira, brincando com meus dedos.
– Uh, eu espero que ninguém mais tenha nos pego assim. – Brinco.
– Espera mesmo? – O frio em sua voz me faz estremecer.
– Claro que sim, Rachel. – Franzo a testa. – Seria constrangedor descobrirem de nós assim.
– Pensei que você quisesse que soubessem de nós.
– Eu quero. – Digo firme. – Mas, não assim. Por que você está falando isso?
– Porque eu te ouvi com Santana.
– Eu sei. – Suspiro. – Eu... Fico confusa, ok? Nós estamos ficando faz algum tempo, ninguém sabe...
– Nossos pais sabem.
– Sim, mas...
– Frannie sabe. Santana sabe. Brittany sabe. Até Tina sabe.
– Certo, certo. – Gesticulo. — São pessoas próximas.
– E daí? São as que interessam.
– Tudo bem. – Suspiro, frustrada. – Você entendeu o que eu quis dizer. – Ela não responde. – Eu só gostaria de entender o que está acontecendo aqui.
– Somos amigas e nos curtimos. – Eu rio, incrédula. – Por que você quer rotular isso agora?
– Eu não quero rotular. – Resmungo, perdendo a paciência. – Quero apenas entender, você...
– Por que você quer que outros saibam de nós?
– Por que você se prendeu a esse detalhe, Rachel? Você tem vergonha, é isso?
– Claro que não. Eu já disse que eu não me importo que você seja uma mulher.
– O que te impede, então?
– ESSA SUA VONTADE DE QUERER QUE OS OUTROS SAIBAM. – Eu me assusto com sua reação. – O que você está planejando? Você quer mostrar pra todo mundo que conseguiu ficar comigo e...
– Cale a boca. – Fecho os olhos. – Não termine isso, por favor.
– Por quê? Ficou com medo porque eu descobri seu plano com Santana?
– OLHA A MERDA QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO, RACHEL. – Grito. Minha cabeça começa a rodar e eu preciso me apoiar na parede.
– O que houve? – Ela segura meu braço, mas eu afasto, sentando na cama. Escondo meu rosto nas mãos, sentindo minha cabeça pulsar.
– Eu pensei que você acreditasse em mim. – Sussurro, com um nó na garganta.
– Desculpe. – Ela se aproxima. – Eu acredito. Mas, não quero que você me pressione.
– Quando eu te pressionei, Rach? – Choramingo. Levanto o rosto, para olhá-la. Não responde. – Nunca. E não! Você não acredita em mim. Se acreditasse, não gritaria essas drogas.
– Mas, você está se sentindo mal com isso...
– Estou me sentindo ótima ficando com você. Nunca reclamei. – Me defendo. – Quando nós começamos com isso, você sabia que eu gostava de você e mesmo assim continuou. Era pra você saber que me dói quando você joga coisas sem sentindo contra mim, quando duvida, ou quando trata tudo como uma amizade colorida qualquer.
– Não é qualquer. – Se apressa. Eu sorrio, balançando a cabeça.
– Perguntou por que eu queria dizer para as pessoas, te respondo: Porque eu te amo, porque eu quero que saibam e conheçam a pessoa que eu gosto. Independente do nome do que nós temos. – Ela assente, sem jeito. – E você, Rachel? Por que quer tanto esconder?
– Porque... – Sussurra. – Eu não sei.
– SABE. VOCÊ TEM MEDO DE QUE EU TE FAÇA DE IDIOTA. QUE SEJA SÓ UM PLANO COM SANTANA, NÃO É ISSO? – Minha garganta se irrita e eu começo a tossir.
– Quinn... – Puxo a gola da camisa, querendo respirar melhor, mas não consigo parar. – Merda, Quinn. – A morena abre sua bolsa e tira uma garrafa de dentro. – Tome um pouco. – Eu aceito, bebendo a água. Alívio.
– Obrigada. – Sussurro, entregando-a de volta.
– Você não pode fazer esforço.
– Então vá embora.
– O... o que?
– Vai embora. – Deito na cama, sentindo as lágrimas queimarem meus olhos. – Estou chateada, nós só iremos brigar mais. Só... Saia.
– Quinn, nós precisamos conversar. Você entendeu errado. Eu...
– Entendi perfeitamente bem. – Viro. – Saia, Rachel.
– Ok. – Diz, quase inaudível. – Sinto muito.
Escuto o barulho da porta fechando e abraço o travesseiro com força, querendo que tudo tenha sido um grande pesadelo e que mais tarde eu vá acordar com seus beijos cuidadosos. Um soluço me escapa, sendo seguido por vários. Tento abafar meu choro, irritada com essa situação besta. Achei que nós conversaríamos sobre nossa relação e acabo descobrindo que ela nem mesmo confia em mim pra isso.
A cama afunda e os braços da minha irmã me rodeiam. Eu viro, deitando em seu peito, enquanto ela afaga meu cabelo.
– Fran...
– Shh... Eu ouvi. – Tenta limpar meu rosto, em vão. – Sinto muito.
Por Rachel
Chego em casa e minhas pernas começam a tremer. Sinto meus braços queimarem. Passo as mãos neles, tentando aliviar, mas não melhora. Subo para o quarto dos meus pais, a procura de Leroy e não o encontro. Eu só percebo que estou chorando quando me olho no espelho e vejo minha cara vermelha e inchada, como nos velhos tempos. Suspiro. Idiota. Imbecil. Magoou a pessoa que mais se importa com você. Estúpida.
Corro para meu banheiro, abrindo as gavetas. Não encontro nada. Minhas mãos tremem loucamente e eu quase não posso respirar. Volto para o quarto, procurando meu estojo na bolsa. Seguro o estilete com força. Não faça, Rachel. Não faça. Levanto o objeto, subindo a manga de meu braço esquerdo.
– Pare. – Uma mão me segura. – Solte isso.
– Santana. – Suspiro, soltando e me jogo em seus braços. A latina me envolve, passando as mãos nas minhas costas. – Eu estraguei tudo. De novo. – Solto um grito preso, enquanto ela me aperta mais. – Eu estraguei tudo. – Repito, escondendo o rosto em seu pescoço.
Nós ficamos assim por alguns minutos até eu conseguir me acalmar mais. Me afasto, envergonhada. Santana me encara, séria.
– O que você está fazendo aqui? – Sussurro.
– A idiota de Quinn me mandou uma mensagem pedindo que viesse por você. – Eu sorrio triste. Mesmo com raiva, ela quis o meu bem. – E eu deveria ter mandado Brittany vir, porque eu realmente quero te dá um murro agora.
– Desculpe. – Me encolho.
– Pare. – Diz, irritada. – Como você pôde nos acusar depois de tudo? O que aconteceu? – Eu abaixo a cabeça. – Só comigo, tudo bem. Eu aceitaria. Mas, Quinn? Sério?
– Eu não sabia o que estava dizendo. – Me desespero. – Pelo amor de Deus, Santana, eu não fiz por mal.
– Eu sei. – Suspira, esfregando o rosto. – Eu sei. – Ela me puxa outra vez para seus braços. Eu descanso a cabeça em seu peito. – Shhhh, pare de chorar.
– Não consigo. – Soluço.
– Ficar assim é a última coisa que Quinn precisa agora. – Garante. – Ela te ama, Rachel. É real isso. Não estamos em um jogo.
Eu assinto, limpando o rosto. Santana continua me segurando, como garantia de que eu ficaria bem. A latina pega o estilete, parecendo chateada. Suspiro, deitando na cama. Vejo quando ela guarda o objeto na bolsa e abre minhas gavetas. Abro a boca para protestar, mas ela me manda um olhar repreensivo e eu me calo. Eu sei que ela está com raiva e que faz isso porque se preocupa comigo. Só não sei onde diabos eu estava com a cabeça de duvidar dela e de Quinn.
Tentei ligar para a loira durante toda a noite, mas ela me ignorou em todas elas. Na ultima tentativa, seu celular deu desligado. Mandei várias mensagens que não tiveram respostas. Talvez eu precise dar um tempo para ela. Ela disse que estava chateada, deve estar me evitando para não brigarmos outra vez.
Fim do FlashBack
E Quinn já me evita há dois dias. Ela não foi ao colégio, o que fez minha preocupação aumentar ainda mais. Eu sinto que posso explodir a qualquer momento. Ninguém consegue me fazer bem como ela me faz. É como se puxassem todo o meu ar de novo. Eu preciso... Oh, meu Deus!
– Rachel? – Frannie me tira do transe. – Você está bem?
– Não... – Sussurro. Levanto o rosto para encarar os olhos claros da irmã de Quinn. – Eu... Eu sou muito grata ao que Quinn fez e faz por mim. – Digo firme.
– Então...
– Mas, eu não misturo as coisas. – Levanto. – Frannie, eu sinto muito, eu preciso sair.
Não deixo que ela me responda. Apenas levanto e saio em disparada ao meu carro. Eu praticamente voo em direção a casa delas. Estaciono, aliviada por ver o carro da loira na garagem. Toco a campainha, apressada. Judy abre, surpresa. Não consigo dizer nada. A mais velha sorri, compreensiva e acena para que eu entre. Corro as escadas, quase tropeçando no meio. Respiro fundo e abro a porta do quarto dela.
Meu coração dispara ao vê-la sentada na cama, vendo um filme. A loira pausa, franzindo a testa e me encara. Engulo seco.
– Quinn... – Ela volta os olhos para a televisão. – Você está melhor? – Sussurro.
– Sim. – Eu sento na ponta da cama. – Tomei injeção.
– Sinto muito. – Ela dá os ombros. – Quinn, eu...
– O que você veio fazer aqui? Eu não quero te ver.
– Eu sei. – Meus olhos queimam. – Mas, eu preciso falar com você. Eu...
– O que você vai dizer? Que o que nós tivemos foi um erro?
– O que? Não! – Exclamo, sentindo meu peito doer com a conjunção do verbo no passado. Tivemos. – Olha, eu não queria que os outros soubessem de nós porque eu tenho medo. – Admito. – Eles...
– Tem medo de que seja um plano? Por Deus, Rachel, eu não mereço escutar isso outra vez. – Levanta da cama. – Eu tentei, demonstrei, confessei. Não consigo ver mais nada que eu possa fazer. Você está melhorando, não precisa mais de mim. Talvez Finn possa te fazer melhor. Eu sei que você sempre gostou dele, então...
– Eu te amo. – Solto. A loira para, de costas para mim. Eu aproveito o seu silêncio. – Você pode não saber como são as pessoas daquele colégio, mas eu sei muito bem. E eles sabem ferir. Eu sempre quis atenção, só que eu prefiro ser ignorada por eles do que dá-los um novo motivo para as brincadeiras. Você viu como foi com Santana e Brittany. Não foi maior porque elas são respeitadas, mas falaram mesmo assim. – Ela vira e eu me aproximo. – Ainda sou eu, Rachel Berry. A pessoa que eles não xingam mais por medo de vocês. Eu acho que... – Sorrio, franzindo a testa. – Eu até aguentaria novos nomes. Mas, não suportaria que fizessem mal a você. – Suspiro.
– O que você disse? – Sussurra. Eu levanto uma sobrancelha.
– Que eu tenho medo do que eles possam fazer com vo...
– Antes. — Me interrompe.
– Oh! – Rio, nervosa. – Bom, eu te amo. – Coço minha nuca. – Eu sei que demorei para entender, mas eu precisava de um...
Sua boca me cala, me tirando um gemido em resposta. Ela sorri, segurando meu rosto. Eu devolvo o sorriso, aliviada. Junto nossos lábios outra vez, com saudade. Quinn esconde as mãos em meu cabelo, me puxando para ela. Sua língua brinca em minha boca, enquanto minhas mãos entram por baixo de sua blusa, encontrando meu lugar preferido, seu abdômen. Ela se afasta, me assustando. A loira caminha para a porta, acelerando meu coração. Solto o ar quando ela passa a chave e vira de volta. O beijo agora é ardente. Nós começamos a nos despir.
–
Rachel agarra forte a cintura de Quinn, fazendo-a cair na cama por baixo dela. A loira quase engasga quando a pequena pressiona o corpo contra seu centro rapidamente e junta seus lábios de novo. Quinn resiste seus quadris contra Rachel, sentindo o pulsar cada vez mais forte entre suas pernas. Rachel pressiona mais, fazendo corpo da loira ficar rígido. Um ruído escapa de sua boca e logo é abafado pelos lábios da morena.
Com suspiros irregulares, Quinn começa a se movimentar no mesmo ritmo que Rachel. A morena desce seus beijos para baixo da mandíbula de Quinn. Ela choraminga quando Rachel passa a língua pelo seu pescoço e chupa suavemente em seu ponto de pulso. A pequena corre uma mão para baixo do abdômen tonificado da loira, enquanto a outra belisca um de seus mamilos. Quinn arqueia as costas, cravando as unhas nas de Rachel.
– Deus, como eu amo sua barriga. – Sussurra a morena.
– São... – Inspira. – São os treinos...
– Hmm... – Morde um pouco mais para baixo e para, encarando a loira.
– Não! Rachel... – Implora.
Rachel sorri para a urgência da loira e começa com sua tarefa, passando a língua suavemente na coxa de Quinn, cada vez mais perto. Quinn treme em resposta, gemendo mais alto. O sorriso de Rachel aumenta. Ela chega por trás e agarra a bunda da loira, empurrando seu rosto mais fundo em seu núcleo úmido. Quinn puxa os cabelos da morena e grita de prazer, a cabeça contra a cama e os olhos meio fechados. Rachel enterra a língua um pouco mais profundo dentro de Quinn e termina o caminho com movimentos suaves no topo de seu clitóris.
A loira prende a cabeça de Rachel entre as pernas, dificultando o trabalho da pequena. Rachel se afasta um pouco e introduz dois dedos, levando Quinn a loucura. Em poucos minutos, ela sente as paredes de Quinn fecharem em seus dedos. A morena se levanta, tomando o pescoço de Quinn no tempo certo. A loira puxa seu cabelo e grita ao atingir o orgasmo. A dor faz Rachel sorrir, beijando todos os cantos do rosto de Quinn.
– Eu te amo. – Quinn sussurra, recuperando o folego.
– Eu também te amo. – A morena devolve. Quinn tem quase certeza que pode explodir em prazer outra vez, só em ouvir isso.
– Então... – Levanta o rosto de Rachel, para encará-la. – O que nós somos?
– Pergunte. – Sorri, suave.
– Você... Você quer... – Limpa a garganta. – Quer namorar comigo?
– Claro. – Quinn sorri largo, beijando a boca da nova namorada. – Mas, você ouviu o que eu te falei?
– Sobre ter medo? – Ela assente. – Ouvi. – Suspira. – Você tem razão. Eu sinto muito por não ter te ouvido antes.
– E eu sinto muito ter te machucado. Não queria dizer aquilo.
– Eu sei. – Beija a testa suada da morena. – O que faremos então?
– Podemos ir devagar? Digo, continuarmos nesse ritmo? – Pede. – Não sei se eu estou pronta.
– Iremos no seu tempo, meu amor.
– Obrigada. – Suspira. – Eu quero dizer ao pessoal do Glee, no entanto. Eles merecem saber.
– Sério? – Os olhos da loira brilham. – Tem certeza?
– Sim. – Garante. – Além do mais, pouparemos algumas dores de cabeça. – Quinn gargalha alto com o tom enciumado da morena.
– Você é minha agora. – Sussurra, virando seu corpo em cima da namorada. – Meu amor...
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