All You Need Is Love
25 Capítulo 25
Notas iniciais
– Soube que a Megan tem alguém para nos apresentar hoje.
– Rezemos para que seja alguém para ficar no caixa.
– Bom dia, meninas! – disse a chefa animadamente. – Quero que conheçam minha sobrinha, Jennifer.
Quinn congelou ao ouvir aquele nome. Virou-se receosamente e deparou-se com ninguém menos que a ex-namorada de Sam.
– Que tipo de brincadeirinha é essa? Tem alguma câmera escondida aqui, por acaso? – disse Quinn, aparentemente nervosa.
– Quinn, você vai assustar as clientes. – repreendeu Megan.
– Não sou eu que vou assustá-las. – a loira fitou Jennifer.
– Vocês por acaso se conhecem?
– Não, tia. Mas pelo visto essa daí não foi com a minha cara.
– “Essa daí”? Como você é mentirosa, garota! Nós nos conhecemos sim, Megan. Ela é ex do meu namorado, Sam.
– Não conheço nenhum Sam, queridinha. Sinto em lhe informar, mas você está me confundindo.
Quinn revirou os olhos.
– Bem, a Jennifer veio passar um tempo aqui em Los Angeles e eu pedi que ela supervisionasse a loja para mim, ouviram? Eu tenho uma reunião importante daqui a pouco, portanto, Jennifer, sinta-se à vontade para puxar a orelha dessas duas.
– Pode deixar, tia. – a garota dos cabelos cor de mel abriu um sorriso vitorioso.
– Antes de sair, preciso conferir o estoque.
– Já fiz isso, Megan.
– Você está confundindo as coisas, pelo visto, portanto irei garantir.
A chefa subiu as escadas, deixando as duas vendedoras e Jennifer no andar de baixo.
– Posso dar uma palavrinha com você? – Jennifer questionou Quinn.
A loira a seguiu até a esquina da loja, onde havia pouco movimento.
– Gostou da surpresinha?
– Sua vadia! O que você ganha infernizando a minha vida, hein?
– Muita coisa, Lucy!
– Não me chama assim, vagabunda!
– Tem certeza de que quer chamar a sobrinha da sua chefa de vagabunda?
– Como você descobriu que eu trabalhava pra sua tia?
– Simples. Eu soube que você e o Sam moravam aqui em LA, liguei para minha tia e pedi que me hospedasse por um tempo. Ela acabou mencionando seu nome durante um desabafo de que não tinha ninguém para ficar no caixa... Algo que não prestei atenção, pois estava focada no eco do seu nome.
– Jennifer, por favor, vamos ter uma trégua, pelo menos no meu local de trabalho, está bem? Eu dependo desse emprego e eu te garanto que você não vai interferir no meu relacionamento com o Sam contribuindo para uma demissão.
– Eu nunca vou ter uma trégua com você! Ouviu bem? Nunca!
– Estamos falando do meu emprego, Jennifer! Por favor, não use seus feitiços contra mim no meu local de trabalho.
– Que gracinha! Implorando pra que eu não te cause problemas. Uma pena, flor, pois não sou idiota e não perco oportunidades. Mas, dependendo de como você se comportar...
A mais baixa retornou a esquina, entrando na loja novamente. Quinn respirou fundo e voltou ao trabalho.
___ o ___
Kurt preparava o café da manhã com a ajuda de Blaine, que apenas servia a mesa, já que o marido não o deixava tocar no preparo dos alimentos.
– Bom dia, Lady Hummel e Cabeça de Gel. – Santana tinha os cabelos embaraçados e as bochechas rosadas.
– Olá, Ninho de Rato! – debochou Blaine.
– Escuta aqui, Cabeça de Gel, prefiro acordar com o cabelo bagunçado a ter de colocar 5 litros de sêmen na cabeça para que não fique parecendo um brócolis.
– Pelo menos eu não acordo os colegas de casa com gemidos excessivos e palavrões em espanhol que tenho certeza de que não saíram da boca da Brittany.
– Meu nome! – gritou a loira, abrindo a porta do quarto. – Como é bom ver que a cada dia a delicadeza nessa casa aumenta...
– Estou preparando nosso café da manhã, não reclamem! – irritou-se Kurt.
– Jamais reclamarei de você, Kurt! – apertou as bochechas do rapaz. – Lindo!
– Britt, acho que teremos de nos mudar urgentemente! Estamos virando quatro velhos... Credo!
– Deixa de drama, Sant! Vem! Me ajuda a terminar de servir a mesa. – puxou a mão da namorada.
Sentaram-se os quatro na mesa que havia na sala de estar e serviram-se. Durante o café-da-manhã, Santana e Blaine discutiram diversas vezes e tiveram de ser separados por Brittany e Kurt.
Assim que terminaram de comer, Hummel chamou a latina até seu quarto.
– Não imaginei que você fosse querer vir com saliências para cima de mim.
– Para, Santana! Te chamei aqui para falar de algo sério e você fica fazendo piadinhas, como sempre.
– Certo, certo. Chega de drama, Lady. O que você quer?
– Já têm quase três semanas que propus à Quinn e ela não ligou e nem nada! Estou começando a acreditar que ela estava falando sério quando disse que já havia dado a resposta final...
– Relaxa, Porcelana! Faz parte do joguinho de orgulho da Fabray. Ela é orgulhosa demais para ligar e dizer que reconsiderou a proposta.
– Então ela não vai ligar! Ótimo! Nunca vou saber se ela aceitou ou não...
– Ai... Detesto bicha burra! Ela vai ligar, apenas aguarde!
– Sabe o que eu acho?
– Não.
Kurt revirou os olhos, para, em seguida, prosseguir:
– Ela deve ter ficado magoada com o jeito que você falou com ela. Custava ser mais delicada?
– Ih! Estou saindo! Tenho de trabalhar e ainda vou dar carona para a minha loirinha.
– Esse assunto não terminou, ouviu?
Santana saiu, batendo a porta. Vestiu-se adequadamente para o trabalho e chamou pela namorada, que terminava de guardar a sapatilha na bolsa que levava com suas roupas para a academia de dança.
– Pronta? – perguntou a latina, pegando as chaves do carro.
– Acho que sim. Espero que eu não tenha esquecido nada...
– Você sempre diz isso, Britt-Britt, mas nunca esquece nada.
– Tem razão. Vamos! Tchau, Klaine!
– Vem logo, Britt! – gritou a latina da porta do loft.
___ o ___
Jennifer havia chamado diversas amigas que moravam próximo à Los Angeles ou até mesmo na própria cidade para conhecerem a boutique da tia. Quinn quase enlouqueceu com a quantidade de clientes que teve de atender. Margareth ficava sentada no caixa, já a loira tinha de subir as escadas, descer com caixas de sapato e peças de roupa e ficar em pé praticamente o dia todo. No fim do dia, por volta de seis da tarde, seus pés estavam completamente doloridos.
– Minha tia ligou dizendo que já está vindo para trancar a loja. – anunciou Jennifer, observando as duas vendedoras organizarem as araras.
– Podemos ir antes de ela chegar? – suplicou Margareth.
– É melhor esperá-la. Mas pode descansar, Marg.
– O banquinho é meu! – brincou Quinn.
– Eu disse que a Marg poderia descansar, não você.
– Eu fiquei em pé durante o dia todo, Jennifer. As araras já estão organizadas, não há mais o que fazer.
– Certo. Então vai conferir o estoque, por favor.
Quinn revirou os olhos e subiu as escadas.
– Detesto essa loira. – sussurrou Margareth. – Só porque a sua tia a acha uma ótima vendedora, fica se achando.
– Gostei de você, Marg! A Quinn é totalmente insuportável! Mas vou dar um jeito nisso e vai ser agora.
Margareth olhou para a garota dos cabelos cor de mel, assustada. Jennifer havia dito com tamanha raiva que até a colega de trabalho de Quinn havia ficado apreensiva.
– Essa e a bolsa dela? – a ex-namorada de Sam apontou para a bolsa vermelha que Quinn havia levado consigo naquele dia.
– Sim. O que você vai fazer, Jennifer?
–Apaga o sistema de câmeras e me dá qualquer peça de roupa, rápido! – sussurrou.
E assim Margareth fez. Desativou o monitoramento por câmeras e entregou-lhe uma echarpe florida, que foi colocada dentro da bolsa de Quinn por Jennifer.
– Não acha isso meio clichê? Isso acontece direto nos filmes...
– E é por isso que vai dar certo. Sabemos como isso termina, não tem como dar errado.
– Eu não quero me meter em encrenca, vou embora! Meu expediente já acabou faz meia hora...
– Tem certeza de que quer perder o clímax do filme da Quinn?
– Certo, ficarei. Mas caso sobre para mim, você terá de me ajudar, hein!
– Fica calma, Marg.
Margareth trancou o caixa e guardou seus pertences dentro de sua bolsa. Megan chegou um tempo depois e questionou onde estaria Quinn, que desceu as escadas, dizendo:
– Estoque conferido, Megan. Acho que posso ir agora, não é, Jennifer?
– Claro, Quinn. É esse o seu nome, certo? Bem, não importa. Tia, queria te parabenizar por ajudar suas funcionárias. Uma demonstração muito bonita de gratidão.
– Do que esta falando, querida?
– A Margareth me pediu para pegar a bolsa dela e, quando fui fazer isso, vi uma echarpe da loja na bolsa da Quinn.
A loira arregalou os olhos e Megan a fitou, horrorizada.
– Eu quero ver a sua bolsa, Quinn. Eu não dei nada para ela, Jennifer.
A morena entregou-lhe a bolsa, que estava com uma parte da echarpe grudada no zíper.
– Isso é um absurdo! Eu nunca esperei que alguém como você fosse fazer uma coisa dessas, Quinn!
– Eu não fiz nada! Megan, eu jamais te roubaria! Foi essa louca que armou pra mim! – apontou para Jennifer.
– Me desacata e ainda acusa a minha sobrinha! Que absurdo!
– Absurdo é essa mentirosa armar pra mim! Por favor, Megan, acredite em mim. – começava a se desesperar.
– Então prove que você não me roubou!
– As câmeras de segurança! Pode ver por lá! Eu juro, Megan, isso é tudo invenção da Jennifer... Ela me odeia e não pôde perder a primeira oportunidade para me detonar.
– Por que ela odiaria alguém que mal conhece?
– Esquece! Margareth, acessa a central de câmeras pelo computador, por favor. – Quinn tentava manter a calma, mas a sua real vontade era de gritar e partir para cima de Jennifer.
A colega de trabalho de Quinn, apreensiva, mostrou os últimos vídeos que tinham e puderam ver que, em certo momento, o sistema fora desligado.
– Espertinha... Desligou a câmera para esconder as provas do crime. – comentou Jennifer, vitoriosa.
– Você não pode acreditar nessa megera, Megan!
– Chega! – gritou a patroa. – Eu quero você no meu escritório agora para resolvermos seu pagamento. Você está demitida, Quinn! Não admito desacatos e muito menos roubos dentro da minha boutique.
– Não! – sentia o rosto queimar e as lágrimas escorrerem. – Por favor, Megan! Eu preciso desse emprego...
A chefa apenas direcionou-se a seu escritório, sendo seguida por Quinn, que a implorava por um voto de confiança. Jennifer sorriu para Margareth, que estava boquiaberta devido ao fato que testemunhara.
As explicações que Quinn dava iam em vão, pois Megan nem se quer olhava para a loira. Estava concentrada demais em colocar a devida quantia referente ao pagamento de Quinn em um envelope.
Ainda descontou o custo da echarpe, que segundo Quinn, por ser um mísero pedaço de pano, deveria valer muito menos do que a etiqueta dizia.
A loira desceu sozinha e despediu-se de Margareth, que fingiu sentir pena da ex-colega de trabalho. Mostrou o dedo do meio para Jennifer e deixou a loja, devastada. Havia deixado o carro em um estacionamento na rua ao lado, tendo de andar até lá.
No caminho, avistou uma pequena praça, onde havia alguns bancos, que, pelo o que parecia, eram recém-pintados, já que estavam mais brancos do que deveriam estar.
Sentou-se ali e deixou as lágrimas correrem soltas. Não conseguia crer no que acontecera... Era demais para ela. Xingou o barulho do motor de uma moto que estacionara, provavelmente, ali perto.
– Quinn? É você?
A loira se virou para poder ver melhor quem a chamava. Era Puck. O rapaz retirava o capacete e o colocava preso à moto.
Sentou-se ao lado da loira, que encostou a cabeça em seu ombro e voltou a chorar.
– O que aconteceu, Q?
Quinn abria a boca para falar, mas sua voz estava embargada demais e tudo o que saía era:
– Eu... E-Eu...
– Quinn, se acalma, por favor. Eu tô ficando preocupado! Quer que eu ligue para o Sam?
– Não. – finalmente saíra algo.
– Então me conta o que aconteceu. Quinn, eu sou seu amigo e nós já passamos por tanta coisa juntos... Não rola ficar com vergonha.
– Eu não estou com vergonha, Puck! Estou arrasada e com ódio daquela garota!
– Pode me explicar agora?
– Eu perdi meu emprego... – enxugava o rosto na manga da blusa.
– Sinto muito, Q. Mas você é talentosa, logo achará um emprego melhor.
– O problema é que foi tudo uma injustiça! Sabe a ex-namorada do Sam? Aquela que apanhou da Santana.
Puck engoliu em seco.
– Sei.
– Ela é sobrinha da minha, agora, ex-chefe... E, obviamente, tirou proveito da situação.
– O que ela fez?
– Ela colocou uma peça da loja na minha bolsa e me acusou de roubo. Eu não tive como provar nada, pois as câmeras foram desligadas em certo momento. Eu só não consigo entender, Puck... Por que essas coisas acontecem comigo?
O moreno a abraçou, afagando seus cabelos e beijando o topo de sua cabeça.
– Vai ficar tudo bem... – ele repetia.
Ficaram abraçados por um tempo, até Quinn se acalmar.
– O que me deixa mais chateada é que eu dependia desse emprego. O salário era maravilhoso e eu tinha como pagar minhas contas e ainda sobrava um pouco para colocar na caixinha que guardo o dinheiro para o atelier. E, agora, meu sonho foi por água abaixo...
– Não fala assim... Irão ter outras oportunidades. Você só precisa agarrá-las, mas fique atenta, pois, muitas vezes, as chances estão embaixo do nosso nariz e simplesmente não conseguimos enxergar.
– Ou até conseguimos... – sussurrou.
– O que disse?
– Nada. – suspirou.
– Quer que eu te leve para casa? Eu tenho um show com uns amigos em um bar, mas posso ligar e pedir pra eles enrolarem até minha chegada.
– Não precisa, Puck. – sorriu de canto, ou pelo menos tentou. – Obrigada.
– Imagina! Espero que fique tudo bem. Só por curiosidade: essa louca que arruinou seu emprego ainda está na boutique?
– Deve estar. Provavelmente, comemorando sua vitória com taças de veneno que ela tira da própria saliva.
– Uau...
Quinn abriu um sorriso singelo, abraçando o amigo e despedindo-se. Caminhou até o estacionamento.
___ o ___
Puck colocou o capacete e acenou para Quinn, enquanto subia na moto e arrancava. Foi em direção à boutique, onde Jennifer aguardava a tia terminar de assinar uma papelada. Margareth já havia ido embora fazia alguns minutos.
O moreno estacionou em frente ao estabelecimento e adentrou-o.
– Você vem comigo! – puxou Jennifer pelo braço até a esquina, onde, há algumas horas, Quinn e a morena conversaram.
– Noah? Não sabia que morava em Los Angeles.
– Por que fez aquilo?
– Do que está falando?
– Pra quê arruinar o emprego da Quinn?
– Nossa! Ela já foi chorar no seu ombro... Coitadinha.
– Nem todo o mundo tem papai e mamãe pra sustentar, sabia, Jennifer?
– E eu com isso?
– A Quinn precisava desse emprego! Ela tem contas a pagar e sonhos a conquistar, caso não tenha pensado nisso.
– O problema é somente dela!
– Deixa de ser estúpida!
– Quem é você pra falar assim comigo?
– Eu só estou te alertando que você irá se arrepender de fazer tanto mal a alguém. – Puck aproximava-se cada vez mais e tinha o olhar profundamente focado nos olhos de Jennifer.
– Tanto faz. Ninguém está nem aí para mim! – gritou.
O moreno colocou as mãos na fina cintura da garota dos cabelos cor de mel e a puxou para si. Com uma das mãos, segurou os fios castanhos claro, afagando-os. Jennifer podia sentir a respiração pesada de Puck, que abaixou o rosto, envolvendo-a em um caloroso beijo.
Beijavam-se ferozmente e o rapaz pousava uma das mãos sobre as nádegas de Jennifer, apalpando-as.
A garota debateu-se e o empurrou.
– Por que fez isso? – questionou assustada, passando os dedos pelos lábios.
– Pra te mostrar que eu me importo com você. Quero poder te ajudar, entende?
– Dispenso a sua ajuda!
Jennifer virou-se, contornando a esquina e voltando para a boutique, deixando o moreno arrasado na calçada.
___ o ___
Quinn voltou para casa e atirou-se na cama. Desejava que aquele dia não passasse de um pesadelo.
Sabia que agora não teria jeito a não ser repensar na proposta de Kurt. Puck não era o primeiro e nem seria o último a incentivá-la a mergulhar de cabeça nessa experiência.
Pegou seu celular e discou o número da casa do amigo, que atendeu-a rapidamente.
– Quinn! Graças! Achei que não fosse me ligar nunca mais...
– Desculpa, Kurt... Acho que precisava de um choque de realidade para poder engolir o orgulho e te ligar.
– E então, Quinny? Pensou com carinho?
– Pensei nisso praticamente em todos os momentos durante esses dias... Ai, Kurt! Hoje aconteceu algo horrível comigo.
A loira explicou-lhe o ocorrido e riu dos xingamentos vindos de Santana, que escutava tudo por outro aparelho.
– Não acredito que titia Snixx não conseguiu dar um jeito nessa vagabunda... – reclamava a latina.
– Santana, aproveitando que você está na linha, queria te pedir desculpas por ter agido daquela forma quando vieram aqui...
– Relaxa, Loira. Fazia parte do meu plano. E, me perdoe por ter tido de ser grossa com você, mas, sabe como é que é, digo na lata.
– Sim... Te conheço muito bem, Latina Caliente!
– Depois vocês expressam afeto! – brincou Kurt. – Vamos ao que interessa: Quinny, você sabe que esse é o momento certo para aceitar a proposta... Vamos lá!
– Você vai sair por cima, Loira. A Cabeça de Colméia pensa que te colocou no fundo do poço, mas mal ela sabe que abriu uma porta com a melhor saída de todos os tempos! Aceita logo, mulher!
– Olha, gente, eu confesso: Eu quero, e muito, aceitar, mas eu não quero destruir o meu namoro...
– Escuta aqui, Égua, o Trouty Mouth é completamente louco por você, portanto vai ficar do seu lado. Para de bobeira! Encara a vida, Fabray!
– Okay! Eu aceito...
A latina e Kurt começaram a gritar, o que fez com que Quinn gargalhasse.
– Finalmente, Loira! Caramba, hein! Foi difícil...
– Hoje mesmo te mando um e-mail com alguns detalhes do contrato e ideias, está bem? A Santana conseguiu a licenciatura para administrarmos um estabelecimento!
– Obrigada pela ajuda, Sant.
– Não se esqueça de imprimir o que eu te mandei, pois pode ser que eu te ligue para combinar alguma coisa e você não tenha como acessar o e-mail.
– Certo. Agora, acalmem-se. Eu estou exausta, ainda mais depois de um dia como esse... Tudo o que eu mais quero agora é tomar um banho e dormir.
– Boa noite, Quinny! Estão todos mandando beijos!
– Bons sonhos eróticos com o seu namorado, Loira!
– Boba!
Quinn desligou o telefonema e despiu-se. Entrou na banheira e apreciou a água quentinha por um bom tempo. De certa forma, estava feliz por ter aceitado a proposta do amigo.
Saiu do banho e vestiu o pijama mais confortável que tinha. Deitou-se na cama e colocou sobre o colo seu notebook, aonde acessou o e-mail.
Kurt não estava brincando quando dissera que enviaria alguns dados naquela noite. Imprimiu o e-mail e guardou em sua bolsa.
Quando foi conectar o celular à tomada, para que ele carregasse a bateria, viu uma mensagem de Sam:
Boa noite, minha loira.
Passei na boutique hoje, mas você já tinha saído. Achei melhor te contar, pois fiquei encabulado com isso: quando eu perguntei por você, a Megan disse que você não tinha mais relação com o estabelecimento e que eu não devia te procurar lá. Aconteceu alguma coisa, amor?
Bons sonhos, princesa.
Sentiu-se mal por não ter falado com o namorado em nenhum momento daquele dia. Iria visitá-lo no dia seguinte, pois precisariam conversar a respeito do atelier em Nova York.
Estava morrendo de medo da reação que o loiro teria. Não sabia se ele iria apoiá-la ou não...
Decidiu que seria melhor descansar para estar preparada para o que enfrentaria no dia seguinte.
___ o ___
Sam acordara mais cedo do que deveria em um sábado e aproveitou para arrumar a casa. Tinha umas duas semanas que não tirava o pó dos móveis ou que organizava a bagunça no quarto.
Vestiu uma bermuda e começou o “trabalho”. Não podia ligar o som, pois acordaria os vizinhos, então colocou os fones de ouvido e embalou-se no ritmo da playlist.
A manhã passou voando, assim como a faxina. A música pausou ao aparecer a notificação de nova mensagem. Era Quinn.
Quinn: Precisamos conversar. Posso ir à sua casa?
Preocupou-se. Isso soava como fim de namoro.
Ela não me dispensaria depois de tudo o que aconteceu... – disse a si mesmo.
Sam: Pode. Que tal hoje à noite? Estou fazendo faxina agora e estou todo suado... Não quero que me veja assim.
Quinn: Eu te vejo suado todas as noites em que fazemos amor ;)
Sorriu aliviado. Ela não teria feito aquela brincadeira se não o amasse mais.
Sam: Gostosa, safada, linda! Te amo, minha loira.
Quinn: Até mais tarde! Ah! Também te amo, meu loiro ♥
Sam terminou de arrumar a casa, almoçou e tomou um banho. Ligou para um restaurante japonês e fez sua encomenda.
Aproveitou a tarde livre para levar algumas roupas para a lavanderia e, após buscá-las, determinou que estivesse na hora de se arrumar.
Vestiu uma calça preta e uma blusa branca simples. Completou o traje com seu famoso all-star preto.
Aguardou a chegada da namorada ansiosamente. Avisou ao porteiro que Quinn chegaria dentro de alguns minutos, sendo assim, o funcionário não precisaria avisá-lo da visita.
A loira subiu o elevador e tocou a campainha do apartamento de Sam.
– Até que enfim! – beijou-a.
– Está lindo, como sempre. – sorriu.
– Não tão lindo quanto você.
Quinn trajava um vestido “pretinho básico”, uma sapatilha vermelha e batom da mesma cor.
Sentaram-se à mesa, onde havia comida japonesa e uma garrafa de vinho.
– Não precisava ter feito nada tão arrumado, Sammy. Não queria ter te dado trabalho.
– Não tive trabalho nenhum. Não é tão complicado tirar uma garrafa de vinho da minha pequena adega e discar o número do restaurante japonês. – brincou.
– A gente precisa conversar, Sam...
– Podemos comer primeiro? Eu estou morrendo de fome. – riu.
– Está bem.
Quinn bebera duas taças de vinho e já estava rindo de qualquer besteira.
– Você e bebidas alcoólicas não caminham pela mesma estrada, não é? – brincou.
– Você que me embebedou, seu bobo!
– Eu?! – brincou, ajudando-a a se levantar da cadeira.
Sam a empurrou contra a parede, beijando-lhe o pescoço. A loira puxava os fios loiros de Sam e sussurrava declarações de amor.
– Acho que podemos deixar a conversa pra depois... – disse Quinn com a voz praticamente inaudível.
– Você acha? Eu tenho certeza!
Caminharam, aos beijos, até o quarto de Sam, que já não trajava mais sua camisa e nem os tênis.
– Senti falta desse seu corpo de deus grego.
– No caso, deus americano.
– Bobo! – mordeu-lhe o lábio inferior.
Deitaram-se na cama, de forma que Quinn ficasse por cima. A loira retirou a calça e as meias de Sam, que tentava abrir o zíper do vestido da namorada.
Quando conseguiu dar fim à luta com a vestimenta de Quinn, soltou uma gargalhada.
– Sempre me atrapalho com isso...
– Um dia você aprende. – Quinn brincava com o tanquinho de Sam, beijando-o e chupando-o.
A ereção de Sam era aparente e a loira não se conteve em retirar logo a cueca do rapaz. Ela o estimulava enquanto beijava o pescoço do loiro.
Sam inverteu as posições e beijou a loira com tamanha carência que parecia que ele havia esperado por aquele beijo durante uma vida inteira.
– Chega de preliminares! Quero te sentir logo... – gemeu.
O loiro rasgou a calcinha de Quinn, que gemeu com o ato, e colocou o preservativo. Penetrou a namorada delicadamente, pois, apesar de já terem feito aquilo diversas vezes, não queria acabar machucando-a.
Dessa vez, fizeram com tamanha calmaria que pareciam irreconhecíveis. Quinn arranhava as costas do loiro e puxava seus cabelos conforme seu ápice se aproximava. O rapaz perguntou se poderia ir mais depressa e teve um gemido em forma de resposta.
Aumentaram o ritmo brutalmente, fazendo com que ambos atingissem o orgasmo ao mesmo tempo.
Sam se jogou ao lado de Quinn, que encostou a cabeça em seu peito. O loiro beijou o topo da cabeça da namorada.
– Você é muito bom nisso!
– Tendo você, qualquer um se torna bom.
– Estou exausta... Culpa sua. – fechou os olhos e adormeceu.
Sam puxou o lençol para cobri-los e ligou o ar-condicionado. Logo se encontrou com Quinn em seus sonhos.
___ o ___
A luz do sol adentrava o quarto pela janela do banheiro, que havia ficado aberta. A claridade incomodava a loira, que esfregava os olhos para tentar acordar.
– Bom dia, gostosa!
– Já acordo com elogios! Não podia querer namorado melhor...
– Tenho de concordar com você.
Beijaram-se apaixonadamente.
– Eu devo estar com bafo, Sammy. – riu.
– Ih! Pode parar com a bobeira! Você está sempre cheirosa.
– Não de manhã...
A loira caminhou até o banheiro e fez um bochecho com enxaguante bocal. Não havia notado que estava nua e, muito menos, que Sam a observava com o membro ereto.
– Caramba! Já?!
– Tá vendo como você me enlouquece?!
Quinn empurrou-o na cama e voltaram a se beijar.
– Hálito bem melhor, não é?
– Que tal uma rapidinha de matina?
– Hum... Certo. Mas, dessa vez, eu fico por cima.
– Tudo bem, senhorita. Você que manda! – brincou o loiro, que procurava por um pacote de camisinha na gaveta de seu criado mudo. – Droga! Minhas camisinhas acabaram...
– Eu tenho uma na minha bolsa. Sou moderna, querido! Ando sempre prevenida.
– Ainda bem!
O rapaz levantou-se da cama e ficou de pé em frente à cômoda do quarto.
– Quer que eu procure? Bolsa de mulher é uma tristeza, amor.
– Não precisa. Não está tão cheia assim... – revirava a bolsa.
Sam não conseguia encontrar o preservativo em lugar nenhum. Abriu o bolso da frente e encontrou um papel dobrado. Na frente, havia escrito:
Atelier, NY
Curioso, abriu. Não queria invadir a privacidade da namorada, mas aquilo havia chamado-lhe atenção.
Leu os dados do estabelecimento e o agradecimento de Kurt pela ajuda da loira. Sam havia ficado magoado.
– Encontrou? – perguntou Quinn, que estava deitada na cama “brincando” com os fios loiros.
– Quando ia me contar sobre isso? – encarou-a com o papel na mão.
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