Notas iniciais
Curiosas com o bilhete >.< Tive que trazer o palpite da "Elena"

"Klaus seu nível de sedução, é muito seduzente, e por isso estou seduzida."
Por favor, palmas pra ela shauhsa

Esclarecimento: Não é sobre o que tem no bilhete, mas onde ele nos leva. Ou leva eles. >..

Sou muito coração mole não resisto e vim já :)
Me amem, me amem...

A loira batia seu celular contra a palma da mão. Cruzava e descruzava as longas pernas por debaixo da mesa. Passou as mãos pelos fios loiros, ajeitados em cachos bem modelados. Abriu sua bolsa puxando o pequeno espelho de mão e checando mais uma vez sua maquiagem, em seguida o horário no aparelho.

- A senhorita deseja fazer seu pedido? – o garçom se aproximou educado.

- Estou esperando alguém – explicou – Mas pode me trazer alguma bebida.

- Posso sugerir Martini? Ou prefere algo especifico?

- Um, por favor. – o homem assentiu se afastando. A loira checou o relógio mais uma vez, e olhou em volta. A conversa com Elena, a fizera ganhar um pouco mais de coragem para se desculpar. Inevitavelmente a manha de sexta-feira a fizera decidir-se por fim a fazer aquilo. Depois de deixar o bilhete convidando-o para jantar, tivera que esperar até a noite de sábado, para receber uma aceitação.

Era domingo, ela havia dirigido para uma cidade próxima, para diminuir as chances de ser vista por seus conhecidos. O restaurante ficava de frente para o parque da cidade e sua mesa ficava em um local privilegiado. Dali ela tinha excelente visão dos demais clientes, assim como podia monitorar o movimento na rua através dos vidros que rodeavam o salão. Ficava suficientemente próximo ao palco, onde a musica poderia ser apreciada sem incomodo. Os garçons pareciam sempre apostos, diminuindo o tempo de espera. Mas agora ali no meio recebendo olhares de diversas pessoas, ela começava a duvidar que fosse uma boa escolha. Quando sua bebida chegou Caroline agradeceu, pegando seu celular mais uma vez, “quem sabe” ele dera algum sinal naqueles dez segundos que ela dedicara-se a pegar o copo.

Nada.

Levantou os olhos frustrada, vertendo quase todo líquido de uma vez. Quase engasgou, o avistando conversando com o Maître. Usava um terno azul escuro de corte moderno, gravata preta, e cabelos bem penteados. Sua expressão era despreocupada.

Por que diabos ele deveria estar nervoso? Censurou-se.

Seus olhos se encontraram, e ele disse alguma coisa ao homem e logo estava se aproximando. Caroline ficou em pé para recebê-lo. Ele beijou sua face, num gesto polido. Puxou a cadeira, para que ela voltasse a se acomodar. E ocupou o outro lugar à mesa.

- Boa noite! – o garçom surgiu – Seja bem vindo! Deseja uma bebida para acompanha-la? – referiu-se a loira

- Na verdade prefiro fazer o pedido. – O garçom puxou dois menus e estendeu para eles ao mesmo tempo. Os olhos dele passearam pelo cardápio. – Crevettes à la Newborg. – usou uma pronuncia francesa para pedir o prato de camarões flambados com conhaque, servido com molho rosado. O garçom anotou o pedido de ambos, assim como o vinho escolhido por ele.

O vinho chegou primeiro sendo servido.

- Achei que não viria. – Caroline quebrou o silêncio.

- Não é do meu feitio, deixar uma dama esperando. Apesar de poucos saibam ou acreditem nisso.

- Na verdade eu cheguei mais cedo. Mas os olhos dos demais clientes pareciam anunciar um mau presságio.

- Que tipo de mau presságio?

- Ficar abandonada com um copo de bebida a noite toda. – explicou. E ele apenas sorriu em resposta. Os pedidos foram trazidos, e o silencio voltou a pairar sobre eles. Caroline sentia uma estranha sensação. Ela odiava toda aquela ausência de palavras, e o fato de algumas mulheres numa mesa próxima não tirarem os olhos de Klaus, a fazia pensar que ele era muito culpado por ser tão bonito. Quando os pratos foram recolhidos, fizeram a escolha das sobremesas. Além das palavras direcionadas ao garçom, tudo o que verbalizaram foram elogios aos pratos e ao vinho. O garçom fechou a conta, e trouxe-a. Uma pequena discussão foi feita entre eles, mas Klaus entregou seu cartão, deixando uma boa gorjeta para o garçom, mesmo que Caroline insistisse em pagar. Caminharam até a saída.

– Gostaria de dar uma volta pelo parque? –Ela assentiu mordendo o lábio. Sabia que estava se coportando feito tola, o convite partira dela e ela se mantivera muda incapaz de dizer qualquer coisa.

Por mais que não estivesse usando calçados adequados, Caroline encarou o convite como mais uma chance de dizer o que queria. Atravessaram a rua, usando a faixa de pedestre. Klaus ofereceu seu braço, e Caroline aceitou o gesto.

- Vamos ficar mudos durante toda a noite? – ela soltou impaciente.

- A menos que você queira me contar o motivo do convite.

- Tem toda razão, eu fiz o convite, eu armei isso. Eu deveria responder as perguntas aqui! Pois bem. Eu não tenho boas respostas, na verdade sei lá o que estou fazendo – dizia tudo muito rápido. – Sexta feira, antes de ir trabalhar – abriu a bolsa procurando algo – Eu resolvi ir a shopping passar o tempo e achei isso – mostrou uma caixa quadrada de veludo negro – Toma – esticou o braço.

Klaus pegou o embrulho abrindo-a. Dentro havia um bracelete masculino, com uma placa em prata, onde estava gravado o símbolo alfa.

- É bastante bonito – observou pegando a peça. Caroline fez menção de querer que ele prosseguisse, mas ele não o fez.

- Você podia facilitar – ela revirou os olhos – Isso é uma espécie de pedido de desculpas!

- Uma espécie de pedido de desculpas? – ele sorriu de canto, o que de certa forma irritava Caroline.

- Sim Nicklaus. – usou o nome completo para parecer mais convincente. – Estou me desculpando, não deveria tê-lo tratado daquela forma, depois do que fez por mim.

- Acho que elas foram aceitas.

- É isso? Tão fácil? Só isso?

- O que mais você pretendia fazer? – ele riu

- Tem toda razão, dê se por satisfeito. – deu de ombros, fazendo Klaus rir. Voltaram a andar lado a lado, com uma pequena distancia entre seus corpos.

- É uma noite tão bonita – ele observou o firmamento estrelado. – O restaurante que escolheu é bom, mas já conheci melhores. – comentou fazendo-a estreitar os olhos – Estou apenas brincando. – ele arrancou um sorriso inconformado dela.

- Você consegue ser insuportável não é?

- Minha especialidade, mas você também é boa nisso. – replicou.

- Não vou discordar dessa vez. Estamos dando uma trégua, certo?

- Isso significa que somos amigos? – ele ponderou.

- Não.

- Não fique brava amor. Tivemos uma briga, você já se desculpou. Eu superei, por que não podemos ser amigos?

- Somos inimigos que cansaram de lutar. Provavelmente porque nunca haveria um vencedor. – explicou dando de ombros. Klaus avistou um banco poucos metros à frente.

- É isso que me encanta. – sorriu – Seus argumentos. – Caroline o encarou, com os olhos alegres. Ela sabia que se Elena não estava completamente certa, não podia estar totalmente errada sobre eles. – Vamos nos sentar? – sugeriu apontando o banco – Gostaria de ouvir mais sobre você, já que somos “inimigos em trégua”. – Caroline revirou os olhos, encarando o banco. – Eu te desafio.

- Muito bem – sorriu se sentando, ele fez o mesmo girando o corpo levemente em sua direção. – Sobre o que vamos falar?

- Sobre Caroline Forbes. – ela adorava o sotaque dele.

- Não há muito.

- Aposto que vou gostar do “pouco”.

Ela sorriu

- Vamos lá, Caroline Forbes, formada em jornalismo, apresentadora de uma atração toda a quinta na TV da cidade, mora com a mãe e xerife de Mystic Falls... – pausou – É isso.

- Essa Caroline é o que você faz. E suas ligações parentais. Não realmente quem você é. Vamos lá? Eu aposto que sabe fazer melhor.

- Não, eu não sei. Nem os filósofos conseguem uma resposta para o: quem sou eu. O que faz você achar que eu conseguiria?

- Conte-me sobre suas esperanças, seus sonhos, tudo o que você quer na vida... Pra começar.

- Puff – soltou um pequeno gemido. – Você está tentando me seduzir?

- Estou? – ele sorriu, fazendo-a suspirar por dentro.

- Eu não sei por onde começar... Acho que... Eu sempre quis ser jornalista. Sempre sonhei em deixar Mystic Falls pra trás. Eu queria conhecer o mundo, viajar. Quando meu pai se foi, eu sempre lutei pra seguir o conselho dele... “Você precisar ser a melhor pessoa que puder ser. Não fique na zona de conforto, vá além.” – Klaus a observava com certa veneração. Seus olhos se distanciando, como se ela estivesse observando um lugar distante, outra dimensão. Suas palavras eram carregadas por nostalgia. – ...Fui pra Nova York, e desde então as coisas não saíram como o planejado, e mesmo antes.

- E você não acha que tem sido a pessoa que seu pai gostaria.

- Acho. Na verdade eu não tenho como perguntar, não mais. E isso é tão doloroso. – suspirou. Esperando que talvez ele tivesse um dos conselhos típicos de filmes ou livros. – A verdade é que não posso reclamar, tenho muitas coisas boas. Amigos como Stefan, Elena ou Bonnie. Talvez eu pudesse me dar melhor com a minha mãe, mas nos últimos dias tem sido menos complicado.

- E o que te impede?

- Me impede?

- De realizar seus sonhos?

- Pode não parecer – ela se levantou – Mas nem todos são abastados a ponto de duplicar as arrecadações de um evento beneficente, e ainda assim continuar extremamente rico. – foi até uma arvore puxando uma folha para se distrair. Ele ficou silencioso, fazendo-a encostar-se à árvore, olhando para o banco. – Além de ser rico, e dono de metade do mundo, quem é Nicklaus Mikaelson?

- Acho que seu discurso é mais interessante. – tentou se safar. – Talvez você queira me contar sobre Stefan.

- Stefan? – arqueou a sobrancelha.

- Observei que é amiga dele, em contrapartida não se dá muito bem com Damon. Na verdade, você e ele trabalham muito bem juntos, mas mesmo assim...

- Nos conhecemos na faculdade, Damon foi um idiota, e Stefan me ajudou a superar.

- Te ajudou a superar? – indagou.

- Não do jeito que está pensando. Ele é o meu melhor amigo. – tratou de explicar, não queria aumentar as confusões entre eles. O silencio pairo... Klaus se sentiu aliviado com a informação.

- Eu tenho algo pra você. – mudou de assunto.

- Fala sério – ele se aproximou.

- Aqui – puxou um envelope do bolso. – Eu preferiria que isso fosse uma passagem pra onde você quisesse, e que juntos fossemos realizar seus sonhos, mas como sei que não aceitaria, isso é apenas um novo contrato – estendeu o documento, ante a incredulidade dela.

- Um novo contrato?

- Sim, eu fiz algumas melhorias, você tem direito a mais do que estava acostumada. Por sorte, em breve você estará livre de Rebekah.

- Você não precisava ter feito isso. – ela estava surpresa e até mesmo grata.

- A verdade é que para a minha própria surpresa, Rebekah está impressionando os patrocinadores. Eles já estão estudando uma nova proposta pra ela. Ou seja, se tiver um pouco mais de paciência vai se livrar dela. Ela ganhou o próprio show. – explicou – Temos um ou dois meses antes que ela veja que ser apresentadora, não é todo o glamour que ela imagina. Rebekah gosta de ser mimada, e Elijah sempre acaba fazendo as vontades dela, achando que ela se tornará responsável.

- Talvez ele esteja certo, mas não posso esconder minha felicidade por terem tirado ela do meu pé. –abriu o envelope puxando o conteúdo e passando os olhos pelas letras. Ela voltou a dobrar e guardá-lo na bolsa. – Obrigada!

- Bom não é só isso. – ele acrescentou

- O que mais você trouxe? Não me diga que roubou a coroa da princesa Diana e vai me dar? – caçoou.

- Comprar seria mais adequado. Mas considerando a minha longa lista de atributos que ferem a lei, segundo o seu conceito, eu vou relevar. Mas a verdade é que estou indo embora – Caroline que fitava o asfalto, virou o rosto pra ter certeza que o discurso era verídico. – Vou voltar pra Nova Orleans!

- Uh – ela abriu e fechou os lábios.

- Sei que quer Tyler de volta, e é por isso que estou abrindo mão do contrato. Ele não tem mais nenhuma divida comigo, não precisavam mais se preocupar! – a aturdiu. – Ele continua trabalhando, agora com Elijah.

- Está falando sério? – estava incrédula. Apesar poder confirmar a veracidade nos olhos dele, mesmo que não admitisse, Caroline enxergava Klaus mais do que gostaria.

- Você o ama, estou fazendo isso por você! – explicou – Apenas por você! – ele repetiu. E a pegou de guarda baixa. Se aproximou o suficiente para beijá-la no rosto.

A loira sabia que se ela virasse um pouco suas bocas se encontrariam. Ele recuou, mas ela o deteve, levando sua mão até o rosto dele, acariciando um pouco, a barba dele pinicando sob seus dedos. Seus olhos conectados, de uma forma que os batimentos que já não se comportavam normalmente na presença dele, aumentassem para um ritmo quase saltitante. Ela foi se aproximando de forma gradual, sentindo a respiração dele já um pouco mais acelerada.

Ele estava indo embora.

Seus lábios se encontraram, e ela sentia como se a boca dele houvesse sido projetada pra si. O beijo era uma mistura confusa, de tudo. Gratidão, despedida, saudade, necessidade e até mesmo paixão? A palavra soava adequada naquele instante, onde a sanidade estava suspensa. Eram só ambos, e aquele sentimento especial.

Prolongaram o momento, até que estivessem satisfeitos. Se é que isso seria possível. Ela escondeu seu rosto na curva do pescoço dele, enquanto ele abraçava sua cintura de forma acolhedora, e desprovida de maldade. Ficaram ali, parados num parque entre as árvores, com um pouco de luz vinda da lua, e outro pouco do poste de iluminação. Com os corações acelerados, trocando o calor de seus corpos.

Quando a posição estava ficando desconfortável, ela levantou a cabeça vagarosamente, sem saber o que vinha a seguir.

- E então quando você parte? – sua voz estava um pouco embargada.

- Em um dia no máximo. Vou de táxi até o aeroporto e pegarei o primeiro voo. – disse enquanto a guiava de volta pelo caminho, com as mãos entrelaçadas. – Quero que saiba, que quando estiver pronta pode ir me procurar... Se em algum momento, houver a chance de eu ser o seu grande amor, eu posso esperar por isso. – selou seus lábios de forma casta. E Caroline sorriu, com medo de que explodisse.

Ele realmente estava dando a ela a chance de pensar? De ponderar se Tyler era seu amor verdadeiro?

Chegaram ao estacionamento e logo o carro foi trazido.

– Adeus Caroline! – ele abriu a porta pra que ela entrasse, e ela o fez. Segurando forte o volante, a ponto de suas pontas ficarem esbranquiçadas.

— Adeus – ela respondeu, e sua porta foi fechada. Deu partida saindo dali, olhando pelo retrovisor podia vê-lo parado no estacionamento com as mãos nos bolsos a observando. Quando não era mais possível avistá-lo, Caroline ligou o som aumentando o em sua ultima potência. E enquanto as notas saídas das caixas faziam o carro tremer, ela sentiu seu rosto molhar.

...

So far away from where you are – Tão longe de onde você está

These miles have torn us worlds apart – Essas milhas tornaram nossos mundos separados

And I miss you, yeah I miss you – e eu sinto sua falta, sim eu sinto sua falta.

(...)

I feel the beating of your heart – Eu sinto as batidas do seu coração

I see the shadows of your face- eu vejo as sombras do seu rosto

Just know that wherever you are — Só saiba que onde quer que você esteja

Yeah, I miss you — Eu sinto sua falta

And I wish you were here – Eu queria que você estivesse aqui

Notas finais
Ok não dá pra me amar muito depois dessa notícia né?! Mas há males que vem pra bem.

Bonitinha a conversa deles?! Estou meio iludida hoje com o capítulo shauhsua

Diferente de PP e QP2, são sempre as mesmas pessoas que comentam, acho que cheguei ao ponto das leitoras fiéis, então minhas lindas obg *_*

Mesmo assim leitores novos, se manisfestem de vez em quando. Eu gosto de saber o que estão pensando.

Beijos e até quando comentarem :)