Notas iniciais
Bom galera, eu tô meio atrasada pra postar esse (porque a mamis pegou meu Iphone) mas aqui está ele, provavelmente com alguns erros de ortografia que logo serão resolvidos. Reviews são sempre bem vindos.

PS.: Pode ser que após o capítulo três aconteça uma pausa por tempo indeterminado, mas essa fic com toda certeza será terminada!

PS2.: A Saviezinha não está postando porquê aparentemente ela está com um probleminha no olho.

Haruka estava extremamente entediada. Mesmo depois de terminar um livro ("Rei Arthur"), terminar um desenho que aleatóriamente virou Cali* e por fim estripar uma baleia de pelúcia inocente o tédio ainda voltava ao fim de cada atividade.

Savie. Acho que vou treinar. Aqui tá muito quieto e você nem se mexe. — Revirou os olhos e levantou da cama, na qual estava em uma postura um tanto quanto relaxada. Haruka também tinha mania de quebrar coisas quando estava entediada, e o treino era a melhor desculpa pra fazer isso em larga escala. — Vai morrer sozinha ou consegue se virar?

Vou ficar bem sozinha Haruka-san...Não precisa se preocupar- A Sétima deu uma risada baixa e logo pegou a Lança que se encontrava em um canto da sala, apoiada em uma mesa.

Se precisar de qualquer coisa sabe onde eu estou. E tem outra Chave dentro da caixa vermelha caso queira sair. — Com isso se virou e saiu do quarto. Enquanto caminhava para fora ficou imaginando se a garota realmente ficaria bem, afinal seu terceiro olho estava levementr perturbado após ela ter deixado o quarto. E ele nunca errava, mas Haruka ignorou dizendo a si mesma que era apenas paranóia.

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Haruka de certo modo se preocupava com Savie, Afinal a garota tinha corpo de mulher (Uma bem bonita por sinal) mas o jeito que agia, e a mente tinham inocência o suficiente para ser chamada de criança.

Aquele lugar era o perfeito destruidor de inocência. Especialmente para mulheres como Savie, que lembrava a época em que a garota de cabelos Azuis chegou lá, e foi apenas questão de tempo até qualquer vestígio de inocência lhe ser tomado.

Chegando ao portão externo de Las Noches decidiu esquecer disso tudo e pensar que tudo ficaria bem. Diferente dela mesma, Savie estava protegida, afinal ninguém nunca tinha entrado no quarto da Haruka sem a "permissão" da mesma. E sim, Isso se aplicava até mesmo à Nnoitra.

Resolveu ir até uma colônia de hollows dessas qualquer, Aizen nunca ligava pra uma ou outra colônia fraca sendo dizimada.

Enquanto se dirigia para coisa que mais parcia um formigueiro, sentiu uma reiatsu familiar atrás de si. Nada além do Espada que tanto confundia a Garota. Nnoitra Gilga, e Tesla a tira colo

Olha só que raridade encontrar por aqui... Não é mesmo Tesla? — Se virou para encarrar o espada e o "bichinho de estimação" que frequentemente ele carregava consigo, ou que o seguia. Antes que a sétima pudesse obter qualquer reação, Nnoitra já estava atrás dela (Querendo ou não ele era mais rapido que Haruka) e logo passou um dos braços ao redor da cintura dela.

Nnoitra, me solta! — A garota se debatia e tentava empurrar para longe de si o Quinto, que apenas exibia seu sorriso triunfante.

Oras, Haruka-chan....Por que toda essa birra? No fundo sabe que quer apenas ser minha putinha...

Cala essa porra dessa boca Nnoitra! Sabe muito bem que prefiro um bilhão de vezes uma mulher! — Sim, A Sétima era bissexual — Mais lásbica do que hétero, segundo as palavras dela — e isso talvez fosse uma das coisas que apenas aumentavam o sentimento lascivo que Nnoitra tinha por Haruka.

Sim, e sabe bem que isso apenas instiga os homens a irem atrás de você, Peituda-san. — O braço de Nnoitra ainda segurava a Espada, que havia parado de se debater e apenas se consentrava em não ser provocada por aquele que parecia ser o único homem que a atraia. Porém não era do feitio dela se entregar a homens, e ela não desejava que isso acontecesse com tanta facilidade.

Nnoitra fez um sinal com a cabeça que fez Tesla rapidamente sair de cena, o que fez com que as mãos do Quinto agarrassem os seios de Haruka, que instintiva e inconscientemente soltou um gemido, tal que instigou ainda mias Nnoitra a se aproveitar da aparente trégua da Sétima.

Sabe... Eu não acho que agora possa te deixar sair... Afinal, como poderia depois de você ter em dado tanta liberdade? — o Esapda se inclinou e mordiscou o pescoço da menor, que decidiu se deixar levar, afinal, ninguém saberia; e estavam fora de Las Noches. Aos poucos a mão que segurava a lança, companheira da garota, relaxou e deixou a mesma cair no chão. E então Nnoitra já sabia que depois de tanto tempo iria ter o que tanto queria.

Logo ambos estavam em uma caverna. Haruka pressionada fortemente contra a parede gelada e Nnoitra a beijando e mordiscando os lábis finos da Garota, que já adquiriam uma cor avermelhada devido a força que era aplicada.

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Savie olhava o quarto como se o mesmo estivesse prestes a devora-la, sempre tivera medo do tal lugar, de que alguma arma poderia adquirir uma personalidade e a atacar. A única frase na cabeça da garota era: "Por que diabos Haruka-san guarda esses troços como decoração?!"

Ela realmente achava horrível ficar sozinha, desejava ter ido com Haruka.

O barulho da tranca a tirou de seus pensamentos, e abriu um sorriso no rosto já infantil da menina, que logo se desfez ao ver que era Aizen.

O que ele queria ali? Como entrou se apenas ela e Haruka tinham as chaves do quarto?

Boa Tarde, Savie. Se sente melhor? — A voz melodiosa ecoou no quarto, o que causou um arrepio na nuca da pequena, que poderia ser tanto de medo quanto de excitação. Como sempre a presença dele já gerava uma reação incomum na pequena, que nunca havia sentido atração por um homem, e muito menos sido maculada por um.

B-Boa Tarde Aizen-sama...- A voz dela saia tremida e meio insegura.

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Haruka deixava o Quinto a torturar aos poucos conforme a beijava e mordiscava os lábios dela, que agora chegava a parecer inofensiva e indefesa. E essa era exatamente a situação que dava um completo êxtase para Nnoitra, ter a sensação de ter domado a Espada que todos os Arrancars planejavam ou tentaram dominar.

A sensação de ter a temperatura gradualmente elevada pelos toques dele a deixava em uma situação quase sem volta. Ocasionalmente ela soltava alguns suspiros, ou gemidos abafados conforme a língua dele — A mesma língua que a xingava e provocava — deslizando o caminho até os seios e que somente parava uma vez ou outra para morder ou causar uma marca roxa na pele alva da Sétima, que mantinha-o perto com uma das mãos agarradas no cabelo longo de Nnoitra.

E de acordo com os instintos que a levaram até ali, ela foi agindo de acordo, e quando recobrava um certo senso lógico, se via sem suas roupas, que foram tiradas uma a uma até a despir por completo.

Haruka já estava quase impaciente com o pequeno jogo que Nnoitra fazia com ela. Nunca tivera paciência, e não teria agora. prendeu as pernas na cintura do Quinto e logo inverteu as posições, ficando por cima dele, que apenas soltou um riso baixo, aproveitando cada momento para estudar aquela mulher que tanto intrigava a ele.

Ela estava um pouco acima do lugar onde "deveria" estar, provocando-o com mordidas e arranhões lentos, que certamente se provaram o ponto fraco dele. E tudo seguia o rumo que deveria, até ambos serem interrompidos por um estrondo que se assemelhava à um Cero, em uma colônia não tão longe dali. e Infelizmente isso significava trabalho.

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A Garota ainda oscilava com a dúvida que estava passando pela cabeça coberta pelas madeixas roxas e longas. Por que raios ele estava ali? Ele certamente sabia que ela estava ocupada, mesmo que com algo trivial

Vejo que está lendo. Parece que deixar a Sétima lhe criar foi uma boa idéia afinal. Ela lhe transformará num espécime ainda mais excepcional do que ela mesma.

S-Sim

Ela é uma ótima Arrancar. Violenta e silenciosa o suficiente para ser uma assassina, apesar de muitas vezes ser impulsiva. Uma pena não ser tão obediente como você com certeza será...

As únicas palavras que percorriam a mente de Savie naquele instante eram desconexas, mas todas refletiam um sentimento. Seria Medo? Ou algo além disso?

Sinto muito Aizen-sama, mas tenho que lhe pedir licença, ainda tenho alguns afazeres para cumprir antes que Haruka volte.

Sabe, foi um erro não ter ido com sua amiga, os Arrancars são seres muito cruéis, aliás, os homens por aqui são. Sempre procuram atributos físicos que podem os satisfazer.

E...? — Embora ela soasse levemente fria, havia uma certa insegurança na voz. Havia um Ar ameaçador na sentença falada por ele, e Savie sentia muito bem isso. E não demorou a se comprovar a ameaça.

Eu sou um desses homens.

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Ainda prensada na parede pelo próprio mestre, A menina deixou seu semblante transparecer o medo que sentia naquele momento. A voz e a respiração eram como se ela tivesse corrido por um longo tempo. Ofegante.

A-Aizen-sama, Para com isso.

Como posso? Tenho em minhas mãos uma garota perfeita. Inteligênte e que logo se tornará minha especiaria.

Mas eu...

Apenas seja uma boa garota.

Tudo que Aizen desejava, era dele. Seja lá quais fossem seus interesses, ele sempre era atendido. Em Hueco Mundo ele era Rei, e ninguém poderia contesta-lo sem sofrer com a audácia de ir contra seus interesses.

Está nervosa? Não se preocupe, serei muito bonzinho, garotas como você merecem paciência. Muita paciência. Garota puras, com a inocência de uma criança, e um corpo de uma mulher...Intocável.

Savie quase abaixou a cabeça para ocultar a face agora vermelha com a vergonha, mas em vez disso, olhou pro lado, quando sentiu a alça de seu uniforme ser abaixada. Sentiu então a mão de Aizen a puxando de forma que olhasse para ele e então um beijo, profundo, intenso...Um beijo jamais imaginado, o melhor da sua vida, ou morte, apesar de ser com ele.

Foi bruscamente empurrada pra cama, e teve o resto da roupa aberta, e para piorar ainda mais a tal situação em que estava ouviu a porta sendo aberta por Haruka, cuja expressão mudára de uma neutralidade para uma raiva imediata. Era quase possível ouvir um rosnado vindo dela.

O que caralhos você pensa que está fazendo por aqui Aizen?

Absolutamente nada de extraordinário. Apenas algo que você provavelmente fez, já que está com Nnoitra em sua companhia não é mesmo?

Seu filho de uma puta, quem você acha que é pra sair pegando as minhas — Ela já estava avançando para cima de Aizen, que agora estava de pé, com sua expressão cínica de sempre, quando sentiu um puxão para trás. — Nnoitra me solta, porra!

Pra quê? Te deixar atacar ele e ser trucidada em alguns segundos? Acho que não. — Nnoitra ocasionalemente sabia agir com algum bom senso. E Haruka reconheceu isso.

Pelo menos reconhece seu lugar, Jiruga. — Isso bastou para a conversa se encerrar, com Aizen saindo pela porta da frente, como se nada tivese feito, e Haruka observar, com os dentes cerrados e uma raiva inexplicável dentro de si.

Notas finais
Bme, é esse o segundo capítulo, espero que tenham gostado.

Ah, e a respeito da Ressureicion da Haruka, será preciso vocês entenderem a inspiração para ela:

A Índia foi o lugar em que a humanidade vivenciou a Mãe Terrível da forma a mais grandiosa, como Kali, "as trevas, o tempo que a tudo devora, a Senhora coroada de ossos do reino dos crânios".
Na mitologia hindu, Kali é uma manifestação da Deusa Durga. Segundo a lenda, no primórdios dos tempos, um demônio chamado Mahishasura ganhou a confiança de Shiva depois de uma longa meditação. Shiva ficou agradecido por sua devoção e então lhe concedeu a dádiva de que cada gota de seu sangue produziria milhares como ele, que não poderiam ser exterminados nem pelos homens, nem pelos deuses. De posse de tamanho poder, Mahishaseura iniciou um reinado de terror vandalizando pelo mundo.
As pessoas foram exterminadas cruelmente e até mesmo os deuses tiveram que fugir de seu reino sagrado. Os Deuses reuniram-se e foram se queixar para Shiva das atrocidades cometidas pelo tal demônio. Shiva ficou muito zangado ao ser informado de tais fatos. Sua cólera, por sentir-se traído em sua confiança, saiu do terceiro olho na forma de energia e transformou-se em uma mulher terrível. Shiva aconselhou que os outros Deuses também deveriam concentrar-se em suas shaktis e liberá-las. Todos os Deuses estavam presentes quando uma nova deusa nasceu e se chamou a princípio de Durga, a Mãe Eterna. Ela tinha oito mãos e os Deuses a investiram com suas próprias armas de poder: o tridente de Shiva, o disco de Vishnu, a flecha flamejante de Agni, o cetro de Kubera, o arco de Vayu, a flecha brilhante de Surya, a lança de ferro de Yama, o machado de Visvakarman, a espada de Brahma, a concha de Varua e o leão, que é o meio de locomoção de Himavat.
Montada no leão, transformou-se em Kali, e cega pelo desejo de destruição atacou Mahishasura e seu exército. A Deusa exterminou demônio após demônio, exército após exército e um rio de sangue corria pelos campos de batalha, até que finalmente, decapitou e bebeu o sangue de Mahishasura estabelecendo novamente a ordem no mundo.
Logo após as batalhas Kali iniciou sua eufórica dança da vitória sobre os corpos dos mortos. Com esta dança todos os mundos tremiam sob o tremendo impacto de seus passos. Em muitas ocasiões, seu consorte Shiva teve de se atirar entre os demônios por ela executados e deixá-la pisoteá-lo. Esse era o único modo de trazê-la de volta à consciência e evitar que o mundo desabasse.
Carl G. Jung nos diz que uma das imagens de descida é aquela do sacrifício de sangue. Ele diz que se o herói sobrevive a esse encontro com o arquétipo da Mãe devoradora, ele ganha energia vital renovada, imortalidade, plenitude psíquica ou alguma outra dádiva.

KALI, A DEUSA TRÍPLICE

Kali Ma é uma deusa hindu de dupla personalidade, exibindo traços tanto de amor e delicadeza quanto de vingança e morte terrível. Era conhecida como a Mãe Negra, a Terrível, Deusa da Morte e a Mãe do Carma. Ela é mostrada agachada sobre o corpo inerte de Shiva, devorando seu pênis com sua vagina enquanto come seus intestinos. Essa imagem não deve ser entendida literalmente, ou visualmente, num plano físico. No sentido espiritual, Kali recolhia a semente em sua vagina para ser recriada em seu ventre eterno. Ela também devorava e destruía toda a vida para que fosse refeita.
Como Klika, ou Anciã, ela governa todas as espécies de morte, mas também todas as formas de vida. Ela representa as três divisões do ano hindu, as três fases da Lua, três segmentos do cosmo, três estágios da vida, três tipos de sacerdotisas (Yoginis, Matri e as Dakinis) e seus templos. O s hindus reverenciavam o trevo como emblema da divindade tríplice de Kali. Eles diziam que se não podemos amar a face negra de Kali, não podemos esperar por nossa evolução.
Kali comanda as gunas, ou linhas da Criação, Preservação e Destruição, e incorpora o passado, o presente e o futuro. As gunas são simbolizadas por linhas vermelhas, brancas e pretas. Ela controla o clima ao trançar ou soltar seus cabelos. Sua roda cármica devora o próprio tempo.
Ela proíbe a violência contra a mulher e rege as atividades sexuais, magia negra, vingança, regeneração e reencarnação.
A Lua minguante está associada a Kali. Aqui, há o domínio dos instintos, do indiscriminado. Tudo pode se transformar no seu oposto. É o momento lunar mais negado no psiquismo da mulher e está severamente vigiado para que não venha à tona. É o feminino sombrio, mas que também pode trazer iluminação à consciência. É mais uma passagem, ligada a processos de transformação.A energia de Kali simboliza o poder destruidor/criador que está reprimido em muitas mulheres que nos séculos passados se adaptaram a um modelo socialmente determinado de comportamento dependente, sedutor e guiado pelo sentimento de culpa. Só nos últimos cem anos é que a força da mulher começou a retomar contato com seu poder pessoal.
No panteão das divindades tântricas, Kali é mencionada como a primeira das 10 Grandes Forças Cósmicas porque, de alguma forma, é ela que começa o movimento da "Roda do Tempo Universal".
Kali é equivalente à deusa grega Atena, que por muitos séculos foi honrada como deusa feroz das batalhas. O mito e adoração de Kali, reflete as forças primitivas da natureza. Estas forças estão associadas com os ciclos da mulher e estão representadas no útero feminino, o caldeirão do renascimento.
Kali é a Deusa Escura, cuja escuridão nada tem a ver com o "mal". Muitos povos vêem o mundo com a dicotomia do claro/escuro, bem/mal. Entretanto, para o hinduismo não existem estas oposições. No pensamento hindu não existe o mal, mas há o carma. O carma é uma lei física e moral de causa e efeito e, todos os resultados cármicos são resolvidos através de múltiplas reencarnações.
Kali é uma polaridade que é evidenciada no "yin" e no "yang", no homem e na mulher, no racional e no intuitivo, na sabedoria e na ignorância. É ainda a interativa passagem entre o real e o imaginário, o Oriente e o Ocidente, o campo e a cidade, a causa e o efeito. Kali é uma deusa mítica de memória ancestral, devidamente integrada à nossa Era Digital.