Always

2 Let me help you.


Notas iniciais
Será que uma chama acenderá...?
Esse capitulo ficou grande comparado ao outro mas é porque comecei a escrever e simplesmente saiu, desculpem. Vou tentar manter um padrão daqui em diante.

Kate

Kate avaliou muito aquela cena de crime e realmente não conseguia tirar a estranha sensação de já ter visto aquilo.

– Castle! – Ela disse um pouco alto demais, assustando seus companheiros.

– Tá tudo bem Beckett? – Perguntou Esposito, detetive que trabalhava com ela.

– Você já leu algum livro do Richard Castle, Espo?

– Não...

– Bom, nosso assassino já, provavelmente, porque essa cena estava num desses livros, exatamente assim.

“Era óbvio’’, ela pensou, “eu deveria ter lembrado de Castle antes.”

– Significa que o assassino é Castle ou... – perguntou Lanie, a legista.

– Talvez, mas não acho que ele seria burro o suficiente para implantar pistas de seu próprio livro na cena do crime... Para mim, nosso assassino é um psicopata que achou, nos livros de Rick Castle, um motivo para matar. Qual a causa da morte Lanie?

– A vítima foi esfaqueada várias vezes, mas creio que esse único golpe – ela disse apontando para o abdômen da vítima – a matou. Mas saberei certamente quando a levar ao laboratório.

Com essa frase, Kate estremeceu. Foi assim que sua mãe morrera, esfaqueada... Ela balançou a cabeça e tentou se recompor.

– Ok, obrigada. Eu vou começar falando com Castle. Esposito, Ryan, verifiquem a vida da nossa vítima, quero saber tudo que ela fez antes e durante nossa ‘timezone’.

– Ok – os dois confirmaram.

“Agora preciso ligar para o Castle...” Kate pensou. Ela era fã de seus livros, mas nunca contou pra ninguém.

Quando ligou pra ele logo percebeu que era mais um dos homens estúpidos e que se acham muito e sempre davam em cima dela. Logo ficou irritada.

– Senhor Castle o que quero discutir com você é muito sério e agradeceria se o senhor parasse de brincar. Então o senhor pode ser gentil e abrir sua casa por livre e espontânea vontade ou eu mandaria dois policiais muito fortes te pegarem e trazer pra mim com prazer. Você escolhe. – Ela disse. Admitiu que foi grossa, mas ficou brava e, confessa, talvez um pouco chateada, afinal sempre achou que Castle fosse inteligente, educado e gentil... Mas já devia suspeitar, dada à sua reputação.

Kate iria passar no apartamento dele em uma hora. Ela estava ansiosa e não sabia o porquê. Era só mais uma entrevista para tentar resolver outro homicídio, nada de mais. Não... tinha SIM algo a mais, Castle. E Kate sabia disso. Ela nunca admitiu, mas tinha uma ‘’queda’’ por Castle, parte disso porque os livros dele ajudaram-na a passar pela morte de sua mãe e a outra parte pelo simples fato dele ser ele mesmo, gentil e lindo.

“Kate, você tem que ser profissional. Entrar, fazer perguntas e sair, simples assim.”, ela pensou enquanto estava para diante da porta do apartamento de Castle. Respirou e bateu.

–Olá, você deve ser a detetive – Ele disse, apertando sua mão.

Ela não sabia o que era, talvez sua voz calma e doce, seus olhos azuis lindos e penetrantes ou seu sorriso fofo que parecia de uma criança travessa, mas algo a fez sentir um frio na barriga. Demorou alguns segundos, mas ela finalmente respondeu.

–Oi Sr. Castle, prazer em te conhecer.

–O prazer é meu e, por favor, me chame de Rick – ele piscou para ela e, surpreendentemente, ao invés de ficar irritada ela gostou – entre.

Kate entrou sem mais uma palavra e sentou num dos sofás, Castle se sentou logo em seguida na frente dela. Naquele instante ela resolveu que iria ignorar o fato de estar arrepiada e ansiosa demais, fazer as perguntas e sair dali rapidamente.

– Senhor Castle – ela resolveu, também, que não o chamaria pelo primeiro nome. Não era apropriado – você conhece uma mulher chamada Michelle Adams?

–Hummm... – ele parou para pensar e ela imaginou que ele deveria conhecer muitas mulheres de um jeito muito íntimo – pelo nome não, acho que não, sinto muito. Por quê?

–Essa é Michelle, lembra-se dela agora? – disse Kate ao mostrar uma foto da mulher.

–Espera, eu já a vi em algum lugar, eu acho. Não tenho certeza, conheço muita gente todos os dias. O que aconteceu?

–Ela foi assassinada ontem.

–E o que eu tenho haver com ela?

–Ela foi assassinada do mesmo jeito que Nicole foi morta no seu livro.

–Nicole... Pera, você lê meus livros?

“Parabéns Kate, tudo o que você precisava era Castle pensando que você é fã dele!” ela se repreendeu mentalmente.

–Isso não vem ao caso Sr Castle, eu preciso saber se você já teve qualquer contato com essa mulher.

–Como eu disse, eu já a vi em algum lugar, talvez numa sessão de autógrafos, mas sempre tem milhares de pessoas nessas sessões. Mas nunca tive nada com ela, se é isso que você quer saber.

–Tudo bem, desculpa.

“O que deu em você Kate? Desculpa? Você não fez nada, para com isso!”

Castle

Quando Castle abriu a porta e encontrou a mulher mais linda que ela já havia visto. Foi como se ele paralisasse diante dela e não soubesse o que fazer.

–Olá, você deve ser a detetive – ele disse e apertou a mão daquela mulher incrivelmente fascinante. Quando se tocaram ele sentiu algo que nunca sentira antes num primeiro ‘’encontro’’, nem mesmo com suas ex-mulheres.

–Oi Sr. Castle, prazer em te conhecer.

–O prazer é meu e, por favor, me chame de Rick – ele piscou para ela, mas logo se arrependeu, sabia, desde que falara com ela no telefone, que ela não estava querendo brincadeiras – entre.

Ela entrou sem falar nada e ele quase se bateu por ter a feito ficar brava ou irritada, não era isso que queria.

Eles conversaram sobre uma Michelle Adams, uma garota que foi assassinada do mesmo jeito que Nicole. Quando a detetive disse esse nome ele percebeu que era lera seus livros e não pode conter a animação.

–Pera, você lê meus livros?

–Isso não vem ao caso Sr Castle, eu preciso saber se você já teve qualquer contato com essa mulher.

–Como eu disse, eu já a vi em algum lugar, talvez numa sessão de autógrafos, mas sempre tem milhares de pessoas nessas sessões. Mas nunca tive nada com ela, se é isso que você quer saber. – é, ele foi grosso, mas saiu sem querer, ele nunca era assim com ninguém, mas aquela mulher deixava-o diferente! Ele estava sendo legal e tudo que ela fazia era atacar pedras.

–Tudo bem, desculpa. –

“Pera, a dama de ferro aqui me pediu desculpas?” ele pensou, “Talvez ela não seja tão durona assim.”

Conversaram por mais alguns minutos, infelizmente. Naquele instante ele queria conhecer aquela mulher para que pudesse ficar mais tempo com Beckett, mas quando ele não a forneceu nada útil ela foi embora, o deixando ali, com sentimentos confusos.

Quando ele fechou a porta finalmente lembrou-se de onde tinha conhecido Michelle. Correu atrás de Beckett, mas ela já havia ido embora, então decidiu passar na delegacia.

Kate

Kate saiu do apartamento de Castle e decidiu pegar um café, então passou no Village Java, ali perto.

Depois foi para a delegacia, esperando que Esposito e Ryan tivessem encontrado algo útil porque sua conversa com Castle foi totalmente o contrário. Só serviu para deixá-la estranha e com pensamentos malucos.

–Yo, Beckett, você tem uma visita.

“Visita... quem poderia ser?”

Quando entrou na sala de descanso encontrou nada mais nada menos que Castle.

“O que ele está fazendo aqui?! E como ele chegou antes de mim?”

–Oi detetive. Desculpa vir até aqui, mas logo depois que você saiu do meu apartamento me lembrei de onde conheço Michelle...

–Depois que eu saí? Tem certeza que você não está escondendo nada?

–Nada, eu prometo!

–Okay, então fale de onde você a conhece.


Notas finais
Decidi parar aqui o capítulo para dar um certo... suspense e para não ficar maçante. Espero que tenham gostado ^^
Reviews?