Alvorada
3 Capítulo 2 BIOLOGIA II
Notas iniciais
Boa leitura!
XD
ESTAVA EM PÉ, PERTO DA JANELA QUE FICA AO LESTE DA CASA DAS irmãs Irina, Kate e Tanya. Eu observava neve cair lá fora, pois caia incessantemente, a janela estava aberta, por tanto, oras o vento frio adentrava por todo o recinto e roçava em meu rosto e oras a neve caia no peitoril da janela, e alguns flocos caiam no assoalho de madeira.
Que plano mal planejado este que escolhi... Pensei comigo mesmo, já que, não se pode sair por aí, atacando humanos desprotegidos. Então a partir do momento em que aquela garota adentrava naquela pequena sala, usada como secretaria, percebi que tinha que arrumar um novo plano, e foi quando o Alasca surgira em minha mente esquemática, e bom, aqui estou.
Hoje, faze dois dias que estou aqui, mas parece que se passaram dois meses, pois sinto tanta falta da minha família, vim para cá como uma solução, mas quando parei realmente para pensar, percebi que, se tratava de uma simples alternativa. Penso com uma alternativa insana, já que eu poderia simplesmente me ausentar por uns dias da escola, sem sair das imediações da pequena cidade Forks. Uma garotinha insignificante não pode e não tem o direito de me tirar do lugar onde optei “viver”... Mas aqui estou no Alasca com conhecidos generosos.
Depois de ficar observando um pouco mais de uma dúzia de flocos de neve cair no chão, levanto a minha cabeça para olhar o belo horizonte que me acerca. Aquelas grandes montanhas já vira muitas vezes, e garanto nunca mudaram com o decorrer dos anos, mesmo com a degradação dos humanos, não que me importe com isso, já que o Mundo terá que acabar um dia.
Já sabia quem estava se aproximando desse pequeno quarto, onde me encontro. Com passos cautelosos ela entra no recinto com um simples “oi” em seus pensamentos. Ela passa suas mãos em minha cintura e depois a envolve com seus braços, cruzando seus dedos longos uns aos outros em meu abdome. Seus lábios roçam minha nuca até chegarem ao meu ouvido direito.
- Você vai ter que ir “mesmo” embora? – Sussurrara Tanya com sua belíssima voz com um misto de elegância e sensualidade.
- Sim...
“Por que...” Pensa ela.
- Já esta na hora... Estou preparado.
Por uma fração de segundo um voz surgiu em minha cabeça – apesar de saber que pertencia ao monstro que carrego dentro de mim – dizendo algo: “Você é um total e absoluto fracasso!”
- Então, como não tenho mais alternativas para fazer você ficar, acho que isso é um adeus. Estou certa?
Não respondi e isso foi entendido por ela, como um sim. Virei-me e seus braços subiram para os meus ombros, a olhei fixamente, e beijei sua testa.
- Adeus. – A ditou de forma tristonha, quando me viu pulando a janela. Eu sorri para ela.
- Diga a suas irmãs, que agredaço por me abrigarem nesses dois últimos dias.
- Sim.
Virei-me e corri até o carro de Carlisle entrando nele em seguida. Já estava voltando, mas já havia tomado as precauções, caçando, e alimentando-me do que de costume, chegando ao ponto de ser excessivo. Mas no fim era para uma única razão, poder tratar Bella como uma simples humana, e não uma bolsa de sangue.
***
À volta para a escola para os outros alunos, fora algo comum, segunda-feira início da semana, mas para mim, era algo impossível de descrever. Pela primeira vez sentia medo, nervosismo e ansiedade de uma vez só. Mas quando voltei, todos queriam saber o motivo, exceto Carlisle, que já sabia, mas, contei o motivo de ter ido embora. E quando disse que estava pronto para ficar cara a cara com ela. Meus irmãos não queriam permitir que eu voltasse à escola. Brigamos, não foi algo extraordianário. Por que primeiro Jasper falara que não tinha diferença para ele, e o entendo, já que desistira de sua antiga forma de se alimentar tão recente. Emment falara que me compreendia, pois com ele isso acontecera duas vezes, mas ele não resistiu a isso, e cada uma foi mais forte que a outra.
Alice disse que eu querendo ou não isso ia acabar acontecendo. E foi aí que a coisa esquentou, briguei com, e ela ficou furiosa assim como Rosalie quando logo pensou que o motivo de toda a minha agressividade no último dia de aula, fora a quase minha recaída.
Mesmo assim disse que ia. Nessa segunda-feira estava muito frio, mas não chovia, mas era provável nevar. Fomos para a escola em meu carro. Nem muito cedo e nem muito tarde, quando meu carro adentrou no estacionamento. Mas ainda assim não encontrei entre o mar de carros o carro de Bella Swan.
Quando saímos cada qual foi para a sua determinada sala.
O resto da manhã foi rápido, mas nada o que se possa dizer aproveitativo. Uma vez ou outra alguém ao meu redor pensava em Bella Swan, e isso me deixava mais ainda meio receoso. Será que conseguirei me controlar? Eu a via como, digamos, uma carne bovina lançada a cães, e o óbvio eles nãos resistiam à tamanha tentação.
Num dos intervalos na troca de turmas, pude perceber que já nevava, minha previsão estava certa. Quando entrei na sala, para ter minha última aula antes do almoço, Alice já estava sentada em sua cadeira ao meu lado, como sempre, sorrindo. Até que a aula fora agradável, pois Alice não me importunara, não o tempo todo, ela estava meio esquisita. Perguntei o motivo, e ela não me respondeu, e em seguida li seus pensamentos.
“Não adianta! Não vou dizer!” – Pensou ela.
- Diga, por favor! – Sussurrei.
Depois de muita insistência ela pensou em algo, que me fez sobressaltar.
“Existem dois caminhos, você vai ter que tomar uma decisão...”
- Que decisão? – Indaguei.
Ela não respondeu. E de imediato ela bloqueou sua mente.
Não demorou muito para que o sinal tocasse afinal o que será que ela tanto protege de mim?
Quando saímos da sala, eu via todos ali nos corredores rindo, e falando animadamente sobre a neve que caia lá fora. Uma vez que neva pela primeira vez nesse ano, é sinal de alegria e, bolas de neve.
“Assim que ela passar pela porta, atiramos as bolas nele’’ – Ouvi os pensamentos de Emment, como sempre, a cabeça das palhaçadas.
Eu sorri quando imaginei Emment e Jasper, sorrateiramente, se escondendo entre os arbustos repletos de pequenos flocos de neve, cada um com grandes bolas de neve, para me acertar. Mais alguns passos, eu estaria chegando próximo a porta aonde eles se encontravam escondidos.
Enquanto, eu Alice caminhávamos pelos os corredores, ela se mantinha calada, e pensando em algo, só para eu não ler seus pensamentos.
- Edward, vá indo para o refeitório na frente, pois Rosalie esta me chamando...
Olhei de relance, para o fim do corredor e vi Rosalie ali com os olhos arregalados, mas os motivos era Jasper e Emment, pois ambos estavam brincando de guerra de bolas de neve, e ela só queria livrar Alice desse destino. Sorri quando eu imaginei Alice e Rosalie, todas sujas pela as boladas de neve.
Algo hilário aconteceu, assim que passei pela porta. Primeiro, eu pude ouvir Emment gritar “agora!”, e segundo me abaixei o mais rápido possível, fazendo com que, as bolas de neve, passassem por cima de mim, e terceiro, nenhum dos dois tiveram uma reação de defesa, quando viram as bolas de neve, bem na cara de cada um, e foram certeiras em ambas as caras, cai na risada, após o resultado.
Mordido, Emment fez outra bola de neve, e dessa vez, ela foi rápido do que eu, mas, felizmente, acertou meu ombro, e não o rosto. Agora eu queria fazer parte da brincadeira, e rapidamente fiz duas bolas de neve, a primeira eu errei, acertando o muro da escola, e num átimo joguei de imediato a outra, acertando as costas de Emment. Senti algo gelado bater contra as minhas costas, olho para trás e vejo o culpado dando gargalhadas, Jasper não se conteve, quando viu a bola de neve se desfazer toda em minha costa.
Formo mais uma bola de neve, e jogo em Jasper, mas o mesmo se desvia, e ela acaba por acertar a cabeça de alguém, não ligo, e volto a tentar acertar Jasper, e dessa vez consigo uma o acertou no ombro, e outra de raspão e seu rosto. Emment riu a notara situação de Jasper, e logo me ajudou a detonar ele com bolas de neve. Jasper tenta se defender, acertando em cheio a barriga de Emment.
- Oh! Seu filho... — Dizia ele, quando sentiu a pancada.
Eu comecei a rir de Emment, onde já se viu sentir dor por causa de uma bola de neve? O filho da mãe, não é que estava fingido? Ele se virou rapidamente para mim, e sem piedade desferiu em meu rosto, uma outra bolada de neve. E ela se desfez, por completo, entre minha testa e meus cabelos.
- Já está bom! Chega! — Nos três olhamos para Rosalie, que estava com Alice ao seu lado.
“Vamos acertá-las?” – Emment me perguntou pelos os pensamentos.
Alice previu o que ia acontecer com ela e Rosalie.
- Não faça isso Emment! – Alice ditou. – Vamos para o refeitório agora!
Emment não se conteve, teve que rir, apesar de saber que ninguém conseguia contradizer sua irmã. Jasper, apenas sorriu quando viu Alice querer por autoridade. Eu também ri, mas ninguém havia notado que eu estava escondendo duas bolas de neve.
Todos começaram a se direcionarem para o prédio do refeitório, fui o último a seguir Alice e Rosalie, já podia me imaginar sorrindo maliciosamente, e nos segundos seguintes eu acertei na uma bola de neve na cabeça de Emment e a outra joguei contra-parede propositalmente, para se desfazer e vários flocos e acertarem todos eles.
- Me desculpem, mais não podia desperdiçar essa chance... – Disse rindo para eles.
Rosalie foi que ficou mais suja, e me fuzilou com os olhos. Alice apenas se limpara enfurecida. Emment também se limpava mais este, foi que ficou mais sujo.
Quando chegamos ao refeitório, ele ainda tinha poucas pessoas nas mesas, pois ainda tinha uma fila enorme de pessoas, esperando a sua vez chegar, para enfim comprar algo para comer. Todos estavam felizes por causa do clima de hoje, rondava vários comentários de guerra de neve, ao que parece Mike Newton foi o iniciante dessa idéia. Supervisiono todo o recinto, em busca de uma pessoa, Bella ainda não chegara ao refeitório, o que sei é que ela está na escola, li os pensamentos de Jessica e Mike, e entre eles, houve uma conversa – comum para os humanos – estavam pelo os corredores andando.
- Ei Relaxa, ela não é um monstro, só é ter calma, pois ela já está chegando... – Falara Alice, ela acabara de prever isso.
Não dera nem 1 minuto, para que eu possa relaxar, pois pude pegar os pensamentos de Jessica, ela estava com Mike e Bella. Quando olho para minha direita vejo os três, indo para fila para comprarem seus lanches.
Eu volto para minha mesa para ela não me pegar a observando. Meus irmãos estão falando coisas banais sobre a vida, e falando sobre o clima, todos rindo e se divertindo, Alice enquanto ria, seu rosto rumou para o meu, pensando algo ‘’ela já está aqui’’.
Agora fiquei com meus ouvidos atento para a fila que a cada minuto diminua.
- Ei! Bella? O que você quer? – Ouvi Jessica falar para Bella, e rapidamente mergulhei nos pensamentos de Jessica, e ela havia notado que sua amiga estava a nos observar, e em seguida, após sua pergunta, viu Bella abaixar sua cabeça.
O que bela pensava nesse exato momento? E essa foi a primeira vez que percebi que ela tinha algo, não sei bem o que era só sabia que a protegia de meu dom. De imediato olho para fila e vejo Bella de cabeça baixa, acho que meros segundos ela ficara rosada.
- O que há com Bella? – Perguntava Mike a Jessica, que de imediato sorriu quando Mike fez a pergunta para ela.
- Nada. – Foi a primeira vez que eu escutara voz dela hoje. – Só vou querer refrigerante hoje.
Bella emparelhou-se com o último da fila, contive um pequeno sorriso, Jessica virou-se quase que por completo para Bella e perguntou:
- Não está com fome?
- Na verdade estou meio enjoada... – Ela respondeu ainda de olhos para o chão, seria medo de mim e dos meus irmãos?
Mike se sentiu desnecessariamente preocupado com relação à Bella, fiquei com raiva, em relação a isso, no entanto não sabia o porquê.
Virei-me novamente para minha mesa, e rapidamente passei a mão em minha cabeça, para retirar o que restava da neve. Eu, Emment, e Jasper, começamos a rir de Alice e Rosalie, pois ambas estavam se curvando para o mais longe de nós, não queria sentir algo gélido cair em cima delas. Apesar de tudo estávamos quase que atuando, transparecendo aos outros que éramos realmente “humanos”. Emment como sempre todo brincalhão, começou a sacudir seu cabelo em cima de Alice e Rosalie, ambas tentavam se esquivar, mas era impossível.
- Bella, o que você está olhando?
Ouvi Jessica perguntava para Bella, eu já sabia que era para a minha mesa. E num átimo olho para a mesa de Bella e encontro o olhar dela e de sua amiga Jessica. Bella rapidamente virou o seu rosto, deixando seu cabelo esconder sua cara. Estava tão curioso para ler seus olhos, e infelizmente à assustei.
- Edward Cullen está olhando para você – Ouvi Jessica sussurrar com risadas, no ouvido de Bella.
- Ele não parece está com raiva, parece? – Não pude deixar de rir dessa pergunta.
- Não – Jessica logo respondeu a pergunta de sua amiga, mais com uma expressão de confusão. – Deveria estar?
- Acho que ele não gosta de mim – Ela falara num tom baixo, enquanto abaixava sua cabeça até o seu braço. Será que estava passando mal mesmo? Mesmo assim não tive receio de ficar a olhar Bella.
- Os Cullen não gostam de ninguém... Bom, eles não percebem a presença de ninguém para gostar. Mas ainda está olhando para você.
Não podemos arriscara vida de ninguém, é por isso, que nos distanciamos dos humanos, não por ignorância, mas por proteção.
- Para de olhar para ele. – Ditou Bella, enquanto Jessica retribuía com risadinhas.
“Mas uma se iludindo com o Edward...” – Pensou Jessica.
Hoje resolvemos ficar mais um pouco em nossa mesa, de vez em quando olhava de relance para mesa de Bella, desde aquele momento em que a flagrei me espiando, parecia que se sentia envergonhada, pois não tirava o seu olhar de sua mesa, e com os ombros rebaixados, tentava prestar atenção no assunto sobre a guerra de neve que teria após o término das aulas, no entanto seu olhar demonstrava desgosto aquilo, mas não abrira sua boca para dizer que era contra ou a favor dessa idéia proposta por Mike.
Não ficamos muito tempo ali sentados, rapidamente levantara-se um após o outro, rumando para uma das saídas do refeitório. Bella não olhou mais para a nossa mesa.
Fui seguindo-os através dos pensamentos de Mike, e assim que passara pela porta fora, ele ficara com raiva, pois toda aquela neve se dissipara com a chuva que começava a cair lá fora. Abri um sorriso vendo ele triste, não sei por que fiz isso, mas me senti bem.
- Vamos? – Perguntara Rosalie.
Ninguém respondeu só a seguimos.
Já estava chegando ao corredor da minha sala, o Sr. Banner já estava na sala, no entanto, ainda faltava alguns minutos para o sinal tocar, então ele não do que reclamar. Quando faltavam alguns passos para eu chegar à sala, pensei: “Será que Bella já estaria na sala?”
Quando entrei na sala, o Sr, Banner estava andando pela sala distribuindo para cada mesa, um microscópio e uma caixa de lâminas. Hoje teríamos uma aula em dupla, isso seria ótimo, assim ela poderia pensar que eu não sou tão ruim, pois eu quero mostrar isso a ela como forma de desculpa.
Já estava me aproximando de minha carteira, quando eu vi Bella Swan se ocupando em rabiscar algo na capa de seu caderno. Ainda que olhando para ela, fui em direção a minha cadeira, e a puxei, Bella escutou o barulho que vinha do seu lado, no entanto ela não cogitou em olhar, fazia-se de interessada em sei desenho, mas ela deu uma pequena pausa assim que ouviu o som da cadeira sendo puxada.
- Oi – Tentei falar com o tom mais suave possível.
E deu certo, pois eu a fiz olhar de imediato para mim, por mais que ela demonstrasse tordoamento ao perceber que eu tinha direcionado a palavra para ela. Eu a olhava cautelosamente, enquanto eu transmitia simpatia através de um leve sorriso. Seus olhos ainda eram de espanto, mais podia ver que ela me admirava.
- Meu nome é Edward Cullen – Sorri para ela mais uma vez. – Não tive a oportunidade de me apresentar na semana passada. Você deve ser Bella Swan.
Estava esperando ela dizer algo para mim, no entanto, ela não teve outra reação do que ficar congelada, pensando em alguma coisa, queria saber no que ela pensava, mas, infelizmente, não conseguia.
- Co-como você sabe meu nome? – Ela gaguejou.
Sinceramente essa garota ela é diferente dos outros humanos, primeiro não tinha medo de dirigir a palavra para minha pessoa, e segundo, como eu não consigo ler seus pensamentos, isso faz com eu me surpreenda com ela, pois ele sempre reagia diferente, como agora, eu fiquei pasmo com sua reação, achei que ela diria algo: “Ah o prazer é todo meu, e sim esse é meu nome”, mas não, não respondeu como qualquer outro ser humano faria.
- Ah, acho que todo mundo sabe seu nome. A cidade estava esperando você chegar.
Ela deu um sorriso duro, dando a entender que não gostou de minha resposta.
- Não, quero dizer, por que me chamou de Bella? – Eu não acredito, por que ela me perguntou isso? Não foi ela própria que disse que prefere que a chamem de Bella e não Isabella.
Isso me deixou confuso.
- Prefere Isabella?
- Não, gosto de Bella – De imediato ela respondeu. – Mas acho que Charlie... quer dizer, meu pai... deve me chamar de Isabella nas minhas costas... é como todo mundo aqui parece me conhecer. – De certo ela tentava explicar o que ela mesma enrolou.
- Ah. – Não queria constranger a garota, por tanto não cogitei em responder.
E naquele exato momento, o Sr. Banner começou sua aula. Ele estava explicando sobre o que íamos fazer hoje na pratica de laboratório. O assunto, nada de extraordinário. Era sobre o estudo das células na ponta da raiz de cebola, teríamos que separá-las. O professor nos disse para não usar os livros, se bem que eu nunca ia precisar, sei sobre isso há muito tempo, mas ele falou que em 20 minutos voltaria para certificar se fizemos tudo como ele queria.
- Podem começar – Ditou ele.
Olhei para o microscópio, sabendo muito bem, como deveria usá-lo e qual seria a resposta sem olhar nas lâminas. Formei um sorriso torto antes dizer algo, e ela logo me olhou.
- Primeiro as damas, parceira? – Ela continuou me observando a sorrir para ela, mas com uma cara que eu não conseguia decifrar – Ou posso começar, se preferir. – Dei uma sugestão a ela, pois não saberia se ela era capaz de resolver algo assim.
- Não – Ela respondeu de imediato, logo corando. – Eu começo.
Não respondi, acreditei no potencial dela. Eu a observava colocar a primeira lâmina no lugar sob o microscópio, em seguido o ajustou, e ela até então fez certo, ajustando a lente para a objetiva de 40x. Bella ficou ali, estudando por alguns instantes.
- Prófase. – Por fim ela respondeu, mas num tom de convicção.
- Importa-se se eu olhar? — Lhe perguntei.
Mas ela já estava retirando a lâmina, e rapidamente tentei a impedir, eu peguei sua mão. Não deveria te feito isso. Pois ela se assustou com esse rápido toque. Sabia que para ela, ou para qualquer um, sou muito frio, e com rapidez, ela afastou sua mão da minha. Mas, nesse rápido toque eu pude sentir algo, não sei se ela também sentiu o mesmo, mas o que senti foi uma rápida corrente elétrica passar por minha mão e se dissipando pelo o resto do corpo.
- Desculpe. – Ditei e tirando de imediato minha mão que pairava no ar, e a levando até o microscópio.
Eu peguei o microscópio, e com sutileza pus meus olhos nele e comecei a analisar a célula, mais fui mais rápido do que ela e concluir minha tese.
- Prófase. – Concordei, ela estava certa, ao que parece ela é muito mais inteligente do que eu pensava, volto os meus olhos para a nossa folha e respondo a primeira conclusão. Troquei rapidamente a lâmina pala a próxima, e analiso-a. – Anáfase. – Murmurei enquanto escrevia.
- Posso? – Ela perguntou, mais com um tom indiferente, que a mesma até notou.
Sorri maliciosamente para ela, enquanto empurrava o microscópio para ela, que o pegou com ansiedade de ver se eu estava certo. Mas ela rebaixou seus ombros, demonstrando decepção, talvez por que eu estava certo.
- Lâmina três? – Sorri secretamente da forma como ela falou, pois ela não olhara para mim enquanto pedia a próxima lâmina.
Com cuidado de não tocá-la mais uma vez, peguei a terceira lâmina e quando faltavam milímetros de distância joguei em suas mãos.
- Intérfase. – Ela falara, e mais uma vez segura do que dizia, no entanto ela passara o microscópio para mim, antes que eu pudesse pedir.
Dei outra espiada, mais rápida que a anterior, só para me certificar, e percebendo que Bella estava com receio de responder, pegue o papel e respondi.
Fomos o primeiro a terminar, enquanto todos ali se perdiam entre as lâminas, tinha um grupo o qual a Bella espiava, pois ambos já haviam desistido, e estavam com um livro de biologia II sob a carteira.
Percebi que ela tentava não me olhar, já estava quase convicto que isso era um sinal de medo, que seu cérebro tentava lhe dizer, mas mesmo assim, não obteve sucesso e logo olhou para cima encontrando meu olhar, que estavam frustrados mais uma vez, pois ainda me perguntava, por que eu não conseguia ler os pensamentos dela?
- Você usa lentes de contato?
Fiquei confuso com aquela pergunta.
- Não.
- Ah. Pensei ver alguma coisa em seus olhos. – Murmurou e depois deu de ombros e desviou seus olhos.
No entanto, ela percebeu que meus olhos tão de outra cor, pois me lembro que na última vez que a vi, eu estava com os olhos negros e famintos. E vi que ela estava trabalhando em pensamento, em alguma coisa, no entanto não sabia o que era. Quando pensei na última vez que a vi, e que a quase a matei, senti tentação fluir dentro de mim, mas a controlei, infelizmente ela notou que eu estava com as mãos fachadas novamente com força.
“Por que sempre esses alunos, deixam seus afazeres escolares, para ficar conversando durante a aula?” – Pensava o Sr, Banner, enquanto se direcionava à nossa mesa, pois queria saber o motivo de mim e Bella não esta mais trabalhando.
- Então, Edward, não acha que Isabella devia ter a chance de usar o microscópio? – Ele perguntou assim que chegou à nossa mesa.
- Bella – Dei ênfase. – Na verdade, identificou três das cinco lâminas.
O Sr. Banner agora olhava com curiosidade, para minha parceira de turma.
- já fez essa experiência de laboratório antes?
Bella sorriu com timidez em relação à pergunta.
- Não com a raiz de cebola.
- Blástula de linguado?
- Foi.
Ele assentiu coma resposta de Bella.
- Você estava em algum curso avançado em Phoenix?
- Estava.
- Bom. Acho que é bom que os dois sejam parceiros de laboratório. – Dissera ele depois de certo tempo. — Vejo que tem alguém que páreo ao Edward... – Essa última parte ele não disse em voz alta, apenas sussurrou de si para si.
Sem mais o que fazer ou talvez falar, Bella voltou a rabiscar a capa de seu caderno novamente.
- Que chato aquela neve, não é? – Senti que estava na hora de puxar assunto, e fiz logo uma pergunta sobre o clima, como vez ou outra os humanos perguntam.
- Na verdade não. – Me respondera com sinceridade, quando para de rabiscar seu caderno.
- Você não gosta do frio. – Afirmei.
- Nem de umidade.
- Forks deve ser um lugar difícil para você morar – refleti, sobre sua afirmação com a minha.
- Nem faz ideia – percebi a melancolia em sua voz.
Agora me senti curioso em saber o motivo pelo o qual ela veio para cá, afinal, se ela não gosta daqui, tem que ter um motivo sólido.
- Então por que veio para cá?
Ela paralisou-se, estava pensando em algo, talvez em relação a minha pergunta.
- É... complicado.
- Acho que posso aguentar. – A pressionei, pois a curiosidade me dominara.
Ela de não respondera de imediato, pois parecia que estava ponderando em se contava ou não contava, afinal sou, ainda, um estranho para ela. Depois ela olhou para mim, e meus olhos faiscaram para os seus.
- Minha mãe se casou de novo. – Ela me respondera ainda me olhando.
- Isso não parece tão complexo – Discordei, mas logo pus simpatia em minha voz. – Quando foi que aconteceu?
- Em setembro. – Sua voz emitia tristeza.
- E você não gosta dele. – Supus.
- Não, o Phil é legal. Novo demais, talvez, mas é bem legal.
- Por que não ficou com eles? – Me sentia mais do que interessado, pois se ela não tinha problemas com a sua família, por que veio para cá?
- Phil viaja muito. Ganha a vida jogando bola. – Ela deu meio sorriso para mim e a retribuí.
- Eu o conheço?
- Provavelmente não. Ele não joga bem. É da segunda divisão. Ele se muda muito.
- E sua mãe mandou você para cá para poder viajar com ele.
Supus novamente, e enquanto dizia ela elevou seu queixo um pouquinho.
- Não, ela não me mandou para cá. Eu quis vir.
Uni minhas sobrancelhas, com indignação.
- Não entendo. – Falei num tom frustrado.
Enquanto eu a observava ela suspirou por alguma coisa.
- Ela ficou comigo no começo, mas sentia muita falta dele. Isso a deixava infeliz... Então cheguei à conclusão de que estava na hora de passar algum tempo de verdade com Charlie.
- Mas agora é você que está infeliz. – Assinalei.
- E? – Ela havia percebido meu interesse incomum, pela a sua história, e logo lançou um desafio.
- Isso não parece justo. – Dei de ombros, enquanto a olhava.
Ela riu sem humor.
- Ninguém te contou ainda? A vida não é justa.
- Acho que já ouvi isso em algum lugar – concordei secamente, lembrando-me de como seria injusto com ela se a matasse naquele dia.
- Então é isso – Ela parecia insistir em algo, enquanto eu a avaliava.
- Está fazendo um belo papel – disse bem devagar. – Mas aposto que está sofrendo mais do que deixa transparecer.
Ela deu um sorriso duro para mim, pois ela percebera que eu tinha razão.
- Estou errado?
Ela tentou me ignorar, não queria responder.
- Acho que não – murmurei de modo presunçoso.
- Por que isso interessa a você? – Eu a irritei, mas ela para não demonstrar, mantinha sua visão no professor, estava checando os outros trabalhos.
- Estou irritando você? – Estava cismado, no entanto ela tirou sua visão do quadro negro, e voltando-se para mim.
- Não exatamente. Estou mais irritada é comigo mesma. É tão fácil ler minha expressão... Minha mãe sempre me chama de livro aberto. – Ela franziu sua testa.
- Pelo contrário, acho você muito difícil de ler. – Estava falando a verdade.
- Então você deve ser um bom leitor.
- Em geral sou. – O dei um sorriso largo para ela.
O professor chamou toda a turma, iria falar sobre a aula de hoje, no entanto enquanto Bella tentava prestar a atenção, eu ficava a admirando, mas isso acabou me dando uma sede, minha garganta começou a arder lentamente, e rapidamente me afastei dela, com as mãos agarradas na beira da mesa, demonstrando uma evidência tensão.
O sinal tocou, dando o fim de mais uma aula, ainda bem que estava alimentado se não eu não resistiria. Sai quase que correndo da sala.
Fui para minha próxima aula, não estava muito interessado na aula de inglês, o professor estava dando uma revisão sobre o assunto que ia cair na prova de amanhã. Já sabia muito bem, o que seria. Mas agora estava pensando em tudo que ocorreu entra minha conversa com Bella, estava feliz, que eu obtivera um ótimo resultado hoje, pelo menos tinha certeza de que agora, lhe mostrava uma boa impressão de minha pessoa.
Aula foi muito rápida, felizmente essa era aminha ultima aula. Já estava indo para o estacionamento, meus irmãos já estavam indo também. Quando cheguei ao estacionamento, vi que a chuva se tornara uma nevoa. Andei para o outro lado do estacionamento, no meio do caminho, encontrei o carro de Bella, sinal de que ela ainda não tinha ido embora.
Não demorou muito para que outros alunos chegassem ao estacionamento para logo pegarem seus carros e irem embora. Vi Bella surgir entre a multidão de alunos, ela não me viu então a vi destrancar seu e em seguida entrar no mesmo, ela ligara o aquecedor. Depois abriu seu casaco, abaixou seu capuz, em seguida afofou os cabelos.
Bella olhou em volta do carro, se certificando de que podia sair, mas ela me pegou a olhando, meu carro estava a três carros de distancia do dela, acho que foi por isso que ela notou minha presença. Bella desviou seus olhos dos meus rapidamente, ela engatou uma ré, quase batendo num carro enferrujado, e notei que pertencia a Brian Luc, um jogador de futebol da escola. Ela estava olhando para o outro lado, mas, deu sua segundo ré e com sucesso, estava rindo comigo mesmo, imaginando como ficaria o carro de Brian depois do esmagamento causado pela Picape de Bella. Ela seguiu para fora da escola, olhando para frente sem olhar para mim, no entanto só me pegou sorrindo, pelo o canto do seu olho.
Não demorou muito para que meus irmãos chegassem até o estacionamento, e assim que chegaram, entrei no carro, rodei a chave, e partimos de volta para a nossa casa.
Alice achava que eu esqueci sobre aquele assunto que aconteceu entre nós dois hoje de manhã, mas assim que chegarmos em casa, forçarei de alguma forma dizer.
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