Emma chegou na editora com um menino muito curioso, já livre do gesso ele tentava correr para todos os lados, mas sempre era repreendido pela mãe que ria das caretas que ele fazia. Quando entrou na sala dela, ele ficou de boca aberta, era uma sala muito ampla e bonita e tinha uma vista linda da cidade. Sentou-se na cadeira da mãe e disse que ele era o editor naquele dia. Emma achava graça de tudo. Pegou o telefone e chamou o amigo para ir até lá dar boas vindas ao novo editor.

Gold chegou na sala e viu o menino sentado na cadeira de Emma enquanto ela lia alguns papeis na cadeira da frente, achou engraçado a postura que o menino tinha.

— Boa tarde senhor editor – Gold falava divertido

— Boa tarde Tio Gold – Henry falava animado

— Boa tarde Gold – Emma Ria – hoje ele foi tirar o gesso da perna e eu o trouxe pra conhecer o meu trabalho, o da Regina ele já conhece né.

— Fez muito bem em trazer ele até aqui, esta gostando Henry?

— Sim, mas eu só vi aqui por enquanto – fazendo careta

— Então vem, vou te levar pra conhecer tudo enquanto sua mãe trabalha

— Posso ir mãe? – ele perguntava a Emma

— Claro, mas se comporte viu, e nada de correr – lhe dando um beijo na testa

— Pode deixar Emma, não vou deixar ele por fogo na editora – rindo e pegando a mão do menino

Os dois foram andando pela empresa e Gold ia lhe mostrando tudo, explicava o que cada pessoa fazia ali e que revista era cada sala. Quando alguém o parava e perguntava quem era, ele falava cheio de orgulho que era Henry Swan Mills, filho de Emma e Regina. Não tinha uma pessoa que não se encantasse com o pequeno. Gold se sentia o vô babão e enxia o menino de mimos.

Meses depois

Depois de algum tempo finalmente tinha chegado o grande dia. Era o dia do casamento delas e ambas estavam muito nervosas e ansiosas, reservaram um dia num spa para se preparar para a noite. Henry tinha ficado em casa com as avós e o vô. Estava se divertindo, mas também estava nervoso, afinal ele entraria com as alianças e queria que tudo fosse muito lindo. Sabia que aquele dia era muito importante para as mães. A avó Mary ficava o mimando, enchendo de carinhos e apertões na bochecha, a avó Cora já era uma pessoa mais reservada, mas mesmo assim amava muito o neto e torcia muito pela felicidade da filha. O avô David queria ensinar de tudo para o menino, prometia leva-lo para viajar nas férias e ensinar muitas coisas de homem. O menino amava aquilo, pra ele que nunca tinha tido uma família, agora tinha uma família grande e que o amava.

Henry andava de um lado para o outro em seu quarto, estava ansioso demais e muito nervoso, tinha medo de tropeçar ou deixar as alianças cair. Estava treinando como andaria até as mães, só de imaginar o momento ele já suava frio.

No spa Emma e Regina estava juntas o tempo todo, faziam tudo que tinham direito, estavam muito felizes e não viam a hora de dizer sim uma a outra, um sim que duraria para sempre. Só se separariam no Spa na hora de colocar os vestidos e se arrumar, cada uma iria em um carro diferente, queriam deixar a surpresa de se verem prontas só na hora certa. Conforme as horas iam passando, mais ansiosas elas ficavam, sabiam que seria tudo perfeito e que nada nem ninguém poderiam estragar a felicidade delas.

A noite chegava calma e aos poucos o salão mais badalado da cidade ia ficando cheio de pessoas queridas, pessoas que presenciariam uma linda união. Henry havia chegado com as avós e estava nervoso. Usava um terno preto com uma flor na lapela, no bolso levava a caixinha com as duas alianças. Sentia seu pequeno coração bater forte, sabia da importância daquele dia na vida das mães.

O avô David havia ficado la fora para entrar com Emma, e Gold entraria com Regina. Os dois esperavam os carros chegarem ansiosos. Dentro do salão a decoração era impecável de e de extremo bom gosto. Tudo decorado com flores brancas e folhagem natural. Estava tudo iluminado a meia luz, e tocava uma musica tranquila recepcionando os convidados. Na porta do salão também havia muitos fotógrafos, todos querendo registrar o casamento do ano.

Logo que o carro de Emma apareceu na rua, já foi dado o sinal que a primeira noiva tinha acabado de chegar, ela entraria primeiro com o pai , depois Regina entraria. O coração de Emma parecia que ia sair pela boca, em sua cabeça se passava um filme daqueles últimos meses. Desde o reencontro com o grande amor de sua vida, até agora. Quando o carro estacionou e ela viu o pai ali a esperando, sentiu o coração dar mais um pulo. Havia chegado a hora.

Foi recebida por seu pai que estava emocionado, ele a ajudava sair do carro com cuidado.

— Você esta maravilhosa filha – lhe segurando pelo braço

— Obrigada pai – sorrindo

— Muito nervosa?

— Demais – rindo – da pra perceber?

— Da – rindo também – Mas fique tranquila, sei que hoje é um dia muito importante pra vocês e sei o quanto vocês se amam, eu só quero que você seja muito feliz e espero que um dia você me perdoe – ele falava lhe olhando com carinho

— Perdoar o que pai?

— Me perdoar por ter te separado de Regina quando vocês eram mais novas, por ter te levado pra longe dela, sei o quanto foi difícil pra você, sei o quanto sofreu.

— Não tem porque pedir perdão pai, você fez o que era certo, eu sofri muito sim, mas hoje eu estou me casando com a mulher da minha vida, nós nos reencontramos, temos um filho lindo e hoje eu sou a mulher mais feliz desse mundo – sorria

— Eu fico mais aliviado por ouvir isso, não sabe o quanto. Mas enfim, chegou a hora, vamos entrar? Logo Regina chega e acho que você não vai querer receber ela na calçada né – rindo

— Não mesmo, vamos entrar.

Ao sinal do cerimonialista uma musica calma começou a tocar, as portas se abriram e Emma apareceu de braços dados com o pai. Henry não acreditava no que via, sua mãe estava maravilhosa. Emma usava um vestido branco longo de uma manga só, a manga era comprida e o vestido era ao mesmo tempo simples e perfeito. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo e sua franja muito bem feita dava um toque de graça ao penteado. Nas mãos levava um buque de flores brancas como a decoração. Seus olhos estavam bem marcados e seus lábios vermelhos. Todos a admiravam não apenas por ser quem era, mas sim pela pessoa que era no intimo pela pessoa maravilhosa que sempre foi.

David a levou até ao pequeno altar que estava arrumado com um juiz esperando para oficializar a união, Emma ficou ali a espera da amada que já devia estar chegando.