Always And Forever
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Hey galera novo capítulo. Sejam rápidas e eu volto correndo, com seus desejos. Ou parte deles.
O céu ganhava tons mais claros do amanhecer, uma bela visão, mesmo assim Klaus estava concentrado em observar do ultimo andar o estacionamento da emissora, onde o fluxo de carros se movia rapidamente naquele horário. O pessoal da noite era substituído por um número maior de funcionários, que logo estariam enchendo os corredores, estúdios, salas de comunicações, administrativo, cozinha e demais departamentos. Logo o carro de Elijah passou pela cancela, e estacionou em uma das vagas destinadas a diretoria. Os seus irmãos desceram do veículo, e ele resfolegou voltando a sua cadeira.
Enquanto aguardava a chegada de Tyler e Hayley, pediu um café forte para Vickie, havia uma pequena pilha de relatórios, que não parava de aumentar a cada dia. Apesar de estar extremamente ligado a emissora, aquele não era seu único negócio. Naquele instante ele pensou, que se Rebekah não ficasse as voltas com seus melodramas, leia se Matt e Stefan, ou mesmo Kol totalmente envolvido em seu “novo investimento” por nome Melina, ele provavelmente já teria dado fora daquela maldita cidade.
Depois de tantos anos, inesperadamente haviam reencontrado Stefan Salvatore, o inevitável acontecera. Rebekah o vira, e o procurara para uma conversa, cujo conteúdo e consequência ele estava pouco interessado. De um jeito ou de outro, aquilo já passara, deveria estar esquecido. Ele estava decidido a não se ocupar com os problemas de Rebekah, não quando ela continuava a mesma tola de sempre.
A garota que arrematara Kol durante o leilão de caridade, era a principal ocupação do caçula. Kol era o tipo de garoto conquistador, que se lançava num relacionamento com muita facilidade, mesmo que não pudesse sustentá-lo por muito tempo. Melina era uma mulher elegante, cabelos curtos escuros de corte moderno. Sua beleza era simples, casual , mas muito atrativa. Ela era alguém que Klaus não apostava que ficasse com seu irmão por muito tempo. Não que ele houvesse dito isso á alguém. Já fazia algum tempo que ele não se ocupava em palpitar na vida de seus irmãos. A menos que isso o envolvesse diretamente.
Elijah era outro que havia dado um tempo. Depois do discurso feito após ele não ter se despedido de Esther que embarcara para Londres há quatro dias, ele estava bastante ocupado com uma tal de Katherine Pirce. Quem fosse aquela mulher, e que tipo de armas sedutoras usasse, Klaus não poderia deixar de ser grato.
Mesmo assim todo tempo livre que um deles possuíam, era direcionado a se meterem em sua vida. Justamente por isso, Klaus acordava mais cedo, chegava ao escritório antes até da sua secretária, se enfurnava nos seus afazeres, se tivesse sorte logo estaria tudo organizado. O prazo estipulado por ele, para que Hayley fizesse os levantamentos, relatórios, e analises sobre cada atração da emissora terminara no dia anterior. Ou seja, em algumas horas, ele teria e sua mão dados para analisar, e medidas a serem tomadas.
Já Tyler viria até ele, para pegar os documentos necessários, e viajar para Nova Orleans, naquele mesmo dia.
...
- Pizza — Elena cantarolou abrindo a porta da casa de Caroline. Ambas haviam combinado uma noite de garotas, que Bonnie chegaria atrasada. A morena passou pela amiga, que trancou a porta.
- Hey — Caroline ajudou com as embalagens. — Tem refrigerante na geladeira, vou fazer brigadeiro e Bonnie trará o sorvete. — beijou a amiga colocando uma das embalagens para assar no forno, assim que entraram na cozinha.
- Estou morta de fome, — disse Elena, se sentando no banquinho alto que ficava próximo ao balcão no meio da cozinha. — Vou mandar uma mensagem pra ela vir logo, antes que eu acabe com tudo. — digitou o texto, enquanto Caroline colocava os pratos, talheres e papel toalha sobre a bancada. — E então, sua mãe vai ficar fora a noite toda?
- Muito provavelmente – Caroline disse — Mesmo quando não precisa ela fica. — deu de ombros.
- Então será uma ótima noite pra por a conversa em dia — sugeriu, e Caroline sorriu com pouco entusiasmo. — Pare com isso ok? — Caroline não entendeu. — Anda o que tá rolando. O que Tyler fez dessa vez?
- Tyler? — riu — Ele foi viajar, a mando de Klaus. E por que acha que ele faria alguma coisa?
- Na verdade eu quis dizer Klaus, mas não queria ir direto ao ponto. — riu. Pegando um bocado de amendoins e levando a boca. – Mas então vamos lá, Nicklaus Mikaelson, que leva vinte entre dez garotas ao delírio. – provocou.
- Você e essa obsessão por Klaus — Caroline bufou indo checar o forno.
- Vamos lá Car, essa semana foi corrida, nem tivemos tempo de nos falar, eu com meu livro, prazos, e-mails e tudo mais. E se não quer ser obrigada a falar na frente da Bon, é melhor desembuchar.
- O que quer que eu diga?
- Comece me contando sobre, o que você fazia no carro do Klaus, no domingo pela manha?
- Como sabe... — se interrompeu — Quem disse que eu estava no carro dele? –aquela história não podia se espalhar.
- Fui levar o carro do papai para revisão e vi você, nem tente negar. Só não disse nada antes, porque sempre estávamos entre muita gente, e queria olhar diretamente em seus olhos, quando perguntasse sobre isso.
- Elena Gilbert você é uma maldita enxerida — Caroline ralhou, mesmo que estivesse disposta a falar sobre aquilo. Na verdade pra desencargo de consciência, queria desfazer as más impressões, que a amiga pervertia em sua mente. — Não é nada disso que está pensando.
- Eu? — fez teatro — Quem disse que estou pensando em algo? Se eu estivesse pensado em algo, e se meus pensamentos estivessem certos... Você deveria estar extremamente feliz por ter passado uma noite com Klaus, depois ele ter te levado para casa. Não com essa cara de Maria arrependida. – discursou.
- Elena, eu não passei uma noite com Klaus — quase gritou.
- Minha nossa não foi só uma? — arregalou os olhos, puxando a cadeira pra mais perto da amiga.
- Pare de distorcer o que eu falo. Eu apenas dormi na casa do Klaus, porque bebi além da conta e ele acabou me ajudando. Foi apenas isso. — finalizou a fala quase sem respirar.
- Você bebeu além da conta? — Elena estava confusa — Aquilo era apenas água Car.
- Depois da festa, eu acabei parando num bar e bebi um pouco — apoiou o cotovelo sobre a mesa e colocou a cabeça entre as mãos, sua fala era cansada.
- E...
- E Klaus me seguiu, quando eu passei da conta e não podia dirigir, ele me ajudou, ai me levou pra casa dele. Eu dormi lá, mas foi só isso — editou a parte de dormi na mesma cama que ele, abraçada a ele. Obviamente Elena não precisava desses detalhes.
- Muito interessante eu diria. — comentava de forma entusiasmada. — Você bebeu demais, Klaus te levou pra casa dele, e vocês se divertiram um bocado.
- Não houve nenhum tipo de diversão — Caroline tornou a dizer. — Tudo foi uma idiotice, que acabou num grande mal entendido.
- Que mal entendido?
Caroline contou sobre a acusação feita por ela, e sobre como a semana fora completamente péssima. O pouco tempo que estivera na emissora, quase não cruzara com ele. Nenhuma ligação, e-mail, mensagem. Não que em algum momento, ela houvesse lhe passado tais dados, mas se ele quisesse não seria muito difícil de arranjar. De certa forma todo aquele silencio a perturbava, mais do que desejava. Havia tantas coisas erradas, e fora do lugar.
- E Tyler? — Elena perguntou.
- O que tem ele?
- Você passou todo esse tempo falando sobre Klaus, o silencio, a acusação, a sua preocupação. E isso só me leva a crer que eu estava certa o tempo todo.
- Pare de falar em enigmas. O que está insinuando?
- É o que eu estou dizendo — corrigiu — e é aquilo que você tem escondido. Você está afim do Klaus. Só se sente culpada por se sentir assim.
- Não Elena eu não estou afim dele. Só acho que talvez tenha sido injusta.
- Talvez? — o tom reprovador de Elena era palpável.
- O.k, eu fui injusta. Mas o que acha que eu devo fazer? — indagou indo pegar a pizza que ficara pronta.
- Pedir desculpas é obvio.
- Pedir desculpas pra quem? — Bonnie interrompeu a conversa aparecendo na janela da cozinha, assustando as garotas.
- Quer nos matar? — Caroline quase derrubou a pizza.
- Não. — explicou — Eu queria entrar, mas aparentemente ficaram surdas, então eu fui forçada, a dar a volta pelo corredorzinho escuro e assombrado, segurando todo esse peso e chegar até aqui, onde as duas dondocas estão se escondendo. – dramatizou. Caroline destravou a porta dos fundos, e Bonnie entrou com o sorvete em uma sacola de supermercado.
- Você deveria ser atriz, em vez de farmacêutica. – Elena brincou. Depois de se cumprimentarem e lavarem as mãos, enquanto Caroline cortava as fatias.
- Quem foi o ofendido? – Bonnie revezou um olhar curioso entre as duas.
- Ã? – tentou pensar em uma desculpa, já havia gente demais sabendo sobre seus dramas amorosos, ela não podia se arriscar mais. Dramas amorosos? Você chama Klaus, pensou.
- Não disfarcem, eu ouvi que alguém merece um pedido de desculpas — abocanhou a fatia com queijo derretido.
- Era sobre uma carta — mentiu Elena.
- Uma carta?
- Sim, uma carta que Caroline recebeu de uma fã do programa, contando sobre o namoro conturbado. Ela fez uma acusação descabida ao namorado e agora não sabe se deve ou não se desculpar. — improvisou. E Caroline ficou grata por Elena ter tanta criatividade, as palavras delas pareciam convincentes.
- Que tipo de acusação? — Bonnie ficou interessada.
- Uma patética — Elena olhou pra Car — Não é?
- Provavelmente — a loira disse — Mas talvez as circunstâncias a tenham feito fazer isso.
- Pessoal eu só sei a história pela metade — Bonnie se indignou, já que ambas continuavam despreocupadas em colocá-la a par da história inteira.
- Não há muito mais pra saber. — Caroline interrompeu — É só que por causa do programa, as pessoas me confundem com um padre ou com uma psicóloga. Como se eu tivesse resposta pra todas as perguntas. Sou uma jornalista, e o programa segue um roteiro — explicou.
- Eu disse Bon, que ela não é tão inteligente como parece? — Elena provocou.
- Não mesmo — Caroline brincou, cortando o clima. — E que tal mudarmos de assunto?
- Eu apoio, já que esse da carta é algo que foge do meu conhecimento — Bonnie se virou para Elena — Vamos lá jovem, conte-nos sobre sua experiência com o apresentador gostoso.
- Bonnie, — repreendeu — Duvido que Caroline esteja interessada nisso. – lançou um olhar para amiga, repleto de expectativas.
- Pelo contrário amiga — Caroline cortou outro pedaço da massa, cujo queijo começava a esfriar. — Quero todos os detalhes.
Elena não pode deixar de rir, obviamente Caroline preferia cortar os braços a ouvir sobre Damon, mas se ela tinha de escolher entre ouvir sobre Damon, ou continuar conversando sobre Klaus. Todos sabiam a escolha.
- Foi legal — deu de ombros — Ele me levou a algum lugar fora da cidade, comemos hambúrguer e batatas fritas, uma cerveja, ai ele me ensinou a jogar dardos.
- Espera, eu achei que vocês iam ao restaurante. — Caroline interrompeu.
- Sim, mas Damon preferiu fazer uma coisa diferente.
- Fala sério Elena — reprovou — Ele estava tentando te impressionar. Você não pode ser boba o suficiente...
- Pare Car — Elena assumiu uma expressão séria — Dane-se o que ele estava tentando ou não fazer. Só foi uma noite, eu me diverti muito. Já ouvi o sermão do meu pai. E se ele estava tentando algo comigo já desistiu o.k?
- Outro assunto. — Bonnie interviu — Isso é pra ser uma noite divertia e não uma batalha sangrenta. Se vão se matar, apenas me deixem salvar o resto da pizza, o refri e o sorvete. — Bonnie pegou as coisas indo pra sala. — Se precisarem eu chamo a emergência. — as duas acabaram caindo na risada. E se desculparam, prometendo não julgarem uma a outra pelo resto da noite. O que acabou fazendo com que tudo ficasse bastante divertido. Comeram, assistiram a um programa de perguntas e respostas na TV, depois a um filme de terror, e acabaram exprimidas na cama de casal de Caroline, com medo de que um dos assassinos do filme surgisse de algum canto da casa.
...
O elevador fez o anuncio que chegara ao andar certo, em seguida as portas se abriram em direções opostas, revelando o saguão. Havia um vaso cheio de pedregulhos sofisticados, e algumas flores em botão, um tapete felpudo ocupava uma parte da sala, onde os sofás de três lugares e duas poltronas estavam além de um quadro dispostos elegantemente nas paredes. Mais ao fundo próximo às janelas estava localizado a mesa de mogno escuro, onde a secretária de Klaus permanecia olhando pra tela do computador e anotando alguma coisa.
- Boa tarde! – a loira disse.
- O que deseja? – Vickie respondeu secamente.
- Gostaria de falar com Klaus.
- O senhor Nicklaus – usou o nome explicando como Caroline deveria pronunciar – Está ocupado.
- Eu preciso falar com ele apenas um instante. Duvido que ele vá se incomodar. – Caroline insistiu.
- Ele não quer ser interrompido. – advertiu dura.
- Acho que se pudesse falar com ele apenas um segundo veria...
- Escute aqui – a mulher se mostrou autoritária e grossa – Você pode ser uma das estrelas mais bem pagas da emissora, pode ter tido a atenção de Nicklaus por um ou dois eventos, mas você não passa de uma funcionária igual aos tantos outros daqui! Então pare de se comportar como se fosse muito importante. Quer falar com ele marque um horário. – Caroline suspirou incrédula, aparentemente todos tinham uma opinião sobre como ela deveria se portar.
- Tudo bem! – Caroline se rendeu irritada – Pode ao menos entregar um bilhete para ele? Ou isso é muito para minha insignificância? –desafiou.
- Fique à vontade – a mulher apontou o bloquinho e o pote de canetas, cruzando os braços com superioridade, que Caroline teve de se segurar para não perder a linha e acertá-la em cheio entre os olhos. Pegou o bloquinho amarelo, e uma caneta. Escreveu o que queria, dobrando o bilhete duas vezes.
- Entregue direto pra ele. – estendeu o bilhete. Em seguida ajeitou a bolsa no ombro, virando-se e saindo a caminho do elevador. Quando a porta se fechou Vickie sorriu presunçosa, olhando o papel em sua mão, desdobrou a primeira vez, quando ouviu alguém pigarrear em suas costas. Quase saltou de susto, girando e escondendo o bilhete atrás de si.
- Acho que isso é meu. – ele estendeu a mão, esperando que ela lhe entregasse.
- Eu ia checar antes de entregar. – tentou se explicar
- Acho que posso checar sozinho – disse enquanto ela depositava o bilhete em sua mão. Vickie sorriu amarelo. – Estão prontos os relatórios que te pedi?
- Vou imprimi-los. – se sentou na cadeira, arrumando-se e logo selecionando alguns documentos. Logo a impressora apitou, iniciando seu trabalho. Klaus ficou parado na soleira da sua porta, Vickie pegou todos os papéis e os colocou em duas pastas diferentes e estendeu para o chefe com ar eficiente. – Aqui estão.
- Muito bem. – ele as pegou – Apesar de Caroline ser mais uma funcionária da empresa – Klaus chamou a atenção dela – Se tornar trata-la assim – deu um estalo com a língua — você é precisará de um novo emprego. – seu tom era sinistro a ponto dela sentir um arrepio na espinha. Dito isso Klaus entrou em sua sala fechando a porta atrás de si.
Notas finais
Quem tem um palpite? Pois é, deixem seus comentários, e eu apareço.
Beijos e obg por serem sempre bondosas comigo.
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