Always by your side

1 California king bed


Notas iniciais
Estou aqui com mais uma fanfic para vocês. Os nomes dos capítulos serão nomes de músicas que estarão no mesmo, mas nem sempre terão relação com alguma cena. Essa estória está em fase experimental... Quero saber se vocês gostarão da ideia. Vai depender de vocês se eu continuarei com ela ou não.

— Meu amor, você sabe que eu nunca faria isso com você. — Seus olhos estavam cheios de lágrimas. — Eu confesso que fui atrás dele, mas não fui infiel. — Soluçou, enxugando as lágrimas. — Eu jamais faria isso. — Agarrou-se ao homem que estava encostado à parede sem saber o que fazer ou falar. — Como posso provar o meu amor por você? — Indagou chorosa.

— O dever a chama, senhorita noveleira. — Anunciou Graham, entrando na sala de Regina e desligando a pequena televisão portátil em que a mesma assistia uma de suas novelas. — Todas as informações estão com sua parceira, que já está impaciente no carro, só esperando você. — Dada a informação, o homem saiu da sala da Sargento, e voltou para a sua.

Regina se levantou as pressas de sua confortável cadeira, pegou sua arma e distintivo, que estavam dentro da terceira gaveta da sua enorme mesa de trabalho, e saiu de sua sala particular.

Passou por alguns oficiais, detetives e tenentes que conversavam por entre algumas salas, corredores e a entrada principal, e logo chegou ao lado de fora, encontrando sua parceira com cara de poucos amigos, à sua espera, encostada ao carro que as duas sempre usam para o trabalho.

— Sentiu a minha falta, meu amor? — Regina imprensou sua parceira no carro, e deu um beijo em seu pescoço.

— Já estava morrendo aqui sem você. — Rebateu Emma, completamente irônica, sorrindo e se afastando da amiga logo em seguida. — Vamos logo Don Juan, o trabalho nos chama. — Regina suspira pesadamente, e sorri, balançando a cabeça de forma negativamente, pensando no fato de que Emma sempre se sai de suas investidas. Observando Emma seguir para o lado do passageiro, ela contorna o carro e entra do lado do motorista, aonde era o seu lugar a maioria das vezes.

— Aonde é a ocorrência? — Questiona, atacando o cinto de segurança, e ligando o carro logo em seguida.

— No centro. — Rapidamente ataca o seu cinto, e pega o celular, que está no porta-luvas. — Rua Madison, perto da Rua Wells. — Continuo a dizer, porém concentrada em seu aparelho móvel. — Agora, liga o som, por gentileza. — Pediu sorridente.

•§•

O CPD (Departamento Policial de Chicago) é o segundo maior dos Estados Unidos, localizado no Loop, perdendo apenas para o de Nova Iorque. O Departamento é dirigido pelo Superintendente de Polícia, que comanda cinco divisões que abrangem as principais funções policiais, cada uma delas, dirigida por um Superintendente adjunto.

Emma e Regina trabalham no mesmo, há quatro anos. Conheceram-se na Academia logo que foram entrevistadas por Paul Humbert, irmão gêmeo de Graham, atual Capitão do Departamento, e seguem na mesma divisão até hoje.

Escolhidas entre oito mulheres, para ficarem no CPD, logo fizeram amizade, e por só conhecerem uma a outra, juntas, pediram para o Sargento, na época Graham, para serem uma dupla e trabalharem sempre juntas.

•§•

Conversa vai, conversa vem, dentro do carro, Swan e Mills chegaram ao destino desejado.

Uma rua completamente escura e deserta, composta apenas por uma pessoa estirada ao chão, e duas pessoas que olhavam curiosamente o corpo.

— Boa noite! — Emma cumprimentou o casal que estava por ali. — Foram vocês que ligaram avisando? — Indagou, aproximando-se do corpo e olhando-o curiosamente.

— A gente só estava voltando para casa, quando o encontramos aí, já caída ao chão. — Diz a mulher.

— Não perdemos tempo e ligamos logo. — O homem completa a informação.

— E vocês não viram ninguém por perto? — Foi a vez de Regina questionar, também se aproximando da vítima. — Isso é uma espada? — Indagou de cenho franzido, apontado para algo pontiagudo e brilhoso, embaixo do corpo do rapaz, que aparentemente, parecia uma espada.

— Infelizmente nós não vimos nada, moça. — Respondeu o homem, dando de ombros, também observando o objeto curioso.

— Tudo bem, esperem ali. — Emma aponta um lugar mais afastado. — Precisamos oficializar o depoimento de vocês para ajudar na investigação. — O casal assente e se afasta um pouco, ficando mais afastados. — Precisamos isolar a área. — Murmura consigo. — Regina, me ajude aqui, por favor. — Pede, agachando-se perto do corpo.

— O que você quer? — Questiona curiosa e confusa, agachando-se ao lado da loira. — Não vai usar luvas?

— Quero pegar a carteira e ver os documentos. — Responde tranquilamente. — Não preciso de luvas para isso. Apenas você. — Dá de ombros.

— Sim, você precisa. — Mills responde séria. — Eu vou buscar um par para você também.

A Sargento se afasta rapidamente e vai até o carro, pega um par de luvas para ela e para Emma, e a fita de isolamento.

— Aqui... — Estende a proteção de látex para a loira, que rapidamente a pega e a coloca em suas mãos.

Após colocar a devida proteção também, Regina levantou um pouco o corpo para Emma poder pegar a carteira do rapaz, e logo a loira a alcançou no bolso esquerdo da parte de trás, retirando-a em seguida.

— Aparentemente foi apenas assassinato, pois o dinheiro e cartões de créditos estão todos aqui. — Swan informou, olhando dentro da carteira. — Ligue para virem buscar o corpo. — Pediu afastando-se para a direção do carro. — Ah! Chame o restante da nossa equipe também. — Lembrou-a. — Precisamos pegar os depoimentos das únicas, no momento, testemunhas. — E aponta para o casal, que conversava tranquilamente, um pouco mais afastados.

•§•

Enquanto Regina ligava para o Departamento e falava com a sua equipe de oficiais e detetives, Emma olhava o cartão de identidade do rapaz.

— Já estão a caminho. — Informou. — Qual o nome do príncipe? — Questionou bem humorada.

— Joseph Campbell. Trinta e dois anos, solteiro, de acordo com a carteira de identidade, e só tem a mãe. — Informou, voltando para perto do corpo. — O que essa espada está fazendo aqui? — Indagou franzindo o cenho.

— Então é realmente uma espada... — Murmurou gargalhando. — Talvez ele andasse com ela por aí, para lutar com os bandidos, o que claramente não serviu, já que ganhou um tiro bem certeiro na testa. — Diz, fazendo a loira gargalhar também.

— Quem avisará a família dessa vez? Eu já avisei o de ontem, e você sempre se sai melhor com isso. — Fez um bico, e uma expressão de pidona, fazendo Mills praguejar baixinho.

— Sempre que você faz esse bico, sobra para mim. — Emma sorriu vitoriosa enquanto Regina procurava no bolso do rapaz, algum aparelho telefônico.

Logo que Mills o encontrou, procurou na parte de favoritos da agenda telefônica, e quando achou um contato que dizia ‘’amor’’, fez a ligação. Minutos depois, voltou para junto da amiga, que olhava intrigada para a espada embaixo do homem.

•§•

As duas ficaram conversando amenidades e protegendo o corpo de curiosos, até os detetives e o pessoal da perícia chegar ao local, para examinar o mesmo, e o levarem dali.

Assim que chegaram, passaram todas as informações que tinham, voltaram para o carro, e seguiram direto para o Departamento.

— Até que horas seu turno vai hoje? — Mills quis saber, enquanto dirigia pelas ruas silenciosas da cidade de Chicago. Passava das onze horas da noite, e poucos carros e pessoas, restavam por ali. Uma música suave tocava na rádio, trazendo paz para as ouvintes.

— Até as três. E o seu? — Emma estava jogando em seu celular. Estava viciada em um joguinho novo.

— Até as duas. — O carro parou num sinal e Regina se virou para Emma, que estava entretida em seu jogo. — Quer que eu te espere?

— Mesmo que eu dissesse não, você ficaria para me esperar. — Rebateu sorrindo. Segundos depois, pausou o seu joguinho para fitar sua amiga que lhe observava atentamente. — Pede uma pizza para nós?

— O que eu ganharei em troca? — Perguntou em tom malicioso.

— O que você quer ganhar? — Decidiu entrar no jogo da morena.

— Que tal um beijo bem gostoso aqui? — Apontou para a sua boca, fazendo um bico.

— Você não perde uma, não é? — Balançou a cabeça negativamente, porém sorrindo. — O sinal abriu, anda. — Apontou para frente indicando o caminho, e sorriu da outra, que fez um biquinho e se virou para prestar atenção na rua.

Alguns minutos depois, chegaram ao Departamento, e devido ao horário já avançado, apenas Graham, que costumava ser o último a sair, dois Oficiais que cuidavam da entrada do Departamento, e mais um, que ficava de olho nas celas que abrigavam os presos de uma noite, ou uma semana, que ficavam por ali antes de irem para algum presídio.

— Qual o sabor da pizza que você quer? — Abriu a porta de sua sala, e jogou a chave do carro em cima da sua mesa, que continha um notebook pessoal, um computador do Departamento, um telefone sem fio, uma foto sua, de sua mãe e seu pai, dela e Emma juntas, um vaso com flores, colocado por Emma, e umas pastas de casos que ela estava comandando.

— O de sempre. — Respondeu-lhe, jogando-se no sofá confortável que tinha na sala da morena. — Ah que delícia esse seu sofá. — Murmurou entre gemidos de agrado, remexendo-se e procurando a melhor posição. Em seguida, fechando os olhos.

Regina pegou o seu celular, que estava dentro de sua bolsa, que se encontrava pendurada num cabide na parede junto ao seu casaco, e foi fazer a ligação para a pizzaria.

Alguns minutos depois de encerrar a ligação, joga o celular em cima da mesa, silenciosamente se aproxima de Emma, e se deita em cima dela.

— Regina, você não perde uma oportunidade, não é mesmo? — Comentou sorrindo, ainda de olhos fechados. — Eu estou impressionada...

— E você adora isso que eu sei. — Rebateu sussurrando. Em seguida, começou a beijar o pescoço da loira, que se arrepiou no segundo seguinte, ao sentir os lábios da morena, em sua pele. — Adoro o seu cheiro de canela. — Sussurrou no ouvido de Swan.

— Isso não vai me conquistar, meu amor. — Murmurou. Suas mãos já circulavam a cintura de Regina. Ela já estava sem entregando. Estava afetada com as pequenas carícias da amiga. — É preciso muito mais.

— A pizza de vocês chegou. — Anunciou Graham, entrando na sala e atrapalhando o momento. Regina logo saiu de cima de Emma, que abriu rapidamente os olhos, e se sentou no sofá. — E eu vou querer um pedaço. — Avisou, antes de sair, fechando a porta novamente.

— É claro que quer... — Revirou os olhos. — Você sempre quer. — Diz, como se ele estivesse na sala, ouvindo-lhe resmungar.

— Vai me deixar pagar hoje? — Mills negou, levantando-se do sofá, indo procurar sua carteira dentro da bolsa. — Nem mesmo uma parte? — A Sargento voltou a negar. — Por favor, Regina. — Implorou.

— Da próxima vez você paga. — Antes que ouvisse uma resposta, a morena saiu para ir buscar a pizza. Passou pela sala de Graham, que se encontrava com a porta aberta, e por isso, ela o viu sorrir e acenar, deixando-a mais irritada, e seguiu até a entrada do Departamento. Recebeu o pedido, pagou ao rapaz, e voltou rapidamente para a sua sala, aonde Emma a esperava.

— Você sempre diz isso. — Emma diz, quando a morena entra na sala, cheirando a pizza.

Elas afastam algumas coisas em cima da mesa, e colocam a caixa em cima, atacando o que seria a refeição de ambas, logo em seguida.

•§•

O turno de Regina tinha acabado, fazia vinte minutos. Não havia absolutamente nada para ser feito no Departamento. Graham estava praticamente dormindo em cima de sua mesa. Os outros Oficiais já tinham ido embora para que outros pudessem chegar. Eram poucos os detetives e policiais que se encontravam no local ainda.

Emma estava jogando em seu celular para passar o tempo, quando o telefone em sua sala, começou a tocar, fazendo todo o Departamento ouvir por conta do silêncio, despertando Graham em sua mesa, e Regina, que já estava quase babando em seu sofá.

— Departamento Policial de Chicago, boa noite... — Atendeu rapidamente, mas ouviu apenas um ruído do outro lado da linha. — Tem alguém aí? — E mais uma vez, só foi possível ouvir o silêncio. — Você sabe que podemos rastrear sua ligação, e se isso for uma brincadeira nós podemos ir aí te prender, certo? — Lembrou e se calou, esperando alguma resposta. Quando já estava para encerrar a ligação, ouviu um choro baixinho. — Oi? — Não obteve resposta. — Eu quero muito ajudar, mas assim não dá...

Alguns minutos em silêncio, apenas ouvindo o choro da pessoa, Emma pôde ouvir uma voz masculina, aproximando-se, e depois um disparo. A ligação se encerra logo após o barulho.

Emma se assusta com o barulho e deixa o telefone cair da mão. Logo Regina e Graham chegam a sua sala.

— Algum problema, Emma? — Regina pergunta preocupada.

— Graham, rastreia essa ligação o mais rápido possível. — Pediu nervosa e foi para detrás de sua mesa, sentou-se em sua grande e confortável cadeira giratória, e dentro da segunda gaveta da mesa, pegou seu distintivo, arma e algemas. — Regina, prepara o carro. — Sem contestar, Mills assentiu e saiu correndo da sala.

— O que aconteceu, Emma? — Seguiu para a sua sala, com Emma em seu encalço. Sentou em sua cadeira, igualmente grande e confortável, e se pôs a fazer o Swan pedira.

— Recebi uma ligação e a pessoa não falou nada. Depois só ouvi um disparo e a ligação caiu. — Começou a andar impaciente de um lado para o outro, na grande sala do Capitão. — Se você for rápido o bastante, é capaz de dar tempo de prender alguém. — Falou irritada, ainda se movendo rapidamente, de um lado para outro.

Minutos depois, Graham achou o endereço da ligação e logo o passou para a loira impaciente.

Emma saiu correndo do Departamento e entrou no carro, apressando Regina, que estava sentada no capô, esperando-a.

— Por que a pressa? — Questionou curiosa, enquanto ligava o carro.

Após colocar o cinto de segurança, Emma liga o som do veículo. ''California king bed — Rihanna'' estava tocando. Música era um item que não podia faltar no dia a dia de trabalho das mulheres. Não importa qual a situação. Sempre tinha música tocando.

— Porque se tivermos sorte, prenderemos algum suspeito, e porque quero largar logo. — Respondeu impaciente, olhando para o banco de trás do carro. — Aliás, quando descer, coloca o colete, ok? — Regina assentiu, tirando o carro do lugar.

•§•

— Onde estamos indo? — Mills perguntou quando pararam em um sinal.

— É no centro. — Olhou o papel que Graham entregou com o endereço, para poder olhar o bairro. — Monroe St. Perto de uma casa de jogos que tem por lá, e um restaurante.

Para chegarem mais rápido, Mills ignorou o sinal ainda fechado, e acelerou.

— Liga a sirene. — Emma pede, dando-lhe um empurrão no braço.

•§•

— Vamos invadir? — Regina quis saber, parada de um lado da porta, com a arma em punho.

— No ’’três’’. — Rebateu Emma. Ela estava do outro lado da porta, da mesma forma que a amiga estava.

Quando chegaram no três, as duas invadiram a casa ao mesmo tempo.

Como Emma pensou, o suspeito ainda estava na casa com dois reféns.

Uma mulher já se encontrava no chão, desfalecida. Emma deduziu que a ligação havia sido dela. Estava morta, porque provavelmente fora pega no flagra.

Assim que o homem encapuzado, percebeu as duas mulheres na entrada da casa, começou a disparar descontroladamente, contra elas. Porém foram mais rápidas e conseguiram refúgio em uma parede próxima.

Alguns minutos trocando tiros e Regina conseguiu atingir o homem em sua perna direita, que caiu gemendo de dor, soltando assim, um homem que estava em suas mãos, sendo usado como escudo.

Os dois reféns aproveitaram o momento e saíram correndo o mais rápido que pôde, para fora da casa, enquanto as duas se aproximaram devagar do rapaz.

Ele procurou sua arma com os olhos, que caíra na hora da queda, mas Emma ao perceber o que ele queria, a chutou para longe.

Regina pegou a algema que estava pendura em sua calça e logo colocou nos braços do homem, que tentou relutar, mas levou um murro de Emma, que estava irritada por ele ter a feito trabalhar quando já estava prestes a largar, e enfim poder ir descansar em sua casa.

Depois de o imobilizarem, e o colocarem no banco de trás do carro, enquanto uma ambulância não chegava para dar os primeiros socorros para os feridos, seguiram para interrogar os dois reféns que estavam machucados nos braços e pernas, por conta de agressões sofridas pelo homem, agora preso, e depois chamaram a equipe de oficiais e detetives, e a perícia, para levarem o corpo da mulher, a única vítima fatal. Com a ajuda dos dois reféns, ligaram para a família da moça, para informar o acontecido.

De acordo com as duas vítimas, eram três amigos e estavam bebendo num dos pubs que tinha por ali, quando o homem encapuzado chegou, e ameaçou as pessoas que estavam no local. Depois de roubar os cartões de créditos e exigir as senhas, a mulher que morrera teria dito que não estava com nada, e ele com raiva, começou a espanca-la. Para defender a amiga, os outros dois foram ajudar. O homem acabou tirando mais uma arma de sua cintura e os tirou do local, levando-os para a casa abandonada, na qual se encontravam. Depois de torturar a mulher, por ela não ter nada, acabou matando-a, e pretendia fazer o mesmo com os dois, se as duas não tivessem chegado no momento.

Depois das Sargentos darem bastantes conselhos sobre o que fazer durante um assalto, ou algo do tipo, elas os levaram para casa em segurança, e logo voltaram para o Departamento.

•§•

Ao chegarem no Distrito, levou o homem para uma cela, avisando-o que pela manhã um médico trataria de seu ferimento na perna e no rosto, já que precisaram levar logo o homem para o Departamento, por não poder esperar a ambulância, e logo depois, pegaram seus pertences em suas salas, despediram-se de Graham e os demais, e foram para o carro de Regina, que estava na garagem do Departamento.

— Como eu esperei por esse momento. — Emma murmurou, entrando no carro. — Não vejo a hora de deitar em minha cama e dormir.

— Que tal dormir numa cama mais aconchegante hoje? — Ofereceu, arqueando a sobrancelha várias vezes. — Com uma morena bem gostosa e boa de cama? — Acrescentou, passando a mão na coxa da loira.

— E quem seria essa morena? — Fingiu desentendimento. — Eu conheço? Afastou a mão de Regina, que subia a cada segundo.

— Quem mais poderia ser, senão sua parceira, uh? — Tentou colocar a mão na coxa da loira de novo, mas essa não deixou.

— Ah Regina, me leva logo para casa vai, eu estou morta de cansada. — Pediu, encostando-se ao banco e fechando os olhos. Regina assentiu, colocando o cinto de segurança, e ligou o carro. — Liga o som, preciso relaxar ouvindo algo. — Pediu manhosa, aconchegando-se melhor.

— Seu pedido é uma ordem. — Fez uma reverencia, e ligou o som.

•§•

Alguns minutos depois, e Regina estava parada em frente à casa da amiga. Ela soltou seu cinto, travou a porta, e foi para bem perto de Emma, que dormia tranquilamente.

— Já chegamos. — Anunciou, bem perto do rosto da loira. Emma abriu os olhos e quando deu de cara com Regina lhe encarando, com uma expressão maliciosa, puxou-a para o seu colo, fazendo-a ficar sentada de lado. — Isso significa algo, querida? — Indagou séria, encarando bem, aqueles olhos verdes brilhantes.

— Não. — Responde em tom fingido de ingenuidade. — Só quis te ajudar a ficar numa posição mais confortável para poder me olhar, e você não ficar dolorida depois. — Explicou. Sua intenção era apenas provocar a morena. — Mas tudo bem, agora que já sentou no meu colo e admirou minha linda beleza, pode sair, eu preciso dormir. — Porém a Sargento nem se mexeu do lugar.

— Só te deixo sair, se me der um beijo. — Pediu, arqueando a sobrancelha.

— Tudo bem. — Balançou a cabeça, concordando com a exigência. — Fecha os olhos. — Ao atender ao pedido da amiga, Emma passou os dedos pela boca carnuda de Mills, e depois de alguns segundos, admirando cada traço de seu rosto, e para fazer um suspense, deu um beijo bem demorado em sua bochecha. — Pronto, já pode dormir em paz. — Comentou bem humorada.

— Ei... — Abriu os olhos rapidamente e cruzou os braços. — Isso não vale... — Fez um bico. — O beijo era na boca, Swan. — Reclamou, porém, saindo de cima da outra.

— Você não disse onde era. — Rebateu, sorrindo da cara emburrada da morena. — Agora destrava essa porta. — Com o pedido atendido, ela abriu a porta. — Até amanhã. — Soltou um beijo no ar, e saiu do carro.

— Até amanhã. — Despediu-se, seguido de um aceno. Todavia, antes da loira sair de perto da porta, ela soltou: — Pode anotar aí, você vai se render aos meus encantos. — Soltou um beijo no ar, para a loira que o pegou e o colocou na boca, e se virou para ir embora. — Eu vou conseguir te conquistar, Swan... — Sussurra para si, ligando o carro e indo embora.

Notas finais
Então, devo continuar? Está aprovada? Se ela estiver, só continuarei a postá-la quando NTM terminar. Conto com a opinião de vocês. California king bed - Rihanna Playlist da fanfic: https://open.spotify.com/user/kparrilla_/playlist/0fYkStFF87wiVVR4zoHTFH