Always, sister

10 Disobeying Sister


Notas iniciais
Bom, primeiramente é um milagre que esse capítulo tenha saído, porque eu realmente fico meio "Zumbi" nos finais de semana. E em segundo, estou emociooonnnnaadaa com sua recomendação, SirenCaster, fofura extrema *---*, muito obrigada

Zelena detestava ficar perto de pessoas excessivamente simpáticas, à algum tempo ela aprendera que esse tipo de pessoas são aquelas que mais se deve tomar cuidado, porém Elsa e Belle não estavam ligando para sua presença, ou fingiam que não ligavam, enquanto procuravam informações sobre um estranho reino chamado Arendelle.

O tédio consumia todo seu ser, internamente a bruxa fez uma nota mental, nunca mais iria obedecer qualquer pedido de Regina, a ruiva se ajeitou na cadeira, correndo os dedos pelos cachos um tanto rebeldes.

Com um suspiro descontente a mulher se levantou em passos lentos até uma das enormes prateleiras, observando os títulos, nada muito interessante, na verdade ela gostaria de ter pego o exemplar de Harry Potter.Porém...Seus olhos recaíram sobre uma das últimas repartições, ela se agachou, um livro de capa preta borrada, assemelhava-se com uma árvore, letras delicadas, douradas e foscas “Wuthering Heights”...Ventos uivantes...Zelena sorriu, tudo bem se era este, que fosse.

A ex-bruxa má se ergueu e para sua completa surpresa sentiu algo bater contra sua cabeça.

– Auu... – Ela levou a mão até o local onde provavelmente se elevaria um hematoma, fazendo círculos com os dedos para aliviar a dor.

– Temos que parar de nos encontrar assim. – E novamente, aqueles olhos verdes...Que mais pareciam azuis a pouca luz da biblioteca, mas não um azul comum como os de Robin Hood ou até mesmo os seus, estes eram azuis cristalinos, corruptivos e extremamente intensos.O homem acariciava o abdômen, aparentemente onde havia esbarrado.

– Está me seguindo? – Questionou, se tocando logo depois de como essa pergunta fora idiota, por que ele iria segui-la?Conversaram uma única vez, droga Zelena, pensou.

– Eu... – Ele riu negando com breves movimentos.

– Só...Estou fazendo meu papel de pai... – E o moreno apontou com o livro grande que segurava para a garota loira sentada em uma mesa redonda próxima a escada.Ela franziu a testa, a menina deveria ter 10 ou 11 anos, e parecia bem concentrada em um cartaz colorido.

– Então está é a famosa Grace... – Zelena desviou do assunto inicial, “A perseguição”.

– Eh...Incrivelmente Grace me entende... – Sua voz retumbou no subconsciente da bruxa.

– Como você... – A ruiva franziu o cenho, erguendo uma sobrancelha.

– Eu...?..Entendo você? – Ele deu de ombros.

– As pessoas acham difícil me entender...Por que....Eu sou o chapeleiro maluco...Mas todos tem um pouco de loucura dentro de si.E em você eu vejo um pouco mais que o comum.

– Talvez...Por que eu já fui ou..Sou uma vilã, e vilões normalmente são loucos. – E sorriu, ela não entendia o porquê aquele homem possuía tanta habilidade para lhe retirar sorrisos.

– Vilões são heróis...Assim como heróis são vilões quando se ouve os dois lados de um conto.. – Parece louco...Mas ele tinha razão.

– Você gosta de livros... Isso não me contou.

– Ah... – Os olhos azuis observaram novamente aquela bela capa.

– Estou com tédio...Não é como se eu fosse...Insana. – A mulher deu de ombros e Jefferson não pode deixar de sorrir, ela era realmente encantadora.

– Venha... – E antes que ela pudesse ter alguma ação, o moreno a puxou pela mão, quente e confortável, como ela imaginara, Zelena olhou para trás, apenas para ver a garota loira ainda analisando o cartaz.

– Posso saber onde está me levando? – Com um sorriso o chapeleiro parou de caminhar, frente a uma nova prateleira, esta diferente possuía várias enciclopédias.A ruiva pensou em questioná-lo novamente o que faziam na sessão mais estreita da biblioteca, certamente por que ninguém utiliza dicionários, mas diante do ar concentrado do mesmo, decidiu que iria esperar, a vida na verdade era uma cartola cheia de surpresas.

– Eu costumava passar muito tempo nesta biblioteca... – Ele correu os dedos pelos títulos dos grandes livros, circulando os autores.

– Li a maioria, cada um dos livros, cada um com suas histórias...Conflitos, heróis e vilões...Mas os dicionários não, eles apenas explicam o que não sabemos...Não é maravilhoso? – Ele é louco, corra, disse sua voz interior, mas ela não ligou.

– São apenas palavras... – Murmurou, mesmo sabendo que possuíam um significado bem mais extenso.

– As palavras são as armas mais poderosas já criadas....Elas matam, corrompem e apaixonam...São inflamáveis, como o álcool.... – Corra, corra, ela não iria correr, gostava da forma como ele pronunciava cada uma das letras, como se escolhesse cada uma delas, internamente talvez fosse verdade, pessoas loucas possuem pensamentos borbulhando por sua mente a todo momento.

Jefferson retirou um dos pesados livros dali, abrindo em uma página marcada, a letra “L”.

– Loucura... distúrbio, alteração mental caracterizada pelo afastamento mais ou menos prolongado do indivíduo de seus métodos habituais de pensar, sentir e agir... – Ele olhou por cima das páginas para a mulher, talvez apenas para ter certeza de que ela ainda estava ali.

– ...Ato ou fala extravagante, que parece desarrazoado; atitude, comportamento que denota falta de senso, de juízo, de discernimento; caráter do que é extraordinário, excepcional, maravilhoso. – As palavras saltavam das páginas brincavam por ali, não eram meras palavras, eram as personificações da loucura.O moreno finalizou o pequeno monólogo improvisado, porém percebeu que havia deixado uma única pequena frase.

– Sentimento ou sensação que foge ao controle da razão, paixão, gosto desmedido por alguém ou por algo... – O moreno fechou o grosso livro.

– Percebe...A loucura é apenas mais uma forma de se amar.

– Então você realmente é um eterno Dom Quixote... – Ele sorriu de lado, desviando os olhos lentamente para o rosto da bruxa.

– Dom Quixote acreditava no amor...Acima de todas as coisas, era um grande herói.

– Iludido... – Completou revirando os olhos.

– Nunca pense que seu amor é impossível, nunca diga "eu não acredito no amor", a vida sempre nos surpreende. – A frase fora retirada de uma daquelas inúmeras paginas perdidas na mente do chapeleiro, de um livro comum, sobre um cavaleiro apaixonado, mas se aplicou bem ali, Dom Quixote fora apaixonado, guerreiro, mas principalmente fora um crédulo, e claro, isso tornava sua história instigante.

– Você é insano. – Concluiu cruzando os braços, ficaria mais segura assim.

– Estar apaixonado é estar mais próximo da insanidade do que da razão. – Uma sobrancelha ruiva se ergueu em dúvida.

– Então você se considera um homem apaixonado. – O chapeleiro sorriu, levemente, novamente e intensamente, brincando com as expressões malucas que possuía.Zelena revirou os olhos internamente, folheando o livro em mãos, para não ter de encarar o homem frente a si, ela não podia crer em seus próprios pensamentos, ela o achava sexy.

– Me considero um admirador.

– De quê? — Questionou os olhos fixos na página cheia de...Letras...Não havia uma única figura naquele bendito livro.

– Da beleza, em todas as suas formas e jeitos. – A ruiva ergueu os olhos, encarando o chapeleiro.O olhar profundo, conectando não só seus pensamentos como as batidas de seus corações.

– Ãnh...Com Licença. – O barulho do carrinho de livros de Belle fez com que ambos acordassem daquele pequeno universo que os cercava.

– Desculpe. – Pediu o moreno com um sorriso e num gesto impensado, caminhou dois passos, dando passagem para a mulher que apenas sorriu e desapareceu em meio a prateleiras, o que ela fazia ali?Zelena se questionou...Certamente certificando-se que a ruiva não jogaria outra maldição...Seus pensamentos responderam a si mesma.

Jefferson voltou o olhar para a bruxa frente a si, não contendo o sorrisinho levemente malicioso ao perceber como estavam....Contíguos.A mulher corou, a respiração do moreno estava próxima a sua orelha, quente e entre cortada, fazia com que seus pensamentos ficassem bagunçados, mais bagunçados do que já eram, era alucinante.

– Azul... – Sua testa se franziu levemente.

– Gosto de azul... – Os olhos verdes se fixaram novamente nos dela.A bruxa sentiu que estava começando a construir traços de insanidade, ele era louco?Ah, claro que era.

– E no que isso é relevante? – Ele torceu os lábios levemente.Gesto já conhecido por Zelena, mas que sempre trazia aquele leve arrepio por sua coluna.

– Seus olhos são azuis...E...Eu gosto de azul...É o destino. – Ela queria rir, mas com aqueles olhos sobre si, seria impossível.

– Não acredito em acasos... – Continuou e se aproximou mais um passo, seu corpo estava colado ao dela, quase podia sentir o coração da ruiva bater junto ao seu, disparando lentamente.

– Eu...Acho que... – Seus lábios se aproximaram, o perfume doce de Zelena invadiu os sentidos do chapeleiro de forma inexplicável, maçã, mas não totalmente doce como as vermelhas ou totalmente amargo como as verdes, era na medida certa.Ela desviou os olhos lentamente para o corredor, não havia ninguém ali, oh droga, onde estava com a cabeça quando permitiu que ele a arrastasse para aquele lugar?O homem sorriu, retirando o livro de suas mãos, abrindo em uma página qualquer, e encostando aberto a prateleira.O chapeleiro lhe olhou, e seus olhos tiveram o consentimento que a boca da mulher não conseguiu concluir.Ela queria que ele a beijasse, mas o por que, isso ela nunca poderia explicar.A ruiva suspirou contra o rosto do chapeleiro, seu perfume acentuado em sândalo lhe fez fechar os olhos, ela merecia uma segunda chance, não?

Jefferson quase pôde sentir o contraste de seus lábios, já podia sentir a maciez, mas antes que pudesse tocar a boca da mulher a sua frente ela abriu os olhos de súbito, os olhos azuis cor de céu, que aparentemente estavam apavorados.Zelena saiu de seus braços agarrando o livro contra o peito.

– E-Eu...Prec-ciso procurar minha irmã. – E ela o olhou uma última vez antes de desaparecer em meio a prateleiras, e logo ele ouviu a porta batendo, ela havia ido embora.

– Parece que a rainha láctea me segue à muito tempo.

– Desde antes do orfanato? – Questionou Regina, um tanto perdida em seus pensamentos.

– Desde que cheguei nesse mundo. – As duas se encararam por um breve segundo, Emma ergueu uma folha perfeitamente encapada com papel transparente.Uma breve reportagem sobre uma criança achada por um menino.

– Parece que você está me evitando... – Parece...A ex-prefeita fechou os olhos com força, antes de começar a andar, sem se virar para encarar os belos olhos azuis de Robin Hood.

– Não muito bem, pelo jeito. – A ironia é uma arma poderosa.

– Está chateada, pelo o que eu disse, que ainda te amo. – Ela suspirou profundamente, esse era o problema, ele a amava e isso não era certo.

– Acho que não deveria ter dito, não depois de pedir para salvar minha esposa. – O som de sua voz agora parecia torturante, enquanto estavam conversando animadamente ali, uma mulher estava congelada, esperando pelo amor que já não mais lhe pertencia.

– Não é por isso. – Concluiu tentando inutilmente encerrar aquela conversa.

– Por que não me olha nos olhos? — O loiro parou frente a mesma, encarando o castanho uísque de sua íris.

– Por que não sei como dizer a verdade. – Exasperou, era difícil assumir para si mesmo que não poderia ajudar seu amor verdadeiro.

– Sabe que pode me dizer qualquer coisa. – Robin tinha as expressões quase serenas e isso fez com que a morena sentisse vontade de se afastar, ele era encantador, completa e totalmente corruptivo.

– Eu li todos os meus livros de feitiços, tentei todas as poções de meu cofre, minha irmã sendo uma bruxa bem mais poderosa, não encontrou uma solução.Até tentei derrotar a Rainha da Neve para forçá-la a reverter o feitiço... – Ela suspirou novamente.

– Mas nada parece ser suficiente.

– Mas será Regina, tenho fé em você. – E ele foi sincero.

– Vai descobrir um jeito. – Robin insistiu, sentindo que um sorriso queria brotar em seu rosto.

– É o que estou tentando dizer.Não sei se consigo. – Ela se sentia como um fantoche, não entendendo muito bem qual sua função ali.

– Robin sinto muito, mas se quiser salvar a Marian... – Seus olhos pinicaram, impedindo que os mesmos marejassem Regina abaixou a cabeça para os pés.

– Terá que me esquecer. – E ergueu o queixo, apenas para ter uma expressão desesperada no rosto do ladrão.

– E a achar uma forma...De se apaixonar por sua esposa novamente. – A morena firmou seus olhos por um milésimo de segundo, logo se afastando a passos curtos, permitindo que algumas lágrimas escorressem.

Zelena não acreditava na própria sorte, ela estava perdida.O sol estava desaparecendo em meio a árvores grandes e sem flores ou frutos.A quanto tempo ela estava caminhando, não saberia responder, procurara Regina por todos os cantos, não se lembrara de comer nada desde o café da manhã.O frio congelava seus ossos, a neve cobria grande parte dos lugares, invadia suas botas trazendo calafrios por seu corpo.

– Droga! – Exclamou ao tropeçar em mais uma raiz.Idiota, idiota, idiota.

– Perdida queridinha? – Por um momento o coração da mulher parou, seus olhos se arregalaram, a voz retumbou em sua cabeça, e ela se obrigou a lentamente virar-se....Era realmente Rumpelstiltskin, olhos animalescos e um sorrisinho irritante e medonho.

– Claro que não. – Sua convicção fez com o homem lhe olhasse ironicamente, uma sobrancelha erguida e um sorriso ainda no canto dos lábios.

– Sua guarda-costas parece não estar por aqui não é mesmo? – Era perigoso, e internamente Zelena se questionou se ele podia farejar seu medo, pois se pudesse, ela estaria mais do que perdida.Os ventos frios bagunçaram seu cabelo, não era nem um pouco agradável.

– Regina não é minha guarda-costas, é minha irmã.

– Suas palavras soam engraçado... – Ele começou a caminhar a seu redor, ele não tem a adaga, sua cabeça murmurava, mas no fundo a bruxa sabia, com ou sem a adaga, ele poderia matá-la a qualquer momento.

– A pouco tempo você a chamava de... dear bitch. – Se o momento não fosse quase de total horror Zelena riria.

– As pessoas mudam.... – Murmurou, afinal, ela se arrependia de matar Neal, mas isso não queria dizer que Rumple a perdoaria com um simples estalar de dedos.

– Acredita mesmo nisso, querida? – O Senhor das Trevas estava a alguns passos de si, ele conseguia ser ainda mais assustador sem a pele escamosa dourada ou as roupas de astro do rock.A mulher deu de ombros, tentando se concentrar para sair dali, mas com Rumple frente a si, não conseguiria usar qualquer magia, não contra o maior feiticeiro conhecido.

– Meu pai...Me ensinou algo... – Ela não queria saber, queria ficar longe daquele homem, queria voltar correndo para aquela biblioteca e se encolher próxima a alguns livros.

– Na verdade a única coisa útil que me ensinou...Um jogo, se chama siga a dama. – E um objeto prateado brilhou em suas mãos, as pernas da mulher bambearam, era a adaga, as letras estavam bem gravadas ali Rumpelstiltskin, o que um dia fora um fardo, agora era poder, e poder sempre foi o que ele mais amou.

– Belle tem uma falsa... – Murmurou tocando com os dedos as curvas prateadas.

– No entanto, esta é bem verdadeira. – Ela sabia o que aquilo significava, ele ia matá-la, mas..Ela já não mais se importava, não era mais uma vilã, sabia que não era uma heroína, porém se aquele fosse realmente seu destino, ela não iria lutar contra ele.

– Não vai...Dizer nada? – O Senhor das Trevas parecia um tanto hesitante.

– Me desculpe...Eu...Acho... – E ela tentou parecer sincera, mas a verdade é que não devia desculpas a ele, e sim a seu filho, a Emma e alguns outros encantados.Claro, ela havia machucado Rumple, mas apenas indiretamente.

– Se quer me matar...Faça. – O homem franziu a testa, mas logo depois deixou as expressões animalescas retornarem.

– Com o maior prazer. – E em um piscar de olhos ele estava a dois palmos de seu rosto, ela o encarou por um breve momento, já se preparando para sentir a dor, por um milésimo de segundo pensou em implorar pela vida ou coisa parecida, mas ela era uma Mills, e um Mills tem de se manter invicto, até mesmo na morte, no entanto uma luz branca saiu de si, o que foi estranho, e atingiu a adaga, fazendo com que o feiticeiro fosse arremessado alguns metros.

– Que diabos é isto? – Ele se ergueu com facilidade.

– Um pouco rápido demais. – A ruiva deixou todo o ar sair de seu corpo quando der repente sua irmã apareceu entre as árvores, seu colar de proteção espalhava uma quentura gostosa por seu corpo, ele havia salvo sua vida.

– Eu não seria idiota a este ponto Gold.Você me ensinou a...Não confiar em ninguém além de seus olhos...Isso prova que fui uma aluna melhor, maninha. – Rapidamente a morena se pôs ao lado de sua irmã que lhe lançou uma expressão silenciosa de “Vai se ferrar”.

– Ela matou meu filho. – Ele murmurou, não parecia envergonhado de suas ações, mais para frustrado.

– Eu lhe disse uma vez e vou lhe dizer de novo, vingança não é uma coisa para heróis. – Claro, o feiticeiro nunca fora um herói, na verdade de acordo com suas última ações ele seria o pior vilão de todos, mas...Isto não vinha ao caso.Matar sua irmã, isso Regina não permitiria.

– Posso não ter tanto poder quanto você Gold...Mas fique longe ou...As conseqüências serão desastrosas. – Fora uma ameaça, Rumple olhou para as duas mulheres ironicamente antes de simplesmente desaparecer.

– Eu disse pra você ficar na biblioteca. – Regina pousou as mãos na cintura, assumindo a pose de mais velha e preocupada.

– Aconteceram certas coisas e... – Ela sentiu que corava e a morena ergueu uma sobrancelha.

– O que o Jefferson estava fazendo na biblioteca? – Zelena ergueu os olhos, espantada, como a ex-prefeita tirou aquelas incríveis conclusões tão rapidamente.

– Como... – Ela revirou os olhos.

– Melhor...Irmos para casa. – Ela olhou para suas botas molhadas e a neve sob seus pés.

– Ou você vai acabar ficando resfriada. – Desta vez quem revirou os olhos foi a mais velha.

– Zelena gosta do Jefferson, Zelena gosta do Jefferson... – Sim, Regina tinha 9 anos, ou menos, para ficar cantarolando aquilo.

– Quer parar... – A ruiva jogou água na mulher, se dirigindo a bancada para cortar as batatas.

– Ah sis, você fugiu...Deveria ter beijado ele. — A bruxa suspirou.

– Regina eu mal o conheço. – Porém no interior de sua mente, ela poderia ter dimensão do que havia feito para si mesma, não deveria ter agarrado o braço daquele homem a um dia atrás, no entanto ela agarrou, sem saber muito bem o por quê fizera aquilo, e ali estava ela aceitando conselhos amorosos de sua irmã mais nova, o destino gosta mesmo de fazer piada com sua vida.

– Bom...Quando conheci Robin Hood eu o achava um arqueiro metido....

– ...Mas...Você já se conheciam na Floresta Encantada...Ou bem mais que se conheciam. – Ela iria contestar, mas desistiu.

– Espere um minuto. – Zelena franziu a testa quando a mais nova se retirou pela porta, mas se concentrou apenas em cortar as batatas, ou perderia dedos.

– Qual a altura dele? – Os olhos azuis da ruiva mostraram sua confusão à irmã.

– Primeiro avaliamos o físico, logo depois a personalidade. – A bruxa riu baixo, o quanto aquilo soava ridículo.

– Sério que você quer avaliar o cara? – A ex-prefeita deu de ombros se sentando na bancada, indicando que a mulher deveria fazer o mesmo.

– Não íamos fazer o ensopado?

– Isso pode esperar.... – Ah claro, e avaliar o Chapeleiro Maluco tinha de ser naquele momento.

– Ok, talvez 1, 85 ou 1,87...

– Alto...Isso é bom, ele é maior que você, o beijo vai encaixar melhor. – Seria impossível não rir com um assunto como aquele.

– Olhos....Verdes. – Continuou a morena anotando em uma pequena prancheta as informações, Zelena notou três tópicos, físico, personalidade, resultado.

– Perfume?

– Você acha que eu prestei atenção no perfume dele.

– Sim. – Respondeu simplesmente, fazendo com que a mulher mais velha suspirasse.

– Sândalo. – Disse com voz presa.

– Sândalo... – Escreveu com sua caligrafia delicada.

– Quente? – A bruxa lhe encarou um tanto estática.

– Me recuso a responder, me dá isso. – E antes que Regina pudesse ter alguma reação a ruiva arrancou a prancheta de suas mãos jogando em algum outro canto da cozinha.

– Como foi a busca pelo caminhão da rainha láctea? – Ela tentava esquecer o que aconteceu aquela manhã, mas sentia uma certa necessidade de dizer o que acontecera a sua irmã, talvez Zelena havia se tornado sua melhor amiga.

– Disse...Que não consigo...Ao Robin. – Um pequeno silêncio irrompeu a cozinha.Ambas sabiam o que aquilo significava, Robin e Regina não seriam mais “O Casal Perfeito”

– Talvez não seja o fim... – Regina levantou os olhos de suas próprias mãos, para fixar os olhar no azul celeste da íris de sua irmã mais velha.

– Ainda temos a Operação Mongoosto... – Um pequeno sorriso se formou nos lábios da mulher.

– Claro, como poderia me esquecer da Operação Mongoosto...

– MÃÃÃEEE... – Como se soubesse Henry desceu as escadas rapidamente.

– Sim... – Ela sorriu levantando os olhos para seu filho.

– Eu achei meu PS2... – Ambas as mulheres franziram as testas.

– É um vídeo-game.... – Continuou esperando alguma reação super-animada como a sua.

– Tudo bem...Ãnhh...Vou conectar na Tv, e...Vamos jogar Resident Evil... – Elas se entre olharam com as dúvidas se formando no interior de suas mentes.

– Então...Vamos terminar o jantar? – Sugeriu a ruiva, Regina apenas assentiu com um sorriso, nem tudo tina de ser tratado com seriedade, algumas vezes era necessário escrever e reescrever histórias, e como alguns costumavam dizer, escrever histórias tem algo haver com magia.