Always and Forever
5 4°Capitulo
Notas iniciais
4°Capitulo
Damon Salvatore
“Você não se sente mal em ir ao lugar que você morreu todos os dias?” Stefan me enchia com a mesma pergunta toda vez que eu ia ao Mystic Grill. E sinceramente eu não o entendia afinal, ele, Elena e Caroline me enchiam dia e noite que eu ficava muito em casa e que eu deveria aproveitar a vida. O que era irônico! Depois que Enzo e Alaric me trouxeram a vida tudo havia mudado. Eu fiquei 10 meses morto, o que trouxe conseqüências, Stefan se sentiu culpado e Elena não agiu nada bem. Mas o mais interresante foi quando eu voltei a vida. Foi como se minha humanidade tivesse sido desligada, mas que eu sentisse tudo. Bonnie também sentiu isso, mas quando viu Jeremy tudo voltou ao normal, mas quanto eu vi Elena não senti a mesma coisa que sentia antes da minha morte. Parecia que eu não a amava mais e com 2 meses de volta a vida ela se acostumou a isso.
–Damon vai com calma os clientes estão olhando torto- disse Matt me entregando a 5° garrafa de Whisky
–Não enche bolsa de sangue ambulante- Vamos dizer que meu humor não anda lá essas coisas- Se eles reclamarem eu os deixo sem cabeça- Eu sorri de leve e enchi o copo
Matt se afastou do balcão para atender os outros clientes. Não entendia como ele tinha tido o emprego de volta e nem como aquilo havia sido restaurado tão rápido, acho que Stefan tem alguma coisa haver com isso. Uma mulher se sentou ao meu lado, o que não era muito comum, eu a olhei, ela tinha um cabelo castanho escuro que era liso em cima e enrolado nas pontas, ela usava uma camiseta branca básica e uma calça jeans. Ela era bonita. Tinha um cheiro estranho e delicioso. Matt se aproximou sorrindo.
– O que deseja senhorita?-Ele perguntou a moça
–Um copo de Whisky. –Ela disse naturalmente o que espantou Matt, olhei mais precisamente para ela, ela aparentava uns 16 ou 17 anos
–Desculpa, mas posso ver sua indentidade- aquilo a deixou com uma cara de ódio
–Eu quero um copo de Whisky!-Ela repetiu sem se importar para o que Matt disse. Matt estava serio e ela o olhava como se fosse arrancar a cabeça dele fora. Olhei para as mãos dela, tenho certeza que as unhas delas já haviam ferido sua palma de tanto que ela a mantinha fechada. Minha garrafa se levantou levemente junto com o copo. Bruxa. Okay se Matt não desse a bebida para ela, ele morreria ali mesmo. Seria bom. Mas Stefan e Elena me matariam se eu o deixasse morrer.
– Matt pegue um copo que eu mesmo sirvo a bruxinha aqui- Ela me olhou pela primeira vez e sorriu, já Matt me olhava com desconfiança e um pouco de receio por eu ter dito bruxinha- Eu me responsabilizo por ela okay?- Ele revirou os olhos e se virou para pegar o copo, a menina ainda me encarava sorrindo.
– Obrigada- ela disse sorrindo quando Matt a entregou o copo e eu o enchi. Ela olhou para baixo e abriu o caderno de desenho e começou a rabiscar alguma coisa. Como eu não tinha reparado que ela carregava um caderno?
– Damon Salvatore- disse lhe estendendo a mão
– Hope- ela disse me olhando e sorrindo e depois voltou a rabiscar o caderno em movimentos rápidos. Fiquei a observando. Seus olhos castanhos eram tão escuros que quase era preto. Eles tinham um brilho estranhamente familiar.
–O que trouxe uma bruxinha estressada para Mystic Falls?- Perguntei depois de um longo tempo
–A população- ela disse sem me olhar- é um lugar bom para ficar- por mais que seja perigosa. Afinal uma cidade com duplicatas, bruxos, vampiros, lobisomens e estripadores não pode ser 100% segura- assim que ela terminou de falar me olhou sorrindo
Olhei para o desenho dela. Era eu. Era incrível, parecia uma foto. Como ela tinha feito um desenho tão perfeito em tão pouco tempo? Ela notou que eu fitava o caderno e sorriu envergonhada.
– Você desenha muito bem!- eu disse ainda observando o desenho
–Puxei meu pai. Ele desenha muito bem- ela disse timidamente olhei um pouco para a direita e vi que o copo de Whisky ainda nem tinha sido tocado
–Pera ai, você quis matar o Matt por causa da bebida e ainda nem tocou nela- Eu disse sorrindo, ela retribuiu ao sorriso e levou o copo até a boca e bebeu em dois goles.
–Satisfeito?-Ela disse sorrindo, eu estava espantado ela bebe muito bem para uma mera bruxa adolescente.
–Agora sim-Ela sorriu e olhou para o caderno, pensou um pouco e o fechou se levantou
–Nós vemos por ai Damon- ela disse depois que trouxe o lápis e o caderno até o peito
–Já vai?-ela concordou com a cabeça e saiu andando pela porta. Levei minha mão a boca e mordi minha unha pensativo, logo Matt se aproximou
–Serio que você vai deixar ela ir embora assim sem mais ou menos?-Ele disse
–Serio que você fica ouvindo a conversa dos outros?-Retruquei
–Olha cara se eu fosse você...
–Eu não seria tão interessante como sou hoje- o interrompi
–Engraçadinho. – Ele disse com uma cara de ódio- Como eu ia dissendo- ele continuou- eu iria atrás dela!
Infelizmente o idiota tinha razão. Joguei algumas notas de dinheiro no balcão e sai pela porta.
*** ***
Hope Mikaelson
Andai lentamente até meu carro. Eu estava muito feliz. Eu havia conhecido meu personagem preferido das histórias de minha tia. Damon Salvatore. Conhecendo ele percebi que minha tia não era tão boa contadora de histórias, afinal ele não me pareceu um egoísta, irônico e mentiroso, talvez irônico sim mas egoísta e mentiroso não. Derepente senti alguém, um vampiro, que havia passado rapidamente por mim e se escondido. Damon. O reconheci por seu cheiro. Quando cheguei até meu carro apertei o alarme e entrei fechando a porta. Damon estava no banco de trás se preparando para me assustar então o ignorei e coloquei o caderno no banco e a chave na ignição.
– Oi Hope- fingi um pulo de surpresa e sorri franzindo o cenho para ele pelo retrovisor, ele mantinha um sorriso no rosto- você acha que eu deixaria você sair depois de ter bebido sem ninguém para lhe acompanhar? Lembra que eu me responsabilizei por você? O que acha de ir para minha casa, assim você poderia fazer mais alguns desenhos meus e poderíamos nos conhecer melhor, o que você acha?
–Claro, afinal qual é o perigo de ir na casa de estripadores- disse sorrindo , ele riu e revirou os olhos
–Vamos eu guio o caminho- concordei com a cabeça e liguei o carro
Foi uma viagem rápida, a casa dos Salvatores ficava um pouco longe da cidade, mas era um caminho fácil. Entramos na mansão, eu até poderia me assustar com o tamanho do lugar mas a mansão Mikaelson era um pouco maior, tanto que quando entrei nela mais cedo pela primeira vez fiquei pensando como Rebekah havia ficado um ano em uma casa tão simples por tanto tempo. Assim que sentamos no sofá Stefan desceu as escadas assustado. Ao me ver sorriu e olhou para Damon tentando descobrir por que eu estava ali e quem eu era, isso fez Damon sorrir.
–Hope esse é Stefan, Stefan essa é Hope!- Ele disse nós mostrando com a mão ao falar nossos nomes
–Prazer conhece-la- disse Stefan ainda olhando assustado- vocês se conheceram onde?- ele disse depois de alguns segundos
–Mystic Grill!- Eu disse sorrindo- fique sossegado Stefan, Damon não me hipnotizou para estar aqui e nem poderia, sou uma bruxa e tomo verbena- o que não é mentira, por eu ser parte lobisomem e bruxa não sinto nada quando tomo verbena.
– Ótimo menos um problema!- Ele disse sorrindo, olhei para Damon ele ria baixinho do irmão, ouvi passos e olhei para a escada, Elena e Caroline estavam descendo sorrindo e animadas.
–Oi Damon e menina que não sei o nome- Disse Caroline sentando ao lado de Stefan que havia se sentado ao lado de Damon
–Hope!- Eu disse sorrindo, era ótimo conhece-lá, “o grande amor do seu pai”, era como Beks se referia a ela- você deve ser Caroline Forbes – a reconheci por seus lindos cachos loiros- e você Elena Gilbert – disse olhando para Elena que havia sentado no braço do sofá ao lado de Caroline, sinceramente parecia que eles iam-me interrogar, pois eu estava em um sofá sozinha e eles no outro.
– Como sabe nossos nomes?- disse Caroline curiosa
–Como não saber o nome da duplicata e do grande amor de um original?-disse sorrindo- Passei alguns dias em Nova Orleans e conheci algumas pessoas que conheciam vocês- não era mentira mas era um pouco estranho.
– Interresante – disse Caroline pensativa, acho melhor eu ir embora minha garganta está ardendo e o sangue que roubei do hospital da cidade estava no carro
–Desculpa Damon, mas preciso ir- eu disse me levantando, eles me olharam assustados. – nós vemos em breve, eu espero — Damon concordou com a cabeça e eu sai pela porta e entrei rapidamente no meu carro.
Dirigi o mais rápido possível até a mansão Mikaelson, assim que cheguei lá peguei a caixa de isopor do porta-malas e entrei rapidamente na casa e fui para a cozinha colocando a caixa lá dentro, peguei uma bolsa de sangue e fui para a sala me jogando no sofá.
*** ***
Damon Salvatore
Ela havia saído tão rápido que esqueceu o caderno de desenho em cima do sofá, assim que ela saiu Caroline percebeu o caderno e o pegou o folheando.
–Nossa ela desenha bem – disse ela analisando os desenhos rapidamente até que parou em uma folha, ela parecia chocado com o que havia ali, ela nos olhou e mostrou o desenho– acho que o amigo dela é o Klaus!
Leiam as notas finais!!!
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