Não tivemos o mais suave dos começos. Éramos diferentes demais, ou assim imaginávamos. Eu pertencia à terra, enquanto você pertencia às estrelas.

Eu, na barra, esticando-me e testando meus limites. Você, ao canto, ralhando com o pianista, que descobri depois ser seu irmão, enquanto testava as cordas do seu violino. Fascinei-me pela ligeireza de suas mãos.

Naquela época, era difícil admitir que fiquei fascinada por você, por inteiro. Talvez você tenha interpretado meus olhares de forma equivocada.

Por dias acreditamos em uma antipatia mútua, ignoramos os olhares. Pura tolice adolescente. Pura incapacidade de enxergar o óbvio.

Certa manhã, tudo mudou.

Notas finais
Mais uma vez, obrigada a quem chegou até aqui