Altos e Baixos
2 Capítulo 2
A noite passada foi ótima, Lucas e eu fizemos amor como se fosse a primeira vez, claro depois de uma longa conversa onde ele prometera que iria mudar. Acordei com sorriso no rosto e me virei na intenção de encontrar os lindos olhos castanhos do meu amado, mais o que encontrei foi à cama vazia, me levantei e coloquei uma blusa social dele que estava jogada no chão, depois desci para procurá-lo.
Já estava indo pra sala do pequeno apartamento quando senti o cheiro de café, me dirigi até a cozinha e lá estava ele fazendo café somente de cueca, enquanto queimava a mão com o mesmo. A cena até seria hilária se não repetisse todos os dias.
- Você não tem jeito mesmo né? – falei sorrindo
- Joseph? – perguntou ele virando e esbarrando na garrafa de café fazendo a mesma derramar, todo o líquido dentro da pia – Droga!... Queria levar pra você lá na cama.
- Não tem problema – disse eu o ajudando a limpar a bagunça – E além do mais seu café é ruim mesmo. – disse brincando
- Idiota – rebateu ele me dando um soco fraco.
- Idiota esse que você ama né?
- Convencido! – disse ele selando nossos lábios num ato carinhoso.
- Sabe amor, — comecei me sentando em cima da mesa – estive pensando e... O que você acha da gente adotar uma criança?
- Uma criança amor? – disse ele me olhando sério, eu já disse que ele fica tão sexy assim?
- É amor, sabe eu sempre tive o sonho de ser pai, você não?
-Claro que sim, mas – ele chegou um pouco mais perto – você sabe que vai ser difícil né? Tanto pra criança quanto pra gente não sabe? Nós iremos sofrer mais preconceito do que já sofremos e muitas pessoas não nos aprovaram e além do mais...
O interrompi colocando meu dedo indicador sobre os lábios dele
- Você pensa demais Chevalier, é por isso que a gente briga tanto. Vamos fazer o seguinte – disse passando o mesmo dedo pelo peitoral branco e definido dele – a gente vai lá adota e da todo o amor e o carinho que só a gente tem, e os problemas... a gente pensa neles depois, ok? – disse sorrindo.
-Agora – envolvi a nuca dele com os meus braços – vamos lá pro quarto, por que essa sua Box preta ta me deixando louco!
- O senhor é que manda! – disse ele me pegando no colo e subindo as escadas.
“Finalmente estávamos nos acertando”
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