All You Need Is Love
15 Capítulo 15
Notas iniciais
– A Jennifer é capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer… Custe o que custar… E se ela quer voltar comigo, ela vai dar um jeito de tornar esse desejo realidade…
– Sammy, eu te amo! Amar também significa confiar… Eu estou do seu lado para o que der e vier. Vamos passar por isso juntos!
– Até hoje, não entendo o que fiz para merecer uma namorada tão perfeita como você. — disse Sam puxando-a para um beijo calmo.
– Eu tenho uma ideia para que você se sinta melhor. — sorriu.
– Desculpa, meu amor. Mas eu não estou com cabeça pra isto. Quem sabe hoje à noite…
– Não, seu bobo! Não estou falando em sexo. Você podia ir à plataforma para espairecer um pouco. Lembra que você me disse que gostava de ir lá quando se sentia triste? Então…
– Tem razão… Eu estou mesmo precisando de um tempo.
– Eu vou tomar um banho, preparar algo para comermos e te encontro lá.
– Obrigado, minha linda!
Quinn deu um selinho no namorado e levantou-se do sofá, caminhando lentamente para a cozinha.
Precisava dar esse espaço a ele. Por mais que odiasse a presença de Jennifer, precisava controlar-se para não causar mais problemas.
Sam caminhou pela floresta com passos rápidos. Sabia que só sentir-se-ia mais calmo após chegar à plataforma.
Subiu as escadas e deitou-se no meio do enorme pedaço de madeira. Observava as nuvens se moverem com o vento. Lembrou-se de quando era pequeno… Brincava com seu avô de descobrir os formatos das nuvens. Fechou os olhos e apreciou a brisa, que bagunçava seus fios loiros.
______ o ______
– Eu já vi essa garota em algum lugar! Deus, onde foi que eu a vi? — perguntava-se Jennifer, andando de um lado para o outro em seu quarto, sendo acompanhada pela cabeça por Brian.
– Jen, você deve estar se confundindo… Essa garota nem é daqui de Nashville!
– Eu tenho certeza que a vi em algum lugar! Na verdade, em muitos lugares… Já sei!
– Lembrou? — perguntou Brian totalmente desinteressado.
– Não, não. Só gritei “já sei”, pois adoro essa frase! — ironizou, revirando os olhos. — Uma vez eu estava na casa do Sam, quando éramos “amigos” e eu achei uma caixa com várias fotos. Essa loira azeda estava nelas. Aliás, eles estavam juntos. Qual é mesmo o nome dela?
– E eu vou saber?
– Cala a boca, Brian! Foi uma pergunta retórica, seu idiota! Está atrapalhando meus pensamentos. Tinha um papelzinho escrito “Sam + Q”… Não consigo me lembrar! — bufou. — Ah! Como eu não me lembrei disso antes?! Eu peguei uma das fotos e trouxe pra casa. Eu iria usar em um plano, mas acabei desistindo. Acho que ainda a tenho… — disse abrindo as gavetas e tirando os pertences que lá havia, de forma totalmente indelicada.
Após um tempo revirando o quarto, gritou:
– Maldita!
– Desiste disso, Jen. Você está se confundindo… Essa foto não existe! Esquece isso e vem cá! — disse Brian puxando-a.
– Me solta, Brian! Eu estou ocupada, ou você ainda não percebeu?
– Isso é jeito de falar comigo? — indagou o rapaz, segurando-a pelos braços de forma bruta.
– Brian, para com isso! Mais tarde eu te ligo… Vai esfriar a cabeça!
– Quem precisa esfriar a cabeça é você! Por hoje chega das suas maluquices. Amanhã passarei aqui e espero que me compense por hoje. De preferência, use uma lingerie roxa, para combinar com essa marca no seu braço! — debochou, soltando o braço marcado de Jennifer, que olhava assustada.
O rapaz riu ironicamente e saiu, batendo a porta com força. A garota, que tinha os olhos marejados, sentou-se no chão e depositou um incrédulo olhar para a porta, como se esperasse que Brian voltasse e fizesse algo.
O moreno era um tanto esquisito, pois em certos momentos, demonstrava-se ingênuo, em outros, agressivo. Jennifer achava que ele era burro demais para enfrentá-la, porém, após essa cena, seus pensamentos estavam completamente embaralhados.
– Por que o Brian saiu desse jeito? — perguntou uma amiga, adentrando o cômodo. — Ah, desculpa não ter te ligado, mas precisava passar aqui pra pegar aquele vestido emprestado. — explicou, abrindo o armário de Jennifer e procurando a peça de roupa desejada.
– Tudo bem, Rose… Pega o que quiser! — levantou-se do chão rapidamente e enxugou as lágrimas de forma discreta.
– Você não respondeu minha pergunta.
– O Brian lembrou que tinha um compromisso e saiu estressado por ter esquecido… — mentiu.
– Entendi… — disse Rose desinteressada. — Achei! — gritou ao encontrar o vestido.
– Eu já estava me esquecendo… Preciso achar a foto. — disse Jennifer a si mesma.
– Que foto?
Jennifer não respondeu. Voltou a revirar as gavetas e os porta- jóias, que eram espaçosos.
– Como eu não pensei nisso antes?!
A jovem dos fios cor de mel retirou alguns livros de sua estante, encontrando um envelope, que continha fotografias e boletins, os quais sempre escondeu de seus pais.
– Encontrei! — gritou, assustando a amiga, que experimentava o vestido.
Era uma foto do Sam beijando carinhosamente a bochecha de Quinn, que estava corada.
Havia um pequeno texto: “Obrigado por assistir Avatar comigo de novo, e de novo, e de novo! Te amo, minha loira!”
– Espera! Eu conheço essa garota! — exclamou Rose, retirando a fotografia da mão de Jennifer. — Quinn Fabray, a líder das Cheerios. Fomos da mesma cabana no Acampamento de Líderes de Torcida.
– Agora o “Sam + Q” faz sentido… Quinn Fabray. Desembucha tudo que você sabe!
– Ela era a garota que todas queriam ser. Bem, em parte, pois ninguém gostaria de passar pelo o quê ela passou.
– Rose, me conte tudo que você souber sobre Quinn Fabray.
– Ela era a garota mais popular do WMHS, a escola que ela estudava. Todos a desejavam e ela poderia ter tudo o que quisesse… Família rica, namorava o Quarterback, que era uma gracinha, aliás. Enfim, ela tinha tudo…
– Esse não é bem o tipo de garota que o Sam namoraria… Digo, atração ele pode sentir, mas paixão…
– Posso terminar? — perguntou Rose impaciente.
– Desculpa. Agora fala logo!
– Então, ela era perfeita, até que engravidou do melhor amigo do namorado. Ela fingiu que o filho era do namorado e o pobre coitado teve que arcar com as consequências do melhor amigo, sem saber. Ela foi expulsa de casa e das Cheerios, o que acabou com a reputação dela… Eu só sei que ela passou a ser humilhada no MySpace e que, quando o Quarterback descobriu a verdade, o namoro acabou e amizade dele com o verdadeiro pai da criança ficou em jogo. — suspirou. Jennifer ouvia atentamente. — No fim, tudo ficou bem, mas a Quinn não ficou com o bebê. A criança foi adotada pela mãe de uma garota louca e irritante. E ela voltou a ser a rainha do WMHS… Depois de toda essa confusão, eu soube que ela namorou um gatinho, que eu não lembro o nome e nunca o vi em foto alguma, mas o traiu com o antigo namorado.
– E você lembra alguma característica desse “gatinho”?
– Eu lembro que uma amiga dela, que também ficou na minha cabana, o chamava de Trouty Mouth, pois ele tinha uma boca bizarra, segundo ela.
– Sam! — exclamou.
– Quê? — Rose parecia confusa, havia se mudado para Nashville há pouco tempo, não conhecia muito sobre o passado de Jennifer.
– Nada não… Então me deixa ver se entendi: A Quinn engravidou do melhor amigo do namorado, foi expulsa de casa e das Cheetos, — fora interrompida por uma gargalhada de Rose.
– Cheerios, Jen! — riu.
– Tanto faz! Prosseguindo, sofreu bullying, deu o bebê para uma louca qualquer, namorou um gato e o traiu com o antigo namorado, um jumento, pois voltar com uma garota que engravidou do melhor amigo dele… Não pode bater bem da cabeça.
– Você entendeu direitinho. Quinn Fabray foi uma verdadeira vadia.
– Vadia é pouco! Bem, Rose, muito obrigada! Você nem imagina o quanto me ajudou!
– De nada. Mas porque está tão interessada na Quinn?
– Eu só estava ajudando uma amiga… Só isso!
_____ o _____
Quinn tomou um banho e vestiu-se. Aproveitou que o namorado havia deixado o celular na cabeceira da cama para ligar para Ashley, precisava de sua ajuda. Só a tia de Sam poderia ajudá-la nos preparativos do aniversário dele. Discou o número e esperou ser atendida.
– Alô!
– Ash, aqui é a Quinn, namorada do Sam.
– Quinn, querida! Como vai?
– Estou bem, obrigada. E você?
– Tudo ótimo. Qual o motivo da ligação?
– Eu vou fazer uma festa surpresa pro Sam, na sexta. Já pedi permissão à Mary e, contanto que não tenha bebidas alcoólicas e drogas — riu -, está liberado.
– Amei a ideia, mas vamos esquecer essa frase brega da minha irmã. Vamos contratar um barista, uma festa de adultos sem bebida alcoólica não rola. E não se preocupe, eu me responsabilizo por esta parte.
– Tudo bem então. — concordou Quinn, rindo. — Eu preciso que você convide o Sam pra te ajudar em algo, na sexta, para que eu possa arrumar a casa. Eu te aviso quando for para permitir a saída dele.
– Combinado. Eu vou dar um jeito de arrumá-lo para ele não chegar e ter que trocar de roupa ou tomar banho no meio da festa.
– Perfeito! Muito obrigada, Ash.
– Imagina, baby! Nos falamos depois. Beijos!
– Ok. Beijos!
Quinn desligou a chamada e sorriu abobalhada. Estava ansiosa para ver a reação do namorado ao reencontrar seus amigos do Glee Club. Lembrando-se deles, a loira decidiu criar um grupo no WhatsApp para convidá-los. Com certeza, seria mais fácil de combinarem por mensagem.
“Festa Surpresa Sam”
Quinny - Bem, eu sei que não nos falamos há muito tempo, mas meu amor e carinho por vocês só aumentou! Estou com saudades! Porém, o assunto não é esse, eu queria convidá-los para o aniversário do Sam, nessa sexta, às 20:00. Será aqui em Nashville, na casa que ele morou e, que hoje é uma casa de praia (enviarei o endereço por chat particular). Espero que todos possam vir.
PS: Não sei se esses números ainda pertencem a vocês…
PS 2: Vamos colocar “o papo em dia” quando chegarem em Nashville, assim não desviamos o assunto.
Rachel Barbra Berry - Quinny, quanto tempo! Também estamos com saudades! Eu e Finn com certeza iremos. Não se esqueça de mandar o endereço. Se precisar de ajuda, é só falar. Beijinhos.
PS: Conferi na minha agenda, que está sempre atualizada, e os números estão certos.
Quinny - Fico muito feliz que possam vir! Estou enviando o endereço para todos.
Puck Delícia - Vai ter bebida?
Quinny - Oi pra você também, Puck. Sim.
Puck Delícia - Então eu vou.
Latina Caliente - Fabray, sua vaca! Você some durante anos e acha que é só convidar pra uma festinha?!
Quinny - Me desculpa, minha latina favorita! Eu te amo, você sabe disso!
Latina Caliente - Eu vou, mas só porque tem comida e bebida de graça.
Britt ♥ — Oba! Festa! Eu e a Sant vamos, com certeza!
PS: Ela chorou quando viu sua mensagem.
Quinny — Awn, sua linda! Eu sempre soube que por trás de uma armadura, tinha um lindo e sensível coração.
Latina Caliente - Ah, vá se foder!
Quinny - kkkkkk
Latina Caliente - Agora a pergunta que não quer calar: O que você está fazendo na casa do Trouty Mouth?
Quinny — Fabrevans is back, bitches!
Latina Caliente - Sempre soube que eram loucos um pelo o outro.
Britt ♥ - Aawwn *vomitando arco-íris*
Rachel Barbra Berry - Parabéns, amiga! Felicidades ao casal!
Puck Delícia - Meu brother deve estar todo feliz… Kkkkk
Quinny — Obrigada, gente! Sim kkkk
Kurt Hummel - Awn *-* Parabéns, Quinny! Eu e Blaine vamos também!
B. Anderson - Não posso perder a festa do meu BFF de jeito nenhum!
Latina Caliente - Isso foi tão gay…
Kurt Hummel - Diz a lésbica.
B. Anderson - Santana, fica quietinha, tá?
Latina Caliente - Escuta aqui, querido, eu falo o que bem quiser!
Britt ♥ - Sem brigas, gente! Estamos aqui para falar do Sam.
Quinny - Obrigada, Britt.
Mr. Abrams - Só pude ver agora… Gostei da ideia, Quinn! O Sam vai adorar! E eu tive uma ideia fantástica para o presente dele.
Quinny - Artie, não precisa se preocupar com nada. A presença de vocês já vai deixar o Sam super contente.
Mr. Abrams - Eu sei, mas quero fazer isso em forma de agradecimento também. Ele é um gênio no mundo das dublagens! Ele faz falta aqui no estúdio… Sem as imitações dele, o local fica tão vazio…
Quinny — Awn! Que lindo, Artie.
Miss Mercedes Jones - Eu também confirmo minha presença! O Sam merece!
Tina & Mike - Nós também vamos! (Tina).
Quinny - Ótimo! Todos confirmaram! Esperarei ansiosamente.
Latina Caliente - Tina e Mike, isso de criar uma única conta para os dois foi a coisa mais brega que já vi na minha vida! E olha que eu morei com a Lady Hummel e a Anã…
Tina & Mike - Foi ideia da Tina… Eu nem queria isso. (Mike)
Rachel Barbra Berry - Desnecessário, Santana! Te acolhemos na nossa casa e você nos trata dessa forma….
Latina Caliente - Para de show, Berry!
Puck Delícia - Muito bom, Santana! kkkkkkkk
Latina Caliente - Eu sei.
Quinny - Gente, chega! Poxa, eu criei um grupo para combinarmos uma festa surpresa, não para brigas…
Latina Caliente - Desculpa, Loira!
Rachel Barbra Berry - Desculpa, Quinny…
Quinny - Espero todos vocês! Não me venham com desculpas esfarrapadas. Agora preciso ir, tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar vendo vocês brigarem.
Latina Caliente - Coisas mais importantes = transar loucamente com um certo loiro.
Após o comentário, desnecessário, segundo ela, de Santana, a loira guardou o celular na bolsa e foi para a cozinha preparar algo para comer.
Quinn sempre manteve a forma, desde que tirou “Lucy” de seu nome, jamais ousou exagerar na comida. Portanto, preparou sanduíches naturais e suco de abacaxi com hortelã.
Serviu a mesa e caminhou lentamente à plataforma para chamar o namorado.
_____ o _____
Sam, deitado na plataforma, chorava. Era um rapaz sensível, não conseguia conter as lágrimas por muito tempo. Lembrar-se de todo o sofrimento que passou por causa de Jennifer o abalava. Claro que não chegava nem perto do que Quinn sofreu, mas, mesmo assim, doía.
Fechou os olhos em tentativa de afastar os problemas e acabou adormecendo.
_____ o _____
– Rose, você sabe se a Quinn excluiu a conta no MySpace?
– Não sei, Jen… Mas por que você quer saber?
– É que eu preciso de mais informações para a minha amiga.
– Ah sim. Então procura aí. — disse Rose, apontando para o computador. — Eu tenho que ir. Obrigada pelo vestido. — despediram-se com beijinhos na bochecha.
Assim que Rose deixou o cômodo, Jennifer ligou o computador para pesquisar. As informações dadas por sua amiga eram o suficiente para seu plano, porém adoraria descobrir pontos fracos da “Loira Azeda”, segundo ela.
Assim que o aparelho terminou de ligar, a garota de cabelos cor de mel pesquisou “Quinn Fabray — MySpace”. Encontrou logo de cara.
– Ela devia ser bem popular mesmo… — disse a si mesma, em um tom que deixava sua inveja bem clara.
A conta de Quinn era aberta, portanto qualquer um podia ver o que ela postava ou o que os outros comentavam. Como a conta era muito antiga, havia diversos insultos devido à gravidez precoce.
– Provavelmente a época do MySpace terminou logo, pois não há nenhuma postagem sobre o Sam… — pensou — Mas está ótimo. Agora é só partir para a ação.
_____ o _____
Quinn subiu a escada da plataforma e deparou-se com Sam dormindo. Seus olhos estavam inchados e o rosto vermelho, provavelmente devido ao choro.
Aproximou-se do loiro e o beijou carinhosamente.
– Sammy, vamos voltar pra casa. Já já vai escurecer… — sussurrou no ouvido dele, que abriu os olhos lentamente.
– Nossa! Eu nem vi a hora passar… Ai que dor de cabeça! — levou as mãos à cabeça.
– Vamos para casa, eu preparei um lanche. E você aproveita pra tomar o remédio.
– Obrigado, minha linda. — agradeceu Sam, envolvendo-a em uma abraço.
Andaram abraçados durante o percurso de volta. Assim que entraram em casa, Quinn foi até o banheiro procurar o remédio para Sam, que sentou à mesa para comer.
– Espero que quando tivermos nossos filhos, você não se esqueça de lavar as mãos na frente deles… — disse Quinn irritada.
– Já te disse que você fica linda irritada?
– Não. — fez bico.
– Pois saiba que fica, e muito! — afirmou, dando um tapa nas nádegas da namorada.
Os loiros lancharam e subiram para o quarto. Quinn ligou a TV e ajeitou-se na cama.
– Sabe o que estamos parecendo? Marido e mulher. Mas depois de um tempo casados, quando sexo quase não rola… — disse Sam, deitando-se ao lado da loira.
– Eu estou louca para ter você dentro de mim novamente, mas estou te dando espaço. Foi um dia bem cansativo pra você… Não acho justo abusar da sua fragilidade, Sammy.
– Eu sei, princesa. Não estou reclamando. E agradeço pelo respeito. — sorriu.
– Eu achei esse DVD no quarto do Stevie. — disse Quinn, mostrando o filme “Avatar”.
– Caramba! Quanto tempo que não vejo esse filme… Podemos assisti-lo?
– Claro, meu amor!
Viram o filme assim, abraçados, e Quinn acabou adormecendo na metade do mesmo, o que, em parte, foi bom, pois o loiro pôde rever algumas cenas sem reclamações.
____ o ____
Na manhã seguinte, Sam acordou bem cedo, pois precisava falar com Jennifer. Não queria que a namorada soubesse porque poderia ficar desconfiada. E a última coisa que Sam precisa é ter uma briga com Quinn.
Trocou de roupa, fez sua higiene bucal e seguiu para a casa da ex.
Assim que chegou à enorme casa de Jennifer, tocou a campainha e aguardou ser atendido. Sabia que os pais da garota não estariam em casa, pois era uma quarta-feira e eles sempre saiam para trabalhar bem cedo.
– Espero que seja bem importante, pois acabou de me acordar! — reclamou Jen, abrindo a porta e assustando-se ao ver o loiro. — Sam! Arrependeu-se de ter me tratado daquela forma, né?! — sorriu falsamente.
– Posso entrar?
– Claro. Perdão, não tive tempo de trocar de roupa. — disse, referindo-se ao roupão de seda que trajava.
– Não tem problemas. Vou ser breve.
– Mas por que veio até aqui?
– Eu vim pedir um favor.
– Farei de tudo para ajudá-lo! — animou-se.
– Eu realmente espero. — suspirou — É bem simples: Fique longe do meu namoro. Eu não quero você por perto. Entendeu?
– Caramba… Tudo bem, Samuel Evans. Mais alguma coisa?
– Só isso mesmo. Espero que tenha entendido direito. — disse Sam, indo em direção à porta.
– Espera, Sam! — aguardou o loiro dar meia volta — Você trabalha com dublagens, certo?
– Sim, por quê?
– É que eu tenho um amigo que está produzindo um curta e ele precisa de um dublador. Eu falei sobre você e ele se interessou. Vamos lá no meu quarto pra eu poder te dar o número dele.
– Eu não acho uma boa ideia…
– Para de frescura, Sam! É uma boa oportunidade pra você. Ele já tem uma certa experiência nesse mundo artístico e pode te dar boas dicas.
– Tudo bem, mas tem que ser bem rápido.
– Ótimo. Vem!
Os dois subiram e foram ao quarto da garota de cabelos cor de mel.
– Fica à vontade. Me dá seu celular pra eu poder anotar o número dele. — pediu Jennifer, esticando a mão para pegar o aparelho que era entregue por Sam.
A garota colocou o celular do rapaz na escrivaninha e voltou-se para ele.
– Sabe, Sam, eu daria tudo para consertar meus erros contigo. — disse, desfazendo o laço que prendia o roupão e jogando a peça em um canto do quarto.
– O que está fazendo? — perguntou assustado, tentando desviar os olhos do corpo nu de Jennifer.
– Acho que essa é uma ótima maneira de ganhar o seu perdão. — explicou, empurrando o loiro na cama e sentando sobre ele.
____ o ____
Quinn acordou e notou a ausência do namorado. Trocou de roupa, escovou os dentes e desceu para procurá-lo.
Nesse exato momento, um loiro, que estava um pouco pálido, adentrou a casa.
– Bom dia, amor. — disse Sam, beijando-a.
– Bom dia. Onde você foi?
– Estava caminhando, precisava espairecer.
– Entendi. Mas por que está com essa cara branca? Você tinha pego um bronze quando fomos à praia…
– É que eu estou cansado. Só isso…
– Tudo bem. Quer comer o quê?
– Deixa que eu cozinho, Quinny. Panquecas com geleia. Pode ser?
– Hum… Com certeza! Acho que tem geleia de framboesa. — comentou, abrindo a geladeira para pegar os ingredientes. Porém, ao ouvir o barulho da campainha, parou o que fazia.
– Atende lá, por favor, amor. — pediu Sam.
Quinn correu até a porta. Detestava quando as pessoas ficavam apertando a campainha sem parar…
– Bom dia. — disse, abrindo a porta.
– Ah… Oi Quinn. — disse Jennifer.
– Se você veio falar com o Sam, ele está ocupado. Mas mesmo que não estivesse, duvido que ele queira falar com você.
– Eu não vim falar com ele, muito menos com você. Só vim entregar o celular que ele esqueceu lá em casa. — respondeu, esticando a mão para que a loira pegasse o aparelho.
– O que o Sam foi fazer na sua casa?
– Isso você pergunte a ele, não quero causar problemas.
– Sonsa — bufou — Quer saber? Você está mentindo! Sei que está. O Sam jamais iria a sua casa.
– Se você vai acreditar em mim ou não, não é problema meu, Lucy.
– Você me chamou de quê? — gritou.
– Lucy. Lucy Quinn Fabray, não é esse o seu nome, mamãe?
– Como você soube disso?
– Sam me contou. — sorriu cinicamente — Agora, por favor, pegue esse celular, pois não vou ficar aqui com o braço esticado o dia todo. E se você estiver grávida novamente, precisa repousar. Portanto, pegue logo esse telefone.
– Quem é, amor? — perguntou o loiro, aparecendo na sala. — Jennifer?
– Aqui o seu celular, Sam. Só não esquece a cabeça porque está presa no lugar…
– Você me traiu, Sam?!
– Do que você está falando? Eu jamais faria isso, Q!
– Então me explica o que você foi fazer na casa dela! Brincar de “Banco Imobiliário” com a riquinha? Acho que não, né!
– Jennifer o que você falou pra ela?
– Nada demais, Sam.
– Me responde, Sam!
– Tudo bem, Quinn. Eu fui sim à casa dela. Mas eu fui pedir pra ela ficar longe do nosso namoro, só isso.
– E pra isso, você teve que contar a história da minha vida? — ironizou -
Você acha que eu sou idiota, Sam?
– Olha, eu vou ser sincera com você, o único idiota aqui é o Sam por voltar a namorar a garota que o traiu… — iniciava Jen quando fora interrompida.
– Cala a boca, cachorra! — gritou Quinn. — Como você pôde dormir com ela?
– Sam, como você pôde? Você sabe o quanto eu sofri por tudo o que passei e simplesmente sai por aí falando para os outros… E… E ainda me trai com ela?!
– Quinn, eu não contei nada para a Jennifer e jamais te trairia!
– Sam, acho que você deve contar a verdade, uma hora ela iria descobrir… — falou Jennifer.
– Você armou isso tudo, não foi, vadia? — questionou Sam, deixando o ódio tomar conta de si.
– Se você não vai falar, eu falo: Nós transamos sim, Lucy. E quer saber? Foi maravilhoso!
– Vagabunda! — gritou a loira, dando um forte tapa no rosto da mais baixa.
– Você me bateu? — perguntou Jennifer incrédula.
– Se você não entendeu, eu te explico melhor. — respondeu, derrubando a garota no chão e subindo em cima dela, iniciando uma sessão de tapas.
– Santana tinha razão, você é ótima com tapas! — comentou Evans, que apenas observava a cena.
– Acho melhor você ficar quieto se não quiser levar uns também. — respondeu Quinn friamente.
O loiro tentava tirar a namorada de cima de Jennifer, mas Fabray não desistia e continuava com os arranhões.
Jennifer conseguiu se desvencilhar de Quinn e, com o corpo dolorido, levantou-se aos poucos.
– Ainda bem que você deu a criança pra adoção… Se você, por pura vingança, me bate, imagina no bebê…
– Sai daqui, cadela! — gritou — Morde a língua pra falar da minha filha! — aplicou mais um tapa.
Quinn expulsou a garota dos cabelos cor de mel e fechou a porta brutalmente. Sentou no chão e encostou-se na parede, chorando.
– Quinny, por favor, acredite em mim. Eu não contei nada pra ela e muito menos transei com ela…
– Sam, como que ela ia conseguir essas informações aqui no Tennessee? E ela é bonita, tem um corpo super em forma, você acha mesmo que eu vou acreditar que você foi apenas ter uma conversa?
– Eu também não sei como ela descobriu essas coisas. Mas você precisa acreditar em mim, Quinn! Por que eu te trairia depois de tudo que passamos juntos… Por favor, confie em mim.
– Chega! — gritou, levantando-se e passando a mão no rosto. — Chega, Sam! Chega! Eu já entendi tudo… Você queria se vingar, não é mesmo? Queria me fazer sentir o que você sentiu quando descobriu que tinha sido traído… Pois merece parabéns! Conseguiu o que queria. Estou sentindo tanta dor aqui dentro — colocou a mão no peito — que acho que nem cabe…
– Quinn… — fora interrompido.
– Eu me entreguei a você, como jamais havia feito com ninguém… Entreguei-me de corpo e alma… Te amei tanto, Sam.
– Meu amor, acredite em mim!
Quinn empurrou o loiro no sofá e subiu as escadas apressadamente. Ligou para uma companhia de taxi e pediu um “com urgência”. Sentou na cama e começou a chorar.
– Por que as coisas dão sempre errado comigo? Por que, meu Deus? — pensou em voz alta.
Chorava contidamente enquanto guardava seus pertences pessoais e algumas roupas na mala que levou.
Uma atendente da companhia ligou avisando que o taxi já se aproximava da casa.
Quinn enxugou as lágrimas e desceu com sua mala, deparando-se com um loiro que chorava desesperadamente.
– Quinn… Essa mala… Você está indo embora? — desesperou-se.
– Eu não vou aguentar ficar aqui, Sam. Já está doendo muito…
– Por favor, não vá! Não há rodoviárias abertas devido ao feriado e pegar carona em estrada é muito perigoso, não vou deixar você se arriscar.
– Eu tenho idade suficiente para saber tomar meu próprio rumo. — suspirou, observando as extremidades da casa, tentando memorizar os míseros detalhes. Sentiria falta daquele lugar. — O taxi chegou…
Quinn, após desviar-se do rapaz, que tentava impedi-la, pediu que o motorista a ajudasse com a mala. O senhor de meia idade guardou a mala da loira no porta-malas e sentou no banco do motorista.
– Quinn, eu te imploro, fica!
– Não torne tudo mais difícil, Sam… Por favor. — tentou conter as lágrimas, não queria demonstrar fragilidade.
– Eu te amo tanto… — disse Sam, olhando profundamente nos belos olhos de Quinn.
– Sabe por que dói mais? Porque eu também te amo…
A loira entrou no carro e autorizou a partida, deixando para trás o amor de sua vida.
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