Already Gone

9 Capítulo 9 - Pompeii


Notas iniciais
OIEE! To aqui com o capítulo novo né genten. Queria agradecer a todo mundo que comenta e favorita e também a duas pessoinhas que me ajudam MUITO, primeiro a Scar que me ajudou demaaaisss com esse capítulo e escrever uma recomendação maravigold, e segundo a minha gemêa maravilhosaaaa Manu sz. Escrevi esse capítulo ouvindo Pompeii de Bastille que é uma música que eu amo demais desde 2011 quando lançou. É isso gente, boa leitura!

FLASHBACK ON

I was left to my own devices
Many days fell away with nothing to show
And the walls kept tumbling down
In the city that we love
Grey clouds roll over the hills
Bringing darkness from above

Entrei sala onde todas as luzes estavam apagadas, estava assustador tudo aquilo. Eu havia acabado na base da Argus, eu havia recebido uma mensagem de Oliver me pedindo para que eu o encontrasse aqui, mas onde diabos estavam todos? Antes que eu pudesse dar continuidade aos meus pensamentos, a figura de Oliver apareceu em minha frente.

— Senhorita Smoak, me siga, por favor. – Disse em uma formalidade incomum. Não o questionei apenas o segui. Oliver nos guiou até a uma escada onde subiu até chegar ao terraço na base da Argus. Lá em cima havia uma mesa com um arranjo de flores, velas, duas taças de vinho, uma garrafa de vinho tinto e talheres sobre. Oliver como o bom cavalheiro que é puxou uma das cadeiras para que eu pudesse me sentar. Estava tudo perfeito, digno de um bom jantar romântico. Hoje seria o nosso 4° ano juntos, é claro que ele não deixaria a data passar em branco.

— O que você achou? – Perguntou ele nervoso.

—Oliver está tudo perfeito! – Exclamei. –Parece até que eu sou muito especial. – Brinquei para aliviar a tensão em que ele estava.

— Pois você é a mais especial e merece tudo da melhor qualidade possível. – Rebateu nos servindo do vinho.

Após várias conversas das mais idiotas e divertidas possíveis, decidimos por fim finalizar nossa noite com um último prato. Mas dessa vez Oliver se afastou da mesa e se encaminhou para a escada desaparecendo pela escuridão. Por um momento fiquei totalmente sem reação, o que Oliver estava fazendo afinal? Novamente Oliver interrompeu meus pensamentos, voltando em minha direção. Junto a ele havia uma bandeja que ele cordialmente depositou sob a mesa e abriu a tampa revelando dois suflair’s. Ele não voltou a se sentar e estava nervoso, Oliver nunca ficava ansioso e isso me causou ainda mais confusão. Voltei meu olhar para os suflair’s, onde havia ao lado uma pequena caixinha, e foi então que tudo acendeu em minha mente. Tudo aquilo, o jantar romântico, o nervosismo de Oliver, foi porque ele planejava pedir minha mão naquela noite.

Quando Oliver percebeu que eu havia finalmente entendido seu propósito, ele tirou a pequena caixinha de veludo na cor vermelha com delicadeza da bandeja, abriu-a com certa dificuldade por causa de suas mãos que tremiam um pouco e quando expôs o lindo anel para mim, ele se ajoelhou em minha frente, com o sorriso mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha vida.

— Felicity Megan Smoak, você me faria o homem mais feliz do mundo, aceitando se casar comigo? – Seu nervosismo havia voltado. Instintivamente, levei minhas mãos à boca sentindo uma lagrima de emoção se formando em meu rosto.

Eu sabia desde que o conheci, que tudo que eu mais queria era viver o resto da minha vida com aquele homem, que a minha felicidade estaria sempre ao seu lado e que apenas ele, seria capaz de me fazer feliz. Não havia outro alguém que eu poderia amar, além de Oliver Queen. E apesar de não estar preparada para essa surpresa, que eu acredito que ninguém nunca esteja realmente preparada, eu sabia desde o momento em que entendi a razão do jantar, que minha resposta só poderia ser apenas uma:

—Oliver! Você ainda tem duvidas sobre minha resposta? – Questiono ao fitar emocionada os lindos olhos azuis que me fitavam de volta, aguardando ansiosamente minha resposta. — É claro que eu aceito me casar com você, seu idiota! – Respondi vendo o meu sorriso se espelhar no dele. Oliver finalmente se levantou, deslizando um anel com uma pedra gigante de diamante por meu dedo anelar, e me dando um dos abraços mais genuínos de todo o nosso relacionamento.

Estava tudo maravilhosamente bem naquela noite. Toda nossa missão estava dando certo, Oliver e eu estávamos noivos. Mal sabíamos nós, que aquela noite seria a ultima noite antes da tempestade que nos guardava daqui para frente, o que o destino nos reservava.

But if you close your eyes
Does it almost feel like
Nothing changed at all?
And if you close your eyes
Does it almost feel like
You've been here before?
How am I gonna be an optimist about this?
How am I gonna be an optimist about this?

(...)

Eu e Lyla havíamos passado por horas conversando sobre todos os acontecimentos da noite passada, enquanto analisávamos o anel brilhante que Oliver havia me dado em meu dedo. Era impossível não ver a felicidade que pairava em toda a organização naquele dia, tudo que havíamos planejado estava exatamente em ordem.

— Felicity, esse foi o pedido mais fofo que eu já vi! – Comentou Lyla depois de eu lhe contar sobre todo o jantar da noite passada.

— Tirando o fato do pedido na hora da sobremesa, é claro! – Comentei causando gargalhadas a nós duas. – Ao menos foi fofo. Oliver sempre foi fofo. – Comentei mais para mim mesma do que pra Lyla, me pegando novamente analisando o anel em minha mão. A realidade é que eu tinha muita sorte de ter Oliver em minha vida. Eu não poderia dizer que nossa relação é totalmente perfeita, como todo bom casal, tínhamos nossas brigas e desencontros, mas sempre tivemos uma grande facilidade em nos acertar. O amor que nutríamos um pelo outro era o tipo de amor que qualquer um era capaz de sentir inveja. Éramos totalmente opostos, mas nos encontrávamos um no outro. Ele era a parte aventureira e desorganizada minha que me faltava. Eu a parte controladora e sistemática dele. No final de cada dia, cada desencontro, eu sabia que nós éramos capazes de nos encontrar um no outro no fim.

Talvez naquele dia fosse exatamente esse o nosso maior erro, achar que tudo estava em nosso controle, mas nós apenas dávamos as cartas e o destino era quem jogava. Foi aí então que tudo que eu vivia, acreditava e amava, começou a desmoronar. Eu deveria ter tido a oportunidade de dizer a Oliver o quanto eu o amava mais uma vez, ter valorizado cada um dos pequenos grandes minutos que passávamos juntos. Cada momento único de nossa relação, eu deveria ter tido a chance de construir uma vida normal com ele, de construir uma família com ele, conseguir envelhecer ao seu lado e chegar ao auge de meus 70 anos e lembrar cada uma de nossas aventuras quando mais jovens. No final, a frase clichê de que nós apenas sabemos dar valor às coisas e pessoas que temos quando as perdemos era realidade.

Um dardo tranquilizante atravessou a janela em uma grande rapidez, acertando em cheio o pescoço de Lyla. Fiquei totalmente em choque. As luzes começaram a se apagar sobrando apenas as vermelhas de emergência piscando descontroladamente, junto com o barulho de evacuação da base que começava a tocar. Tudo foi muito rápido. Em um minuto Lyla já estava caída desmaiada no sofá, vários homens inimigos adentraram na sala de Lyla, eu tentei lutar ao máximo possível, mas eram muitos homens e eu não tive força suficiente para lidar com todos eles sozinha. Quando dois deles me seguraram, um terceiro cobriu minha boca e meu nariz com um pano contendo éter e eu me debati o quanto pude, mas logo fui tomada por uma grande escuridão assim que o produto químico adentrou em meu sistema. Toda e qualquer felicidade havia se apagado naquele instante, tudo havia ido embora. Os meus planos, a minha vida, o meu futuro. Talvez até mesmo a Felicity que eu era. Tudo isso se foi.

We were caught up and lost in all of our vices
In your pose as the dust settles around us

(...)

Minha cabeça doía como se tivesse uma sirene tocando dentro dela, minha boca estava totalmente seca e eu sentia o mundo girar ao meu redor. Tentei com muita dificuldade abrir meus olhos, mas parecia que a luz conspirava contra mim. Depois de alguns minutos, finalmente consegui focar uma imagem. Eu estava em uma cela junto com outras 12 pessoas, todas agentes da Argus. Tentei com todas as minhas forças parecer forte por aqueles que estavam ali, mas a realidade era que o meu mundo tinha desmoronado. Oliver era a única coisa que eu conseguia pensar, no quão desolado ele poderia estar. Eu tinha que ter fé que ele iria me encontrar, iria encontrar todos nós que estávamos ali naquela cela.

— Alguém se machucou? – Perguntei com uma real preocupação em minha voz o mais alto possível para os que estavam por lá pudessem escutar. Afinal, apesar de eu ser uma agente da Argus mais voltada para a estratégia e tecnologias, eu ainda era formada em medicina e poderia muito bem ajudar qualquer um ali que estivesse com algum ferimento. Mas pelo visto não chegaram a machucar ninguém, pois todos balançaram a cabeça negativamente. Um longo silêncio se prolongou na cela após isso. Todos estavam presos em seus próprios pensamentos, pensavam em suas próprias famílias e amigos provavelmente. Assim como Oliver invadia meus pensamentos sempre que tentava achar uma maneira de conseguirmos fugir daquela maldita cela.

Meus planos de fuga foram interrompidos pela chegada de dois homens armados que se posicionaram de frente para a cela.

— Senhorita Smoak? – Perguntou olhando em minha direção. Permiti apenas assentir com a cabeça. – Me siga. – Disse por fim abrindo o portão da cela me guiando para um grande corredor que dava até a uma porta imensa. Os olhos dos dois guardas eram de pena e arrependimento. Eu não compreendi aqueles olhares antes de ser empurrada para dentro daquela porta. Ainda podia ouvir os pedidos de desculpas dos ambos os guardas. Cheguei a cambalear, mas felizmente não fui ao chão.

—Senhorita Smoak, eu estava esperando por você. – Uma voz fria falou, vindo das sombras. – Tenho que dizer que ouvi muitas coisas sobre você, inclusive algo relacionado à Oliver Queen. Devo dizer que fiquei decepcionado quando descobri que ele lhe pediria em casamento exatamente um dia antes de meus planos de invadir a base da Argus. Eu diria que foi uma grande ironia do destino, e que é claro, só cooperou para a melhoria de minha jogada.

—Ivo. – Concluí. Toda a jogada de Ivo de desestabilizar a base da Argus foi inteligente. Em minha frente havia um manipulador que odiava perder e que faria qualquer coisa para realizar o que queria. – O que você quer? Matar-me? Faça o que quiser, apenas não machuque aquelas outras pessoas, elas não fizeram nada a você. Tudo foi um plano meu.

— Ora Senhorita Smoak, é claro que eles fizeram algo, eles te apoiaram. Logo, eles são tão culpados quanto você. Mas por enquanto isso não vem ao caso. Tudo que você precisa saber no momento é que eu sei sobre qualquer coisa que envolva você ou Oliver. Eu passei por meses estudando cada um de vocês. Cada uma de suas vontades, sonhos, missões, e o principal, cada medo de vocês. Do menor ao maior.

— Você é maluco! – Gritei para ele. Em resposta, ele não se mostrou intimidado ou ofendido. Ele calmamente andou em minha direção com as mãos atrás de si chegando o mais próximo possível abrindo o sorriso mais frio que eu havia visto até hoje. Seus olhos traziam uma mistura de raiva e prazer com a situação. Mas eu duvidava que a raiva que ele sentia era pelo meu comentário. No fundo, cada um daqueles planos de Ivo era para impedir que ele perdesse tudo que tinha e queria construir. E eu e Oliver tínhamos ameaçado que ele perdesse aquele império. Pela primeira vez eu realmente temi por Oliver.

— Como eu estava dizendo... – Disse Ivo em tom de continuidade. Sua voz não passava de um sussurro em minha frente. – Eu sei cada um de seus medos, Felicity. Assim como sei de cada um dos medos dele. – Se referiu a Oliver. – E um dos medos que vocês tem em comum é perder um ao outro, machucar um ao outro. Neste exato momento Oliver está morrendo um pouco a cada hora que passa de seu desaparecimento. E você, oh Senhorita Smoak, você está morrendo de medo por ele. – Disse ele como se lesse meus pensamentos. Eu realmente temia por Oliver. Senti todo o meu corpo enrijecer com cada uma de suas palavras. Eu sempre me orgulhei de não sentir medo com facilidade, mas nesse exato momento, só de pensar que eu mesma estava machucando Oliver, fazia com que todas as minhas barreiras estivessem sendo destruídas.

—Eu vou fazer com que Oliver preferisse estar morto a viver a um mundo onde você não esteja. Assim como vou fazer com que cada gota, cada pequena parte sua, que tenha fé ou esperança, cada parte em você que tenha amor, seja destruída. Você vai querer estar morta assim como Oliver. Você vai implorar para que eu te mate. E isso vai servir de lição para qualquer um que queira se interferir em meus negócios. –

Eu teria desmoronado exatamente neste momento se eu não tivesse algo pelo qual lutar ainda. Uma pequena coisa. Oliver iria me encontrar, e então nós iríamos destruir cada coisinha que Ivo amava, assim como ele queria fazer conosco. Ivo continuava em minha frente, sua respiração era ofegante como se segurasse para não fazer algo e então seu punho veio de encontro com o meu rosto de forma brutal e eu senti novamente o meu mundo rodar antes de me entregar de novo à escuridão. E assim foi o começo do meu inferno naquela maldita ilha.

And the walls kept tumbling down
In the city that we love
Grey clouds roll over the hills
Bringing darkness from above

(Pompeii — Bastille)

Notas finais
Me desculpem se o capítulo ficou ruim gente, passei por um mega bloqueia criativo. Vejo vocês semana que vem!