Notas iniciais
demorei, eu sei, mas só recebi dois personagens :'c e agora resolvi postar um primeiro com uma das personagens que recebi só pra vcs nao ficarem sem nada ~~se houver alguem aí o/

A noite caiu quase como num piscar de olhos, e logo começariam as patrulhas do toque de recolher. Coleen pode constatar isso por causa dos três alarmes agudos que ouviu durante o anoitecer. E eles estavam sozinhos, sozinhos e sem abrigo.
Haviam se recolhido a um beco úmido no final do Condado Industrial, e Lewis usava uma jaqueta térmica para aquecer a ambos; a garota estava com a cabeça em seu ombro e agora dava uns leves suspiros de sono, enquanto ele brincava com a chama de um isqueiro. Ficou assim até ouvir um barulho próximo às latas da frente do beco, e ao invés de esconder-se, levantou com cuidado para não acordar Coleen, e deu alguns passos a frente.
A primeira coisa que viu foi uma luz amarela intensa e um camburão escuro avançar pela rua, e em seguida ouviu-se mais um alarme do toque de recolher. Última chamada.
Deveria ser cerca de oito da noite, e as autoridades certificavam-se de que os habitantes estariam em suas habitações, de luzes apagadas longe de quaisquer atividades suspeita ou ilícitas.
Manteve-se a espreita no beco, olhando as luzes e em seguida de volta para a companheira, então foi acordá-la. Deu duas sacudidelas e a garota lhe estapeou a mão.
–Que foi?- ela sussurrou. Ele meneou a cabeça para a entrada do beco e fez sinal de silêncio.
–Toque de recolher. ela arregalou os olhos e assentiu. Levantou-se num salto e espiou pela entrada. O que a gente faz? a garota lhe respondeu com um sorriso que fez seus olhos claros brilharem.
Vestiu a jaqueta completamente e disparou para fora do beco, com Lewis atrás de si. Nessa mesma hora foram cegados por uma luz amarela e uma voz grave os mandou parar. Colocaram as mãos na frente dos olhos durante o instante cego em que pararam, até a pequena puxar o rapaz consigo e ambos desaparecerem na escuridão novamente.
Foram seguidos por ecos da voz grave do camburão os mandando parar, e correram até não ouvirem mais nada.
Coleen e Lewis empacaram ao se deparar com uma figura andando na direção deles,já recomeçariam a correr se não fosse uma senhora de constituição frágil a a esbarrar com eles. A velha passou por ambos sussurrando palavras ininteligíveis e colocou a mão no braço da alternante, apertando de leve.
–Uma criança não deveria estar na rua a essa hora. — sua voz era rouca, e com a pouca luz que ainda existia nas ruas da província de Parlow, pode-se ver seus olhos puxados e cabelo alvo grudado a cabeça. -Você e a sua irmã precisam de abrigo? — ela indagou em voz baixa, dirigindo-se a Lewis. Ele notou o olhar de protesto de Coleen, e respondeu:
–Precisamos, e prometo que não lhe será incomodo. -Sua suposta parente pisou no seu pé, e ele reprimiu um gemido com um franzir de cenho.

Soprou a xícara fumegante depositada em suas mãos e mordeu a cerâmica lascada, antes de beber o chá escaldante que a velha Varice preparara. A ruivinha deixou o cabelo lhe cair sobre a face enquanto encarava Lewis de um jeito incrédulo.
–Seria um milagre se não nos matassem. — falou entredentes. O garoto a encarava com um ar divertido e respondeu fazendo um gesto amplo com a mão.
–Não aconteceu nada, relaxa.
–Nada ainda.- ela acrescentou, semi cerrando os olhos.
O diálogo de ambos foi interrompido pela senhora que entrou no pequeno cômodo, carregando uma velha coberta esverdeada nos braços enquanto sorria fracamente para ambos.
–Fiquem com isso.- e saiu andando apressada, pois havia alguém a porta.
A garota passou a mão enluvada na parede mofada e suspirou enquanto seu parceiro tentava olhar a porta. A alternante e o rapaz paralisaram quando ouviram passos indo na direção do cômodo onde estavam, e se depararam com uma figura feminina escorada na entrada da sala.
Coleen reagiu de forma instantânea, tirou a luva de couro de uma das mãos e a brandiu espalmada no ar, o que fez a mulher rir.
–O que vai fazer com isso?- ela passou a mão em seu cabelo escuro e cacheado, enquanto seus olhos claros passavam da menina para o rapaz, e gostavam do que viam. -Esse era o casal de irmãos que havia me falado?- perguntou, voltando-se para Varice.
–Não se preocupem, crianças, Liz é uma amiga. Pensei que pudesse ajudar.
–Ajudar com o quê? — perguntou Coleen, recolocando a luva e observando a moça ao mesmo tempo. Achava improvável elas terem qualquer relação, sendo a velha uma miserável do condado industrial e Liz o tipo de pessoa asseada que não frequentaria esse tipo de lugar.
–Ora, vocês não ficarão aqui por muito tempo, ficarão? — perguntou a senhora, condescendente. A garota revirou os olhos enquanto a moça começou:
–Preciso levá-los a um lugar seguro, mais cedo ou mais tarde vão dar pela falta de vocês.
–Não diga!- afirmou Coleen brandindo as mãos no ar. -E como posso saber que não nos levarão de volta a onde estávamos? Ou então que já não entregaram a gente? — a moça fez um movimento com a boca, esboçando responder, até ouvir a porta da frente ir ao chão, com um ruído metálico.
Ambos levantaram do chão com um salto, atônitos. Viram Liz sacar uma arma do bolso e apontar para a entrada, enquanto a velha gritava para ela.
–Não era o que você queria? — então a morena mudou um pouco a direção da arma, e atirou na cabeça de Varice, tingindo toda a parede atrás dela de um rubro consistente. Virou rapidamente para os adolescentes e deu uma ordem rápida.
–Janela no fim do corredor. O mais rápido que puderem. — a garota assentiu e puxou o rapaz exitante atrás de si. Em seguida apenas viu o borrão de ambos disparando para fora da casa, quando deu por si sozinha e cercada por policiais da ronda distrital.

Notas finais
digam o que acharam, e tentarei postar o proximo o mais cedo possível e ah,por favor, divulguem por aí com amigos e coisa e tal, ainda tem vagas a preencher e sem personagens isso aqui nao vai pra frente ¬¬ enfim, sem pressão, façam uma pobre escritora feliz
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.