Always Be Your Girl
12 Cap 11
Notas iniciais
Quando decidiram levantar da cama e tomar um banho já estava a noite, ficaram brincando um pouco no chuveiro enquanto tomavam banho e trocavam caricias, o dia tinha passado tão rápido e no dia seguinte tudo voltaria a sua rotina normal. Regina já estava falando de ir embora, mas Emma não queria deixar, pelo menos não antes de comer algo, haviam passado o dia na cama e apesar de ter muita “comida” não tinham comido nada de fato.
Emma pegou o celular e pediu sushi para as duas, e enquanto esperavam ficaram na sacada olhando a cidade. Regina estava encantada com a vista e com as luzes daquela cidade imensa que tinha aprendido a amar e onde tinha reencontrado seu amor. Não demorou muito até a comida chegar. Colocaram uma toalha na mesinha de centro da sala mesmo e comeram por ali.
— Nossa esse sushi está maravilhoso – Regina falava enquanto colocava mais um na boca
— Foi o primeiro restaurante que descobri quando cheguei e viciei, sempre que dá tempo eu peço – comendo também
— Por falar em tempo – limpando a boca – a senhorita não se esqueça que tem exames para fazer e não é a correria que vai te impedir de fazer viu – a olhando séria – Quero que até o fim da semana esteja com os exames feitos pra gente marcar uma outra consulta
— Sim senhora doutora Regina Mills, providenciarei isso o mais rápido possível – falava fazendo pose de séria o que fez Regina rir – Tem algum laboratório de confiança pra me indicar?
— Tenho sim, mas depois te passo o endereço porque não tenho aqui comigo. Quando chegar em casa te mando por sms.
— Ta bom, se der tempo amanhã mesmo já vou fazer os exames. – fazendo uma careta – Pior é que amanhã vai ser a maior correria, o lançamento ta logo ai e eu to ficando louca
— É vai ficando louca que vai enfartar, sei das suas responsabilidades, mas não quero ficar viúva aos 30 anos não – cruzando os braços – então manera ai na loucura ta bom?
— Ow minha linda, não vai ficar viúva não – a abraçando – só entende que isso é muito importante pra mim e eu sempre quis isso. E consegui realizar meu sonho e quero muito dividir com você.
— Eu sei, eu entendo e respeito, mas se cuida ta – lhe dando um selinho
— Me cuido pra você, fica tranquila...
Ficaram por ali conversando e comendo por mais um tempo até que Regina decidiu ir embora, pois trabalharia cedo no dia seguinte. Emma a levou até sua casa e foi muito difícil para as duas se despedirem, mas sabiam que não seria mais uma separação longa, que logo iriam se ver de novo.
Antes de deitar Emma estava na frente do espelho passando seus cremes quando percebeu seu pescoço todo marcado por chupões e seus seios também. Riu se lembrando do motivo das marcas e a saudade apertou um pouco o peito. Se jogou na cama e mandou uma mensagem para Regina.
“Agora que me dei conta que to toda marcada no pescoço, vai ser interessante trabalhar assim amanhã, a Manhattan inteira vai querer saber com quem dormi...”
Ficou rindo quando chegou a resposta
“Meu Deus! Me desculpa amor, esqueci completamente que é uma pessoa pública e te deixei toda marcada. Que vergonha...”
“Não precisa ter vergonha linda, adorei ver as marcas e lembrar como foram feitas. Alias já estou com saudade. E as marcas vão mostrar que tenho dona...”
“Ah se for assim, se é pra mostrar que tem dona, da próxima vez eu capricho mais...”
O tempo foi passando e ficaram ali trocando mensagens até o sono bater em ambas e se despedirem. Estavam se sentindo num sonho, mas logo seria segunda feira e a realidade bateria na cara das duas.
—
Emma entrou no andar de sua sala e sentiu que todos os olhares estavam sob ela. Usava uma saia midi preta, camisa de seda azul com os botões até a altura do colo abertos e todas as marcas em seu pescoço ficavam em evidencia. Ela caminhava até sua sala cumprimentando a todos com um leve sorriso no canto dos lábios.
Quando entrou em sua sala se lembrou da quantidade de coisas que tinha para fazer naquele dia ficou ali entretida em sua montanha de afazeres.
Regina tinha entrado no hospital mais cedo que o normal, precisava ver alguns pacientes e como não tinha ido no domingo, achou melhor chegar mais cedo. Chegaram algumas emergências e isso lhe deixou bastante ocupada, amava seu trabalho e se jogava de cabeça nele.
—
Passava um pouco das onze da manhã quando Emma se lembrou que precisava fazer exames, ligou para sua secretaria e pediu a ela que marcasse algum horário, passou o telefone a ela e deu as instruções. Voltou ao seus papeis quando ouviu sua porta de abrir e leve batidinhas, era Gold.
— Posso entrar? – com a cabeça pra dentro da sala
— Claro – se acomodando em sua cadeira e sorrindo
— Vejo que esta muito feliz... – se sentando a sua frente
— Muito feliz mesmo – abrindo o maior sorriso
— E vejo também que esta toda roxa, ou foi agredida ou o final de semana foi muito bom – rindo
— Olha – rindo também e passando a mão pelo pescoço – digamos que eu tenha que te agradecer muito por duas coisas
— Me agradecer? – confuso
— Sim. Primeiro por ter insistido pra eu ir naquela festa e segundo por me passar o endereço do hospital – sorrindo e mexendo as sobrancelhas em sinal de “adivinhe”
— Não! Não me diga que – sorrindo espantado
— Não digo ...?
— Ah não me diz sim que eu to curioso e confuso desde a festa – se acomodando na cadeira e cruzando os braços – conta tudo que eu to curioso
— Passei um final de semana maravilhoso, com a doutora mais linda de Nova York – sorrindo
— Isso eu já percebi, mas quero detalhes
— Claro que os detalhes meeesmo eu não vou contar né – rindo – mas vou te explicar tudo porque imagino sua confusão desde a festa.
Emma começou a contar toda a história a Gold que a cada palavra ficava mais e mais surpreso, contou tudo desde crianças, a separação, o descobrir do sentimento e o reencontro. Contou também como foi a conversa depois de 15 anos, a cada coisa que falava Gold vibrava como um adolescente que recebia uma boa notícia.
— Querida, eu nunca imaginaria uma história dessas, conheci você a pouco tempo, mas já conheço a Regina a algum tempo e nunca imaginaria isso.
— Pois é, a gente só conhece a vida das pessoas superficialmente – fazendo uma careta
— Realmente – estava surpreso – Mas fico muito feliz em saber que depois de 15 anos se encontraram e graças a mim – sorrindo – indiretamente ajudei nisso e fico muito feliz e faço muito gosto desse namoro
— Muito obrigada, sou eu quem fico feliz em ouvir isso – sorrindo e lhe segurando a mão
— Espero ser o padrinho dessa união em – sorrindo
— Não há dúvidas de que será...
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