Always by your side
44 Cocaine
Notas iniciais
Duas semanas depois
― Preciso comentar que é muito estranho estarmos escutando uma música chamada “Cocaine” e que incentiva o uso exagerado dela. ― Regina pontua bem-humorada, quebrando o silêncio entre elas. Estavam na sala da loira já há alguns minutos, descansando da janta e basicamente esperando dá a hora para irem para casa.
Emma tira sua atenção por alguns segundos da tela do computador, olha para Regina, que estava confortavelmente deitada no sofá e de costas para ela, e balança a cabeça negativamente, sorrindo.
― É tão estranho quanto você jogando GTA e atirando com sniper na cabeça de policiais e até do exército. ― Rebate após ver o jogo na tela do celular da morena. Regina gira e levanta a cabeça para lhe encarar no mesmo instante e as duas gargalham. ― Quando eles perguntarem qual a nossa preferência de escritório, você vai escolher aqui ou Nova Iorque? ― Pergunta animada, mas esforçando-se para não demonstrar mais do que deveria, voltando sua atenção para a tela do computador.
― Você fala como se já tivesse a certeza de que passamos. ― Responde, dando, sem intenção, um banho de água fria na empolgação da outra. — Ainda tem a Quântico...
― Você tem o pensamento muito pessimista. ― Swan reclama e a expressão de criança contrariada que faz, causa risos em Regina.
― Engraçado como você não queria ir, no entanto, agora está mais animada do que eu. ― Observa, deixando-a brevemente corada de vergonha. ― Não que eu esteja achando ruim. ― Esclarece em seguida. ― Bem, acho que poderíamos ficar por aqui mesmo, o que você acha? ― Responde finalmente à pergunta. Interrompendo o jogo, ela deixa o celular no chão e se senta no sofá para conversar melhor com Emma. Seu pescoço já estava começando a ficar dolorido com a posição anterior.
― Eu acho que... ― Interrompe-se e fixa bem seus olhos na tela do computador, deixando a outra curiosa.
― Que...? ― Incentiva-a a continuar.
― Acho que precisamos decidir agora. ― Completa falando rapidamente, levantando-se da mesa em um pulo.
― O que? ― Regina franze o cenho, não entendendo e Emma vira a tela do computador para ela. Apesar de estar consideravelmente longe, Regina não precisa forçar a vista para reconhecer o enorme símbolo estampado no final do e-mail que está sendo mostrado. ― Você passou? ― Pergunta boquiaberta e Emma assente com um enorme sorriso. Com o coração aos pulos e a pele arrepiada, Regina pega as muletas no chão, levanta-se e vai até a mesa para ler o e-mail de perto, curva-se um pouco para ficar com o rosto mais perto da tela e lê cada palavra com certa pressa. ― Jesus! ― Solta emocionada ao ler “aprovada” em letras maiúsculas. ― Agora você é uma Agente do FBI! Emma!
― Tecnicamente eu não sou ainda, pois não me apresentei e nem mesmo fiz o treinamento em Quântico, mas... ― Interrompe-se e balança a cabeça negativamente. ― Sim! Eu sou! Eu vou para a Virgínia, treinar para ser do FBI! ― Bate palminhas, animada e se joga na morena, abraçando-a forte e beijando seus lábios com intensidade. ― Veja o seu e-mail também. ― Solta-a de seu agarre e busca o celular deixado no chão. ― Vamos comemorar tudo de uma vez. ― Acrescenta, estendendo-lhe o celular. Regina se senta na cadeira de frente para a mesa e pega o aparelho de sua mão.
― Ah, você nem sabe se...
― Regina! ― Repreende-a antes que termine a frase e Mills encolhe os ombros, faz um enorme bico igual ao de uma criança quando é advertida e quer chorar e Emma desfere uma tapinha em seu braço. ― Por favor! ― Aponta para o celular e a Sargento lhe obedece, desbloqueando o aparelho.
― Há um e-mail novo por aqui. ― Murmura, vendo uma cartinha na barra de notificações.
― Abra logo, você está me deixando ansiosa. ― Pede agoniada, cruzando os braços e batendo com o pé no chão e Regina sorri com sua inquietação.
Ao abrir o e-mail, ler palavra por palavra e encontrar o que queria, Mills decide tirar uma com a amiga, abaixando o celular e fingindo uma expressão triste.
― E aí? ― Indaga apreensiva, trocando o peso do corpo para o outro pé e batendo com o outro descontroladamente no chão. Seu coração poderia sair pela boca a qualquer momento.
― Bem... ― A Sargento respira fundo e olha para o chão, fingindo estar procurando uma forma de dar a notícia e segurando-se para não rir.
― Que cara é essa? ― Dispara desesperada. ― Você não passou? ― Questiona ainda mais exasperada, mas a morena nem se move. ― Regina! ― Exclama agoniada. Não aguentando mais, Mills cai na gargalhada. Emma franze o cenho por alguns segundos, mas logo seu cérebro processa o significado daquela reação. ― Filha da puta! ― Solta, possessa, e Regina ri ainda mais. ― Que Cora me perdoe. ― Murmura rapidamente, levantando as mãos para o céu. ― Você passou, não foi?
― É claro que eu passei! ― Responde entre risadas. Então dá um zoom na tela e vira o celular em sua direção. ― Besta! ― Emma pega o aparelho de sua mão e lê palavra por palavra do e-mail, que era exatamente igual o seu. — Nós vamos para a Virgínia, baby! — Enfatiza o pronome e dá um sorrisinho.
― Isso não se faz, sabia? ― Reclama, devolvendo o celular. ― Eu quase... Quase... Argh! ― Tapa o rosto por alguns segundos e respira fundo algumas vezes, buscando calma. ― Vamos falar com o Graham e os meninos. ― Fala já mais calma, encaminhando-se para a porta. Regina guarda o celular no bolso da jaqueta, apoia-se nas muletas e se levanta. ― Será que eles passaram também? ― Pergunta-se abrindo a porta e se encostando na madeira, dando passagem para Regina, que passa logo em seguida. Ao fechar a porta e seguir pelo corredor com a morena, elas dão de cara com Eric, Mike, Ruby e Robin animados demais, parando em frente ao escritório de Graham.
― Acho que essa animação toda responde à sua pergunta. ― Regina comenta com Emma, que tinha um olhar curioso sobre os quatro.
A porta da sala de Graham é aberta, chamando a atenção de todos, e segundos depois ele aparece. Ao perceber a presença do pessoal no corredor, ele franze o cenho em confusão e divide sua atenção entre Emma e Regina de um lado e Mike, Eric, Ruby e Robin do outro.
― Vocês vinham aqui? ― Pergunta claramente confuso, apontando para dentro de sua sala.
― Sim! ― Respondem em uníssono.
― Eu estava mesmo indo atrás de vocês. ― Afasta-se da porta e aponta para dentro para que eles entrem. Quando o último passa, ele fecha a porta, caminha até o centro da sala, encosta-se em sua mesa e deixa sua bengala, seu novo apoio, ao seu lado. ― Então... ― Murmura, juntando as mãos e esfregando uma na outra, esperando quem falaria primeiro.
― Ok, vamos logo com isso. ― Eric se pronuncia, dando passos para perto de Humbert. ― Todos aqui passaram no teste para entrar no FBI e estavam vindo aqui exatamente para contar a novidade, certo? ― Pergunta, olhando rosto por rosto. Todos se olham brevemente e assentem. ― Então o que é que estão esperando para falarem que agora todos somos do FBI? ― Questiona em um tom de obviedade. ― Claro, ainda tem os 5 meses de treinamento em Quântico, mas já estamos completamente dentro. Vamos comemorar, meu povo! ― Fala animado, estalando os dedos como se quisesse despertá-los.
― Nós vamos trabalhar para o FBI, galera! Uhu! ― Mike grita, aproximando-se de Eric e lhe abraça aos pulos, fazendo-o pular também. Rapidamente Robin entra na comemoração e puxa Ruby consigo. Mesmo sem poder pular, entre gargalhadas, Graham volta a se apoiar em sua bengala, entra no meio da bagunça e puxa Emma consigo.
Então um abraço coletivo, saltitante, exceto para Humbert que fica no centro, apenas sendo abraçado, e cheio de gritos é formado no meio da sala. Observando com alegria a felicidade dos amigos, mas com medo de ser atingida pela euforia deles, Regina dá alguns passos para trás, tomando uma distância segura.
― Obrigada por comemorarem de um jeito que eu não posso. ― A Sargento fala em um tom elevado para que possam lhe ouvir, fingindo irritação pela exclusão, e eles se afastam no segundo seguinte, entreolham-se por alguns segundos, balançam a cabeça em concordância com algo que Regina fica curiosa para saber o que é e então a pegam de surpresa, aproximando-se dela e envolvendo-a em um abraço coletivo, sem os pulos dessa vez, e cheios de gritos e risadas. Quem passava pelo corredor no momento foi obrigado pela curiosidade a parar e tentar entender o que acontecia dentro da sala do Capitão.
Após alguns minutos de euforia, eles se separam.
― Precisamos agradecer ao Brian pela ótima carta de recomendação que ele deve ter feito sobre nós. ― Graham diz bem-humorado, causando risos nos outros. ― E àquela moça, a Catherine Conor, também. ― Acrescenta. ― Mas bem, além de contar para vocês sobre ter sido aprovado no FBI, eu também estava indo chama-los para irmos até o Water Tower Place. ― A mudança em seu tom de voz demonstra que o assunto é sério e faz cessar no mesmo instante os risos e mudar as expressões descontraídas para sérias e atentas. ― A central ligou e informou que estava tendo um protesto perto do estacionamento e precisavam de nossa ajuda. ― Conta em um tom cansado. Não era a primeira vez que eles precisavam ir ajudar outros Distritos com essa manifestação. A última vez tinha sido na ponte da Avenida Michigan. ― Então, estão prontos para a nossa última atuação pelo Departamento Policial de Chicago? ― Pergunta animado, rodeando a sua mesa rapidamente para pegar seus pertences na gaveta.
― Será a nossa despedida. ― Robin comenta, caminhando para a saída da sala, sendo seguido por Ruby. Eric e Mike seguem logo em seguida, animados. Regina também se encaminha para a porta, mas Emma segura seu braço, impedindo-a de seguir.
― Me espera no carro, eu vou buscar nossas coisas. ― A Sargento pede, passando por ela e saindo da sala. Regina olha para trás antes de sair também e vê Graham apoiando-se em sua bengala e se levantando de sua cadeira com um pouco de dificuldade. Então as lembranças do que aconteceu meses atrás com ele tomam a sua mente e ela percebe que desde que acordou, não o agradeceu pelo que ele fez naquele dia. Desistindo de sair, ela fecha a porta e vai até o homem com passos lentos.
― Algum problema? ― Pergunta, estranhando sua atitude.
Sem dar uma palavra, Regina solta uma de suas muletas no chão e pega-o de surpresa em um abraço apertado.
― Esse abraço só está acontecendo porque você está carente? ― Humbert pergunta, brincalhão, relembrando o comentário que ela fez quando ele a abraçou no dia em que revelou seus sentimentos e Regina gargalha.
― Obrigada! ― Ela sussurra com a voz emocionada. ― Obrigada por ter me salvo àquele dia. ― Afasta-se um pouco e conecta seus castanhos marejados com os azuis dele. ― Obrigada por outras vezes também. ― Os dois riem. ― Obrigada! ― Fala sinceramente e abre um sorriso.
― E eu faria tudo novamente. ― Murmura com franqueza, acariciando o seu rosto. Então se abraçam novamente e permanecem assim até que, alguns minutos depois, a porta do escritório é aberta e Emma aparece, interrompendo o momento e fazendo-os se afastarem. ― Não é nada disso do que você está pensando. ― Humbert se apressa em esclarecer, fingindo seriedade e leva uma tapa de Regina. ― É sério! Era só um abraço inofensivo. ― Acrescenta, esfregando o local estapeado e fazendo uma careta.
― Tem certeza? ― Emma adentra mais na sala e fecha a porta. ― Eu me lembro bem de já ter visto os dois aos beijos. ― Solta, cruzando os braços e semicerrando os olhos, assumindo uma falsa fisionomia séria, mas segurando-se para não rir das expressões assustadas dos dois. Embora tenha ficado com ciúme quando presenciou o momento do beijo e da dança entre eles, nunca passou pela sua cabeça que pudessem ter alguma coisa além de amizade.
― O QUE? ― Regina arregala os olhos e Emma quase deixa sua farsa cair e se rende a gargalhada. ― Você viu...
― Em nossa defesa, principalmente da Regina, foi apenas um toque de lábios e porque eu pedi, praticamente implorei, na verdade, depois que confessei o que sentia. ― Graham se intromete, interrompendo Regina, realmente nervoso com a situação. ― Mas estou bem ciente, como a própria me disse, que não tenho chances de sair da friendzone. ― Conclui em um tom baixo e desanimado, encolhendo os ombros e Emma franze o cenho, totalmente confusa com o que acabara de ouvir.
“Confissão de sentimentos?” “Sair da friendzone?”
Vendo a expressão perdida da Sargento, Graham dirige um olhar curioso e questionador para Regina.
― Ela não sabe das coisas que você me confessou nesse dia. ― Mills esclarece e o rosto do homem fica vermelho de vergonha no segundo seguinte.
― Que coisas? ― Swan pergunta, abandonando completamente a falsa expressão séria pela curiosa.
― Eu pensei que Regina tivesse te dito... ― Ele fala sem graça, passando as mãos pelo cabelo e bagunçando-os. ― Bem, eu... ― Interrompe-se e Emma arqueia a sobrancelha, esperando que ele continue. O Capitão dá um sorrisinho e respira fundo. ― Bem, naquele dia eu confessei que sou apaixonado por ela. ― Conta de uma vez, em um tom baixo. Regina o encara esperando que continue e fale sobre Emma também, mas Graham finge não entender o significado do seu olhar e desvia seus azuis dos castanhos. Mills revira os olhos e balança a cabeça negativamente.
― Bem, agora ela sabe... ― A morena murmura ainda olhando para ele, mas logo direciona sua atenção para a amiga. ― Mas antes de mim, ele foi apaixonado por você. ― Revela a parte que ele estava escondendo. Humbert arregala os olhos, mas depois os semicerra, claramente censurando-a por ter contado. Regina dá um sorrisinho e se encaminha para a porta. ― Vou esperar no carro. ― Avisa para Swan e sai da sala, deixando os dois sozinhos.
― Você já foi apaixonado por mim? ― Swan pergunta, totalmente incrédula, ainda em choque com a informação e Graham abre um sorriso sem graça.
•§•
Cinco meses depois
― Você está nervosa? ― Emma quebra o silêncio estabelecido desde quando desceram do carro no estacionamento. Elas estavam no prédio do FBI, esperando o elevador, que descia os andares lentamente, para irem até o vigésimo andar e se apresentarem para a diretora assistente, que já as aguardava. Por Regina, elas teriam subido os 20 andares pelas escadas.
Elas duas, assim como Ruby, Eric, Mike, Robin e Graham tinham se formado há uma semana, e agora estavam indo se apresentar no escritório que escolheram. Chicago.
― Um pouco... ― Faz um movimento rápido com a mão indicando um “mais ou menos” e leva o dedo ao botão do elevador, pressionando-o com certa força e velocidade. Não usava mais duas muletas para se apoiar e andar. Havia abandonado uma um dia depois que começou o treinamento em Quântico. No início, suas muletas foram um problema e até quiseram adiar o seu treinamento, mas com muita insistência e promessa de que não deixaria a muleta atrapalhar e que seu rendimento em exercícios técnicos seriam os melhores possíveis, ela conseguiu convencer os superiores e ficar.
― Estou vendo... ― A loira rebate ironicamente, observando os dedos nervosos pressionando o botão.
Quando o elevador finalmente chega ao térreo, Regina para de apertar o botão e assim que as portas se abrem, nem espera as pessoas saírem e já vai logo entrando e puxando Emma, que ficou vermelha de vergonha, consigo.
― Onde estão Graham e os outros? ― Mills pergunta assim que a porta se fecha, virando-se de costas para a amiga e se olhando no espelho para mexer no cabelo.
― Graham, Eric e Mike já vieram de manhã e Ruby e Robin virão mais tarde. ― Fica ao lado da morena e começa a se olhar no espelho também.
A conversa é encerrada e apenas a música suave que toca baixinho, típica de elevador, quebra o silêncio no ambiente. Segundos depois, o elevador para no sétimo andar e revela Catherine assim que as portas se abrem. As duas rapidamente abandonam os cabelos e se afastam do espelho.
― Ei! ― Emma a saúda, abraçando-a brevemente. Regina apenas acena com a cabeça e dá um sorrisinho. Ela só não ficou com ciúme porque sabia o quanto a ruiva e Luz estavam se dando bem.
― Estão indo conhecer a Mayfair e o lugar? ― As duas se entreolham confusas. Não faziam ideia de quem seria Mayfair. Ninguém falou sobre nomes. Apenas disseram o cargo da pessoa que as esperava e para qual andar deveriam ir. ― Ah! Mayfair é a diretora assistente. ― Cathe explica, vendo as expressões perdidas das mulheres. ― Se vocês quiserem, depois eu posso mostrar andar por andar desse prédio. ― Oferece solícita, sorrindo gentilmente.
― Se não for incomodar... ― Emma lhe responde, sorrindo de volta.
Ao descerem no vigésimo andar, Catherine se dispões a levar as duas mulheres até a sala da diretora assistente. Quando a ruiva fecha a porta e elas ficam sozinhas com a mulher, uma senhora na casa dos cinquentas anos, que olhava atentamente para a tela de um notebook, entreolham-se sem saber o que fazer ou falar.
― Vocês são Regina Mills e Emma Swan? ― Bethany Mayfair, a diretora assente, pronuncia-se, levantando o olhar da tela do computador e olhando para elas, que assentem no segundo seguinte. ― Bem, sejam bem-vindas à nossa equipe. Estamos... ― Sua fala é interrompida pelo barulho da porta do seu escritório sendo escancarada e um homem alto e forte, seguido por três mulheres, uma delas bem tatuada e vestida totalmente diferente de todo o grupo, e outro homem, claramente nervosos, adentrando. ― Satisfeitos em ter boas profissionais como vocês se juntando ao nosso time. ― Finaliza sem entusiasmo por ter sido interrompida, como quase sempre era desde que as coisas começaram a ficar mais agitadas com a chegada do caso das tatuagens. ― O que aconteceu? ― Pergunta diretamente para o homem alto e forte, que parecia ser o líder do grupo. Emma e Regina olhavam atentamente para todos eles, tentando entender o que acontecia.
― Precisamos falar com você sobre as tatuagens. É urgente. ― Ele responde. A senhora respira fundo e assente, levanta-se da cadeira e rodeia a mesa, parando ao lado de Swan e Mills.
― Kurt, essas são Emma Swan e Regina Mills. ― Apresenta, apontando para cada uma, e elas acenam com a cabeça. ― Esses são, Agente especial Kurt Weller, Agente Edgar Read, Patterson, chefe da unidade de Ciência Forense, Agente Tasha Zapata... ― Apresenta, apontando para cada um respectivamente. ― E Jane... ― Apresenta a última, justamente a mulher cheia de tatuagem e com vestimentas bem diferentes das dos demais, em um tom hesitante, deixando Emma e Regina curiosas.
― Sejam bem-vindas! ― O Agente Especial Weller deseja, apertando a mão das mulheres e olhando indiscretamente para a muleta de Regina.
― Sobre isso... ― Ela eleva um pouco a muleta. ― Estou quase terminando o meu tratamento e em breve não precisarei mais dela para me auxiliar a andar. ― Conta, completamente sem graça. ― Por enquanto eu vou ficar apenas por aqui mesmo... ― Acrescenta, apontando para fora do escritório.
― Por que vocês não aproveitam para conhecer um pouco o escritório enquanto eu converso com o Agente Kurt e os outros? ― Mayfair sugere, mudando de assunto ao perceber o desconforto de Regina por causa da indiscrição de Weller. Com o olhar severo ela o reprova. ― Depois nós continuamos a conversa. ― Acrescenta. Emma e Regina assentem e se encaminham para a porta, cumprimentam os outros Agentes no caminho e saem da sala. Ao fechar a porta pesada de vidro, Emma olha ao redor em busca de Conor e encontra-a sem muito esforço, sentada em uma mesa conversando com uma mulher. Assim que a ruiva as vê, acena para elas, encerra a conversa com a amiga e se encaminha até as duas.
― Parece que a Zel gostou de um dos novos Agentes... ― A ruiva sussurra como se tivesse contando um segredo de estado. ― Graham mal chegou por aqui e já conquistou uma Agente. ― Acrescenta entre risadas e Emma e Regina se olham. ― Bem, o primeiro lugar que eu vou mostrar para vocês é o mais incrível daqui. ― Cathe fala com animação, dando palminhas excitadas. ― O laboratório de Patterson!
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