Always Be Your Girl
1 PROLOGO
Notas iniciais
Regina e Emma viviam no mesmo bairro praticamente desde que haviam nascido, na verdade eram vizinhas na mesma rua. Sempre estudaram nas mesmas escolas, frequentavam as mesmas festas, viviam no mesmo ambiente. Eram melhores amigas. E assim foi desde que tinham 2 anos de idade quando se encontraram pela primeira vez na pracinha até os 15 anos de idade, quando a vida as “separou”. Moravam em uma pequena cidade chamada Storybrooke, Maine.
Nessas cidades pequenas geralmente todos se conhecem e ali não podia ser diferente, as duas cresceram em um ambiente tranquilo e muito feliz, rodeadas de pessoas boas e acreditavam que suas vidas seriam assim para sempre. Mas nada é pra sempre até que alguém prove o contrário.
—
Era uma manhã como outra qualquer, Regina estava sentada em um banco perto de uma grande arvore na entrada do colégio. Gostava de chegar cedo e por isso não passava na casa de Emma para irem juntas, aproveitava para revisar algumas matérias do dia anterior e ir estudando sozinha. Já ao contrário de Regina, Emma sempre aproveitava para dormir até o último minuto que podia. Mas naquela manhã especifica Regina não conseguia se concentrar em suas leituras e não sabia o porquê daquela falta de atenção e angustia. O tempo todo olhava para a rua que costumavam vir na esperança de ver Emma chegando, mas ela não aparecia. Resolveu entrar pois a aula já iria começar.
Já estava no final da aula e aquela angustia persistia. E pra ajudar Emma não havia aparecido no colégio naquele dia. Assim que saiu do colégio correu para a casa de Emma que era apenas 4 casas antes da sua. Bateu na porta e foi recepcionada por uma triste e chorosa Emma.
— Porque você não foi no colégio hoje? E que cara é essa? — A abraçando cuidadosamente.
— Vou embora. — Já dizia Emma aos prantos.
— Oi? Pode me explicar isso direito? Vai embora pra onde? Porque? — Olhando assustada para a garota chorando a sua frente.
Emma não conseguia segurar as lagrimas que insistiam em cair, não sabia como começar a contar a Regina que não estaria mais com ela todos os dias.
— Me fala alguma coisa Emma, pelo amor de Deus. — Já começando a chorar também.
— Meu pai foi promovido e nós vamos ter que nos mudar. Ele chegou ontem à noite com essa novidade e nos pegou de surpresa. Eu vou embora Regina. — A menina não conseguia parar de chorar e abraçou a amiga procurando um refúgio.
— Eu não acredito, como vou ficar sem você? — Regina já chorava enquanto a abraçava com força, agora ela entendia a angustia que sentiu durante toda sua aula.
— Regina, eu vou embora amanhã à tarde. Eu não sei ainda muito bem pra onde vamos, mas eu nunca vou me esquecer de você. — Falava segurando o rosto da amiga entre as mãos e olhando em seus olhos.
— Não esquece de mim, por favor.
— Nem se eu quisesse. — A abraçando novamente e se entregando ao choro.
As duas passaram o resto do dia juntas se revezando entre as duas casas. O clima parecia de enterro, e a todo momento elas choravam. Regina ajudou Emma a arrumar suas malas e guardar suas coisas. Seria muito difícil aquela separação.
— Regina ..
— Oi .. — A olhando enquanto se sentava na cama.
— Eu queria te dar algo, pra nunca se esquecer de mim..
— Mas eu nunca vou me esquecer de você Emma..
— Mas mesmo assim, quero deixar algo com você, quem sabe eu volte para buscar.. — Falava sorrindo mostrando uma correntinha com um pingente de coração
— Mas Emma você ama essa corrente..
— Por isso mesmo agora ela é sua, pra sempre se lembrar de mim. E também pra sempre eu me lembrar que deixei um pedaço meu com você.. — Enquanto Emma falava ela colocava a correntinha no pescoço de Regina que chorava baixinho, seu coração parecia que estava todo quebrado. Ela não estava acreditando no que estava acontecendo, estava perdendo sua melhor amiga, a única pessoa que a entendia e a amava.
Como de costume várias pessoas da cidade ao saberem da novidade se reuniram no restaurante da cidade no intuito de se despedirem dos amigos e lhes desejarem uma boa sorte na nova vida que se iniciaria no dia seguinte. As duas meninas que já não se desgrudavam normalmente, estavam mais grudadas do que nunca naquela noite. Estavam sentadas numa das mesas do restaurante dividindo uma taça de sorvete enquanto seus pais conversavam um pouco afastados dali.
— Não sei como vai ser essa separação , essas meninas se amam. — Dizia Mary já com os olhos cheios de lagrimas observando as meninas..
— No começo vai ser difícil , mas ela vão aprender a conviver com a saudade querida.. -David a abraçava pela cintura tentando consolar a esposa que sofria de ver o sofrimento da filha..
— Nós também vamos estranhar no começo, mas acredito que vamos nos sair bem, e vai ser bom para todos essa mudança, vou ter mais condições, vou poder dar um ótimo futuro a nossa filha.. — David tentava a consolar de todas as formas
— Mary vai ser muito difícil pra Regina estar longe da Emma.. – Cora falava também olhando para as meninas – Essas meninas parecem que nasceram grudadas..
Henry sempre muito calado, apenas observava toda a situação em silencio.
As meninas terminaram seu sorvete e ainda cabisbaixas saíram do restaurante e se sentaram na calçada e ficaram observando o céu, elas tinham esse habito sempre que dormiam uma na casa da outra, gostavam de ficar sentadas olhando as estrelas e imaginando como seria o futuro. E aquele momento não era diferente, elas não precisavam falar nada, o olhar das duas já dizia o quanto estavam tristes.
— Regina ?
— Oi – Olhando para a amiga
— Como vai ser daqui pra frente? – Encarando o céu enquanto algumas lágrimas escorriam timidamente
— Não faço ideia – Olhando um ponto fixo no céu
— Eu vou sempre escrever pra você, e te ligar também..
— Me promete? – Regina passou a olhar Emma com carinho e um olhar pidão
— Prometo – Abraçando Regina
Logo Henry chega como sempre silencioso e pede licença.
— Posso me sentar com vocês ? – Sorrindo carinhosamente
— Claro – falaram juntas
Henry se sentou ao lado da filha e começou a falar pausadamente olhando também para o céu.
— Sabe.. As vezes a vida nos prega peças ... Muitas vezes coisas boas, muitas vezes coisas ruins... Nesse momento eu imagino o quanto vocês duas estão sofrendo por estar se separando, mas em certo ponto vai ser boa essa mudança. – continuava olhando o céu enquanto as meninas o olhavam curiosas querendo saber onde ele queria chegar.
— Regina minha querida.. O David é um bom homem, você e toda a cidade sabe disso e por ser uma pessoa honesta e muito dedicado ao seu serviço, ele foi recompensado, o que é ótimo para a família deles... Emma, seu pai esta muito triste por te ver desse jeito, e sua mãe também esta inconsolável, pois eles querem o seu bem – falava ternamente olhando as duas garotas
— As vezes nós passamos por momentos ruins, mas é por um bem maior.. Emma, seu pai esta pensando no ótimo futuro que vai poder te proporcionar, não que ficando aqui também não seja bom .. – respirando profundamente – Mas ele pensa nas oportunidades que vocês terão em uma cidade maior.
— Mas ele sabe que eu não quero ficar longe daqui, longe da Regina – apertando a mão de Regina entre as suas
— Eu sei querida, mas a vida é assim. Eu também fico muito triste por ver vocês sofrendo com essa separação, como pai me dói o coração ver minha filha chorando assim. – falava colocando a mão sobre as mãos das meninas – Mas eu sei que tudo vai ficar bem, vocês vão poder manter contato, vão poder se falar e sempre que der vão poder se ver.
— Mas não vai ser a mesma coisa pai .
— Eu sei querida, mas tudo que acontece de ruim na vida da gente é pra melhorar.. Um dia vocês vão ficar juntas novamente – falava olhando as duas com muito carinho, suas palavras tocaram o coração das meninas como se fosse uma profecia.
— Emma, não sei por quanto tempo vamos ficar sem nos ver, mas eu prometo que vou ser sempre sua amiga e que vou estar sempre te esperando, não importa quanto tempo demore ou onde quer que estejamos – falava olhando no fundo daqueles olhos verdes que tanto amava.
— Eu prometo o mesmo Regina – a abraçando forte
Henry ficou ali sentado, sorrindo enquanto olhava as meninas. Ele sempre silencioso, saiu sem as meninas notarem. Por muito ouvir e pouco falar, desde que as meninas se conheceram, para ele, elas estavam destinadas a viverem juntas. Ele enxergava que elas eram almas gêmeas de alguma forma. E lhe doía muito ver essa separação, mas era necessária.
Aquela noite dormiram juntas na casa de Regina, como sempre faziam, mas aquela seria a última noite juntas em 15 anos, afinal no dia seguinte após o almoço Emma iria embora.
A noite passou voando e quando menos esperavam já era hora de acordar, Cora foi até o quarto da filha e as despertou com um beijo. Emma tinha que ir para casa ajudar a carregar suas coisas no caminhão que já havia chegado.
A manhã foi praticamente um velório, com as duas chorando o tempo todo. Almoçaram as duas famílias juntas numa lanchonete perto de suas casas como forma de uma despedida mais intima.
— Bom meus amigos, foi ótimo almoçar com vocês e foi ótimo conviver com vocês todos esses anos, mas chegou a hora, temos que ir pra não chegar muito tarde na nossa nova casa – Dizia David já se levantando da mesa
As meninas se olharam desesperadas.
Cora, Henry, Mary e David se despediam já na rua enquanto as meninas estavam abraçadas se despedindo ao lado do carro. Estavam abraçadas, os corações acelerados e chorando silenciosamente. Não era necessário palavra alguma aquele momento, até que ouviram David pedindo para Emma entrar no veículo.
Se olharam e sem querer falaram ao mesmo tempo
— Me espera – sorriram quando viram que falaram juntas e se abraçaram novamente. Quando se abraçaram parecia que algo queimava dentro do peito de ambas e mais uma vez falaram juntas, mas dessa vez em forma de sussurros
— Eu te amo .. – se olharam assustadas e ainda sorrindo.
Emma entrou no carro com seus pais e foram embora dali, deixando para trás uma Regina chorosa abraçada aos pais.
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