Notas iniciais
Bom dia amiguinhos ja estou aqui !!! Espero que estejam gostando de tudo até aqui, prometo que hoje posto até 3 capítulos, sei que vocês gostam. Eu fico imensamente feliz com o feedback de vocês nos comentários, gosto quando me mandam comentários gigantes falando sobre o que sentem, suas emoções com relação a fic. Fico muito grata por isso, de coração. Fico sempre ansiosa a espera de comentários.. Sei que ta todo mundo ansioso pelo pedido né, mas calma é hoje.. Aproveitem a leitura..

Emma estava sentada em seu sofá pensativa, já era tarde da noite e não sabia o porquê ainda não tinha conseguido dormir, já havia tomado seus remédios, comido e nada de sono. Ficava encarando a parede a sua frente e pensando no grande e importante passo que daria dentro de alguns dias, sabia da responsabilidade que tinha e sabia que Regina também era uma pessoa muito responsável. Queria que tudo fosse perfeito e ser perfeccionista as vezes lhe rendia noites em claro, pois queria que tudo fosse exatamente do jeito que planejava. Com relação ao pedido, em seu coração já estava mais do que certa, na verdade como Gold tinha lhe dito, já tinha passado da hora. Era formada, tinha um emprego maravilhoso, uma mulher maravilhosa que a amava e já tinha 30 anos nas costas, já estava na hora de se casar. Tinha medo de não conseguir ser uma boa esposa, tinha medo de falhar e não dar a atenção necessária a Regina em algum momento, eram tantos questionamentos, mas tinha tanta certeza que queria aquela mulher pra sempre. Estava ficando louca e isso não passaria até Regina lhe dizer sim.

Ligou a TV na esperança de encontrar alguma coisa para assistir já que seu sono havia desaparecido, ficou zapeando os canais quando viu um canal infantil, passava uma propaganda de um brinquedo, algo como uma pista de corrida. No mesmo momento se lembrou do pequeno que tinha lhe interrogado e do pequeno que Regina tinha operado, será que seriam a mesma pessoa? E porque se sentia tão preocupada com uma criança que nem conhecia? Já não bastava o tanto de coisas que tinha em sua vida e na sua cabeça no momento, teria que ficar pensando agora em um menino que nem sabia o nome? Achou melhor desligar a TV e se afundar em sua cama, quem sabe o sono chegaria.

Regina acordou cedo, cuidou de suas plantas e de seu preguiçoso gatinho que estava esparramado no sofá, ele dormia sempre de algum modo engraçado e era motivo de riso para a morena. Ficava tão pouco em casa que as vezes se sentia triste por deixar seu pobre bichinho sozinho, mas quando via a folga como ele dormia sabia que ele não ligava nenhum pouco, desde que tivesse comida e uma almofada onde dormir, ele estaria bem. Tomou seu banho, se arrumou e foi logo para o hospital, queria ver o pequeno paciente antes de suas consultas e sabia que sua agenda estava cheia aquele dia.

Entrou no quarto com cuidado para não acordar o menino e foi surpreendida por ele fazendo um gesto de silencio para não acordar a senhora que estava sentada no sofá. Regina achou graça daquilo e se aproximou da cama.

— Bom dia querido, como se sente? – lhe fazendo um carinho nos cabelos

— Estou bem e você? – sorrindo para ela

— Também estou muito bem, já está acordado faz tempo?

— Um pouco, cansei de dormir – fazendo careta

— Imagino, deve ser muito chato ficar dormindo o dia todo e sem poder brincar, mas logo você pode ir pra casa.

— Eu não tenho casa, moro num orfanato, não sei se pode ser chamado de casa mesmo. – parecia um pouco triste

— Ei, claro que é casa. Não é uma casa convencional, mas é onde você vive e é onde tem alguém pra cuidar de você.

— Eu sei, sei que se preocupam comigo – olhando para a senhora que ainda dormia tranquilamente – Mas eu queria ter uma mãe.

— Você é um menino tão lindo, logo alguém vai te adotar, não se preocupe – sorria para o garoto enquanto sentia seu coração se apertar aos poucos

— Ninguém me quer, preferem os bebês. E quando eu era bebê, ninguém me quis – parecia que seus olhos estavam se enchendo de lagrimas

— É porque são bobos, mas logo você encontra uma mãe que te ame muito e que cuide de você com todo amor que merece – agora eram seus olhos que se enchiam, lhe beijava a cabeça suavemente para que o menino não visse as lagrimas que teimavam em escapar.

— Você acha mesmo?

— Claro – sorrindo – Bom agora eu tenho que ir, tenho que ver mais alguns pacientes, mas ainda hoje volto pra gente conversar mais um pouco ta bom?

— Tudo bem, só não demora muito ta.

Se despediram e Regina saiu do quarto se segurando para não chorar, devia ser muito triste ser sozinho no mundo, sentia seu coração apertado. Como alguém podia ter abandonado um anjo como aquele garoto? Achou melhor ir logo para seu consultório, precisava ocupar sua mente e tentar não pensar tanto na situação daquela criança.

Assim que havia atendido todos seus pacientes Regina resolveu dar mais uma olhada no menino, quando entrou no quarto a senhora se preparava para lhe dar a refeição. Os olhos dele brilharam ao ver Regina entrando no quarto e ela não pode evitar sorrir ao ver o menino novamente. Viu que a senhora ainda estava com as mesmas roupas de antes e deduziu que ainda não tinha ido descansar, se prontificou a cuidar dele para que ela pudesse pelo menos tomar um banho e comer algo fora dali. A mulher se recusava, não queria dar mais trabalho para a médica, mas Regina insistiu com a senhora que já estava cedendo quando Henry disse que ficaria bem, que ela não precisava se preocupar. Com a promessa de que logo voltaria, a senhora se retirou deixando Regina tomando conta do pequeno paciente.

— Vai me dar comida na boca? – falava enquanto ria

— Sim, vou cuidar de você – fazendo aviãozinho com a colher – abre a boca

— Eu não sou um bebê – rindo ao ver o que Regina fazia.

— É um bebê sim e eu vou cuidar, agora abre a boca – rindo também enquanto o menino mastigava a comida

— Essa comida é esquisita – fazendo uma cara feia

— Realmente, comida de hospital é bem sem graça, mas tem que ser assim, você ainda está se recuperando

— Quando vou poder comer comidas com gosto de comidas?

— Quando eu te der alta e você for embora.

— Eu não quero ir embora – cruzando os braços

— Porque não quer ir embora? – deixando a colher na bandeja e cruzando os braços também

— Porque aqui eu posso te ver e você é tão legal comigo, la no orfanato eu vou continuar sozinho e não vai ter ninguém me dando comida na boca e me chamando de bebê.

— Awn meu querido – o coração de Regina a cada momento se derretia mais e mais pelo pequeno garoto – Eu prometo que eu vou te ver assim que eu puder

— Você promete mesmo? De verdade verdadeira? – seus olhos brilhavam

— Prometo, e se me deixarem posso até te levar para comer alguma coisa realmente gostosa – sorrindo enquanto lhe fazia carinho e pegava de volta a colher – não sei como funcionam essas coisas, mas vou me informar pra te visitar e te levar pra passear

— Você é muito legal sabia? Queria que fosse minha mãe – abrindo um enorme sorriso – Você cuidou de mim quando cheguei, e agora ta aqui cuidando de novo.

— Eu, sua mãe? – parecia que tinha levado um tiro no peito, ele havia sido bem direto com aquelas palavras, a cada segundo ganhava mais e mais seu coração, se ela não conseguia dar atenção e cuidados para um gato, imagina uma criança.

— Sim, você seria uma ótima mãe, você sabe cuidar bem de mim

— E você como um filho me parece ser bem espertinho, ta ai conversando e não ta comendo – oferecendo mais uma colherada

— Poxa você é bem esperta, parece mãe mesmo – rindo

O tempo passou voando ali naquela brincadeira e conversa, Regina realmente estava encantada com o menino. Assim que ela encontrou Emma na academia não conseguia falar em outra coisa, contou toda a conversa que teve com o menino pra ela, desde a que teve de manhã e a da tarde. Emma via em seus olhos o encanto com que falava do menino, e de certa forma também se empolgava com o assunto, não sabia o porquê, mas desde que ela tinha lhe contado do menino no dia anterior, se pegava pensando nele, mesmo sem conhecer. Se uma criança de 6 anos podia fazer Regina feliz daquela forma, já a deixava muito feliz também, adorava ver o lindo sorriso de sua menina.

Notas finais
Gostaram? Como uma criança de apenas 6 anos pode tocar tanto uma pessoa? O quanto o pequeno vai mexer com essas duas? Quero comentários para o próximo capitulo.. Bjoss