Notas iniciais
Oi, pessoal! Queria poder dizer que tenho razões muito boas por todo esse tempo sem postar, mas... Enfim, meio indesculpável. Gostaria de agradecer à Agente Salvatore, mais uma vez, pelos comentários LINDOS. Espero que gostem e aproveitem ;)

— Bom dia. — Escutei a voz de Damon assim que abri os olhos. Sua respiração estava em meus cabelos e eu estava deitada confortavelmente bem ao seu lado.

— Bom dia —, respondi olhando para ele. — Que horas são?

— Sete. — Franziu as sobrancelhas. — Você acorda cedo.

— Você também. — Apesar de todo o constrangimento de levantar da cama nua, consegui passar por essa etapa e agarrei o lençol que estava esquecido no chão. Damon achou isso muito engraçado — minha vergonha tão vergonhosa por causa de seu olhar malicioso — mas não fez comentários.

Eu não tinha nada ali. Então sobrou para Lua me emprestar mais uma peça de roupas e alguma coisa para dar jeito no cabelo, que parecia um emaranhado de fogo em manhãs. Fiquei com um pouco de pena, porque tive de acordá-la para pegar as coisas.

Depois de me ajeitar, desci as escadas e encontrei Stefan sentado no sofá lendo alguma coisa.

— Caroline ligou e transmitiu a seguinte mensagem de Klaus: Se ela não estiver na minha frente até as oito, pode ter certeza que esse vampiro Salvatore nunca mais vai nem vê-la. Ou respirar. — Stefan olhou para mim transbordando divertimento.

— Sempre dramático! — suspirei, me sentando ao seu lado. Vi um celular, que devia ser de Stefan, ali e aproveitei para ver as horas. Para logo em seguida dar um pulo e buscar Damon escada acima. — Damon, vamos logo. São quase oito horas!

Tinha demorado demais me ajeitando. Damon entendeu, pois devia estar ouvindo minha conversa com Stefan. Perguntou-me se queria comer alguma coisa, mas neguei — não estava com fome. Entramos no carro e por um milagre divino conseguimos estacionar na frente da mansão às 07h55min.

Suspirei antes de me virar de lado para me despedir de Damon. Ele me encarava fixamente e preocupado, o que eu estranhei. Antes que eu pudesse enlouquecer, ele disse em um murmúrio:

— Você já deve estar com sede de novo.

Era verdade.

Mesmo que tivesse me alimentada — argh — há pouco tempo, ser uma vampira jovem é difícil. Eu baixei o olhar, não querendo responder àquilo e pensar nas consequências que traria.

— Não tanto...

— Diana, Stefan me disse que pode ajudar você a se controlar e a viver com o sangue de animais. — Damon fez careta e balançou a cabeça como se não concordasse.

— Eu vou conseguir, Damon, não vou ficar bebendo sangue humano. — Senti uma coisa estranha nos olhos e meus lábios recuando um pouco sobre os dentes. Sabendo que era uma reação natural do corpo por pensar em sangue, encostei-me ao banco e fechei os olhos.

Quando os abri, Damon me encarava meio divertido e meio piedoso.

— Não precisa necessariamente matar para beber sangue humano.

— Não é justo sugar as pessoas por aí e depois apagar as suas mentes. — Encarei-o, séria, repreendendo o seu estilo de vida e o de muitos vampiros que conhecia.

Damon me encarou, e fez uma coisa meio impensável: gargalhou. Pois é, nunca o vi rir daquele jeito. Mas, por fim, não resisti também e acabei dando um sorrisinho.

— Depois discutimos a minha dieta, acho que posso aguentar mais um ou dois dias. Klaus deve estar uma fera lá dentro. A gente se vê depois. — Inclinei-me em sua direção para lhe dar um beijo suave e saí do carro.

Mais uma rodada de suspiros e eu finalmente fui à porta de casa. Usei minha nova habilidade vampirica para determinar onde as pessoas estavam. Tinha uma conversa na biblioteca: Elijah e Hayley. Uma coletânea de risos: Rebekah e Caroline escolhendo roupas. Mas... Onde estava Klaus?

Abri a porta silenciosamente. Para logo em seguida quase morrer do coração: Klaus estava parado bem ali, atrás da porta, com uma cara séria e sem nem respirar.

— Por que eu não ouvi seu coração? — perguntei indignada com o susto que levei.

— Porque não sabe controlar sua audição direito ainda. E isso é o que eu já estaria te ensinando, se não tivesse demorado tanto.

Franzi as sobrancelhas para ele, olhando para o relógio de parede que ficava na entrada. 08h05min. Ri, então, pulando em cima de Klaus e o abraçando fortemente. Ele fez uma careta, certo de que eu queria alguma coisa, mas retribuiu.

Depois, aqueles olhos perspicazes estavam me encarando, desconfiados. Perguntando o motivo de tanto euforia.

— Eu tive uma ideia!

Exclamando aquilo, eu percebera o quanto era genial! Por que não havia pensando naquilo antes?

— Que ideia? — Klaus ainda estava desconfiado. Natural de um vampiro original com mais de 1.000 anos.

— Estamos todos preocupados com a minha sede, não é?

— Na verdade, nós não estamos preocupados com a sede, mas com você. Sabemos que você é sentimental demais para beber sangue humano.

— Foi uma pergunta retórica. — Nós reviramos os olhos juntos. Afinal, eu aprendi a ser sarcástica com ele. Apenas incrementei minhas habilidades mirabolantes com Damon.

— Enfim. A ideia é... Você me hipnotiza para eu só beber sangue animal!

No momento em que disse isso, mais quatro vampiros estavam perto de nós na sala.

— Que história é essa, Diana? — Rebekah me perguntou, as sobrancelhas loiras erguidas.

— Você certamente não está pensando em fazer tamanha bobagem, Klaus. — Elijah afirmou incerto olhando para o irmão. Klaus revirou os olhos mais uma vez, erguendo as mãos para o alto e se dirigiu exclusivamente a mim:

— Diana, isso não é possível. Mesmo que funcione, é muito arriscado mexer assim com a alimentação de um vampiro. Ainda mais se ele for jovem.

— Você já fez isso com um vampiro em Nova Orleans! — objetei, determinada e com as mãos na cintura.

— É! — Klaus pareceu exasperado. ­— Mas como castigo!

— Mas deu certo, não deu?

Ele não me respondeu, apenas me lançou um olhar assassino e eu encolhi os ombros. Batalha perdida. Teria de fazer do modo antigo, então.

Cinco horas depois, eu já havia tomado banho, café (era surpreendentemente ainda bom), trocado as roupas de Lua e ligado para Stefan. Ele concordou em me levar a minha primeira caçada a animais.

Eu não sabia o que faria se não me adaptasse a essa dieta. Já era muito difícil para vampiros maduros, como Stefan havia me contado, para algum jovem como eu era praticamente impossível. Ele me disse que eu sempre iria ficar com sede perto de humanos, mais por saudade do que por necessidade. Não era de admirar que eu estivesse apavorada.

Ser vampira era mais complicado do que eu havia imaginado. Quer dizer, por conviver com outros vampiros, eu compreendia a sede. Sabia o período de tempo que eles se alimentavam e até onde ia o seu autocontrole. Eu sabia, mas vivenciar aquilo era muito diferente de saber. Principalmente quando o meu autocontrole estava ainda tão subdesenvolvido.

— Ei. — Cumprimentei Stefan quando ele me encontrou na entrada da floresta. Sabendo que iríamos correr, fiquei ansiosa para descobrir ainda mais de minhas habilidades.

Acabamos caçando pequenos animais. Não havia nada melhor na região. Recusei-me a sugar coelhos e os bichos pareciam realmente determinados a sumir naquele dia. Por fim, acabei desistindo e percebendo que se todos queriam que eu me alimentasse de sangue humano, não adiantaria insistir tanto em animais. Até a natureza parecia conspirar contra mim sumindo com todos os bichos “apetitosos” dali.

— Será que se eu voltar com o rabinho entre as pernas Klaus me arranja uma bolsa de sangue? — perguntei desanimada a um Stefan mais desanimado ainda.

— Com certeza —, respondeu ele, olhando para mim agora. — Mas você já desistiu?

— Acho que nunca estive comprometida com a ideia. — Dei-me conta daquilo e me senti horrível.

Eu não queria matar pessoas e não queria hipnotizá-las. Mas percebi que no fundo também não queria viver para sempre sugando sangue de coelhinhos e esse tipo de coisa. Sem dúvidas, matar pessoas era mais terrível do que sugar coelhos, mas eu também não queria matar coelhos!

Bolsas de sangue, me aguardem.

~*~

Foi fácil convencer Klaus a me bancar com bolsas de sangue. Ele arrumava aquilo não sei aonde, mas me garantiu que nenhum hospital ou coisa do tipo estava sendo prejudicado. Não insisti, eu não poderia viver no mundo do arco-íris e já estava na hora de aceitar que o mundo era uma merda e que eu era um ser sugador de sangue malvado.

O mês correu rápido... Encontrei Damon várias vezes e aprendi que nunca me cansava de amá-lo cada vez mais. Elijah me ensinou a hipnotizar pessoas e eu discuti com Hayley — que estava já com data de transformação marcada — os prós e contras de ser vampira.

Rebekah estava em um relacionamento estranho com Matt. Ela adorava ensinar a ele coisas... Não tão morais. Eu torci por eles, mesmo que com aquela estranheza toda. Caroline e Klaus pareciam cada vez mais apaixonados. Stefan e Elena estavam juntos como sempre, mas ela ainda não havia se pronunciado sobre ser imortal. Jeremy e Bonnie tinham marcado ­— pasmem — casamento.

Parecia que tudo estava se encaminhando de uma maneira boa.

Até eu estava feliz. O meu relacionamento com Damon era o relacionamento das mil maravilhas. Não éramos os vampiros mais românticos do mundo, mas nos amávamos. Estava aprendendo rápido as profundidades de ter vida eterna e satisfeita com minha recém-adquirida habilidade de andar entre humanos sem matá-los.

Claro que tive uma ajudinha com isso. Klaus não pôde recusar o meu pedido de hipnose. Não pedi nada relacionado com dieta.

Caminhei pela biblioteca, encontrando Klaus relaxado sendo um exemplar de alguma coisa antiga que eu não quis saber o que era.

— Oi. — Resolvi começar com as familiaridades e puxei um livro para ler junto com ele.

— Oi. — Ele me espiou por cima do livro e eu também espiei-o. Ele era esperto o bastante para saber que eu pediria algo. Mas paciente comigo também, e por isso esperou até que eu reunisse força o suficiente para perguntar:

— Se eu te pedisse uma coisa, você se esforçaria ao máximo para responder sim?

Ele estreitou os olhos e respondeu: — Sim.

— Me hipnotiza para não atacar humanos?

Klaus arregalou os olhos por um segundo, mas se recuperou e fechou o livro.

— Tem certeza disso? Se eu te hipnotizar, não tem volta, e você vai ter que me pedir para te hipnotizar novamente para anular a outra hipnose.

Passei alguns segundos processando a frase confusa antes de responder.

— Não vou mudar de ideia a respeito de matar humanos.

E foi assim. Klaus me impediu de matar humanos com um simples encarar. Algumas coisas na vida eram fáceis. Eu estava aliviada que essa tivesse sido.

Notas finais
Capítulo pequeno depois de tanto tempo, mas acho que vocês já acostumaram :v Esse é o último capítulo da fanfic, por isso é MUITO importante para mim que vocês deem uma passadinha nessa caixinha aí embaixo! O próximo é o epílogo. Vou tentar postar o mais rápido que puder, mas vocês sabem como é, né? Haha XOXO, S.