Always and Forever
13 12° Capitulo
Notas iniciais
12°Capitulo
Damon Salvatore
Os olhos de Hope brilhavam com cada palavra de Enzo e Alaric, estava na cara que ela nunca tinha visitado a Europa, Ásia, África... mas se apaixonava pelas descrições, ao contrario eu já tinha visitado a maioria mas acredite, se algum dia por um acaso eu conseguisse viajar o mundo novamente, Hope teria que ir junto.
–E você Hope aonde tanto já foi? – perguntou Alaric
– Quando eu fiz 15 anos minha tia me levou para conhecer o Brasil, passamos uma semana lá e foi mágico! Passamos dois dias em Salvador, outros dois no Rio e o resto da viagem em Florianópolis e Balneário Camboriú, eu comi muito! – Hope riu com as lembranças
– Nem me fale da comida! – disse Enzo colocando a mão na barriga
– Passamos duas semanas no Brasil – explicou Alaric – e bem, Enzo resolveu comer as comidas típicas, no primeiro dia ele só comeu um pouco de cada coisa, agora do segundo dia... ele comia pratos e pratos de feijoada, brigadeiro, bobo de camarão, churrasco... – Enzo colocou a mão na boca – resultado: descobrimos uma coisa sobre vampiros, eles tem um limite de quanto comer, depois de pratos e pratos de comidas deliciosas ele começou a vomitar, foi épico! – Todos, inclusive Enzo caíram na gargalhada
– Fico imaginando a cena! – disse Hope tentando conter as risadas
– Então onde vão ficar? – perguntei depois de um tempo – Aqui ou em algum hotel duas estrelas caindo aos pedaços?
– Aqui é claro! – disse Enzo sorrindo
–Tanto que o certo é nós irmos lá pegar nossas coisas Enzo! – disse Alaric
– ótima idéia – eu disse – peguem as malas e escolham o quarto que preferirem, há vários quartos livres lá em cima – eles concordaram com a cabeça e se levantaram indo para o carro, Hope esticou os braços e se espreguiçou – ta com sono? – ela concordou com a cabeça – okay vai dormir aqui néh?
– Pode ser! – ela disse
– vamos subir então – eu me levantei e depois peguei ela no colo, ela se encaixou em meus braços e em segundos estávamos no quarto eu a coloquei sentada na cama e retirei minha camiseta e a entreguei, ela retirou a calça e a camiseta e vestiu a minha camiseta, depois ela se deitou na cama, retirei minha calça e também me deitei, ela se aconchegou novamente nos meus braços
– Isso me faz bem – ela disse desenhando desenhos imaginários no meu peito
– O que te faz bem? – perguntei
– Você! Tudo! – ela sorriu – a cada dia que eu passo com você, eu me renovo, vivo bem e feliz! Isso é ótimo! – beijei o topo da cabeça dela
– Sabe do que eu sinto falta – eu disse depois de um tempo – de você me desenhando – Hope riu
– Se eu não estivesse cansada eu te desenharia, mas eu estou esgotada, usei muita magia, perdi sangue, transei com você... Por mais que seja tudo as mil maravilhas cansa! – disse Hope sorrindo, eu apenas mandei um sorriso irônico para ela
– linda minha – eu disse acariciando sua face
– Damon o que ouve quando você voltou vida? – perguntou ela depois de alguns segundos – O que você sentiu? Ou sei lá quem você viu primeiro?
– Foi bizarro – eu disse estralando os olhos – para mim foi estranho por que aconteceu tanta coisa que chegou a me assustar! Eu e Bonnie ficamos em uma realidade paralela até nossa ressurreição e tipo éramos casados! Aquilo sim foi estranho, — eu gesticulava com as mão fazendo Hope rir – e ai em segundos estávamos no cemitério de Mystic Falls com Stefan nós encarando surpreso! Mas certamente para as outras pessoas minha volta dos mortos foi um alivio, quando ressuscitamos quebramos a parede ante magia de Mystic Falls, “ quando os inocentes que morreram por amor voltarem a magia voltará” foi isso que Caroline descobriu – eu suspirei – foi tudo sem querer, Enzo que havia começado a procurar a chave para que eu pudesse voltar a vida, já estava quase desistindo, Alaric dava aula na faculdade, mas quando Enzo pediu ajuda para me trazer de volta ele largou tudo e o ajudou. E sem querer querendo voltei a vida
– O que você disse para o Stefan quando o viu? – perguntou ela
– Quando Stefan veio para Mystic Falls e tal, a minha primeira fala com ele em décadas ocorreu, eu disse para ele “Olá irmão” e assim foi quando eu voltei da vida! Só que dessa vez eu não o joguei do segundo andar – Hope riu e beijou meu peito nu
– Somente você e Bonnie voltaram à vida? – perguntou ela
– Não, a melhor amiga de Stefan, Lexi, também voltou! – eu disse
– Então cadê ela? Quer dizer, que tipo de melhor amiga não fica com o amigo? – eu ri com a pergunta dela
– Ela ficou conosco 2 semanas e depois teve que resolver algumas coisas, ela vai vir para a festa da Caroline – ela pareceu satisfeita com a resposta – Caroline te disse qual é o real significado dessa festa? – perguntei e ela negou com a cabeça – Juntar os amigos, a festa é para comemorar alguma coisa da cidade da qual não quero nem lembrar, mas o real significado dela é juntar todos nós juntos, no começo ela até fez menção em convidar o hibrido original – a pele de Hope gelou, eu levantei a cabeça um pouco e vi sua expressão pálida
– Me diga que vocês não convidaram o Klaus? – eu ri e passei a mão no ombro dela a acalmando
– Não, é claro que não, Tayler piraria, principalmente pelo fato dele não ter a vantagem vampiresca mais! Pera ai você não estava com sono, para uma pessoa com sono você fala demais em – Hope olhou para mim com uma cara de conspiração, e mordeu de leve meu peito me fazendo ficar arrepiado
– Okay senhor “ minha namorada fala demais” vou dormir – Hope se afastou e virou de costas para mim, eu a puxei pela cintura, ela se virou e lançou um olhar ameaçador para mim
– Desculpa Hope – eu disse dando alguns selinhos nela – Eu amo você do jeitinho que é – com elas palavras a tive novamente em meus braços e ainda de brinde uma lagrima solitária vindo dela
Não falamos mais, apenas nós ficamos mais colados esperando o sono. Fiquei sentindo o cheiro de rosas e canela de Hope. Em alguns segundos a coração dela relaxou juntamente com o seu corpo. O sono havia a abalado e logo me embalou também.
*** ***
Hope Mikaelson
Abri os olhos levemente paralisada, tentei recapitular meu dia anterior e meu sonho, respirei profundamente e olhei em volta sem mexer a cabeça, eu estava no quarto de Damon deitada com a cabeça em seu peito inalando o delicioso cheiro dele , senti meu rosto molhado juntamente com o peito dele eu havia chorado enquanto dormia, foram lagrimas de felicidade, que agora me deixavam confusa. Mais de um ano tendo apenas alguns sonhos bons e hoje tudo aquilo
Será que as bruxas resolveram parar de me torturar? Será que não acham que sou um monstro mais? Não, eu posso até crer em milagre, mas acho que isso já seria demais. Às vezes quando eu aparentava uns 12-13 anos eu ficava pensando se a Beks tivesse me criado de uma forma diferente eu seria o monstro que as pessoas tanto imaginam, eu poderia ter me rebelado, poderia ter matado algum individuo qualquer só por graça, mas só de pensar em matar alguém sem um motivo louvável parecia ridículo.
Ninguém nunca me chamou de monstro, não na minha frente é claro, só sei que as pessoas me acham um monstro por que minha tia me contou, o fato dela sempre me falar a verdade deve ter me ajudado a ser quem eu sou agora, não sei o que vou sentir quando a primeira pessoa olhar para mim e me dizer que eu sou um monstro, que eu trago a morte em meus olhos, que serei a morte de todos que amo. Vai ser interessante velos em ação, me julgando sem conhecer.
Me levantei tomando cuidado para não acordar Damon, ele só se moveu ficando de lado. Fui para o banheiro e joguei água no meu rosto, aquilo era bom demais para mim. Eu passei tempos tendo de ver quem amo sofrer e daí em uma noite qualquer eu só vejo as coisas boas da vida, o que será que aconteceu? Volto para o quarto e fito Damon dormindo, ele parecia um anjo, me senti na berada da cama e o observei, ele é tão lindo! De repente os lindos olhos dele se abriram, ele pareceu procurar alguma coisa até que colocou os olhos em mim, ele sorriu de lado
– Não é um pouco cedo? – perguntou ele com uma voz sonolenta
– Exato, por isso o certo é voltáramos a dormir, Damon suspirou e deu espaço para que eu me deitasse a sua frente de lado, assim que deitei ele passou a mão pela minha cintura, não agüentei ficar fitando a parede e me virei para poder observa-lo ele tinha fechado os olhos, mas quando notou que eu o olhava abriu apenas um olho
– Vai ficar me observando até quando? – Perguntou ele
– Sempre – ele sorriu com minha resposta e voltou a fechar os olhos e voltou a envolver as mão em minha cintura.
Foi ai que eu notei por que eu só tive sonhos bons, Damon me deu isso, ele me deu a paz, eu nunca conseguiria devolver tudo a ele. Foi ai também que eu notei que o monstro se apaixonou pelo anjo, e que o monstro sangrava por dentro por ter que se separar do anjo em alguns dias.
“Que seja eterno enquanto dure!”
*** ***
Hayley Marshal
Quinze minutos depois que Elijah me deixou no meu quarto eu já não agüentava silencio do meu quarto era, irritante. Depois de Elijah ter me deixado aqui, a única coisa que eu pensava é no silencio e no nosso beijo. Eu não sei se um dia poderemos ficar juntos, mas eu sinceramente espero que sim, eu ate poderia me entregar a ele, mas e quando Hope voltar? O que eu vou falar para ela? "oi filha, tudo bem? Esse è seu tio e padastro Elijah, ele que vai ser seu tio e ainda vai namorar a sua mãe!", qualquer adolescente piraria. Fechei meus olhos com força o aperto havia voltado toda a vez que eu tocava no assunto Hope me coração sufocava e meus olhos se enchiam de lagrimas.
Segundo Klaus tinha a ver com o nosso elo de criação. Eu estava deitada fitando o teto, olhei um pouco para o lado e vi a porta que dava para o quarto de Hope, suspirei e me levantei, andei lentamente ate a porta e a abri, as lagrimas que eu segurava foram a baixo, o quarto pequeno mais cheio de historia fora modificado graças a um momento de fúria minha, mas Elijah tinha feito questão de mandar restaurar, mesmo ele achando que o quarto poderia trazer algumas suspeitas, a dona dele apenas tinha usado uma vez e nem conseguir pegar o cheiro dela eu consegui.
– Interrompo? — Klaus estava na porta me fitando, olhei onde eu estava, nem notei, mas eu estava sentada na mesma poltrona que eu havia escrito a carta a para Hope
– Não, entre eu estava apenas...
– Não precisa dizer — cortou ele — não vejo a hora de conhecela quer dizer a idéia de ser pai pode assustar, mas quando eu ver Hope novamente vai ser épico, eu sei que você sente falta dela, e que esse é o único lugar físico onde você pode estar mais perto dela. Ela estará logo conosco acredite – ele se aproximou de mim e agachou pegando minha mão – nossa princesa vai voltar e nunca mais vai sair de perto de nós! – ele sorriu e eu forcei um sorriso
– Eu espero! – tentei segurar o choro, mas já sentia as lagrimas se juntando para cair, meu coração se pressionou e eu fiz uma leve cara de dor
– A dor do elo ainda está ai néh? – perguntou ele, eu apenas concordei – olha Love por mais difícil que seja você vai superar, você agüentou tanto agora está no fim acredite
Batidas vieram da porta do meu quarto e eu me levantei e a abri, lá com um belo sorriso no rosto se encontrava Rebekah e Elijah com um sorriso um pouco menor, dei espaço para eles entrarem.
– Aconteceu uma coisa ótima – disse Rebekah
– O que seria irmã – disse Klaus erguendo uma sobrancelha
– Ow! Você está aqui Nik! Ótimo assim me poupa o tempo de ir até seu quarto – disse Rebekah
– Prossiga Rebekah – disse Elijah serio
– Eu e Elijah estávamos conversando e eu me lembrei de um coisinha – cheguei mais perto deles pela expectativa – me lembrei de uma vez em que Hope me pediu para vir para cá o que é surpreendente eu não me lembrava antes
– Eu acho que ela só está se lembrando por que Hope fez com que ela só esquecesse das coisas por um tempo, sendo que quando ela voltasse a memória da tia também voltasse – completo Elijah
– O que leva vocês a crerem que? – perguntou Klaus intrigado
– QUE HOPE ESTÁ VOLTANDO!!! – Não me pareceu que ela queria gritar acho que fez parte da emoção das palavras, não posso discordar já que as lagrimas rolaram soltas!
– Que venha então – disse Klaus sorrindo – Que a herdeira volte a seu trono de direito!
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