Always Yours
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sinceramente? Não sei por que ainda preciso de babá, ainda mais se for seu primo. Tá! Jace não era de sangue, mas só o fato da presença dele já me irritava. E porque minha mãe foi inventar de ir viajar para o Peru com o novo namorado dela?
– Clary, desça já. Jace está aqui. – era a minha mãe. Jocelyn, e apostava que seu namorado, Luke, estava lá em baixo impaciente.
– Já vou. – estava de pijama ainda, coloquei meu short e uma blusa de uma banda qualquer rapidamente. Arrumei meu cabelo prendendo-o e fiz uma leve maquiagem.
Apesar de não gostar de Jace, queria estar apresentável, afinal, ele era lindo, isso eu não podia negar. Cabelo loiro puxado para trás, corpo forte e bem mais alto que eu. Olhos cor de mel que eu amava, quer dizer, a parte mais agradável dele, onde havia sinceridade.
Desci correndo, e quase caio, dei um gritinho mudo, mas sai ilesa. Eu, mesmo não querendo assumir era bem frágil. Pequena, cabelos ondulados ruivos bem escuros, quase que vinho ou marrom e olhos castanhos. Normal até.
– Clary que demora. Enfim, estou indo. Cuide-se, volto em 15 dias. – deu um beijo em minha testa – Até querida. E Jace cuida dela…
– Pode deixar senhora Fray. – deu aquele sorrisinho encantador que me irritava.
Depois que minha mãe se foi a sala ficou em um silencio, mas claro, Jace tinha que abrir a boca.
– Então pirralha, é o seguinte: não me perturbe essa noite.
– Eu não sou pirralha, temos só 3 anos de diferença, eu 16 e você 19, é só contar. E eu trabalho meio período numa loja e você não. Quem é o pirralho agora? E o que tem essa noite? Não me diga que vai trazer mais uma daquelas vadias?
– Ela não é uma vadia e não é da sua conta! – Jace foi para a cozinha e eu furiosa fui para o meu quarto.
Ele podia ser lindo e até gostoso, mas era um chato e irritante demais, Só sei que acabei adormecendo e acordei com batidas na porta, mas não me mexi, continuei ali, imóvel.
– Ei, levanta, pedi comida para nós, vem!
– Hmm – me encolhi com frio
– Vamos Clary. – me cutucou no ombro – Eu também não te suporto, mas não posso deixar você passar fome, venha. – sentei na cama e me espreguicei
– Tá, tá. – ouvi um risinho da parte dele – O que foi?
– Nada não. – e saiu
Além de tudo ele era estranho.
De noite combinei de sair com a Mary, íamos ao bar do Tom, tudo bem que eu não gostava de ir muito lá, mas às vezes íamos por insistência de Mary. Coloquei uma meia calça que ia até a metade da coxa e uma liga até meu short e uma blusa da Nirvana, com uma maquiagem sem exageros e meus cabelos soltos.
Jace devia estar com a vadia na sala, dava para ouvir as vozes dos dois, uma voz rouca masculina e uma que estava mais para taquara rachada. Tentei passar despercebida, mas Jace me viu e perguntou.
– Aonde vai?
– Vou ao Bar do Tom, Mary vai comigo, pode voltar com sua sei lá o que. – dei uma piscadela e sai correndo antes que ele falasse mais alguma coisa.
Mary estava impaciente no carro, ela já sabia dirigir, tinha 17 anos, o bom de morar nos EUA é poder dirigir cedo. Ela tinha cabelos loiros lisos, alta, ela podia ser mais velha, mas eu era a mais responsável. Principalmente quando íamos ao Bar do Tom ou festas que envolviam bebidas, mas hoje eu iria beber, estava nem ai.
– Demorou! Jace estava lá né?
– Sim, minha mãe foi viajar de ultima hora com o namorado e me deixou com Jace, ele me irrita tanto.
– E dai? Todas as meninas do bairro ou até do mundo se matariam para ficar no seu lugar. Ele é tipo um deus grego. – E eu não podia discordar
Quinze minutos depois havíamos chegado ao bar. Pegamos uma mesa perto da sinuca. Se eu fosse nova no bairro iria estranhar o lugar. Tem pessoas de vários tipos e estilos. Um lugar eclético, por assim dizer.
Um garçom chegou perto e perguntou o que queríamos e nos duas pedimos um copo de vodka, para esquentar.
Até que estava agradável, queria não pensar em Jace ou em outros problemas. Ficamos um bom tempão lá. Eram 1h da manhã quando fui ver o relógio. Íamos voltar de taxi claro.
Quando íamos sair do bar, vi uma figura loura, parada na porta, procurando alguém. Era Jace, tinha que ser.
– Clary, até que enfim. Pensei que tinha ido dar para alguém – ele estava preocupado? Não podia ser.
– Estou bem e não sou qualquer uma — falei com a voz meio embebedada
Não sei o que houve porque eu acabei caindo nos braços dele já que sou fraca para bebidas. Tomei uns seis copos só, eu acho.
Estava sendo carregada para algum lugar. Era Jace eu sabia, ele me deixaria na minha cama. Ele cochichou algo, mas não ouvi e dormi literalmente.
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