Notas iniciais
Olá! Voltei com mais um capítulo Não vou falar muito, apenas agradecer mais uma vez, pelos comentários deixados no capítulo passado e desejar que curtam o capítulo.

Na manhã seguinte, assim que Brian Knight chegou ao Departamento, enquanto tomava um café, pediu gentilmente que todos se reunissem na sala de reunião e o esperassem. O que o deixava mais tranquilo sobre ter que ficar no lugar do amigo, era saber que tinha conhecidos por ali, Emma, Regina, Robin e Ruby, e ele não estaria sozinho em um lugar pouco conhecido.

— Bom dia! — Saúda educado, logo que entra na sala, carregando um tablete e uma pasta grossa. — Como vocês já sabem, eu vim de Nova Iorque para cuidar do Departamento, mas já aviso que eu não vi tomar o lugar do Chefe de vocês, ok? — Todos assentem. — Ótimo! — Solta a pasta e o tablete na mesa e junta as mãos e as esfrega. — Eu estarei aqui temporariamente e torço para que meu amigo Graham se recupere logo e possa voltar para o seu lugar. — Bate no encosto da cadeira que se sentaria, mostrando que ali era o lugar do amigo. — Bem, eu gostaria que vocês se apresentassem e me dissessem suas patentes e logo depois, falarei um pouco como eu trabalho e então já vamos dar continuidade ao trabalho, ok? Durante esses três meses praticamente parados, muita coisa ficou acumulada. — Puxa a cadeira para trás e se senta. — Então, já podem começar.

Todos se olham, esperando quem seria o primeiro, mas ninguém se move.

— Não precisam brigar, tem tempo para todos. — Knight faz graça e a sala é preenchida com gargalhadas.

Quando as gargalhadas sessam, Swan dá um passo à frente.

— Sargento Emma Swan. — Ela toma a iniciativa apenas para incentivar os outros, pois já se conheciam.

— Sargento Regina Mills. — A morena a segue, recebendo um agradecimento silencioso da amiga.

— Detetive Eric Mitchell. — O loiro se apresenta todo orgulho.

— Detetive Mike O’Neal. — O moreno também se apresenta, igualmente orgulhoso, com um sorriso nos lábios.

Após todos se apresentarem, Brian fala um pouco da sua forma de trabalhar, que não é muito diferente da de Graham, comenta sobre os principais casos que estão pendentes e precisam de mais atenção no momento e os dispensam, pedindo apenas que Emma e Regina permaneçam na sala.

— É bom ver vocês de novo. — Ele é o primeiro a falar, assim que todos saem, apontando as cadeiras a sua frente para que elas se sentem.

— E é bom que é você que vai ficar no lugar do Graham durante esse tempo. — Emma quem responde, sendo a primeira a se sentar. — O Michael não veio com você? — Regina puxa a cadeira com mais força que o normal ao escutar o nome do homem e encara Emma, semicerrando os olhos e arqueando a sobrancelha, interrogativa. Ela tinha certeza que a amiga estava fazendo de propósito. Emma olha para ela quando se senta e se segura para não rir de sua expressão irritada. No fundo, agradecia mais uma vez por estarem voltando ao normal depois de tudo que passaram.

— Eu gostaria muito que ele tivesse vindo comigo, mas eu precisava de alguém de confiança para cuidar de tudo por lá, junto como o Superintendente novato. — Emma assente.

— Uma pena... — Solta, em um falso tom de lamento. Regina cruza os braços e as pernas, batendo com força o pé no chão e Emma quase explode em gargalhada.

— Bem, eu vou direto ao ponto. — As duas voltam a ficar sérias e encaram o homem atentamente. — Sei sobre a posição de vocês e que foi concedida pelo Graham. Ele me contou assim que vocês foram para Nova Iorque. — Seu tom sério deixa as duas tensas. — Quero avisar que nada vai mudar. Cada um aqui vai permanecer como antes, ok?

Elas se entreolham rapidamente e voltam suas atenções para o homem, desacreditadas, mas também aliviadas.

— Isso é sério? — Regina pergunta, apenas para ter certeza, e o homem assente, sorrindo. — Obrigada Brian. — Agradece sincera, aliviada em saber que continuaria trabalhando do jeito que gosta.

— Podem me agradecer indo atender um chamado que a Central acabou de me mandar. — Diz bem-humorado apesar do assunto sério. — Eu vou mandar os detalhes para o celular de vocês. — Move seus dedos pela tela do tablete e segundos depois os celulares das mulheres tocam, indicando que receberam algo.

— Parece que você é mais atualizado que o Graham... — Emma comenta, apontando para o tablete. — Ele não tinha um desses.

— Ele preferia apenas a moda mais antiga. — Faz uma careta. — Por ligação e pelo rádio. — Acrescenta, balançando a cabeça negativamente, mas rindo.

— Obrigada mais uma vez, Brian. — A loira o estende a mão e se levanta. Regina a acompanha, levantando-se também.

— Eu seria um idiota se colocasse vocês aqui dentro. — Ele também se levanta, pega seu tablete e a pasta que trouxera e aperta a mão dela de volta. — Estão dispensadas, Sargentos!

As mulheres assentem e saem da sala, já pegando os celulares e lendo as informações que o homem enviara, seguindo direto para as suas aulas.

•§•

Reunidos na sala de reunião mais uma vez, Brian, os Detetives Eric e Mike, os Oficiais Ruby e Robin, as Sargentos Emma e Regina, o Tenente Scott e mais alguns policiais que estavam envolvidos na operação para derrubar um dos pontos de vendas de droga do comando de um cartel mexicano, mas que foi estragada com a chegada do FBI, discutiam novas estratégias para recomeçar a operação.

— Precisamos pensar em uma nova estratégia para se infiltrar. — Brian se manifesta após escutar com detalhes, Mike, Ruby e alguns policiais, contarem como tudo aconteceu e todo o planejamento que teve antes. — Alguém tem alguma ideia?

— Nossa melhor opção foi quando vendemos armas para eles e nos infiltramos. Repetir essa tática não vai dar certo. — Eric responde, claramente ainda chateado pelos Federais terem atrapalhado tudo.

— Poderíamos usar um laranja para se infiltrar, já que nossos rostos já estão marcados? — Robin sugere, entrando na conversa.

— Seria muito arriscado colocar alguém despreparado e nós não podemos fazer acordos com prisioneiros. — O Tenente Scott rebate e os outros concordam.

Batidas na porta interrompem a conversa.

— Capitão, o FBI está aqui. — Um policial avisa, botando a cabeça para dentro do cômodo.

— O que eles querem? Já não basta terem estragado uma missão que durou mais de 2 meses só para ser posta em prática? — Eric pergunta, irritado.

— Talvez tenham vindo pessoalmente se desculpar. — Regina solta, dando de ombros, e os outros riem. Ela recebe um empurrãozinho de Emma.

— Avise que eu os atendo em um minuto. — Knight pede ao policial e ele assente, saindo e fechando a porta. — Eu vou ver o que eles querem. Enquanto isso, quero que pensem em ideias, ok? — O grupo assente e logo ele deixa a sala.

Minutos depois, quando ele volta, não está com uma expressão nada boa. Parecia cansado e irritado.

— Pela sua cara não vieram pedir desculpas, não é? — Mills é quem pergunta. Knight respira pesadamente e ela tem a sua resposta. — O que eles queriam?

— Eles querem o caso de Keith Thompson. Estão alegando serem mais preparados e terem mais recursos para isso.

— O que? Eles não podem... — Mills bate com o punho fechado na mesa, irritada. Emma se aproxima e segura em seu braço, pedindo calma. A Sargento levanta a mão pedindo que a amiga a deixe, mas ela recebe um olhar severo da loira, então, a contragosto, se contem.

— Não acredito que eles vão se meter em nossos assuntos de novo. — Eric reclama e os outros o apoiam, iniciando um falatório.

— Na verdade, já se meteram. — O Capitão rebate em um tom mais alto. — Além de tráfico de órgãos e drogas, Keith está metido com contrabando de mulheres e agora está na lista dos mais procurados do FBI.

— Então nós perdemos? — Emma pergunta, aproximando-se dele. Ela também está com raiva, mas está mais contida que Regina.

— Infelizmente, sim. — Emma fecha a mão em punho. Desde o que acontecera em sua casa com Keith e o outro, que ele quase matou a Regina em sua frente e ela própria, desejava pegá-lo tanto quanto a amiga. — Mas consegui um acordo e vamos poder ajudar quando necessário. — Ao escutar a resposta do Capitão, Regina revira os olhos e sai da sala, praticamente espumando. — Estão dispensados. Depois retornamos com essa reunião. — Avisa e também sai da sala, igualmente irritado.

•§•

Do outro lado da rua do Departamento, encostada em seu carro, escutando Phil Collins, Regina tomava o seu café e tentava acalmar a raiva que estava sentindo. Não podia acreditar que tinha perdido a chance de pegar o assassino do seu amigo, quem prometera fazer justiça, e o quase assassino de Emma e o seu próprio.

À sua esquerda, Emma se aproxima com o celular no ouvido. Ela fala por mais alguns segundos e encerra a ligação.

— Era o Killian. — Balança o celular no ar, encostando-se no carro, ao lado da outra.

— E o cara de bochecha rosada volta a atacar. — Cantarola com ironia, tomando seu último gole de café.

— Acho que eu vou contar para ele sobre o irmão. — Volta a falar, ignorando o seu comentário e Regina dá de ombros. A última coisa que ela queria ouvir era sobre como Emma estava preocupada que Killian Jones não sabia sobre o irmão. Que se dane Killian e o seu irmão, que aliás, era aliado do seu maior inimigo.

— No momento, eu estou mais preocupada com algo mais importante.

— Regina, nós não perdemos o caso completamente. — Mills vira em sua direção, cruza os braços, arqueia a sobrancelha e sorri debochada, incrédula com o que ouvira. — Ok! Não faremos praticamente nada, eles quase nunca precisam de ajuda. — Diz em um tom cansado. Não era a primeira vez que trabalhavam com eles e sabia bem como tudo funcionava. Geralmente, só precisavam da ajuda da polícia local quando estavam longe demais para abordarem os suspeitos e precisavam se certificar que não fugiriam antes de chegarem. — Mas você ainda pode pegar ele, sabe disso. É atrás de você que ele está.

— É mesmo? Como? — Indaga irônica e retoricamente. — É o FBI que está atrás dele, Emma. Eles têm escritório em todo canto. Vão colocar a mão nele antes que eu pisque 100 vezes. — Esbraveja. A música para de tocar e Regina entra no carro para recomeçar a playlist. Quando escuta In the air tonight tocar, fecha a porta novamente e se encosta na lataria.

— Keith se tornou procurado internacional também, ele está na lista dos mais procurados do FBI. Estava na cara que isso aconteceria. Nós só somos da Polícia, não lidamos com operações grandes assim.

— Argh! Eu não quero mais falar disso. — Irritada, praticamente virou-se de costas para amiga, procurando apreciar a música que tocava e se acalmar.

As duas ficam em silêncio por algum tempo, cada uma em seu mundo particular, até Regina se lembrar da ruiva do FBI e se virar para a loira novamente.

— Quem é aquela Catherine? — Quebra o silêncio.

Ao ouvir o nome da ruiva, seu coração começa a bater mais acelerado e sente o sangue gela nas veias. Mas ela já esperava por isso desde que Catherine reapareceu. Desde que Regina lhe questionou sobre a foto encontrada outro dia, ela sabia que mais cedo ou mais tarde, ela teria que falar sobre o assunto com a Sargento.

— Aquela do FBI? — Finge desentendimento. Emma só estava tentando tardar um pouco mais o assunto, como se fosse mudar algo. Mas ela sabia que não iria.

— Tem outra? — Rebate irônica.

Emma sorri sem graça.

— Ok! Ela é uma ex namorada. — Passa a mão na testa, mais nervosa do que gostaria, com o assunto.

— Pelo jeito não é uma simples ex, não é? — O olhar que ela lhe lança responde sua pergunta.

— Catherine foi a minha primeira namorada. Ela é aquela ruiva da foto que você viu outro dia.

Regina foca o seu olhar no céu e então se lembra de quando viu a foto rasgada na casa de Emma no dia que ela foi mais cedo para casa, e a outra vez que a encontrou perto do banheiro em sua casa.

— Você ainda gosta dela?

Em vez de responder, Emma desvia o olhar para a rua.

Não. Ela não gosta mais de Catherine, mas ficou mexida com a sua volta.

— Parece que alguém está cheia de pretendentes... — Comenta com fingida indiferença, tentando mascarar o seu evidente ciúme. — É Michael, é Killian, é Catherine...

— E você não fica de fora com a Luz e a Ruby. — Rebate com raiva. — E essas são só as que eu sei... — Ainda acrescenta.

— Posso dizer o mesmo. — Murmura, abrindo a porca do carro e se sentando no banco.

Mais uma vez ficam em silêncio e apenas o som do rádio, que agora tocava Against All Odds, era ouvido, além do barulho de carros e pessoas passando por perto.

How can I just let you walk away? — Como posso eu simplesmente deixar você ir embora? Just let you leave without a trace? — Simplesmente deixar você partir sem deixar rastros? When I stand here taking every breath with you, ooh — Quando eu fico aqui a cada respiração com você, ooh
You're the only one who really knew me at all — Você é a única que realmente me conheceu por inteiro.

— Eu estou com saudade de você, Emma. — Mills sussurra, quebrando o silêncio.

— Eu estou aqui. — Responde-lhe, ainda com raiva.

— Você entendeu. — Emma dá um sorrisinho com a reposta.

A Sargento sai do carro e se encosta na lataria novamente, dessa vez, mas perto da amiga.

— Regina... — Tenta protestar, mas a aproximação repentina da outra a faz se calar. A morena para em sua frente e lhe encurrala entre o seu corpo e o carro. Mais uma vez o coração de Emma bate acelerado.

— Eu estou com saudade de nós... — Regina sussurra, aproximando-se devagar e olhando para os seus lábios.

There's so much I need to say to you — Há tantas coisas que preciso lhe dizer
So many reasons why — Há tantas razões pelas quais
You're the only one who really knew me at all — Você é a única que realmente me conheceu por inteiro.

Regina encosta seus lábios delicadamente nos dela, mas antes que possa aprofundar o contato, Swan vira o rosto, fazendo-a beijar a sua bochecha.

— Regina... — Solta, ofegante e agoniada. — Eu ainda não estou pronta para retornar isso entre nós... — Delicadamente ela empurra o corpo da amiga para trás. Mills dá alguns passos, mas não fica muito distante. — Eu... Eu preciso ir... O Graham pode estar precisando de mim para...

— Graham? — Pergunta confusa, alheia de que foi uma desculpa esfarrapada, segurando em sua mão para tentar impedir que se afaste.

— O Brian... — Corrige-se, inquieta, querendo sair dali. — Eu disse Brian e você entendeu errado. — Balança a cabeça negativamente. Seu nervosismo não permitia perceber que estava falando besteira. — Eu preciso ir. — Ela se solta do toque da Sargento e se afasta, abalada com o que acabara de acontecer.

Com os olhos marejados, Regina assiste Emma praticamente correr para longe dela.

E ainda ao som de Against All Odds a Sargento Mills dá-se conta de que algo dentro de si com relação a amiga, havia mudado.

Notas finais
E esse final? Parece que alguém não está só apaixonada, mas agora sabe e aceita que está... Temos um progresso. Link da playlist: https://open.spotify.com/user/kparrilla_/playlist/0fYkStFF87wiVVR4zoHTFH?si=YgCNCFheSTCX6mCXjg2VVg Contem-me tudo, não me escondam nada. Até o próximo, mores! ;D