Always By Your Side
1 One Shot
Notas iniciais
Era mais uma quinta-feira como outra qualquer. Meu padrasto Gordon estava no Japão fazia quase um mês, “a negócios”, como ele mesmo dizia. Casou-se com minha mãe, Simone, a pouco mais de seis meses e até hoje, eu e meu irmão gêmeo Bill, por mais que tentássemos, não conseguíamos descobrir absolutamente nada sobre o cara. É claro que perguntamos à Simone, mas ela sempre foi vaga, e agia como se não fosse problema nosso. Então vejamos, ela se casa com um cara, o traz para morar em nossa casa, não diz pra ninguém de onde veio, muito menos no que trabalha e não dá nenhuma satisfação sobre suas misteriosas viagens. Pff, é claro que não é da nossa conta.
Nossa mãe não era perfeita. Sempre foi um pouco ausente por ter que trabalhar em dobro para nos sustentar, mas eu e Bill obviamente entendíamos e sabíamos que ela sempre fez o seu melhor para nos dar tudo o que podia. Estava claro que Simone nos amava.
Porém, após a chegada de Gordon, nossa mãe mudou. Saia cedo, chegava tarde, dizia que estava trabalhando. Outro dia eu estava com alguns amigos no shopping, saindo do cinema quando a vi saindo de uma loja de perfumes. Cheguei em casa a tarde e ela quase a noite. Subia as escadas apressada e um pouco atordoada, quando perguntei por que tinha demorado, disse que ficou presa no escritório carimbando cheques e assinando contratos. Não deixei de notar o cheiro forte de perfume masculino que ela deixou para trás.
É claro que não comentei isso com Bill, não queria ver meu irmão pior do que já estava. Ele andava triste ultimamente, comia pouco, acredito que sentia falta de Simone mais do que demonstrava. Na verdade, eu também sentia. Sentia falta das risadas na hora do jantar; das tardes de domingo, o único dia da semana disponível para nossa mãe, vendo filmes, comendo pipoca com brigadeiro e suco de limão... Bem, no meu caso só pipoca com coca-cola, Bill tinha gostos nojentos ás vezes. Mas eu tinha que ser forte por ele. Nós sempre nos apoiávamos em tudo e nos ajudávamos, o problema é que meu irmão era mais fraco emocionalmente, então, na maioria das vezes acabávamos no sofá ou na cama, ele chorando e eu o abraçando, até que se acalmasse. Não que eu reclame disso, gosto de saber que ele precisa de mim, que eu posso ajudá-lo e que meu abraço o acalma. É bom poder suprir a falta de carinho de Simone. A sua ausência, agora praticamente constante.
O telefone tocava a algum tempo, mas eu estava perdido demais em pensamentos para notar, até que Bill aparece aos saltos do meu lado balançando freneticamente o aparelho, tentando chamar minha atenção. Sua impaciência realmente não muda, sorri ao ver sua expressão estranha enquanto cochichava “É o Georg”.
– Alô? – Atendi animado, ele era um de meus melhores amigos.
– Ei cara, é o Georg. Escuta, tá a fim de sair? Abriu uma boate legal lá no centro, chama Dance and Shout – Falou em tom malicioso – Que acha de ir conhecer algumas garotas novas?
– Hmm, acho bom. Dance and Shout? Gostei do nome. – Comentei, enquanto meu irmão do meu lado, provavelmente reconhecendo o nome, perguntava se eu iria sair. Vi decepção em seus olhos... Então me lembrei que tinha prometido ficar com ele no fim de semana, para que não ficasse sozinho em casa como na maioria das vezes. — ... Só que hoje não vai dar – Emendei rápido — Que tal deixarmos para outro dia?
– Mas cara, é a inauguração! Aquele lugar vai ferver! Qual é Tom, nunca vi você recusar festa. – E eu realmente não recusava, mas hoje abriria uma exceção, a primeira de muitas, diga-se de passagem, e ficaria com meu gêmeo.
– Foi mal, não dá mesmo. Meu padrasto foi viajar e minha mãe não para mais em casa, vou ficar por aqui com o Bill mesmo.
– Tá bom então. Até mais. – Se despediu.
– Até.
Olhei para o lado e meu irmão estava sentado no sofá ao meu lado com um sorriso triste no rosto.
– Obrigado por não ir, eu realmente não queria ficar sozinho hoje.
– Você sabe que eu não me importo em ficar em casa. – Disse.
– Se importa sim. – Riu e me lançou um olhar desconfiado.
– Tem razão. – Ri com ele. – Mas hoje eu não me importei. Você não sabe como é bom te ver sorrindo assim de novo. Sinto falta de quando fazíamos tudo juntos. – Comentei, me lembrando dos dias na piscina e nas noites tomando sorvete enquanto jogávamos vídeo game ou víamos desenho. Das manhãs em que Bill acordava cedo e vinha para o meu quarto dizendo que não conseguia dormir mais, então eu dava um espaço para ele do meu lado, e ele se deitava e suspirava, antes de adormecermos até o meio da tarde. Das horas que passávamos criando músicas, eu tocava violão enquanto meu irmão cantava. Das incontáveis guerras de travesseiro que deixavam os cômodos uma bagunça cheia de penas. Do dia em que... Balancei minha cabeça tentando espantar a memória antes que eu soltasse alguma besteira. – Porque não alugamos um filme pra vermos hoje à noite?
– Claro! – Bill se animou mais do que já estava. — Vou fazer suco de limão pra por na minha pipoca. — Exato, ele não bebia o suco... Como eu disse gostos estranhos, Fiz uma careta enquanto concordava.
– Vou à locadora. — Me despedi.
Caminhei alguns quarteirões distraído, o lugar não era longe, apenas algumas quadras de distância, em vinte minutos estaria de volta. Não pude fazer com que meus pensamentos não voltassem àquela tarde. À tarde que poderia ter sido o início de problemas possivelmente irreparáveis. Mas não foi graças a Gordon. É. Eu devia essa a ele, mesmo que o homem não fizesse a menor ideia.
#FLASHBACK#
Era sábado de manhã, não passava das nove horas, e eu dormia. Bem, dormia, até sentir um peso desconhecido em cima de mim, me balançando e cutucando sem parar. Bill. Tinha acordado cedo, mas disse que estava sem sono para voltar a dormir. Insistia em me fazer ir para a piscina com ele, alegando que o dia estava lindo e que devíamos aproveitar, porque logo seria inverno.
– Dorme ai Bill. — Falei, com a voz ainda meio grogue. — Mais tarde a gente vai.
– Mas Tommiii — Fez biquinho. — Mais tarde vai ficar frio. — Resmunguei e o segurei pela cintura, prendendo-o do meu lado na cama.
Ele se remexeu, tentando se soltar. Apoiei-me em um cotovelo dizendo:
– Sabe que só vai sair se eu deixar — Sorri inocentemente, enquanto voltava a fechar os olhos e me deitar, um pouco em cima dele para que não pudesse sair de lá. — Sou o irmão mais velho, e estou dizendo que é hora de dormir.
– Mais velho dez minutos. — Reclamou com uma falsa raiva. No fundo ambos sabíamos que ele adorava ser tratado como o "irmãozinho" mais novo, sempre protegido por mim, em qualquer lugar que fossemos juntos.
Ficamos em silêncio por um tempo, imaginei que Bill já tivesse dormido. Quando éramos crianças, ele era sempre o primeiro a dormir, e eu muitas vezes ficava acordado por um longo tempo, escutando-o chamar o nome de nosso pai, e o meu.
– Tom... — Algumas coisas realmente não mudam. Continuei de olhos fechados, ja estava acostumado com isso. Senti Bill se mexer, dessa vez para perto de mim, sua respiração em meu rosto. Enfim abri os olhos, encarando-o enquanto ele também me fitava com uma expressão que eu não consegui decifrar. Continuamos nos olhando, como se subitamente os rostos um do outro fossem a coisa mais interessante do mundo... E talvez para mim fosse. Meu irmão abriu a boca, para começar a falar algo, mas eu o interrompi.
– Vamos para a piscina. — Disse me afastando da situação, antes que algo acontecesse e fosse necessário que eu me afastasse dele para sempre. — Mas não se acostume a conseguir tudo tão fácil assim, irmãozinho. Sorri enquanto me afastava para o banheiro, indo pegar as toalhas. Bill piscou algumas vezes e em seguida dirigiu-se para o seu quarto.
Quando finalmente descemos para o quintal, agimos normalmente, jogamos bola e competimos para ver quem chegava mais rápido ao outro lado (e obviamente fui eu), riamos e contávamos piadas. A situação era realmente comum para nós, o que me fez pensar se eu não estava exagerando ao imaginar coisas hoje mais cedo. Quem você está querendo enganar, Tom? É claro que estava imaginando coisas, porque você é um retardado idiota e doente que sente vontade de beijar seu próprio irmão gêmeo desde que tinha 12 anos. Por mais que eu tentasse ignorar e reprimir tudo o que eu sentia, tinha momentos em que era praticamente impossível para mim. Nesses momentos eu queria me socar mais do que tudo. É claro que eu não me afastaria de Bill por causa desses pensamentos. Isso era ridículo. Eu não perderia meu irmão por causa do meu cérebro com problemas. Foi então, aos 14 anos que decidi que o protegeria de todos que quisessem fazer mal à ele. E não eram poucos, acredite. Por causa se sua personalidade e suas roupas, era comum que vários machões da escola implicassem com ele... Era então que eu me metia na frente, defendia-o e muitas vezes apanhava por ele. Brigamos várias vezes por causa disso, Bill dizendo que poderia se defender sozinho e chorando ao ver meu estado, e eu, teimoso, sempre o mandando se calar "Sou seu irmão mais velho, idiota. Vou continuar fazendo isso, não importa o que você fale", então ele me abraçava forte, escondia seu rosto na curva do meu pescoço enquanto agarrava a minha blusa, e eu tinha a certeza de que estava fazendo a coisa certa.
Durante a tarde, o tempo começou a esfriar e resolvemos entrar em casa. Tomamos banho e enquanto Bill ia para a sala escolher um filme, fui até a cozinha fazer duas canecas de chocolate quente. Quando terminei, sentei ao seu lado no sofá, entregando-lhe a caneca e nos cobrindo com um edredom. O filme era uma comédia romântica, ri com o título, bem a cara de Bill.
– "Beijos e Confusões"? Sério Bill? Que merda. Isso parece nome de filme da sessão da tarde — Gargalhei enquanto ele me fuzilava com o olhar.
– Pra sua informação, ouvi falar que é um ótimo filme, tá? Ouvi uns caras lá da escola comentando. — Ficou emburrado e passou a encarar os créditos iniciais na tela.
– Ei, não fica bravo. — Não conseguia esconder o riso. — Era brincadeira. Ei, olha pra mim. — Fiz manha e o abracei. Ele me olhou. — Você sabe porque eu falo isso.
– Claro que sei. — Respondeu. — Porque você acha o amor uma babaquice, e que isso nunca vai acontecer com você. — Bufou irritado, revirou os olhos e balançou a cabeça para os lados, como que para espantar algum pensamento.
– Exatamente. — Bom, não tão exatamente assim. O amor para mim era mais como aquela dorzinha de cabeça chata que você prefere ignorar. Eu ignorava saindo com tantas mulheres quanto conseguia. E a parte de que isso nunca vai acontecer comigo... Bom, melhor eu me calar. — E você devia pensar do mesmo jeito em vez de ficar idealizando alguém que pode nunca aparecer. O mundo não é como nos filmes e nos livros, Bill. O mundo te engole se você não for forte. — Só agora notei que ele chorava. Passei a mão em seus cabelos e o puxei para deitar sua cabeça em meu ombro. — Desculpa. Não quis te fazer chorar. — Ele soluçava baixo e me abraçava forte, com o rosto escondido em mim. — Só queria te fazer entender que as coisas muitas vezes não são do jeito que você espera. Nada é um conto de fadas... — Bill ergueu os olhos com lágrimas e me encarou, seu rosto muito perto do meu...
– Seja meu conto de fadas... Só hoje.
Encostou seus lábios no meu devagar, enquanto milhares de pensamentos giravam pela minha cabeça, mas eu só conseguia me concentrar em um: Sua boca, levemente encostada na minha. Alguns segundos depois ele se afastou, com uma expressão de como quem se desculpa e tentou se levantar do sofá. Eu não deixei. Passei uma mão pelos seus lábios, pelo seu rosto, enxugando suas lágrimas que ainda escorriam, pelos seus cabelos e fui descendo lentamente para seu pescoço, enquanto a outra prendia sua cintura levemente.
– Bill... — Encostei minha testa na sua enquanto fechava os olhos e aproximava mais ainda minha boca da sua. Quando finalmente as duas de encontraram, não pude deixar de dar um leve sorriso... Tudo o que eu sempre quis. Nos beijávamos devagar, apenas um leve toque de línguas, que aos poucos foi aumentando. Senti meu rosto corar enquanto puxava Bill ainda mais para perto de mim, seus braços me rodeando e fazendo um carinho suave em minha nuca, descendo para as minhas costas. Céus, como eu o amava. Como eu pude viver tanto tempo sem isso?
Cedo demais nos separamos. Bill, agora com os olhos grandes e assustados e a boca vermelha entreaberta fez com que eu rapidamente despertasse das minhas fantasias e me desse conta da besteira que fizemos. Merda, éramos irmãos. Tínhamos 17 anos e eu realmente não achava que poderíamos lidar com as consequências do que tínhamos feito. Merda de novo, o que nossa mãe diria se soubesse? Como se seu pensamento estivesse na mesma linha do meu, Bill disse em um sussurro baixo, quase inaudível:
– Isso nunca aconteceu. — E eu, sem forças para dizer qualquer outra coisa, apenas assenti, com a certeza de que nenhum de nós dois esqueceríamos aquilo.
Depois disso, o dia foi um borrão confuso. Alguns minutos depois nossa mãe chegou em casa, anunciando que estava noiva de Gordon e que o conheceríamos daqui algumas horas, no jantar. Foi a gota d'água para nós. Bill surtou, e nos meses seguintes a situação só piorou, comia pouco e não falava com ninguém... Apenas comigo. O que em certo ponto foi bom, já que, se Gordon não tivesse aparecido em nossas vidas, Bill e eu provavelmente teríamos nos afastado depois do ocorrido. Mas não. Ambos sabíamos que ele precisava do meu apoio naquele momento, que precisava ser tratado apenas como o meu "irmãozinho" mais uma vez. Aquela tarde de contos de fada nunca mais se repetiu desde então...
#FIM DO FLASHBACK#
Cheguei à locadora, ainda perdido em pensamentos, enquanto olho as incontáveis prateleiras à minha frente tentando decidir qual filme levar. De repente, uma caixinha prende completamente a minha atenção... Nela lia-se "Beijos e Confusões". Sorri com a nova ideia começando a se formar em minha mente... Já fazia muito tempo...
Peguei o filme, antes que me arrependesse, passei no caixa e me apressei em ir para casa. O dia estava realmente frio. Seria o universo conspirando a meu favor? Balancei minha cabeça por conta do pensamento absurdo... Apenas o menos absurdo até agora, devo acrescentar. Abri a porta de casa e me deparei com um Bill emburrado, reclamando por não ter limões para o suco, nem pipoca e me acusando de não andar com o celular, já que, se eu estivesse com ele, meu irmão poderia ter ligado e dito para eu passar no mercado. Revirei os olhos e segui para a cozinha, indo fazer brigadeiro mesmo.
Quando terminei, voltei para a sala, coloquei o DVD e me encolhi em baixo do edredom junto com Bill. Apertei o play e os olhos de meu gêmeo se arregalaram, automaticamente encarou-me.
– Que foi, Bill? — Sorri inocentemente. — Achei que você ainda queria assistir. Já que da outra vez não conseguimos. — Dei de ombros, como se não fosse nada demais.
– Claro. — Disse rapidamente. Encolheu-se no canto do sofá e encarou a TV.
Alguns minutos se passaram, e agora se podia ver que ele estava realmente entretido no filme, e não apenas me evitando como no inicio. Aproximei-me, quase colando meu corpo ao seu e perguntei em seu ouvido.
– Quer mais brigadeiro? O seu acabou. — Ele estremeceu, e virou o rosto devagar.
– Quero... — Coloquei a colher na minha boca e me aproximei de seus lábios
– Então pega. — Nossas respirações se misturavam de tão perto que estavam.
– Tom... Isso é errado. – Argumentou, como se tentasse convencer a si mesmo. Me dei conta de que ele também queria. Meu coração rodopiou com a ideia. Bill não se afastou de mim em nenhum segundo. Seu olhar era uma súplica de que acabasse com aquilo logo. E eu fiz. Enlacei sua cintura e o beijei, sendo correspondido instantaneamente. Nossos gostos se misturavam, como eu senti falta daquilo. Bill deixou escapar um suspiro, que fez com que eu tornasse o beijo ainda mais intenso. Deitei-o no sofá, sustentando-me em cima dele, e nos beijamos novamente. Distribui vários beijos pelo seu rosto e fui descendo até seu pescoço, seus dedos se enroscaram ainda mais em meus dreads enquanto eu mordia e beijava, respirando fundo seu cheiro maravilhoso.
Os dedos de Bill, brincavam com a barra da minha camiseta, como se estivesse decidindo se devia ou não. Mordi sua orelha e falei baixo "Tira". Foi o suficiente. Jogou-a num canto e passou a arranhar minhas costas com suas unhas compridas. Ele era incrível. Tirei sua blusa também, e fiquei alguns instantes olhando suas tatuagens, aquelas que eu sempre sonhei em beijar. Aquele corpo, tão magro, e tão bonito, que nos meus mais profundos pensamentos, eu sempre quis ter. Hoje eu podia. Passei a beijar seu peito e fui descendo lentamente para a barriga, minha língua massageava cada linha de cada letra tatuada em seu tronco, até que cheguei à sua estrela. Abri sua calça para poder vê-la por completo, e rocei minha mão levemente em sua ereção. Bill arfou e enlaçou suas pernas em mim. God, como aquilo era sexy, passava meus dentes por ela, em seguida distribuía beijos próximos ao elástico de sua boxer. Sua pele se arrepiava a cada toque meu.
– Tom... — Suspirou.
– Fala Bill — Respondi com uma voz provocante. — Fala o que você quer, e eu faço... Você só tem que dizer...
Ele balançou a cabeça, negando. E eu continuei, abaixei sua boxer e passei a lingua devagar, em sua virilha.
– É isso que você quer, irmãozinho? Responde pra mim...
– Éé... — Falou arrastado, sem conseguir segurar o gemido.
– Viu, Billy? Não foi tão difícil assim, foi? Era só ter pedido antes se você queria que eu...
– Droga, Tommi, por favor, me chupa. — Arfou. Não esperei por outro pedido, minha boca foi até seu membro e eu comecei a passar a língua por toda a sua extensão, hora lambendo, hora chupando com força. Os gemidos de Bill aumentaram, e ele mordia os lábios tentando controlá-los. Eu tentava ignorar o aperto dentro das minhas calças e me concentrava apenas no trabalho que eu fazia com a minha boca. Queria levar meu irmãozinho à loucura e estava conseguindo. Alguns minutos depois, substitui minha boca por minha mão e voltei a beijá-lo, enquanto sentia-o se desmanchar em baixo de mim. Ficamos por um tempo parados, ele de olhos fechados, tentando normalizar a respiração.
POV BILL
Céus, aquilo tinha sido incrível. Os movimentos que a boca de Tom faziam em mim me levaram à loucura. Por mais que eu estivesse cansado, eu realmente queria levar àquilo até o fim. Sabia que talvez eu nunca mais tivesse uma chance como essa. Sempre amei Tom, e sempre escondi tudo o que sentia. Depois do dia em que nos beijamos pela primeira vez, todas as manhãs eram torturantes. Eu sempre acordava me perguntando se meu irmão finalmente tinha se dado conta do que fizemos aquele dia e iria se afastar de mim. Isso nunca aconteceu, ele foi o único me apoiou quando eu surtei por causa de Gordon, e isso só me fez amá-lo ainda mais.
Me virei e o deixei por baixo de mim, retirei sua calça devagar e joguei-a em algum canto, encaixando minhas pernas envolta de seu corpo, comecei a beija-lo. Dava leve mordidas em seus lábios e no seu piercing enquanto rebolava sobre sua boxer. Ele inclinava sua cabeça para trás, enquanto gemia baixo. Eu arranhava com vontade seus braços e sua barriga, enquanto Tom apertava as minhas coxas com força. Cheguei até seu membro e comecei a massagear da base até a ponta, bem lentamente.
– Billy, não me tortura assim... — Gemeu baixo.
– Tommi — Abaixei até sua orelha e mordisquei levemente o lóbulo. — Me diz o que você quer, anda.
– Eu... Ahh... — Mordeu seu lábio inferior. — Você Billy, você.
– Não entendo, Tom... Porque pede algo que já tem? — Sorri levemente. Isso bastou.
Tom me virou rapidamente, apoiando minhas costas no sofá e erguendo um pouco meu quadril. Afastou minhas pernas e começou a lamber minha entrada. Sua língua entrava, saia e dava voltas dentro de mim, fazendo com que eu me contorcesse. Aquilo era bom. Logo, senti um dedo entrando, era uma mistura de dor e prazer, Tom mexeu o dedo por um tempo, até que meu corpo se acostumasse, em seguida colocou outro, com um pouco de dificuldade. Começou a ir para frente e para trás, tocando repetidas vezes em um ponto que me fazia estremecer de prazer.
– Tommi... Eu quero você. — Pedi, apesar do medo do que viria à seguir.
Meu irmão retirou os dedos com cuidado e me beijou antes de continuar, sussurrando um "Não se preocupe. Vou sempre cuidar de você, lembra?". E começou a entrar em mim lentamente. Ao ver minha expressão de dor continuou me dando leves beijos e dizendo que logo ia passar. Acreditei nele, e me senti relaxar quando Tom passou a subir e descer a mão pelo meu membro. Depois de alguns instantes a dor praticamente não existia mais, apenas o prazer, que ia aumentando à medida que ele se movimentava sobre mim. Sentir seu corpo colado ao meu daquele modo tão intenso me fazia delirar. Eu rebolava enquanto ele estocava. Pedi por mais e Tom atendeu imediatamente, vindo com mais força dentro de mim. Senti espasmos vindo e gemi seu nome alto, ao mesmo tempo que sentia seu líquido me preencher por completo. Meu irmão caiu sobre mim, exausto assim como eu. Ergueu a cabeça e olhando em meus olhos, sorriu, eu retribuí imediatamente, passando a mão por seus dreads. Nada precisava ser dito.
POV TOM
Alguns minutos se passaram em silêncio, enquanto normalizávamos nossas respirações. Milhares de coisas passavam pela minha mente naquele momento, mas a principal delas era: Eu o amo. Olhei para o seu rosto com uma expressão serena e me senti feliz em saber que eu era a causa daquilo. Seus olhos pintados de preto estavam um pouco borrados e seus cabelos bagunçados... Como era lindo. Passei a mão no seu rosto e dei-lhe um leve beijo na testa.
– Vamos tomar um banho? — Perguntei. Bill assentiu e o puxei pela mão, aproveitando e dando mais uma olhada naquele corpo maravilhoso à minha frente. Recolhendo todas as roupas espalhadas pelo chão e subimos.
Peguei duas toalhas no armário, enquanto meu gêmeo entrava no box e ligava o chuveiro. Entrei em seguida e nos abraçamos, sentindo a água escorrer pelos nossos corpos, levando embora as provas do que tínhamos feito.
Seguimos juntos até o meu quarto. Vesti apenas uma calça larga, e Bill colocou uma camiseta minha, que mais lhe parecia um vestido. Estava perfeito. Deitamos juntos em sua cama, ele deitado em meu peito, abraçando-me barriga, e eu com um braço envolta de suas costas e o outro envolta de seu pescoço, acariciando seus cabelos molhados. Foi então que eu percebi: não importava a situação. Eu sempre o teria do meu lado... De todas as formas possíveis. Assim, adormecemos com a certeza de que ao amanhecer tudo estaria bem, ambos no lugar ao qual realmente pertencíamos: um do lado do outro.
FIM (:
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