Altos e Baixos
9 Capítulo 9
Notas iniciais
BJs e MANDE REVIEWS.
Mal amanheceu e eu já estava acordado preparando café pra um sonolento Lucas, que se arrumava para o trabalho. Após passar o café fui ajudar Lucas a se arrumar, não sem antes passar no quarto e verificar se as crianças estavam dormindo. Após conferir, entrei no banheiro enquanto Lucas penteava o cabelo.
-Amor, teria como você chegar mais cedo hoje?
- Não sei meu bem, por quê?
- É que a dispensa ta praticamente vazia e com a chegada do Daymian amanhã eu vou precisar fazer compras. Tem como você me levar?
- Claro, mais e as crianças?
- A gente as leva, é bom que elas saiam um pouco.
- Ok – o diz saindo e indo colocar os sapatos
- Tchau Joseph.
- Lucas! – chamei enquanto ele passava pela porta
- O que?
- Quando é que vai aprender fazer um nó de gravata decente? – o repreendi me aproximando, apertando a gravata, colando nossos corpos no processo e roçando “sem querer” minha coxa na ereção matinal dele.
- Quando você parar de fazer isso de um jeito tão sensual. – respondeu ele e logo seguida me deu um beijo. – Tenho que ir.
- Tchau meu bem.
-Tchau.
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A manhã passou num piscar de olhos, enquanto eu arrumava a casa, fazia o almoço e brincava com as crianças. E por falar nelas, eu tenho que ver uma escola logo pra eles, já estão com sete anos e por mais que eu tente, eu não consigo ensinar muita coisa, já que Daniel não enxerga e Clarisse, apesar de se esforçar tanto não consegue ler nem escrever o próprio nome.
Mais agora que eles estão dormindo eu vo logo fazer a lista e começar a pensar onde meu irmão vai dormir. O apartamento só tem dois quartos o meu e o das crianças, como eu vou fazer?
Triiim,Triiim.
O telefone toca e me tirando dos meus devaneios.
- Alô?
- Joseph Lawrence? Lembra-se de mim? – diz a pessoa na outra linha e sinto um calafrio.
Essa voz...
— Você tem uma bela voz – disse uma voz atrás de mim.
Virei-me e dei de cara com um rapaz de mais ou menos vinte e quatro anos, era alto e tinha um porte físico invejável. Possuía cabelos negros e olhos castanhos hipnotizantes, além da pele morena marcada pelo sol, vestia uma blusa vermelha e uma bermuda xadrez branca.
- Obrigado. – agradeci sorrindo
- E pelo visto não é só a voz. – agora quem sorriu foi ele e de uma forma totalmente sedutora.
- Jefferson Scarlet!? – digo surpreso enfim reconhecendo.
- Que bom que se lembra.
- Como conseguiu meu número? — digo sério e deixando transparecer toda a minha insatisfação com o telefonema dele.
- Ora Joseph, vamos combinar que você não é uma pessoa desconhecida pelo mundo. Uma rápida visualização de seu perfil na editora EpicWritters foi o suficiente.
- O que você quer?
- Se me lembro bem eu disse que queria te conhecer melhor, virarmos amigos, não foi?
- Sim e se me lembro bem eu disse que sou casado.
- E qual o problema?
- O problema é que eu não vou trocar o um homem que me fez e que me faz feliz por um moleque igual a você que nem saiu das fraldas.
- Nossa Joseph assim você me ofende. – diz ele sacárstico.
- É o que eu espero.
- Vamos lá Joseph, me de uma chance!
- Desista Jefferson!
- Você não facilita, hein?
- E você não se toca! — já estava perdendo a cabeça com aquele idiota.
- Seu marido deve ser muito bom mesmo...
- Você não faz ideia, e agora se me der licença eu tenho mais o que fazer!
- Não vai se ver livre de mim assim tão fácil Joseph! Quando eu quero uma coisa eu não paro até conseguir, espere e verá!
- Isso foi uma ameaça?
Tu tu tu tu
Foi isso que eu entendi? Aquele sujeito liga pra minha casa, tenta me seduzir, e ainda por cima me ameaça? Que semana meu Deus, que semana!
Desligo o telefone e vou continuar a fazer a lista de compras, já estava terminando quando ouço o telefone tocar novamente.
- Se for aquele desgraçado de uma figa, ah ele vai ouvir umas verdades!
Pego o telefone e atendo audivelmente irritado.
- ALÔ?
- Amor? – A única voz que consegue me acalmar – O que foi? Aconteceu alguma coisa?
- Não meu bem, e que uma pessoa me ligou e acabou me estressando.
- Que pessoa?
- Ah.., aquele povo de telermaketing, você sabe o quanto eles me tiram do sério. – menti.
- Ok...
- Mais me diga por que ligou?
- Só pra avisar que eu já to saindo do trabalho e que quinze minutos eu to passando ai.
- Está bem então meu bem.
- Ta, tchau.
- Tchau.
Voltei pra minha lista e terminei de anotar tudo, fui no quarto das crianças e elas já estavam acordadas e brincando.
- Oi meus anjinhos, que bom que já acordaram.
- Papai, você estava brigando com alguém? – pergunta Clarisse.
- Ouvimos você gritar – fala Daniel fitando o chão com seu par de orbes azuis.
- O papai só se estressou um pouco meus anjos! Nada demais coisa de adulto. – sorrir para tranquiliza-los – Agora o que me diz de irmos ao supermercado comprar um monte de coisa gostosa pra gente comer?
- Eba! – gritaram juntos me abraçando.
- Agora vamos nos arrumar que o pai de vocês vai vir buscar a gente em seis minutos.
Digo me desvencilhando e indo até o guarda roupa do quarto de hospedes, e pegando algumas roupas pra eles e logo em seguida levando eles para o banho.
Em cinco minutos exatos já estávamos os três prontos e esperando Lucas na calçada do prédio. Clarisse estava linda, usava uma tiara branca no cabelo, um vestido rosa claro com bolinhas de um rosa mais escuro, uma blusinha branca aberta por cima e um par de sapatinhos brancos. Já Daniel não ficava atrás, estava usando uma blusa amarela, uma bermuda branca e um par de tênis pretos.
Lucas chegou e entramos no carro.
O caminho até o supermercado não era longe, essa é a vantagem de morar nesse bairro, tudo aqui é perto. Não passo nem cinco minutos e já estávamos dentro do estabelecimento, Lucas ia guiando o carrinho, enquanto as crianças iam comigo de mãos dadas.
- Desculpe amor, eu sei que você ta cansado, mas o meu carro tem uma porta- malas pequeno. – disse vendo a expressão cansada dele.
- Tudo bem.
- Papai, papai! – chamou Clarisse enquanto puxava a perna da minha calça.
- O que foi pequena?
- O que é aquilo ali? – disse apontando pra um potinho rosa.
- É iogurte, você nunca tomou?
- Não, lá nós só tomávamos leite e comíamos pão.
- Você quer?
Ela acenou com a cabeça.
- Pode pegar então.
A menina pegou o alimento e colocou no carrinho.
- É uma bela garotinha. – disse uma mulher que aparentava ter 34 anos.
- Obrigado.
- Sua filha?
- Nossa.
Disse e vi a mulher nos olhar enojada e em seguida sair a passos pesados enquanto dizia “o mundo está perdido”, eu e Lucas nos entreolhamos e rimos. Aquilo já era tão banal que chegava ser engraçado quando ocorria.
Fizemos a bendita compra e fomos embora, compramos o suficiente pra um mês inteirinho. Em seguida fiz o jantar, dei banho nas crianças e as botei pra dormir. E enquanto a Daymian, ele que durma no sofá quando chegar, já tive muito aborrecimento por um dia.
Tomei um delicioso banho com Lucas e apesar de tentador não fizemos nada, só ficamos abraçados na banheira cada um pensando em seus problemas. Eles provavelmente com os no trabalho e eu infelizmente em Jefferson. Aquelas bentitas palavras não saiam da minha cabeça. Mais que droga como se eu não tivesse tantos problemas esse idiota ainda vem me azucrinar as ideias!
Lucas fez a menção de sair e eu o acompanhei.
Já seco e vestido eu desabei na cama tentando esquecer o que Scarlet me disse.
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