Alternative Rerum
1 Mensageiros de Damásio- O inicio de uma Guerra
Notas iniciais
"Se a sua vida é isenta de fracassos, então você não está assumindo os riscos necessários", assim damos mais um passo na historia...
"Aécio Vindico", acabara de dizer o homem de aparência sinistra e desconhecida, com o rosto escondido pelo capuz de uma capa branca que cobria todo o seu corpo, com barba grande, grisalha e chamuscada, enquanto olhava de cima de uma montanha, tão alta que se elevava alem das nuvens.
Enquanto isso o jovem Aécio caminhava apressado com a cabeça baixa pelas pessoas, um jovem bonito que chamava atenção pelos seus olhos azuis penetrantes, cabelos negros caídos vestido com um terno preto e roupa social preta."AécioVindico", sussurrou o homem parado atrás de Aécio, fazendo com que o jovem se virasse para ver quem o chamava, mas não viu ninguém, então voltou a caminhar enquanto olhava para o relógio "Droga, estou atrasado",exclamou o Aécio que começou a correr, até chegar a casa de Alene, uma casa enorme com paredes grossas de mármore, uma porta enorme de madeira, janelas enormes com sacadas e um grande jardim, então quando o jovem se aproximou ouviu Alene o chamar, "Aécio, Você esta atrasado!", Aécio se virou, os ombros iam pra cima e para baixo por causa da respiração pesada do cansaço, sua boca estava seca, até que seus olhos avistaram Alene fazendo o mesmo esquecer o cansaço ao presenciar a beleza de Alene, que havia se arrumado para ir a um evento. "Por que esta tão arrumada?", perguntou Aécio sem conseguir desgrudar os olhos da jovem que vestia um vestido branco quase transparente que encaixavam em torno das suas belas curvas, os seus cabelos castanhos dançavam soltos ao ar, e seus belos olhos verdes brilhavam enquanto ela mostrava seus belos dentes com um lindo sorriso, talvez o mais belo que Aécio já havia visto."Parece que Alceste, filho de Alcídes vai fazer um discurso na cidadela, e ele é um amigo meu de infância", disse Alene caminhando até Aécio, segurando suas mãos e o puxando, "Vamos, venha tirar essas vestimentas vulgares e vestir outras menos chamativas!", Aécio se solta, então virasse de costas para Alene dobrando a manga do terno e dizendo com um ar de ignorância,"Não são roupas esquisitas, e que de onde venho nos vestimos assim, e eu não vou vestir essas saias que esses caras usam!", Alene deu um sorriso leve rebatendo,"Isso de novo, ainda insistes em dizer que vieste do futuro", Aécio virou-se em frente a Alene tentando mudar de assunto, "Não estávamos atrasados?", "E verdade!",disse Alene enquanto olhava parada com as mão levadas a cintura para Aécio, "O que foi?", disse ele sem entender o por que daquele olhar repentino, "Como quer me acompanhar sem me dar o braço?", Aécio levou a mão para traz da cabeça com uma cara de bobo e dizendo, "Claro", enquanto dava o braço para Alene que abraçava o braço do mesmo enquanto iam para o local do discurso.
Aécio e Alene já haviam chegado ao local do discurso, uma praça enorme, bastante movimentada no canto da praça avia um palco, ali Alceste iria fazer o discurso, do lado do palco tinha um lugar cercado por guardas de Alcídes, atras da praça haviam duas torres que eram ligadas a muralha da cidade por passarelas, o que facilitava o movimento de arqueiros que faziam vigília pela cidade, Aécio e Alene estavam em uma parte privilegiada, enquanto esperavam Alceste que pareceu ficar alegre com a presença de Alene deixando com que entrassem, Alceste vestia uma túnica que ia um pouco abaixo de seus joelhos, com alça apenas de um lado deixando um dos peitos descobridos, tinha um físico forte, seus cabelos loiros escorriam pelos ombros, um ar superior era deixado pelo mesmo. Logo apos terminar o discurso Alceste se dirigiu ao local onde estava Aécio e Alene, então se ajoelhou e beijou a mão de Alene ignorando Aécio a não ser por um olhar, que jogou sobre Aécio que soava mais como uma ameaça, Aécio não conseguia ignorar o fato de que não ia com a cara Alceste, sentindo ódio do mesmo sempre que ele tocava em Alene, "Ciumes?", pensou Aécio consigo mesmo mas balançou a cabeça tentando tirar aquela hipótese da cabeça,"Sem chance", pensou consigo mesmo novamente botando a mão sobre uma adaga que ganhou do pai de Alene que estava na sua cintura,"Tem algo de estranho acontecendo aqui", sussurrou Aécio para si mesmo quando olhou para o lado e viu dois guardas passando por traz do palco, "Estranho, os guardas não deveriam estar nessa área da cidade", refletiu Aécio, que viu Bianor um governante que costumava usar a violência para tirar impostos das pessoas, era conhecido por ser frio, "Não queria deixar Alene sozinha com esse cara, mas não tenho escolha", pensou Aécio enquanto saia sorrateiramente por uma saída que dava atrás do palco, vendo os dois guardas correu para baixo do palco, e ficou observando os guardas conversarem enquanto era ocultado pela escuridão que havia embaixo do palco, o primeiro guarda começou falando, "Então Bianor pretende mesmo, da um golpe de estado para derrubar o Rei Egídio", o outro guarda olhou para os lados para ver se não havia ninguém chegando então falou, "há boatos de que Alceste pretende se unir a Bianor e trair o pai Alcídes", "Se isso acontecer essa cidade vai virar um verdadeiro inferno, sem o rei e outros governantes para segurar Bianor tudo vai sair do controle ele vai começar a se aproveitar do povo, e com certeza ira de livrar de Alceste depois", então Bianor começou gritar os guardas para que voltassem ao seus postos, "Ei vocês parem de conversinha e voltem a patrulha agora!", Aécio sorriu, sim ele sorriu agora tinha um motivo para odiar Alceste e poderia tira-lo de perto de Alene, "Ciumes?", balançou a cabeça,"Não, não poço me apaixonar não por Alene filha, de...", antes que terminasse ouviu Alene gritando pelo seu nome e logo em seguida viu ela passando pela porta resmungando,"Onde foi que o Aécio se meteu?", Aécio esperou ela se virar e então correu e fingiu estar encostado na parede, então Alene o avistou, "O que voce esta fazendo aqui?", dizia Alene com as mão na cintura e tentando fazer cara de brava,"Estava refletindo", retrucou Aécio, então Alene abraçou o braço de Aécio então saíram caminhando no caminho Alene falava mas Aécio pouco escutava do que ela falava, pois prestava atenção nas conversas das pessoas ao redor ,que discutiam sobre um exercito ter atacado o lado norte da cidade e a guerra logo chegaria ao lado sul onde eles se encontravam, então Aécio olhou para Alene vendo a jovem sorrir,"Como eu vim parar aqui, por que eu a conheci? O que eu devo fazer?", pensava Aécio que logo teve seus pensamentos afastados pelo soar de uma trompeta que anunciava algo, então logo Aécio viu as expressões de todos mudarem inclusive a de Alene que começou a puxar Aécio com força pelo braço para que chegassem logo a sua casa,"O que tá acontecendo?", perguntava Aécio, que logo teve sua resposta quando viu o exercito de Fegeu se aproximar destruindo tudo a sua volta e ao seu lado Bianor e Alceste, quando se deu conta a guerra já tinha chegado até eles e um cavaleiro empunhava a espada contra eles.
Fale com o autor