Notas iniciais
Bom, leitores Fantasmas, cá está mais um capítulo da nossa linda Fanfic :3 espero que gostem. Eu escrevi ouvindo "Halls of Shadowheart" do Visions of Atlantis e "Kinda Girl you are" do Kaiser Chiefs

Savie sabia que havia algo ali naquela cena que estava alterando a condição de seus pensamentos. E não era um sentimento novo, mas sim uma nostalgia de tempos esquecidos, e esquecer foi o que ela fez por um segundo. Esqueceu da humanidade e do raciocínio que recuperou ao evoluir para um Arrancar e retornou aos primórdios: seus instintos de caça. E o que mais um Vasto Lorde caça além de outros da sua espécie?

E foi então que começou. Por um segundo tanto Nnoitra quanto Haruka e provavelmente todo e qualquer hollow em um raio de 5 quilômetros sentiu uma pressão quase esmagadora no ar. A fonte era clara e obviamente a garota de madeixas roxas, que agora apresentava o cabelo curto que juntamente com a máscara se assemelhavam a penas. A mudança também se estendera aos pés e mãos, que agora ostentavam uma fisionomia aquilina, com garras e uma estranha inclinação.

Foi durante esse breve segundo de analise e observação que Savie sumiu do campo visual de ambos, e surpreendeu a Sétima com um golpe quase certeiro no pescoço, que só não atingiu o lugar planejado por um bloqueio rápido de um dos braços direitos da Espada, que logo se afastou com um corte que por muito pouco não arrancou fora metade do antebraço. Mal recuou e Haruka sentiu a garota armando um outro ataque por trás de si, um que não estava mais em condição de bloquear mas ouviu apenas um baque e ao se virar encontrou Savie caída no chão de volta ao estado natural e Nnoitra atrás dela com um semblante sério.

– Você sentiu não é?

– Sim.

–Pretende contar?

–Provavelmente alguém já o fez. Esses filhos da puta nos seguem pra todo lugar.

–Ela tem uma grande chance de se tornar uma espada. A velocidade dela é superior tanto a minha quanto a sua. Você deu sorte dela ser previsível.

–É... — Haruka parou por um segundo e olhou para o braço que agora se regenerava e retornou a seu estado original, assim como Nnoitra. Ambos sabiam que a garota estava prestes a tomar o lugar de Halibel, no mínimo.

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Grimmjow havia sentido o súbito aumento em uma reiatsu que era familiar a ele. Porém não o suficiente para identificar a distancia que estava da fonte, mas ainda assim resolveu alertar Aizen.

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Voltando da sala principal na qual Aizen passava o dia formando e avaliando suas estratégias com Gin e Tousen, Grimmjow deu de encontro com uma Haruka preocupada e com uma faixa manchada de sangue enrolada no braço direito.

–Parece que alguém não conseguiu se curar sozinha... Por isso está ai na frente da sala do Rosinha?

–A minha "estada" aqui não é do seu interesse Grimmjow — Haruka nitidamente forçou o nome do espada descarado para fora de sua boca, e apenas o encarou de forma fria, ao contrário dele, que a encarava com um meio-sorriso nada bem intencionado.

–Mas é claro que é. Ou então eu não estaria perguntando. -Se aproximou da garota que estava encostada na parede e bloqueou um dos lados com um braço, ao passo que aproximou o corpo do dela, que apenas estreitou os olhos.

–está perguntando porquê é um desocupado que precisa achar alguma coisa para fazer.

–Na verdade eu tenho algo para fazer, só depende da segunda parte aceitar o que eu quero...- Grimmjow puxou o quadril da Sétima para junto do dele e aproximou o rosto do pescoço dela, que em retorno desviou o rosto e o empurrou para trás.

– a segunda parte recusa. -não acho que ela realmente queira recusar. — enquanto ainda falava agarrou o braço esquerdo de Haruka e a virou de costas, pressionando-a contra a parede ao mesmo tempo que mordiscou a curva entre o pescoço e o ombro, e pretendia continuar até que foi interrompido por um pisão vindo da Espada logo seguido de um tapa.

–você nunca mais tente fazer isso.

–Então a vadia acha que vai me impedir- O Sexto soltou uma risada e começou a desembainhar a própria Zampakutou, fazendo a mão de Haruka automaticamente agarrar o punho de uma adaga curva que carregava presa a perna, mas o conflito foi evitado pela intromissão bem vinda de Szayel, que apenas levantou uma sobrancelha e sorriu sarcástico ao ver a cena e rapidamente supor o que havia acontecido.

–Grimmjow, sinto muito mas vou atrapalhar sua pequena diversão para tomar a Sétima por uns minutos.

–Tsc. Leva essa puta. — Com isso o Sexto se aproximou mais uma vez do rosto da sétima e sussurrou ao ouvido dela — Apenas uns instantes e você vai se arrepender se ter recusado. — e com isso deixou o corredor contrariado e disposto a se vingar da garota que ousou o recusar.

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Haruka entrou no laboratório do Oitavo ainda arrumando o cabelo e o uniforme que haviam sido bagunçados pelos instintos animais que predominavam em Grimmjow.

–E como ela está? -Perfeitamente bem. A pancada foi bem leve. Especialmente pra quem fez isso.

– Foi um mal necessário. — Perfeitamente. Agora... Aizen já sabe do acontecido. — Ao ouvir a frase os olhos da sétima se estreitaram e em segundos Szayel já tinha uma adaga contra o pescoço

–Quem te autorizou a contar?! — A voz de haruka saia como um rosnado, mas a resposta que obteve foi um sorriso.

–Não foi eu. Mas vejo que encontrou uma arma de apoio para quando a lança estiver longe, não é mesmo?- Haruka afastou a arma e bufou.

–Quem foi?

–Quem tem cabelo azul?

–MAS QUE FILHO DA PUTA!- Haruka já ia sair no encalço de grimmjow quando lembrou-se que primeiro tinha que garantir a segurança de Savie.

–Que bom que se lembrou dela.

–Quieto Szayel.- seguiu até o quarto adjacente ao laboratório e encontrou savie sentada na beira da cama com uma expressão confusa.

Haruka se aproximou da cama e se sentou do lado da garota e cruzou os braços.

–eu deveria te punir por quase arrancar meu braço hoje.

–Desculpe... Eu juro que não- foi cortada por uma mão sobre a cabeça, que logo bagunçou um pouco das madeixas roxas.

–não se preocupe. -Haruka deu um sorriso de leve e deixou escapar um pensamento — e pensar que em três dias por aqui você já fez tudo isso... Inclusive me convencer a gostar de uma mera garotinha. -Savie coro quase que imediatamente, mas assim que viu Haruka de pé se levantou também e a seguiu.

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A parte final da tarde e o início da Noite estavam indo de forma tranquila nos aposentos da sétima. Ela e Savie haviam passado um bom tempo num "Rio" que cortava todo o espaço do palácio de Haruka, e depois foi ler enquanto haruka sumia dentro de um quarto mais escondido com iluminação toda feita por velas e que recendia o cheiro de incenso de lavanda. Claro que teve curiosidade de entrar e descobrir o que havia lá, mas resistiu e esperou pela "mestra". Depois de tudo continuaram a conversar sobre assuntos aleatórios, até serem interrompidas por um sino, que era o meio de avisar da presença de alguém no pátio principal do palácio de haruka.

Com um sonido Haruka surgiu no pátio, vestida com um Sari (N/A: Sari é a vestimenta indiana feminina) de cor púrpura e um Bindi vermelho na testa (N/A: Bindi é aquele pontinho que as mulheres usam na testa, representa a força feminina.)

–Fale logo.

–Aizen-sama exige a presença da Senhorita e sua fráccion logo pela manhã.

–Ok. — Com isso o Número fez uma mesura e saiu do lugar, e haruka retornou ao quarto e avisou Savie, que logo que ouviu que Aizen desejava ve-la sentiu uma palpitação, um misto de medo e excitação. Como sempre aquele homem mexia com os extremos da garota de uma forma que nem mesmo ela comreendia.

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Nnoitra se largou num sofá bagunçado e por lá ficou. O único pensamento que ficou ecoando na mente do Espada era na verdade uma pergunta: Seria a garota "adotada" por Haruka mais forte do que ele? E esse pensamento estava pouco a pouco corroendo o pequeno respeito que adquiriu por ela e fazendo esse sentimento aos poucos se transformar em um ódio profundo. Nnoitra não aceitava uma mulher mais forte que ele. De jeito nenhum.

Tesla observava o tão admirado mestre enquanto percebia que algo estava errado, mesmo que o garoto pensasse que era apenas mais uma lembrança da Ex-tercera ou algo relacionado a Sétima.

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Pela manhã Haruka se encontrava ainda acordada da noite anterior. Odiava pensar que teria que levar Savie na presença daquele homem arrogante e odiava ainda mais pensar no que ele poderia fazer com ambas no caso do mesmo querer cobrar pelo "serviço" interrompido. Decidiu que ficar remoendo as dúvidas seria algo improdutivo e por fim se levantou para ir chamar a garota.

Savie ainda não havia acordado, mas tinha as próprias preocupações. Na noite anterior e em parte da madrugada ficou pensando naquele homem, em como ele era capaz de mudar a atmosfera em volta de si, alterar completamente o estado psicológico de Haruka e ainda assim não ser atacado pela mesma e por fim remoeu o coquetel de sentimentos que ele produzia na mente infantil dela. Ele era capaz de deixa-la completamente amedrontada e submissa ao mesmo tempo que a acalmava e atraía.

Savie abriu os olhos ao sentir uma cutucada na bochecha esquerda.

– Haruka-chan? -Ainda tinha a voz embargada pelo sono e os olhos meio fechados.

–Quem mais seria? Agora levanta, Aizen espera que estejamos lá o quanto antes.- A última parte saiu com seriedade compatível com a situação, e logo Haruka saiu de onde estava e se dirigiu até o "rio" que cortava todos os aposentos do palacete da Sétima.

Removeu de si o Sari e entrou na água fria, algo que não a incomodava, muito pelo contrário, a água era uma das poucas coisas que acalmavam completamente o espirito destrutivo dela. A água havia sido tanto a causa da ruína de seu povo e da própria morte, mas como havia acreditado a vida toda, aquele era apenas um estágio de libertação daquele corpo humano e limitado, e agora possuía um superior, e acreditava que assim seria até sua próxima morte.

Quando saiu após alguns minutos e se cobriu com o tecido azul vibrante e parcialmente transparente e foi vestir o uniforme do qual já estava ficando enjoada, fez uma nota mental quanto a isso e jurou para si mesma que iria mudar aquela roupa quando voltasse.

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Haruka e Savie seguiam pelos monótonos corredores de Las Noches com um silêncio perturbador entre as duas. Cada uma com suas ideias sobre o que ocorreria dentro da sala de reuniões. Aos poucos se aproximaram das portas que juntas formavam um quadrado perfeito.

Tão logo entraram na sala, observaram que não somente elas, mas todos os Espadas e seus respectivos fráccions também haviam sido convocados, mesmo alguns ainda estarem ausentes, o que por um lado poderia sugerir uma humilhação pública como também poderia se mostrar ser a salvação das duas. Haruka se assentou no lugar que ocupava na mesa retangular e Savie tomou sua posição atrás da cadeira da mestra. Feito isso não tardou até que os espadas restantes se apresentassem, sendo esses Yammy, Barragan e Nnoitra.

– Creio que todos aqui já sabem de nossa mais nova aquisição, e que ela reside sob o domínio da Sétima. — Com isso Haruka observou a reação de alguns dos presentes. Uns com indiferença e outros frustrados com a ausência de uma garota em seu quadro de serviçais, afinal mulheres eram um artigo um tanto quanto raro no Hueco Mundo, e não eram todos que conseguiam recorrer a outra alternativa. — Porém, um fato novo nos chamou a atenção, certo Ichimaru-kun?

–Aham. — Gin olhou discretamente para Haruka, que agora tinha uma aparência mais desconfiada do que de costume.

– Para os que ainda não sabem, essa menina, tem o nível superior ao de Starrk. — Bastou terminar a última palavra para que um tumulto se formasse e a garota ficasse deslocada, juntamente com a mestra. Era evidente a curiosidade nos olhos geralmente sonolentos de Starrk e a raiva nos olhos de Barragan. Szayel já murmurava algo sobre concursos de popularidade e Nnoitra apenas observava Haruka, que parecia tão perdida no meio daquilo tudo quanto a própria menina. Porém a voz de Aizen trouxe de volta o silêncio.

–E agora ela será uma espada. E será sua responsabilidade, Haruka. Será seu dever treinar essa menina.

– Aizen, por que não dá um descanso pra garota e me deixa ficar responsável por treinar ela? — A opinião que vinha diretamente de Starrk fez Haruka se levantar bruscamente e encarar diretamente o Primera, que apenas sorriu amigavelmente.

–Você acha mesmo que eu vou abrir mão da MINHA fráccion?! Acha que não tenho competência o suficiente ?! Pois não se esqueça de quem é a única assassina nessa sala!

–Calma, Haruka-chan... Eu só pensei que poderia ajudar uma velha amiga... — Starrk continuava sorrindo de forma despreocupada, mas com alguns instantes Haruka aceitou. Não poderia ferir seu orgulho ter alguma ajuda.

–tsc. Pode ser. -Com isso Szayel e Barragan se levantaram fazendo menção de sairem, mas não sem antes olharem para Aizen que acenou positivamente, fazendo com que todos os outros também se levantassem.

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Haruka e Savie foram as últimas a conseguirem sair, juntamente com Starrk. Pouco depois de dar um passo pela porta se sentiu puxada de volta por um braço possessivo e sentiu a porta ser fechada atras de si.

–Haruka... — A sétima já tinha certeza de que voz era aquela, e ainda mais sobre o que se tratava.

Notas finais
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