Alta Estação:O Sonho Continua
4 Capítulo 4:Determinada
Notas iniciais
ISABELLA — Diego? Vocês tem certeza disso?
ALICE — Claro Diego!
MARCELA — Você não está pensando que o baixista né Bella?
ISABELLA — Só indo lá pra saber, vamos lá Marcela.
MARCELA — Vamos, gente qualquer notícia do Tomás, liga pra gente tá.
Nós duas vamos embora.
ALICE — Reclamou que a gente demorou pra chegar, mas quem vai embora é ela.
BETO — Não fala assim, não viu que elas saíram daquele jeito?
THIAGO — É muito estranho mesmo!
Os pais do Tomás comunicaram que ele acordou do coma e o pessoal foi lá ver ele.
Alana ficou o tempo todo incentivando algo entre a Alice e o Tomás. Tudo isso porque ela acha que os dois ainda se gostam, ou melhor que a Alice ainda gosta dele, mas o Tomás nunca foi afim dela, e acho que nem nunca vai ser.
Chegamos no apartamento do Diego, lá ele vivia com seus dois amigos, Joana, era uma menina ruiva, muito lindinha, e o Erick, garoto moreno alto e super legal. Joana abriu a porta.
ISABELLA — O Diego tá aí?
JOANA — Tá sim entra!
Nós entramos, encontramos Diego na sala, ele nos viu e levantou.
DIEGO — Sei que a pergunta é estranha mas, o que você tá fazendo aqui?
ISABELLA — É porque ontem o Tomás sofreu um acidente.
DIEGO — Ele tá bem? — disse aflito.
MARCELA — Vai ficar, mas a gente não veio aqui pra falar sobre isso.
DIEGO — É sobre o que então? Fala, vocês estão me deixando nervoso.
ISABELLA — É porque o acidente do Tomás foi provocado por um motorista que veio na contra-mão e bateu no carro dele.
MARCELA — E esse motorista é seu Xará.
DIEGO — Vocês estão pensando que eu provoquei o acidente dele?
MARCELA — Exatamente.
DIEGO — O Isabella, eu não sei se você se lembra de ontem, mas eu tenho bicicleta, eu não tenho carro. E porque diabos eu ia vir na contra-mão.
ISABELLA — É mesmo, não tem sentido ser você.
MARCELA — Se não é ele, vamos descobrir quem é essa pessoa. Vamos na delegacia. Agora!
Os médicos acharam melhor não contar pro Tomás que ele ia ficar tetraplégico, poderia ser um choque muito grande e piorar as coisas.
RAFAEL — Tomás, a cirurgia foi um sucesso, tudo ficou bem. Mas você vai perceber que você não consegue movimentar as pernas certo?
TOMÁS — Você não tá querendo dizer que eu vou ficar de cadeira de rodas pra sempre?
RAFAEL — Não Tomás. É temporário, logo logo, você vai voltar a andar, até o dia que você sair do hospital você vai recuperar os movimentos.
TOMÁS — Que alívio.
Mas ele não estava falando a verdade, e eu acho que se falasse o Tomás não ia aguentar, ia entrar em uma crise de choro e não ia cooperar com os médicos.
Nós três fomos a delegacia, com o papo de que talvez nós possamos reconhecer o cara, já que as testemunhas que viram ele fizeram o retrato-falado, escondido, Marcela tirou uma foto dele, o cara era careca, tinha uma cicatriz na cabeça, um olhar assustador.
Mais tarde eu fui ver o Tomás, e esclarecer tudo de uma vez por todas.
ISABELLA — Que bom que deu tudo certo.
TOMÁS — Ainda bem mesmo!
ISABELLA — Tomás, eu gosto muito de você.
TOMÁS — Eu também gosto muito de você, e você sabe muito bem disso, eu sempre gostei.
ISABELLA — Você sabe que eu não estou falando desse jeito. Você é um ótimo amigo.
TOMÁS — Você tá falando assim por causa do Diego né? Vocês estão namorando?
ISABELLA — Não. Mas eu acho que não falta muito pra isso. Eu quero ser sincera com você, não quero te enganar, é dele que eu gosto.
TOMÁS — Mais sincera impossível. Mas tudo bem, vai ser difícil mas eu vou conseguir te esquecer.
ISABELLA — Amigos?
TOMÁS — Sempre!
ISABELLA — Nós fomos na delegacia hoje.
TOMÁS — Esse nós inclui o Diego?
ISABELLA — Sim! Nós fomos e conseguimos o retrato falado do cara que veio na contra-mão.
TOMÁS — E?
ISABELLA — E que eu vou atrás dele.
TOMÁS — Tá maluca garota? Você não pode fazer isso, deixa isso com a polícia.
ISABELLA — Não tem problema, eu me garanto.
TOMÁS — Não vai.
ISABELLA — Relaxa, eu vou achar esse cara, é a única maneira de te ajudar, deixando esse cara apodrecer na cadeia.
TOMÁS — Pelo menos não vai sozinha! Leva alguém.
ISABELLA — Pode deixar!
Dia seguinte. Sexta. Fui pra praia, meu lugar favorito pra esfriar a cabeça. Fiquei vendo as pessoas, tomei um sol, e acabei encontrando Beto e Alice.
ISABELLA — Oi gente!
ALICE — Oi!
BETO — Tá sozinha?
ISABELLA — Tô pensando um pouco!
Nós fomos até a barraca da água de coco e do outro lado da rua eu vi o "Diego".
ISABELLA — Gente, aquele é o cara do carro. Vem nós temos que ir atrás dele.
ALICE — Cê tá louca?
Nós saímos correndo atrás dele que percebe e tentou fugir, ele nos levou até uma rua e continuamos seguindo ele.
Ao ver um bar, ele jogou algumas cadeiras na nossa frente e saiu correndo, nos fazendo perder ele de vista.
ISABELLA — Droga!
BETO — Vem Bella, vamos embora!
ALICE — Gente ele é bandido, claro que aquele pobrinho ia ser mais rápido.
Deu um nojo quando aquela menina falou "pobrinho" que eu até virei a cara.
Beto levou Alice até o apartamento e me levou até o meu. E durante o caminho conversamos bastante e percebemos coisas que temos em comuns.
Chegamos na entrada do meu prédio.
ISABELLA — Chegamos!
BETO — Que pena. Queria conversar um pouco mais com você.
ISABELLA — Oportunidade é o que não vai faltar!
BETO — Você tem razão! Bella essa tarde foi incrível sério! Desde a perseguição que eu gostei tá. Tô pensando em ser investigador. Até agora. Bella, eu gosto muito de você.
ISABELLA — Também gosto, agora quando eu precisar de alguém pra correr atrás do bandidos comigo, eu chamo você.
BETO — Acho bom hein.
ISABELLA — Eu vou indo Beto, tchau!
Beto me puxa pelo braço.
BETO — Espera!
Beto me pega pela cintura e me dá um longo beijo, confesso que foi bom e que eu gostei. O que eu não podia prever era que o Diego estava vendo do tudo do outro lado da rua. E no problema que toda essa história iria dar.
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