Always And Forever
20 Capítulo 20
Notas iniciais
O capítulo de hoje saiu de improviso. Eu não pensei muito nele e sim no que ele implica... Então espero que compreendam.
Personagem nova que eu amo *_*
E que vai dar uma agregada a história.
Elena saiu do Correio, após pegar a encomenda para sua mãe, procurou Jeremy que deveria estar esperando com o carro na calçada. Procurou o celular e viu que ele havia mandado um sms.
Lena dei um pulo na biblioteca,
havia esquecido do prazo pra devolver
um livro. Já volto
J.
Leu vendo uma mulher aparentemente passando mal.
- Moça tudo bem? – se aproximou do banco, onde ela estava sentada.
- Sim – ela disse quando percebeu que a pergunta era pra ela.
- Parece um pouco pálida.
- Essa é minha cor natural – disse sorrindo. E Elena se sentiu constrangida.
- Desculpe.
- Eu estava brincando – disse – Na verdade se puder me arrumar um pouco de água. – Elena assentiu pegando sua garrafa de água que sempre carregava. A mulher tomou lutando com algo que a morena desconhecia.
- Quer que eu chame alguém?
- Vim visitar um amigo.
- Quer me dar o número dele, talvez eu consiga encontrá-lo.
- Não sei onde ele mora, nem o número. Damon e eu não nos vemos há algum tempo.
- Damon? – Elena perguntou – Tipo Damon Salvatore? Damon Salvatore o apresentador?
- Sim o Damon. Damon Salvatore, o apresentador. – repetiu. – Não me diga que o conhece?
- Por acaso conheço – dividiu sua expressão de forma que a garota não teve certeza de como interpretá-la. – Quero dizer que posso conseguir um telefone pra que fale com ele.
- Tudo bem se no contar sobre mim? Não de antemão. – ela pediu. Elena não tinha tanta certeza, mas a mulher parecia realmente mal. No máximo aquilo podia ser uma cofusão. Elena mandou uma mensagem pra Caroline, que enviou o número com mais meia dúzia de perguntas, que ela preferiu ignorar por hora.
- Alô – soou a voz de Damon.
- Damon, aqui é a Elena. – ela disse.
- Como conseguiu meu número? Eleninha, achei que fosse só um encontro – brincou.
- Não importa, não agora pelo menos. Se quiser apago assim que terminar essa ligação.
- O que quer?
- Será que pode me encontrar aqui perto do correio da cidade?
- Por que eu iria?
- Damon, por favor. Só vai entender se vier.
- Ok – suspirou – Estou indo. – desligou. Dez minutos depois ele parou o carro e desceu. Caminhou até onde Elena estava. – Qual o problema? – a encarou.
- Ela estava te procurando – só então percebeu que não havia perguntado seu nome. Damon girou o pescoço para ver a mulher que se levantou. Conforme a reconhecia, seus olhos se abriam espantados. Sua boca se abriu em um “Ó” e não saiu nenhum som.
- Rose? – Damon disse por fim. A mulher abriu um sorriso perfeito, como se vê-lo fosse a melhor coisa do mundo. E então ele se aproximou, seus corpos se chocaram bruscamente e ele a abraçou. Rose passou seus braços por debaixo dos deles, colocando suas mãos em seus ombros, e afundando a cabeça no peito dele. – Eu não acredito – ele disse afastando apenas o suficiente para observar a face dela, ele acariciou a pele com os polegares, e depois tornou a abraça-la.
- Desculpe não avisar. – a voz dela estava embargada – Mas não tinha certeza se...
- Tudo bem Ros. – ele sorriu, abraçando-a lateralmente, e se lembrando de Elena. — Obrigado por ligar.
- Tudo bem. Só acho que ela não está muito bem. Talvez seja o caso de levá-la ao hospital. – sugeriu, meio entorpecida pela cena. Mesmo que não soubesse o motivo, gostava da garota que Damon recebera de forma tão carinhosa.
- O que está sentindo? – ele questionou preocupado.
- Nada Salvatore – riu – Só viajei muito tempo com um ar condicionado quebrado. Umas horas de sono e eu estarei novinha em folha.
- Claro – ele sorriu. – Vamos pegar suas coisas, está de carro Gilbert?
- Não, vou ligar pro meu irmão.
- Pode trazer o carro dela? Depois eu levo você de volta.
- Claro – deu de ombros, e Rose jogou as chaves.
Enquanto Rose tomava banho, Damon aproveitou pra levar Elena pra casa.
- Obrigado.
- Você já agradeceu. – ela disse.
- Não seja chata – ele sorriu beijando sua testa com força, e depois sua mão. Elena desceu com a encomenda da mãe, e Damon buzinou saindo com o carro.
...
No caminho de volta Damon fez uma ligação, cancelando seus compromissos do dia, e resolveu parar no restaurante pra comprar alguma coisa, já que ele e Stefan vinham adiando o momento de enfrentarem a fila do supermercado.
Enquanto esperava o pedido, viu um rosto familiar... Rebekah e depois... Stefan?
Pensou em ir até lá
Stefan não estava de caso com Lexi? Ou estava equivocado? Pensou. Antes que desse um passo em frente, se lembrou que Rose o aguardava. A moça do balcão entregou a encomenda, e Damon quitou o preço, voltando para seu carro e indo embora.
...
Elijah estava compenetrado em suas tarefas, enquanto Kol olhava pela janela.
- Você já fez o que pedi? – Elijah se interrompeu.
- É comigo? – Kol saiu do seu mundo particular.
- Não com a janela – Elijah respondeu.
- Hum, fazendo piadinhas? – Kol abriu seu sorriso coringa – Vejo que essa tal de Katherine é uma mulher e tanto.
- Por que você... – o celular apitou e ele interrompeu seu discurso, pegou o aparelho, girando a cadeira um pouco pra poder ler.
- Olá querido, fiquei encantada com as flores. Desejo-lhe uma excelente tarde, e mal posso esperar para revê-lo com carinho Katerina. – leu Kol por cima do ombro do irmão, que se movimentara de forma rápida e sorrateira até a cadeira.
- Kol – Elijah soltou o ar. – Pare de ser enxerido. – desligou o celular. – Volte ao trabalho.
- Tudo bem – esticou o corpo, como se estivesse preste a começar a se exercitar. Mas voltou a sua cadeira e começou a fazer o que devia. Elijah voltou a ler os papéis. Apesar de Klaus ter feito muita coisa da parte burocrática, a financeira estava em suas mãos. De repente sentiu algo vindo em sua direção. Olhou para Kol que estava compenetrado. Voltou ao trabalho, segundos depois outro ataque desconhecido. Kol permanecia lendo. Antes que ficasse irritado, voltou a se ocupar.
- Kol – seu tom foi cortante. O irmão estava lançando microscópicas bolinhas de papel. Kol não resistiu caindo na risada.
- Desculpe.
- Às vezes tenho que concordar com Klaus, sobre sua falta de maturidade.
- Falando nele – Kol se recompôs – Agora que seus planos de unir a família não deu muito certo, o que pretender fazer a seguir?
- Eu sei que pretendo que você termine o que te mandei. – ele sorriu.
- Ok – suspirou – Onde está Bekah?
- Almoçando com o Stefan.
- Almoçando? – riu – As jovens de hoje não são mais como antigamente. – brincou.
- Homens como você as tornaram assim – Elijah disse concentrado, e Kol resolveu voltar ao trabalho.
...
Damon e Rose almoçaram, e passaram algum tempo conversando, até que ela subiu para o quarto a fim de descansar.
Já se passava das nove da noite, e Rose continuava dormindo. Damon se ocupara em responder e-mails, fazer uma lista de compras, tarefa na qual estava se saindo muito mal, tudo que ele conseguia se lembrar, era sobre ovos, bacon e biscoitos. Jogou a listinha de lado, olhando o relógio, e pegando uma bebida enquanto se distraia com um jogo de basquete na TV, finalmente ouviu o carro de Stefan ser desligado, e um minuto depois o irmão usando a chave para entrar.
- Boa noite irmãozinho – Damon cantarolou.
- Oi – respondeu – de quem é o carro ai fora? Você trouxe companhia pra casa? – o loiro olhou em volta, antes que caísse em uma cena constrangedora de ver uma mulher desfilando pela casa em trajes curtos.
- Não uma companhia do jeito que está falando – Stefan se aproximou jogando suas coisas no sofá e pegando um copo de bebida pra si. — Você se lembra da Rose?
- Rose, a Rose que você andou procurando todos esses anos?
- Eu não andei procurando – ele resmungou
- Você contratou um detetive – comentou – Se isso não é procurar...
- Não seja engraçado – repreendeu – Ela sumiu sem deixar vestígios.
- E como foi que a encontrou?
- Não a encontrei, ela me encontrou.
- Está tentando me dizer que ela simplesmente apareceu?
- Exatamente. – suspirou nostálgico – Você poderia dar uma olhada nela?
- Que tipo de pedido é esse? – o encarou.
- Essa manha, Elena a encontrou passando mal, ela não quis ir ao hospital, também quase não comeu o almoço que eu trouxe, e agora está dormindo há um bom tempo.
- Deve ser cansaço Damon – Stefan argumentou. Mas notou que havia uma preocupação, mesmo que o irmão não admitisse. – Se quiser pode levá-la ao hospital, eu posso conversar e consultá-la com melhores condições lá.
- Ok – ele assentiu – Falando em conversar – voltou seus olhos para TV – Como foi o dia hoje? Andou tendo conversas interessantes?
- Do que esta falando?
- Não sei de repente você tem novidades. – sorriu de canto
- Não eu não tenho novidades.
...
- Hayley – Carol bateu na porta do quarto da hóspede – Hayley? – voltou até a cozinha. – Ela não responde.
- Talvez tenha saído, sem avisar querida – o prefeito disse.
- Talvez. – a mulher disse.
- Senhora, o jantar está pronto. Devo servi-lo?
- Por favor. – pediu.
...
O quarto estava escuro, e somente a luz da lua, e das lâmpadas, da propriedade fazia a silhueta de Hayley se destacar na cama. Ela encarava o teto quase indistinto. Com sorte conseguiria ficar ali sem ser incomodada, a prefeita já batera em sua porta algumas vezes, mas ela não queria ver ninguém.
O celular apitou.
De: Ty
Eu vi sua mensagem agr.
Algum problema?
Ela abriu o modo bate papo
Para: Ty
Precisamos conversar.
Quando vc chega?
De: Ty
Amanha, hj eu e Klaus
Terminamos o contrato.
Nem consigo acreditar que estou
Livre dele. \\\\o/
Para: Ty
To Feliz por vc J
A Caroline vai te buscar?
De:Ty
Ainda não sei.
Vou ligar pra ela agora.
Bjus nos vemos amn.
- Ótimo idiota – ela se levantou jogando o aparelho sobre a cama. Acendeu a luz, escolheu uma roupa e foi tomar um banho. Meia hora depois estava de volta ao quarto, secou os cabelos, fez sua maquiagem, colocou saltos e pegou seu celular. Saiu do quarto descendo as escadas, e encontrando Carol lendo uma revista.
- Ai está você – a mulher a observou de cima a baixo. – Está tudo bem?
- Claro primeira dama – sorriu – Só vou dar uma volta.
- Sozinha a essa hora?
- Eu sei me cuidar – voltou a andar, para findar a conversa. Logo estava no estacionamento, pegando sua picape. – Tyler Lockwood como você é um idiota – socou o volante raivosa.
...
- É claro querido – Caroline sorriu ao telefone – beijos. – desligou.
- Era o Tyler? – Liz perguntou.
- Sim. Amanha vou busca-lo no aeroporto.
- Tome cuidado com a estrada e nada de correr ein Car?
- Sim senhora – bateu continência, correndo para o quarto. Fechou a porta abrindo o notebook. Sua assistente havia mencionado alguns e-mails dos quais ela deveria se ocupar. Então abriu o navegador, digitando o site e usando seu login. Começou a responder seus e-mails, mas estava com tanta falta de concentração, que usou uma aba para fazer uma pesquisa.
Nicklaus Mikaelson.
Uma listagem de matérias sobre ele e a família Mikaelson e seus negócios apareceu no site de pesquisas, assim como uma sequencia de imagens.
Caroline escolheu a opção, abrindo uma a uma.
Klaus com pessoas desconhecidas, Klaus ao lado de seus irmãos, e uma com a família inteira.
“A família Mikaelson, tem sido sinônimo de bons negócios e visão ampla. Com investimentos em diversos seguimentos, ostentam hoje um grande capital econômico.
Mikael e Esther se casaram ainda jovens e dessa união, vieram quatro herdeiros: Elijah, Nickalus, Rebekah e Kol.
(...)
“Há rumores que a família não seja exatamente unida, apesar de raramente falarem de problemas internos, a falta de gestos de demonstração de afeto em publico, acaba por confirmar as suspeitas que os Mikaelsons são implacáveis e frios...”.
Caroline fechou a matéria, não havia muito do que discordar, nem tão pouco um motivo para ela pesquisar sobre ele e muito menos sobre a família dele. No entanto não pode deixar que a curiosidade entrasse em sua mente. Quem realmente era aquela família, qual era a verdadeira história, por que eram tão distantes dos pais?
Mikael tinha uma expressão tão severa, que a atormentou por algum tempo.
Malditos Mikaelsons...
- Maldito Mikaelson – referiu-se a Klaus. Ela estava sentindo sua falta.
Sentindo sua falta. Abriu o editor de texto e começou a digitar furiosamente
Escute aqui senhor Nicklaus, eu não faço a menor ideia do que está acontecendo agora, mas eu sei que tudo era complicado o suficiente até você aparecer, e tornar a minha difícil vida, em algo catastrófico.
Caramba será que é pedir demais por algo sereno? Será que é loucura acreditar que eu vou ser simplesmente feliz?
Mas que raio é a felicidade? Posso ouvir a sua voz cheia de sotaque inglês soando.
Caroline, Caroline, Caroline.
Porque meu nome parece mais bonito quando é pronunciado por você? E porque seu sorriso é tão misterioso e encantador?
Eu só queria que Tyler voltasse pra casa e pudéssemos viver aquilo que os pais deles nunca aprovaram, porque eu sou a filha da viúva Forbes. A garota que nunca teve muita grana, a garota que nunca foi adequada, a garota fútil, tola, infantil.
Passei a minha vida toda ouvindo isso. É claro que me orgulho de tudo que possuo, principalmente pelos meus amigos, pela minha mãe.
Mas então você aparece e me diz que iríamos falar “sobre Caroline Forbes”, sobre meus desejos e sonhos...
Olha só como sou patética, meu namorado está voltando pra casa, é tudo o que eu sempre quis. Mas só consigo pensar em você. Em como você me afeta, me desequilibra. Em onde e como você está.
E que tipo de cara é você?
Você é estranhamente masoquista, ou apenas nobre demais?
- Caroline – a voz de Liz a interrompeu. E ela de imediato abortou o texto.
- Sim – sua voz estava desequilibrada.
- Tivemos um acidente, e estou indo até lá.
- Um acidente onde? – ela saltou da cama indo abrir a porta.
- Próximo da saída da cidade – respondeu – Vou correr até lá, depois nos falamos. – encerrou o assunto, terminando de colocar o distintivo. E pegando as chaves e a arma. Logo a buzina da viatura soou, e Caroline a acompanhou até a porta.
Notas finais
Comentem ok?! Chutes, apostas, ideias, apoio e cia tá tudo valendo :)
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