Always by your side

27 When you got a good thing


Notas iniciais
Olá pessoal! Desde já, quero desejar um feliz natal para vocês e um bom início de 2018. Obrigada por terem dado chance a esta fanfic e espero que possam dá chances a fanfics futuras, lançadas em 2018. Espero que estejam comigo aqui, até o fim, e obrigada mais uma vez, pelas recomendações, pelos comentários, e pelos favoritos, e queria pedir desculpas por não responder muitos de vocês. Não é proposital. É só que, às vezes eu não sei o que responder, e acabo deixando para depois, mas aí eu posto outro capítulo, e aí perde a graça qualquer resposta de capítulos passados. Mas, assim como eu tenho me esforçado para atualizar as fanfics mais rápido, vou me esforçar para interagir mais com vocês. Nesse capítulo vamos ver a Regina voltando a trabalhar e recebendo um presente inusitado. Por favor, leiam as notas finais.

Após três meses afastada do trabalho, tirando férias forçadas, descansando desnecessariamente segundo a própria, já com o machucado na cabeça e na mão totalmente melhores, e o braço apenas incomodando quando faz um esforço maior com ele, devagar, olhando tudo ao redor, Regina entra no Departamento que trabalha há quatro anos, sentindo-se como se fosse um lugar diferente. Mas, na verdade, só haviam pintado as paredes e trocado as portas. Estava voltando à ativa e fazia tanto tempo que não pisava ali, que tinha a sensação de que era um lugar novo.

— Bem-vinda de volta, meu amor. — Graham a recebe na entrada do Departamento, abrindo os braços, chamando-a para um abraço.

― Obrigada! ― Agradeceu verdadeiramente, deixando-se ser abraçada. Estava com saudade do homem.

― Será que eu estou perdoado? ― Humbert sussurrou em seu ouvido, ainda no abraço.

Os dois se afastaram e Mills o olhou intensamente com um sorriso nos lábios. Ele sabia, ela não lhe responderia com palavras.

Ao entender sua resposta, o Capitão assentiu brevemente e sorriu de volta em agradecimento.

― E aí, Sargento! ― Eric a cumprimenta, fazendo graça.

― Olá Detetive Eric. ― Devolve bem-humorada. ― Fiquei sabendo de você e do Mike. Parabéns! ― Estende a mão para o loiro, que a aperta animado, agradecido. ― Dê os parabéns a Mike, por mim. ― Pede. Se nada havia mudado, aquele era o dia de folga do homem.

― Bem-vinda de volta, Sargento! ― Agora é a vez de Robin, o novo oficial, aproximar-se para cumprimenta-la. Estava feliz por finalmente poder trabalhar com a mulher que tanto ouvira falar. ― Espero poder trabalhar muito com você. ― Diz com empolgação, trazendo um sorriso à Sargento.

— Obrigada, Robin! — Tocou no ombro do homem e deu um apertão. — Você está melhor? Soube do seu acidente.

— Sim, estou bem, obrigado! E você?

— Estou bem, obrigada! — Aperta o ombro do homem.

― Bem-vinda de volta, Regina! ― Com um sorrisinho, Ruby também a cumprimenta, chamando-a pelo nome por causa da intimidade que criaram durante os três meses que a oficial ficara de segurança em sua casa durante o dia, ou noite que Emma não pôde ficar.

― Hm... ― Graham murmura com malícia, empurrando Regina com o braço. Mills devolve com um sorrisinho e olhar malicioso também.

Nesse momento, Emma adentra o Departamento com dois cafés na mão, fazendo todos se calarem e prestarem atenção em sua chegada.

― Bom dia! ― Cumprimentou os novos oficiais e Eric com um sorriso, que responderam rapidamente, também com sorrisos. ― Bom dia, Graham. ― Desejou ao chefe, que lhe respondeu com um menear de cabeça, devolvendo o cumprimento. ― Bom dia, Regina. ― Desejou à mulher, que só esperava a sua vez. ― Espero que esteja forte como gosta. ― Entregou um dos copos a morena. ― Bem-vinda de volta. ― Também desejou, mantendo a sua ansiedade em segredo. Sentira muita falta da parceira. Trabalhar com Robin e Ruby era legal, mas nada se comparava a Regina Mills.

― Obrigada. ― Agradece, presa no olhar da outra, que ao lhe entregar o café, se vai. E ao sentir a temperatura do copo, Mills já vai logo dando um grande gole. Era o seu preferido, do seu estabelecimento preferido. Sentira bastante falta.

― O que aconteceu? ― Perguntou de cenho franzido, percebendo algo diferente entre as duas. Mills balança a cabeça de modo negativo com um sorriso sem ânimo, lançando a ele um olhar que deixava claro que não queria falar do assunto, e um pedido mudo para que esquecesse o assunto. Humbert assentiu, entendendo, e então desviou seu olhar para o café dela. Segundos depois, já dava um longo gole na bebida quente.

― Ei! ― Reclama, dando-lhe um empurrão e tomando o copo de sua mão. ― Se quiser um, vá comprar. ― Aponta para a saída e sai marchando para a sua sala. Mas em seus lábios, um sorriso feliz indicava seu real humor. Estava feliz por ter voltado ao trabalho e por, aparentemente, todos estarem lhe tratando bem, como se nada daquilo, que ela preferia deixar esquecido no passado, tivesse acontecido.

•§•

― Regina, tem uma encomenda para você. ― Eric anuncia, entrando em sua sala e deixando uma caixa em cima da mesa, ao lado do notebook e a xícara de café.

― Para mim? ― Questiona de cenho franzido, observando a caixa com curiosidade. O homem assente à sua pergunta, e sai da sala. ― O que será que é? Eu acabei de chegar... — Murmura, extremamente curiosa. — Quem será que mandou? ― Procura o remetente, mas não há nenhuma informação de quem enviou ou mesmo de onde veio. Havia apenas o seu nome escrito.

Sem delicadeza alguma, Mills começa a rasgar o papel madeira que envolvia a caixa e logo ela está livre do embrulho.

Procura mais uma vez, algum remetente, mas novamente não encontra nada. Então, louca de curiosidade, desfaz o nó do fio que amarrava a caixa e quase desmaia de susto quando, ao retirar a tampa, encontra um coração humano como conteúdo. Ao lado do mesmo, estava um bilhete que dizia:

“Mudança de planos. A próxima a receber este presente será Emma Swan, com o seu coração dentro, Regina Mills. ”

•§•

Enquanto a perícia examinava o corpo de Robert Palmer, um jovem e rico empresário de uma empresa de medicamentos, em um empresarial localizado no Loop, Regina observava o movimento da cidade, debruçada no parapeito do terraço.

Sua mente estava longe. Pensava na morte. Estava assim desde que recebera o recado de seu inimigo Keith.

Seus pensamentos pulavam em: Como e quando seria sua morte. Como e quando seria a morte de seus pais. Como e quando seria a morte de seus amigos.

Questionava-se se estava preparada para quando isso acontecesse. Se estava preparada para enterrar mais um amigo. Se estava preparada para enterrar sua mãe e seu pai.

Tentava imaginar como seria quando acontecesse. Se conseguiria superar a dor da perda mais uma vez, apesar de acreditar que nunca superou a perda de Daniel.

Regina estava sofrendo antecipadamente com todas aquelas questões, mas não conseguia evitar de pensar nelas.

― Essa morte tem ligação com Keith? ― Pergunta sem desviar a atenção da multidão lá embaixo, ao sentir alguém se aproximar e ver rapidamente que era Graham.

― Não. ― Apoia seus braços no parapeito também. ― Até agora não encontraram nada que possa liga-lo a ele.

E então um silêncio se instala. Graham começa a observar atentamente o rosto da Sargento e acaba por perceber algumas lágrimas caídas por sua face. Então se aproxima mais.

― O que aconteceu? ― Indaga preocupado.

― Nada... ― Responde vagamente, mas sabendo bem que seu chefe não aceitaria a resposta.

― Estou esperando... ― Murmura, também olhando para as pessoas que passavam pela calçada, todas tão pequenas, que pareciam formigas.

Regina respira fundo e enxuga as lágrimas, dando um sorriso sem humor, ainda sem olhar para o amigo e chefe.

― Eu estava pensando na morte. ― Revela. ― Estava pensando em Daniel e em como não superei a sua partida. ― Sente a mão de Graham lhe abraçar de lado, e totalmente abalada, encosta a cabeça no ombro do homem, recebendo um beijo terno em sua cabeça. ― Eu não vou aguentar perder mais alguém, Graham. ― Murmura com dificuldade por causa da emoção. ― Eu prefiro morrer primeiro, a ter que perder mais alguém e passar pela dor da perda mais uma vez. ― Confessa.

― Ei... ― Solta-a do abraço e a segura pelos dois braços, fazendo-a ficar de frente para si. ― Que conversa é essa? Está de TPM? ― Apesar da pergunta séria, Mills acabou sorrindo, mesmo que brevemente. ― Você está falando isso por causa daquele recado que Keith Thompson deixou? Porque se for aquilo, não se preocupe, nós vamos pegar esse cara. Já estamos trabalhando em descobrir sua localização, em saber de quem é o coração e como ele foi enviado até você. Ele não vai te fazer mal algum. ― Diz com convicção, mas Regina sabia que quando seu inimigo quisesse finalmente atacar, ninguém poderia defende-la, só ela mesma, e que se algo acontecesse, não seria culpa de ninguém, apenas dela mesmo por ter falhado em se proteger. ― Eu preferia morrer a te perder. ― Deixa escapar e a Sargento franze o cenho. ― OK! Falei demais. ― Balança a cabeça negativamente causando sorrisos na morena. ― Talvez, só talvez, eu goste de você bem mais do que deveria. ― Decide confessar, pegando a outra de surpresa, que arregala os olhos diante a confissão.

― Eu sempre pensei que você gostasse da Emma. ― Disse, fazendo o outro sorrir.

― Teve um tempo que eu gostei mesmo, mas não é como a gente quer. O coração da gente sempre procura escolher o mais difícil para amar. ― Ela assente, entendendo bem a sua situação, não só porque ele se referia a ela e sabia que não teria chances, mas, por passar pela mesma situação. ― Eu sei que você me entende bem. ― Diz em um tom triste.

― Sim, eu entendo... ― Admite cabisbaixa.

― Eu nunca planejei me apaixonar por você, Regina. ― Ele ri sem humor. ― Sempre soube que não teria chance alguma. ― Respira fundo. Não era fácil confessar aquilo em voz alta. ― Por isso nunca demonstrei. ― Acrescenta em um tom mais baixo. ― Desculpa. ― Sussurra verdadeiramente envergonhado.

― Você está pedindo desculpa por gostar de mim? ― Ele sorri sem graça. ― Ok, Graham, você está desculpado. ― Diz bem-humorada. ― Você escondeu isso muito bem, devo dizer. Parabéns! ― Ele revira os olhos e a puxa para um abraço. Para sua felicidade e surpresa, não é repelido, mas sim, abraçado também. ― Eu estou carente. É por isso que isso está sendo permitido e retribuído. ― Explica-se fingido seriedade, mas o Capitão sabia que ela estava brincando.

― Você é muito durona... ― Comenta e Regina sorri baixinho. ― Agora eu poderei morrer feliz. ― Sussurra e a morena tenta se soltar para lhe encarar, mas ele não deixa. ― Eu não estou morrendo. ― Deixa claro e logo a sente voltando a lhe abraçar. ― Quis dizer que, agora eu poderei, um dia, morrer feliz por ter conseguido um abraço seu. Um abraço retribuído, com carinho e sem ser forçado. ― Explica. ― Para eu morrer ainda mais feliz, só faltou um beijo.

― Aí você já quer demais. ― Rebate rapidamente, mas sem se soltar do abraço do homem. Estava gostando daquele contato. Estava sentido paz e tranquilidade. ― Você vai sempre estar na friendzone, Graham. ― Deixa claro, fazendo o outro sorrir, mesmo sendo uma coisa triste para ele. ― Mesmo se eu gostasse de homens também. ― Completa em um tom mais baixo.

― Eu não estou pedindo e você não seria obrigada a atender esse pedido, caso eu estivesse, mas... ― Dá de ombros. No fundo ele torcia para que ela lhe beijasse, mas por fora, fingia não se importar caso ela não aceitasse.

― Graham... ― Murmura em tom de alerta.

― Eu não estou te forçando a nada, Regina. ― Deixa claro. Seu coração batendo acelerado com aquela conversa inesperada. ― Só estou comentando a minha vontade. ― Explica, levantando as mãos.

― Eu não vou te beijar. ― Diz com convicção, agora olhando para o homem.

― Não precisaria ser um beijo de língua, sabe? Eu só queria sentir o gosto dos seus lábios nos meus e saber qual a sensação. ― Divagou, parecendo esquecer a presença da outra. ― Apenas coisa de apaixonado. ― Acrescentou.

― Eu não vou fazer isso. ― Repete sua decisão.

― Eu não estou te pedindo. ― E então, sendo pego de surpresa, sente rapidamente seus lábios sendo pressionados pelos da Sargento. Um contato que não dura mais que três segundos. Parecia dois adolescentes bobos, descobrindo o beijo.

― Agora já chega. ― Passa a mão nos lábios como se tivessem dado um beijo de língua e bastante molhado. ― Se as coisas ficarem estranhas entre nós, eu vou bater na sua cara. ― Adverte. ― Graham! ― Cruza os braços, irritada por vê-lo de olhos fechados, passando as mãos nos lábios, como nos filmes adolescentes.

― Ok! Desculpa... ― Sua expressão zombeteira após abrir os olhos demonstrava o quanto estava tirando onda com a cara dela, fingindo estar perdido em emoções com o rápido beijo. Mas na verdade, ele estava mesmo, só não iria demonstrar isso agora, não na frente dela. ― Será que eu posso fazer um último pedido? ― Ousou perguntar.

― Se não for um absurdo...

― Você me concede uma dança? ― Pergunta, estendendo a mão em sua direção.

― Eu disse que podia se não fosse um absurdo. — Disse séria, mas acabou rindo. — Você está falando sério? ― Ele assente, sorrindo. ― Vamos dançar em uma cena de crime?

— O crime aconteceu lá dentro, não aqui fora. — Rebate rapidamente, como se estivesse pronto para aquela pergunta.

— Não tem nenhuma música aqui.

― Vamos fingir que estamos escutando When You Got a Good Thing da Lady Antebellum. ― Sugere, já segurando sua mão e puxando-a para perto novamente.

― Isso é música de casamento. ― Contesta.

― Eu sei. Será a música que irei cantar para a minha esposa, um dia. ― Conta em um tom sonhador. ― No do casamento, de preferência. ― Acrescenta.

― Você canta? ― Pergunta, chocada com a novidade.

― Shh, vamos nos concentrar em dançar. ― Pede, segurando-a nas costas e iniciando os passos de um lado para o outro.

― Por que eu estou sentindo como se você estivesse se despedindo? ― Indaga, explanando sua suspeita que surgira desde que ele começara com a história de morrer feliz. ― Está acontecendo alguma coisa?

― Eu não estou me despedindo. ― Para os movimentos e olha atentamente para a Sargento. ― Só aproveitei a oportunidade de me abrir para você e realizar três desejos que eu passei a ter desde que me interessei por ti. ― Explica, não passando muita garantia do que dissera.

― Sei... ― Responde, não muito crente de sua resposta.

― Vamos dançar... ― Pede. Então, Regina deita a cabeça em seu ombro, voltando a lhe acompanhar nos passos da música que tocava na mente dos dois.

Ao longe, da enorme porta de vidro que dividia o terraço do escritório, Emma observava os dois rindo e dançando felizes, perguntando-se o que estava acontecendo. Seu coração batia acelerado com o que via e uma vontade de chorar se apossava de seu ser. Mas ela não iria fazer isso. Ela quem escolhera aquela situação em que estavam, ainda que fosse por motivos bastante compreensíveis e o certo a se fazer, mas agora teria que aguentar as consequências.

Notas finais
Playlist: https://open.spotify.com/user/kparrilla_/playlist/0fYkStFF87wiVVR4zoHTFH Espero que não queiram me matar por causa desse final, a parte Graham e Regina. Eles não vão se envolver. NÃO HAVERÁ ROMANCE ENTRE GRAHAM E REGINA. Eles são amigos, e vão continuar sendo. APENAS ISSO. Graham e Reginão NÃO VÃO transar, namorar, noivar, casar, ter filhinhos, ou qualquer outra coisa. Nem mesmo se beijarem mais. Aliás, esse beijo não significou nada para Regina e o Graham não criou nenhum tipo de esperança, nem nada do tipo. Nem voltarão a ter uma cena desse tipo novamente. E apesar desse final, a parte da Emma, ela não vai ficar pensando que os dois estão namorando ou coisa do tipo.