Notas iniciais
Olha quem voltou!! Klaroline como prometido!!!!!! Espero que apreciem, e se não for incomodo COMENTEM u.u

Depois de fazer votos de felicidades aos noivos, Caroline arrastou Damon para pista de dança. Não queria passar a impressão de estar sozinha e muito menos dar a chance dele se aproximar.

– Você está tentando me usar para fazer ciúmes para Klaus? – Damon riu.

– Estou dançando com você. – ela deu de ombros, pensando se estava dando certo.

– Pois, eu prevejo alguém explodindo rapidamente. – Damon riu debochado.

...

– Vai esperar mais quanto tempo? – Kol incentivou Klaus.

– Vá caçar alguém pra atormentar? Onde está Melina?

– Tem razão, acho que eu vou ficar com a minha garota, enquanto você observa a sua nos braços de outro. – Kol escapuliu, antes que Klaus lhe desse um bofetão. Esse por sua vez não esperou muito mais, foi até a pista parando ao lado do casal.

– Posso? – olhou Damon, disposta a arrancá-la dos braços dele, caso ele negasse.

– Não. – Caroline respondeu.

– Claro. Não me decepcione. – Damon sussurrou a ultima parte apenas para ela.

– Achei que estaria em outro casamento. – Klaus pegou a mão de Caroline e ajustou a outra na cintura dela.

– Estava. – decidiu responder com duas ou menos palavras.

– Tem certeza? Porque algo me dizia que você só estava arranjando um desculpa para me evitar.

– Acertou meu caro. – droga três palavras. Caroline se repreendeu.

– Não tinha outro casamento? – perguntou.

– Pergunte a qualquer um. – deu de ombros desistindo de ser econômica – E sim eu estava te evitando. – o perfume dele estava entorpecendo seus sentidos. O mesmo perfume que comprara para borrifar em seu travesseiro. Prosseguiu resignada a não encará-lo.

– Você está deslumbrante – Caroline usava um modelo tomara que caia godê, amarelo bebê, saltos brancos.

– É algum tipo de piada? – questionou revirando os olhos e o encarando, tanto porque seu modelo combinava perfeitamente com o casamento de Jenna e Ric, mas com toda certeza não impressionava naquela cerimônia cheia de convidados vindos de Nova York, Nova Orleans, Londres dentro de um evento tão luxuoso.

– Dizer que você é deslumbrante? –combinou um sorriso de canto, ao um cenho franzido de forma debochada.

– Sério... – se exaltou – Pare!

– Certo! Outra maneira de dizer que precisamos conversar. – ficou sério.

– Conversar? Deixe me ver, você não está um tanto atrasado?

– Estou? –levantou as sobrancelhas. – Só porque não costumo criar expectativas? Gosto que as coisas aconteçam ao seu tempo, naturalmente. – alguns interpretariam como um comentário sábio, no entanto ela sabia que Klaus estava sendo pretensioso. Talvez agora as palavras que soaram românticas, fossem apenas seu ego dizendo que ele sempre comandava tudo.

– Gosta que as coisas aconteçam do seu jeito. – ela ressaltou deixando um pouco de sua irritação vir à tona. – Não tente parecer casual, e me solte, pois já deu por hoje.

Saiu apressada de perto dele, tentando ir embora da festa. Mas sabia estar em desvantagem afinal viera no carro de Damon. Assim que saiu do lado de fora, pretendia arrancar os saltos e se empenhar numa corrida. Klaus a agarrou pela cintura suspendendo seus pés da calçada por um instante, levando-a para a lateral do salão, longe da vista de qualquer convidado.

– Me solte. – ela se debateu irritada. Mas Klaus só a colocou no chão depois de encostá-la a parede e estender um baço de cada lado, para que ela não escapasse. Em vez de dizer alguma coisa, ele continuou a encarando, então ela virou seu rosto encostando a bochecha na parede gelada.

Não consigo tirá-la do pensamento/ Já tentei de tudo pra ser um homem forte

Já me enlouqueci/ Desejando poder tocar seu rosto

Mas a verdade permanece a mesma.../ Você se foi... Foi...

Baby, você se foi...


– Vamos estrelar um filme mudo?!- ironizou a loira, usando o pouco de controle que tinha.


Caroline eu te amo. Por que é tão complicado entender? – ela continuou do mesmo jeito. — Sweet, amo com cada segundo do meu dia, com cada canto da minha mente. – a doçura de suas declarações não era combinada ao tom meloso e sim a raiva.

Caroline mordeu o lábio inferior na tentativa de não chorar.

– Olhe pra mim! – pediu ele de maxilar travado.

Por que sempre que você não pode parecer fraca, as lágrimas insistem em aparecer?

– Me deixe ir. – ela pediu, ainda pensando nas palavras deles, as mesmas que a motivara por tanto tempo, e que naquele momento apenas pareciam vagas e sujas. Espalmou as mãos no peito dele, tentando afastá-lo, mas não conseguiu, ele era forte. — Você é um grande mentiroso.

– Eu não menti. – seu tom duro e raivoso fez Caroline fechar os olhos e se encolher. – Não se preocupe amor, você sabe que não vou machucá-la.

– Você já fez o bastante. – respondeu tentando transparecer frieza que o momento exigia.

– Eu fiz mais do que o bastante. Eu mostrei bondade, piedade, perdão, por sua causa Caroline. Foi tudo por você. – devolveu. Não deixaria nem mesmo Caroline pisoteá-lo.

Ela engoliu em seco, tentando se lembrar de tudo que prometera dizer. Tudo que precisava ser dito.

– Eu sinto falta do seu beijo – disse, ao invés de falar sobre as ligações não retornadas, o bilhete dele, a morte de Mikael, a demora, a frieza que lhe demonstrara no shopping, ela disse a verdade. Também ela estava tão próxima dos lábios dele, tão próxima dele. Ele finalmente estava ali, algo que ela tanto desejara. Não teve muito tempo pra se corrigir, Klaus deslizou sua mão, pelo ombro, pescoço e aproximou suas faces, fazendo que a pele dela pinicasse sob a respiração dele.

Bocas próximas... Corações tão acelerados... Saudade tão presente.

Tal como uma fagulha que gera um incêndio, no instante que os lábios se encontraram, ambos foram consumidos.

Com o beijo seu coração e mente se aqueceram. Um sentimento de felicidade, de acerto, de preenchimento tomou conta dele. Ele prendeu a nuca dela numa carícia, e a cintura em um gesto saudoso. Pressionando-a ainda mais contra a parede gelada.

As mãos dela, que meio minuto antes o afastava, agora parecia querer fundi-lo a si, Caroline pressionou suas mãos nos ombros dele continuamente, enquanto a outra mão ia brincar no cabelo dele. Ela acabou ficando nas pontas dos pés, tornando o beijo um pouco violento. Os dois transferindo para o ato, toda frustrações, todos os desencontros, raiva, medo, saudade, incerteza, amor... Se punindo mutuamente.

– Crianças, vão brincar entre quatro paredes. – Kol provocou. Klaus e Caroline se afastaram, Melina surgiu atrás de Kol, tentando arrastá-lo.

– Desculpe – disse constrangida. Já ele riu e piscou sugestivamente, levantando o polegar num sinal de positivo.

– Quer sair daqui? – Klaus apoiou o queixo no ombro de Caroline.

– Pensei que nunca perguntaria. – ela mordeu o queixo dele de leve e sorriu, apertando os lábios na bochecha dele.

...

E eu tomarei você em meus braços (...)/

E te guardarei exatamente no lugar onde você pertence, (...)

Até o dia que minha vida tenha terminado.

Isto eu prometo a você...


Caroline quase não teve tempo de fechar a porta de sua casa, Liz ainda estava fora, e ela não conseguia pensar em um lugar melhor para sua reconciliação. Klaus passou suas mãos pelo quadril dela, girando-a pra si. Ambas as respirações tornando-se mais curtas e as batidas dos corações mais rápidas. Os olhares ligados, de uma forma que chegava a doer. Então ela foi em frente o beijando. A explosão de cores e sensações foi ainda mais forte do que o beijo dado há pouco. Prendendo a mão nos cabelos dele mais uma vez, enquanto deslizava o paletó com a mão livre de encontro ao chão. Ele alternou os braços para segurá-la e ao mesmo tempo deixar a peça sair de si. Caroline empurrou a porta de seu quarto, antes que passassem por ele.


O beijo se tornando cada vez mais intenso, mas íntimo. Klaus esquadrinhava a boca dela com ímpeto, querendo desvendar cada segredo, e ela estava afoita para que ele o fizesse.Cairam juntos sobre a cama. Klaus levantou a cabeça, soltando os lábios dela, seus olhos escurecidos pelo desejo. Ela alcançou a botões da camisa, puxando-a até que ela houvesse passado pelos ombros dele, revelando o abdome chato e perfeito.

Caroline. – a voz dele atacou-lhe os ouvidos. Enquanto ele arrastava seu vestido para jogá-lo longe. Ela se sentiu viva, livre, dolorida, faminta quando as mãos deslizaram pela lateral de seu corpo em trajes íntimos.

A espera havia sido longa e dolorosa, mas naquele instante ambos sabiam que havia valido a pena, então seguiram em frente.

...

Agora todas as minhas esperanças e sonhos/De repente são realidade

Você abriu meu coração pra sentir /Um tipo de amor que é verdadeiramente real

Uma luz guia que nunca se apagará/ Não há nada na vida que eu trocaria

Pelo amor que você dá não desistirei/ Eu espero que você sempre saiba


Caroline acordou sem abrir os olhos, e sentiu o peso de um braço em sua cintura. Ela não precisava se esforçar pra saber quem era. Por isso um sorriso preencheu-lhe a boca e a alma. Finalmente abriu os olhos, encontrando Klaus adormecido, lábios entreabertos, e um ronco baixinho. Ela se deu conta que com os anos aquilo podia tornar-se irritante, mas naquele momento parecia uma espécie de música aos seus ouvidos.


Com os anos? – riu do próprio pensamento, dando-se conta do quanto estava ansiosa por aquilo. Mas dessa vez, tinha certeza que podia planejar algo para muito além daquele dia. Ela se livrou do braço dele com delicadeza e abraçou as pernas, pousando a cabeça sobre os joelhos e continuando observá-lo, ali em sua cama coberto com seus lençóis. Em pensar que Klaus estava em sua minúscula casa.

Observá-lo parecia algo totalmente diferente, talvez isso estivesse relacionado a ser a primeira vez que ela despertava antes dele. Caroline se sentiu de volta ao ensino médio, ou mesmo a faculdade. Quando passava dias seguidos estudando algo, e ao chegar à prova se esquecia de quase tudo. No entanto as respostas estavam lá, ela só não conseguia acessá-las. Assim ela se sentia sobre Klaus. O tempo que passara juntos antes da separação eram as respostas que ela não conseguia acessar quando estava longe dos olhos dele. No entanto ela sabia, e agora parecia ter tirado o primeiro lugar.

Sem muita certeza se passara um minuto ou uma hora observando, ela o viu acordar. Abrir os olhos e esconder o rosto no travesseiro. Caroline acariciou os fios dele, até ele se virar pra ela.

– Prefiro acordar primeiro. – confessou.

– Sinto muito meu caro, mas talvez eu também queira o privilégio de vê-lo dormindo.

– Podemos ver isso amanha, e depois de amanha, e semana que vem, e o ano que vem – sorriu se levantando e beijando sua testa, como se de alguma forma tivesse ouvido seus pensamentos quanto ao futuro.

– Melhor ligar pra sua família, há pelo menos duas dezenas de mensagens e ligações. Eu acabei enviando uma resposta estou bem, ligo depois.

– Estou ótimo, diga-se de passagem. – ele pegou o celular levantando o peso do corpo com os cotovelos. Digitou alguma coisa e levou o aparelho ao ouvido, não demorou muito – Sim mãe eu estou bem. Estou na cidade... Não... Não... Estou com a mulher da minha vida... Até mais... – desligou o aparelho e virou o corpo apoiando o cotovelo no cochão e a cabeça na mão.

– Eu realmente ouvi isso? – ela sorriu beijando-lhe os lábios.

– Talvez. – ele se sentou ainda sem desgrudá-la de si.

– Se você tivesse demorado mais, eu juro que lhe daria um belo cruzado de direita.

– E acabaria com a minha carreira no futebol.. – disse sério.

– Você?... Você joga futebol? – aquilo era engraçado.

– Não, mas não poderia mais jogar, se ganhasse um cruzado de direita. – brincou.

Caroline riu contrariada, Klaus tinha humor e um dos mais deliciosos.

Caroline sentiu seu estomago roncar, e resolveu preparar o café, já que ele confessou estar faminto. Havia largado o casamento, antes mesmo de provar as entradas. Além do mais a refeição era o momento que eles usariam pra esclarecer tudo o que não havia sido dito. Afinal eles não haviam esclarecido nada, além do fato de se amarem.

Ela saiu da cama vestida em seu pijama, e Klaus vestiu apenas a calça e seguiram para cozinha. Enquanto Caroline pegava tudo para preparar a mesa, encheu Klaus de perguntas. Que narrou os acontecimentos desde o dia que ela deixara Londres, a chegada dos irmãos. Contou sobre Mikael e sua carta, sobre Esther, Elijah, Kol e até mesmo Rebekah ficarem insistindo para que ele fosse atrás dela. Depois confessou que acreditava que Caroline havia se arrependido sobre ele.

A loira ficou feliz em saber que ele também sentira sua falta, mesmo sabendo no fundo que aquilo era verdade, ela chegara a duvidar por um breve espaço de tempo.

A conversa fluía de maneira incrível, no fundo ambos temiam aquilo, mas depois da noite que tiveram tudo parecia muito natural. Aquele conversa era só a assinatura de um contrato, atitude que se toma depois que concorda com tudo.

– Experimente – Klaus havia passado requeijão e geleia na torrada e Car havia torcido o nariz.

– Argh, isso parece nojento. – ela negou com a cabeça.

– Nunca provou, como sabe? – ele estendeu a torrada novamente. Caroline fechou os olhos pra morder e acabou num beijo melado, Klaus era muito esperto.

Para completa surpresa de ambos a porta se abriu, era Liz chegando de Atlanta. Caroline corou no segundo que sua mãe apareceu na cozinha com um paletó nas mãos.

– Car de quem é... – quase engasgou quando viu Klaus apenas de calças sociais, peito a mostra, daquele jeito tão lindo e a vontade.

Enquanto a mãe não sabia se voltava pra rua, a filha não sabia onde enfiar a cara. Klaus agiu naturalmente, como se fizesse aquilo sempre. Levantou-se saudando a sogra e a convidando para se juntar a eles.

Cara de pau. – pensou Caroline. Liz tentou se safar, mas Klaus pareceu decidido voltou ao quarto de Caroline, enquanto Liz travava uma conversa de olhos com a filha, logo ele estava de volta abotoando os botões, como se nada houvesse acontecido, serviu-se de mais café um pedaço de bolo e envolveu as duas numa conversa sobre a conferência policial.

...


Notas finais
Queria alcançar 400 comentários até o final da história. Que pode ser em 1 ou 2 capítulos depende do que eu conseguir fazer, será que rola?

Se não rolar tudo bem, sei que muitas de vocês andam ocupadas. Eu to meio enrolada também, então compreendo. Só me digam o que acharam, esperavam mais, menos?!

Beijos e até o próximo.