Always And Forever
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Klaus nunca fora um homem de se reter por muito tempo depois de amanhecer sob as cobertas, e Londres estava tornando essa prática ainda mais exata. O relógio ainda nem completara sua sexta volta no dia, quando ele despertou. Caroline permaneceu adormecida, enquanto era observada atentamente por ele. A respiração calma e compassada, a expressão relaxada, um pequeno sorriso brincando em seus lábios, talvez esteja sonhando, pensou ele. Era tão complicado lidar com aquele amontoado de problemas, ele sentia falta de pintar ou tocar, formas de espantar seus medos, aplacar sua raiva. No entanto ali estava Forbes, linda e tão essencial, não fosse ela talvez já tivesse desistido de entender e lidar com Mikael.
Demorara quase dois dias inteiros para decidir comunicar o que se passava aos irmãos. No entanto ele fizera a ligação, e com alguma sorte eles estariam a caminho a qualquer instante. Elijah recebera a notícia, e mesmo contido, Klaus sabia quando o mais by Text-Enhance\">velho ficava desestabilizado com algo, e era exatamente essa a situação dele.
– Bom dia – Caroline se espreguiçou – Já mencionei que é um pouco estranho acordar com você me olhando desse jeito?
– Já mencionei que em anos, acordar e olhar pra você têm sido a coisa estranhamente mais prazerosa que eu tenho feito?
– Você é realmente bom com as palavras – ela sorriu, se sentando e puxando os lençóis. – Toda essa compenetração é sobre a ligação?
– Um pouco – ele se ajeitou ao lado dela –, mas também sinto falta de tocar e pintar.
– Não tenho certeza se posso te arranjar um piano. – brincou.
– Não, mas tenho que certeza que pode me acompanhar a um concerto! – ele disse sorridente.
– Isso é um encontro? Há essa altura do campeonato?
– Isso é ruim? – ele a encarou.
– A verdade é maravilhoso, só não tenho certeza se vim preparada para algo grandioso.
– Daremos um jeito nisso.
– Faz ideia de quando seus irmãos chegam?
– Acho quem em dois dias no máximo. Eles precisam de algum tempo para se organizar. – disse se levantando e indo até sua carteira – Aqui – estendeu o cartão de crédito – Pode arranjar alguma coisa para “algo grandioso” – explicou.
– Não precisa, tenho meu próprio dinheiro – ela rejeitou –Afinal, ganhei um aumento há algum tempo atrás e ainda tenho algumas economias.
– Caroline, considere isso um presente.
– Klaus, vou adorar ir a algo grandioso com você, no entanto darei meu próprio jeito. – ela decidiu firmemente. – Mas tive uma ótima ideia, espero que dê certo.
– O que está planejando? – ele voltou a sentar, dessa vez no canto oposto.
– Te conto depois – ela saltou da cama. – Banho, café da manhã, passeio... Vai sobreviver se passarmos a tarde separados?
– Está de brincadeira não é? – ele disse capturando sua cintura entre seus braços.
– Prometo que volto. – continuou brincando. – Agora se me der licença! – ela espalmou as mãos no peitoral dele, mas não conseguiu se safar. – Klaus – estreitou os olhos, tentando convencê-lo que ele deveria soltá-la.
– Eu primeiro – ele a girou, jogando-a sobre a cama e correndo para o banheiro.
– Seu grande trapaceiro. – ela se levantou correndo, mas ele fechou a porta antes.
...
Mystic Falls
– Isso é algum tipo de piada idiota? – Rebekah se levantou da poltrona da sala de Elijah. Ele e Kol estavam ocupando o sofá em frente. Após a ligação de Klaus, contando-lhes sobre o pai, eles haviam decidido viajar até Londres o quanto antes.
– Acha mesmo que brincaríamos com algo do tipo? – Kol se afundou irritado.
– Não pode ser verdade, justo agora que as coisas estão dando certo, Mikael fica doente?
– Não acho que ele tenha ficado doente só para atrapalhar nossa felicidade – Elijah ponderou.
– Estamos falando de Mikael, dele eu espero tudo. – e loira se apoiou no parapeito da janela.
– Beckah – Elijah foi até ela, pousando suas mãos sobre os ombros da irmã de forma protetora como sempre fazia.
– Eu o odeio – ela soluçou já vencida pelas lágrimas.
– Não diga isso – Elijah a abraçou, Rebekah girou o corpo apertando-se contra o irmão e escondendo o rosto em seu peito.
– Ele tem razão. – Kol foi quem disse. – O que quer que seja, Mikael merece. – sua indignação era transparente. Ele se levantou socando uma das paredes, e apoiando as mãos nela.
– Kol, venha cá! – pediu Elijah
– Não. – ele disse duramente. Elijah levou Rebekah de volta ao sofá e caminhou até o irmão, e o abraçou mesmo contra vontade. Kol demorou algum tempo, mas também começou a chorar molhando a camisa do irmão. Logo estavam os três reunidos no sofá, Rebekah com a cabeça apoiada no colo de Elijah, Kol aconchegado ao peito dele. Nada os tornava tão vulneráveis quanto algo que envolvessem os pais.
– Como está a mamãe? – disse Rebekah depois de algum tempo em silencio.
– Já esteve melhor – foi a resposta.
...
Londres
– Caroline? – Esther tocou ombro da nora, quando a encontrou observando a vitrine da loja no shopping onde marcaram de se encontrar.
– Senhora... Esther... Quis dizer. – se corrigiu – E como vão as coisas?
– O gênio de Mikael sempre foi terrível, depois do encontro desastroso entre ele e Nicklaus, então... – disse guardando o par de óculos na bolsa. – Mas você me chamou para o que mesmo?
– Sei que não é muito apropriado, mas achei que quisesse fazer compras, dar um tempo dos problemas e se cuidar um pouco.
– Está insinuando que não tenho me cuidado? – Esther juntou as sobrancelhas. E Caroline sentiu-se encabulada. A resposta que saia dos poros da mulher era SIM. Esther riu – Tem toda razão. Eu acho uma boa ideia, afinal aqui ficam algumas das minhas lojas favoritas e podemos arrumar os cabelos.
Caroline sentiu um alívio profundo quando viu a sogra concordar com seus planos. A mulher a levou a algumas das lojas mais sofisticadas do shopping, ajudando-a escolher um modelo perfeito. Para sua completa surpresa, ambas possuíam gostos similares, o que facilitou o bom entendimento. Esther acabou comprando algumas coisas, e depois de lancharem, Esther conduziu Caroline a um salão de beleza.
– Esther Mikaelson – saltitou um homem com um topete engraçado, assim que ambas entraram no recinto de paredes cobertas por painéis de fotos de modelos em poses luxuosas. O chão era totalmente coberto por pisos pretos e as cadeiras eram vermelhas.
– Sam – ela o beijou.
– Querida o que houve com seus cabelos? Hey Soraya faça alguma coisa útil e prepare uma hidratação capilar para minha deusa. – se dirigiu a uma ruiva em saltos altíssimos que se afastou com um sorriso plástico no rosto. – E essa musa – rodou em torno de Caroline – quem é?
– Caroline Forbes – Esther respondeu – Minha nora.
– Sua nora? – arregalou os olhos
– Sim, ela está com Nicklaus – explicou sorrindo para Caroline.
– Você acaba de partir meu coração – disse o cabeleireiro de forma teatral – Mesmo assim, vou deixar você ainda mais gata, se você ganhou aquele deus grego, merece meu respeito.
– É bom mesmo cuidar bem dela, — Esther disse – Eles tem um encontro hoje.
– Então vamos lá. – disse ele batendo as mãos convocando alguns membros de sua equipe. Logo ambas estavam rodeadas por manicures, massagistas, cabeleireiros.
...
Quando a noite finalmente caiu, Klaus olhou impaciente seu celular. Já estava completamente alinhado, e só aguardava a chegada de Caroline que havia desaparecido o dia inteiro. Ele comprara um terno novo, sapatos e uma gravata bastante formal.
“Me espere no saguão do hotel” – apitou a mensagem de Caroline. Klaus concordou, pegando os ingressos e descendo de elevador até a recepção.
...
– Você está deslumbrante querida. – disse Esther, ajustando o colar no pescoço de Caroline. – Isso foi um presente que Nicklaus me deu quando era bem mais novo.
– Não posso aceitar então... – Caroline tentou protestar.
– Sei que quando fui a Mystic Falls, não nos demos muito bem. Você e Rebekah estavam em desacordo, e por mais que eu não seja uma excelente mãe, defenderei meus filhos. Nicklaus gosta muito de você, notei isso quando ele me enfrentou. E vendo a maneira que você mediou o conflito sobre Mikael... Nicklaus confia em você, e eu confio na escolha dele. Ao lhe dar isso quero que ele entenda que tem minha aprovação, mesmo que isso não seja tão importante.
– Eu fico contente que as coisas tenham melhorado entre nós – disse sincera – Para mim essa notícia é muito importante.
– Se fizer meu Nicklaus feliz, com certeza estará me dando mais alegria do que mereço. Não deve deixá-lo esperando. Um Mikaelson não gosta de atrasos – sorriu, arrastando-a até a porta. Caroline assentiu, engolindo em seco e bastante emocionada. Sinceramente nunca cogitara ser aceita por Esther. Mas aquelas palavras combinadas as atitudes da mulher durante todo o dia, havia sido um momento muito especial. Durante a sessão de massagem, Caroline falara com Liz, que a enchera de perguntas. Só agora Caroline percebia o quanto sua mãe era essencial. Ela havia julgado sua progenitora durante anos, se sentira oprimida durante tanto tempo. Mas talvez fosse o único jeito que Liz tinha de provar que a amava. Caroline caminhou até o elevador deixando a chave do apartamento extra que pedira pra se produzir sobre os cuidados da sogra, apertou o botão que a levaria para o térreo, diretamente para Klaus.
...
A noite londrina estava agradável, e Klaus engatara uma conversa com um velho conhecido que estava hospedado no hotel. Caroline havia mandado a mensagem, mas até então nenhum sinal dela.
– Minha nossa!! – o homem disse olhando por cima do ombro de Klaus, que girou o pescoço para poder se interar do que estava acontecendo. Caroline estava acontecendo. Usando um modelo longo preto, bem marcado na cintura, abrindo-se em uma pequena calda. Com decote em “V” profundo, que não deixava nada exposto. O modelo cobria os saltos que ela provavelmente estava usando, já que estava mais alta segundo o que ele podia observar. Os cabelos presos em um coque desgrenhado, com a franja pendendo em uma cascata charmosa. – Isso sim é uma mulher.
– Sim – Klaus disse – Minha mulher. – bateu no ombro do colega – Se me der licença. – se afastou indo encontrá-la. Pousou sua mão nas costas dela, de forma quase possessiva, caminharam até o lado de fora, onde o carro solicitado apareceu. Klaus abriu a porta para que ela entrasse, e lançou um ultimo olhar na direção do hall, onde algumas pessoas ainda olhavam, contornou o veículo pegando a chave das mãos do manobrista e entrando.
Dirigiu o caminho inteiro em silencio. Logo chegaram ao teatro, onde o conserto seria executado. Estacionou, e logo um manobrista veio ajudar Caroline descer, enquanto Klaus a aguardava na calçada. Assim que ela se aproximou, ele entrelaçou suas mãos entregando as entradas para serem conferidas. A mulher usando o vestido verde até os joelhos indicou o caminho e desejou um bom espetáculo. Caminharam pelos corredores, onde grupos ou casais se reuniam, Klaus saudou alguns deles seguindo até o teatro. Os lugares escolhidos era um camarote vip, com ótima visão do palco, onde os músicos já estavam sentados com seus instrumentos sofisticados. Mas acima num patamar próprio estava um piano preto, tão encantador quanto se podia achar. As fileiras foram sendo preenchidas, e em poucos minutos o maestro deu o primeiro sinal, e cada um dos instrumentos foi se agregando para encher a casa de sinfonia.
A primeira canção seguiu-se outras, e Caroline não imaginava algo mais belo e tudo estaria perfeito se soubesse o que se passava na mente de Klaus, que estivera calado durante toda a noite.
– Klaus – disse ela assim que as cortinas se fecharam e todo o publico estava de pé batendo palmas.
– Sim? – ele a olhou brevemente.
– O que há de errado? Você está calado durante a noite toda.
– Não gostou do concerto?
– Não estamos falando do concerto, estamos falando de você, não se faça de desentendido. – ralhou. – Passei a tarde toda tentando ficar apresentável, e você simplesmente está me ignorando.
– Não Caroline, — ele sorriu – estou tendo certa dificuldade para me controlar... No instante que te vi no saguão, quase quis que nos trancássemos de volta no quarto. Você está tão deslumbrante e chamando a atenção de todos os marmanjos por ai – ele pegou sua mão beijando a costa dela. Juntado seus lábios e depois deslizando a ponta do nariz pelo rosto dela. – Seu cheiro é minha droga, eu estou a ponto de perder a cabeça. – ele sussurrou contra pele da loira que instantaneamente se arrepiou.
– Então é hora de perdermos a cabeça novamente! – ela aplicou uma leve mordiscada no lábio inferior dele.
– Eu tenho planos para levá-la para um jantar.
– Tinha, — corrigiu – não quero nada, a não ser você! – usou seu tom mais sedutor. Klaus soltou um pequeno gruído evidenciando que também se sentia assim. Então entrelaçou suas mãos, quase correndo porta a fora, entraram no carro e passaram o cinto com agilidade, Klaus dirigiu com rapidez. De volta ao hotel, subiram usando o elevador, aquele maldito cubículo, parecia mexer com a fantasia de qualquer casal apaixonado. Klaus usou sua mão para trazer Caroline para perto, enquanto a outra mão se aconchegava ao pescoço dela de maneira ousada, o beijo iniciado era calmo e tão revelador. Assim que o elevador chegou ao andar pedido, Klaus puxou Caroline para fora, usando suas chaves para abrir a porta. Voltaram a se beijar de forma mais ousada. Caroline deslizou o paletó pelos ombros dele, a peça caiu ao chão. Em seguida ela se ocupou dos botões da camisa dele, enquanto ele ocupava-se de beijá-la no pescoço, ou incendiá-la. Quando ele estava apenas de calças, Caroline jogou sua cabeça para deixar mais pele exposta. E ele se aproveitou disso, pegando-a no colo e se sentando sobre a cama. Klaus ajudou-a se livrar das sandálias e subiu o logo vestido, expondo suas pernas. Caroline passou uma perna para cada lado da cintura dele, e o simples movimento fez com que se sentissem ainda mais desejosos um do outro. Um gemido escapou simultaneamente de ambos, Klaus puxou uma das alças que escorregou para o antebraço dela, enquanto subia seus lábios do colo até sua boca. Klaus tocou o pequeno pingente, interrompendo o beijo pegando a peça para observar.
– Sua mãe quem me deu. – ela sorriu. Klaus fitou Caroline e o pingente com os olhos repleto de um brilho que Caroline não teve tempo de entender, já que ele voltou a beijá-la de forma suave.
– Sweet, está ainda mais belo do que era em seu pescoço. – ele comentou, e lá se foi a outra alça do vestido dela. O vestido estava a muito perto de escorregar e expor mais claramente seu corpo, então Caroline resolveu não protelar mais. Levantou-se empurrando Klaus contra o colchão, enquanto puxava a peça e a jogava longe, num movimento ousado Caroline puxou a presilha que ainda mantinha seu cabelo no lugar, balançando os fios de forma sensual. Klaus a puxou, jogando-a contra o colchão. – Não tente me enlouquecer ainda mais.
...
Notas finais
Estamos na reta final :D
Beijos
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