Alma Pura
1 Prologo
Notas iniciais
Espero que gostem.
Alma Pura
Prologo
Maka Pov.
Nunca gostei da minha vida. Ela só valia a pena quando você estava do meu lado. Mas agora que não tenho mais ninguem, começo a me perguntar por que ainda vivo? Por que continuo a fazer o que faço? E sempre encontro a mesma resposta: porque não posso morrer enquanto não te achar.
Meu corpo doia horrores. Sangue saía sem parar do ferimento que tinha na perna e na cabeça. Meu braço direito estava quebrado e meu esquerdo, onde eu segurava a espada, estava com arranhões e lesões por toda parte. Três ou quatro de minhas costelas tinham quebrado. E o demênio na minha frente só tinha pequenos ferimentos.
Estava a beira da morte e a unica coisa que conseguia pensar era em você. Em seu cabelo branco rebelde e em seus lindos olhos rubi. Queria te ver de novo e dizer que te quero de volta ao meu lado. Mas não. Você desapareceu da minha vida e me deixou só. Meus pais morreram um ano após sua partida. E agora estou a um fio de morrer e me juntar a eles.
O demônio a minha frente rugiu ao topo de seus pulmões. Ergui minha espada com determinação. Não ia deixar que uma coisa como essa me tirasse a vida. Não! Não ia morrer assim! Eu iria morrer ao seu lado, em seus braços, com as mãos entrelaçadas.
Corri ate o demônio sem me importar com as dores que sentia. Ele tentou me atacar com suas garras afiadas, mas consegui esquivar saltando por cima e parando em pé atrás dele. Me virei para esfaqueá-lo. Minha espada atingiu certeiro no coração, mas como ultimo glpe, ele enfiou suas garras em meu abdômen. Senti meu sangue escorrer por meu corpo.
- Desgraçado!!! — gritei, fazendo minha espada cortá-lo ao meio.
O sangue dele espirrou em minha cara, se misturando com o meu. Seu corpo desapareceu deixando apenas uma alma vermelha flutuando. Aproximei e a peguei. Olhei fixamente para ela em transe, mas não durou muito, já que a dor dos meus ferimentos se apossou do meu corpo se tornando insuportável.
Cai de joelhos no chão rodeando com os braços, meu ferimento no estômago. A dor era tão forte que precidei me arrastar para uma árvore que estava perto dali para conseguir relaxar. Encostei minhas costas no tronco da árvore e fechei meus olhos por um breve momento.
Quando voltei a abri-los mirei o céu com um pequeno sorriso, já que por causa da dor não conseguia dar um mais largo. Imaginei seu belo rosto, com aquele lindo sorriso que mostrava seus dentes afiados e seus belos olhos vermelhos cor de sangue. Levei minha mão esquerda a minha mão esquerda para cima tentando alcançara imagem a minha frente, mas não pude, estava longe de minha posse como o verdadeiro tambem estava.
Peguei minha espada e a posicionei perto do coração. A ponta fina e fria tocou minha pele enviando calafrios por todo meu corpo. Era igual ao toque da pele dele com a minha. Olhei de novo para cima com um sorriso maior ainda. Já não me importava com a dor.
- Me desculpe... Mas... — parei um pouco para tomar ar que começava a me faltar. — Mas não agüento mais.
Depois que termineu de falar, finquei sem hesitação a espada em meu peito. Não gritei, apenas sorri e esperei o meu fim paciente. Sem perceber, lagrimas começaram a escorrer pelo meu rosto livremente enquanto as lembranças daquele dia inundavam minha mente.
E em um ultimo suspiro pronunciei as palavras que sempre quis te dizer. — Te amo. — depois nada. Já não estava mais entre os vivos e nunca o veria.
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