All You Need Is Love

28 Capítulo 28


Notas iniciais
Cheguei, povo! Infelizmente, esse capítulo não saiu como eu esperava, talvez tenha ficado chatinho, mas posso afirmar que os próximos serão mais interessantes. De qualquer forma, uma boa leitura :)

Quinn viu-se de frente para a linha de partida de seu sonho. Seria ali que daria início a sua nova jornada... E só de pensar que naquele mesmo espaço que ela estava rodando, conhecendo o território, ela transformaria não apenas o sonho dela em realidade, mas como o de outras pessoas também, era loucura. Mas uma loucura boa. Loucura a qual ela estava doida para experimentar.

– A gente vai fazer desse lugar o mais especial possível! – afirmou Quinn.

O rapaz sorriu animado e a abraçou de lado. Os dois subiram para conhecer o andar de cima, o qual era ainda mais espaçoso.

– Eu já bolei algumas ideias e queria discuti-las contigo. – comentou Kurt.

Hummel pegou a pastinha que consigo levara e abriu-a. Mostrou os desenhos que havia feito para a reforma. Quinn ficara encantada com a delicadeza dos traços do amigo, que pensou em absolutamente todos os míseros detalhes.

– Kurt, isso é incrível! Não, melhor ainda: é perfeito!

– Obrigado, Q.

– Você fez o orçamento dessas plantas?

– Eu não, mas o arquiteto sim. – brincou.

– Ótimo. E ficou muito caro? Por que o dinheiro que sobrou da compra da “casa” não dá pra muita coisa...

– Eu sei disso, não se preocupe. O orçamento está dentro do que temos. E quanto aos móveis que eu coloquei aqui, podemos comprá-los em uma espécie de bazar que tem aqui perto. Têm coisas lindas lá! Inclusive esse lustre M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O aqui. – mostrou-lhe uma foto.

– Ser sua sócia é melhor do que eu imaginava. – riram. – Eu simplesmente amei tudo o que você planejou! Ideias aprovadíssimas!

– Eu sei que sou incrível! – brincou. – Faltam alguns detalhes da decoração.

– Certo. A gente precisa, antes de tudo, decidir a tintura, pois só depois poderemos comprar os móveis.

– Eu pensei na loja ser feita com cores bem serenas, mas que dessem um ar de chique.

– Concordo. Acho que o branco é essencial, pois é uma cor leve. Preto, talvez? A boutique da Marien tinha uma parte em que tudo era preto e branco. Ficava simples, mas fino.

– Não é uma ideia descartável, porém acho que devemos inovar. Preto e branco é básico demais, entende? Como diria uma professora minha de NYADA: muito batido.

– É... Tem razão. E se combinássemos essas cores com outras duas? Por exemplo, champanhe e rosa bem clarinho. – sugeriu, recebendo um olhar encantado de Kurt. – Mármore branco no chão, paredes intercaladas em branco e rosa clarinho e alguns dos móveis pretos e brancos. Os lustres, dos quais falou, e todos os móveis de iluminação na cor champanhe. Talvez falando assim, não dê pra entender muito bem, mas...

– Amei! – interrompeu-a. – Quinn, você leva jeito! Sabe aquelas escadas espirais? Podíamos colocar uma que direcionasse para o atelier.

– Ótimo. Mas ela não pode ser tão espaçosa, pois se não, ocupará muito espaço da loja, já que ele não é tão grande.

– Certo. E quanto ao atelier, o que a senhorita sugere? Eu acho que devemos usar as mesmas cores da decoração da loja, mas dando preferência ao preto e ao rosa clarinho.

– Perfeito! Podíamos fazer a parede rosa com alguns croquis nossos pintados em preto.

– Quinn Fabray, isso é música para os meus ouvidos! Que ideia genial! – sorriu.

Resolveram continuar a conversa no Starbucks que havia na rua, pois a fome começava a apertar. Acomodaram-se e fizeram seus devidos pedidos. Quinn perguntou ao amigo sobre seus respectivos escritórios, afinal, teriam de ter um local para se concentrarem em seus projetos. Kurt mostrou-lhe a planta novamente, lembrando-a que os escritórios poderiam ser inseridos no espaço em branco.

– É uma boa ideia. Ah, tem mais uma coisinha... E os funcionários? Vamos precisar de alguém pra gerenciar a loja, algumas atendentes e, principalmente, costureiras.

– Ai caramba! Eu sabia que estava faltando alguma coisa! Eu devia ter começado a ver isso antes...

– Hey, não se preocupe, vamos conseguir. Você sabe quanto tempo mais ou menos a reforma vai levar?

– Há uma estimativa de dois meses.

– Certo. Temos tempo suficiente pra encontrarmos funcionários competentes. – sorriu a loira.

Os amigos tomaram seus cafés e pensaram em como fazer entrevistas de emprego.

Precisavam resolver alguns detalhes advocatícios com Santana, portanto voltaram logo para o loft.

___ o ___

– Vocês precisam assinar essa papelada para confirmarem a posse do estabelecimento. E isso aqui é o contrato com a prefeitura. Preciso que rubriquem aqui – apontou. – e aqui.

– Muito obrigada pela ajuda, Sant.

– Agradeça mesmo, pois vocês nunca encontrariam uma advogada tão foda quanto eu, Loira.

– E nem tão modesta... – brincou.

Santana recolheu a papelada e guardou-a em sua pasta para levar até seu escritório no dia seguinte. A mesma prometeu espalhar para seus conhecidos sobre as vagas de emprego, assim como os outros moradores do loft fizeram.

Quinn ouviu o toque de seu celular e correu para atendê-lo. Era Rachel. A baixinha havia ligado para avisar que a filha de uma das maquiadoras da Broadway estava interessada na vaga de atendente. E que essa maquiadora havia comentado com as costureiras do teatro se elas sabiam de pessoas que poderiam ajudá-los, tendo como resposta uma das próprias funcionárias de lá e umas amigas dela, que, segundo ela, eram ótimas costureiras.

A loira contou a novidade aos amigos, que comemoraram. Estava tudo, finalmente, dando certo.

___ o ___

Por volta das quatro da tarde, Quinn foi até a sorveteria que ela e os amigos visitaram para colocar alguns panfletos de vaga de atendente. O dono do estabelecimento permitira que ela o fizesse, pois Kurt sempre fora muito gentil recomendando o local.

Um cliente que tomava seu sorvete na varanda do estabelecimento observava a loira pregar o cartaz delicadamente no quadro de avisos que havia do lado de fora.

O rapaz a olhava compenetrado. E, ao ler os dizeres do panfleto, caminhou até ela.

– Com licença. – pediu, tendo a atenção de Quinn voltada para ele.

A loira ficou um pouco apreensiva com a presença do rapaz, já que ela notara que ele a encarava minutos antes. Ele passou a mão nos cabelos negros, de forma que a mecha que caia sobre seu olho direito ficasse devidamente colocada. A íris azulada do rapaz acompanhava cada movimento que Quinn fazia.

– Posso ajudar? – questionou Fabray, interrompendo o silêncio tenebroso.

– Você acredita em destino?

Quinn estranhou a pergunta feita pelo rapaz, mas, por educação, respondeu-lhe:

– Sim.

– Ótimo. Alguém que me entenda. – sorriu, mostrando os dentes perfeitamente brancos. — Esse panfleto apareceu na hora certa, estou procurando um emprego.

– É... Você tem experiência com esse tipo de trabalho?

– Sim, eu trabalhava na Hollister, inclusive fui modelo de lá.

– Uau, que bacana! Desculpa se estarei sendo invasiva, mas por que motivo você saiu?

– Era muito longe de onde eu morava e o trem que eu tinha de pegar não tinha horário fixo, então, às vezes, chegava muito tarde em casa.

– Entendi. Bom... Você não me parece nenhum assassino ou algo do tipo... – brincou.

– Eu não sou. – riu.

– Acho que posso conversar com o meu sócio a seu respeito.

– Muito obrigado! Eu posso deixar o meu currículo contigo, caso queira.

– Ah, claro! – pegou a pastinha que ele a entregava. – Só por curiosidade: você carrega seu currículo consigo?

– Não. – sorriu. – Eu tinha uma entrevista de emprego em uma hora, mas, graças ao destino, te vi colocando esse panfleto e percebi que eu não tinha interesse algum em ser advogado.

– Então acho que eu e o destino te salvamos de um emprego chato. – riu.

– Obrigado por isso! – brincou o rapaz.

– Eu preciso ir, tenho que resolver algumas coisas... — dizia, tentando disfarçar o tombo que quase levara. – A propósito, sou Quinn. Quinn Fabray.

– Muito prazer, senhorita Fabray. Sou Josh.

– Então, Josh, você pode passar lá no meu loft amanhã pela manhã para pegar o seu currículo e obter a resposta do emprego. – entregou-lhe um guardanapo com o endereço. – Deixando claro que não costumo dar o meu endereço para estranhos.

– Bom saber que não sou um estranho para você. – sorriu de canto. – Até amanhã, Quinn.

___ o ___

– Você enlouqueceu, Fabray? E se ele for um maníaco da sorveteria?

– Okay, eu sei que não deveria ter dado o endereço, mas ele foi gentil e pelo o que vi no currículo, não há nada de errado.

– A gente não tá podendo escolher muito, Santana. Temos que arriscar nesse cara lindíssimo aqui. – Kurt apontou para as fotos que estavam na pasta, provavelmente da época em que ele era modelo.

– Eu estou aqui, Kurt. – disse Blaine, visivelmente irritado. – Não fique falando de outros homens na minha frente, nem pelas costas, de preferência. – continuou, caminhando até o sofá, onde os amigos estavam sentados. – Não que eu ache que você vá me trair ou algo assim, mas é cha... Caramba! Que corpo!

– Ok, Blaine, isso foi ridículo da sua parte! Eu não estou flertando com o cara, apenas dizendo que ele é bonito! E você mesmo acabou de elogiá-lo, então me faça o favor!

– Desculpa, amorzinho. Sabe de uma coisa, vocês até se parecem um pouco. A pele branquinha e os olhos azuis.

– Nem vem, Blaine! Te conheço bem e não gosto quando tenta me elogiar depois de uma discussão, é falso e patético! – levantou-se rapidamente e direcionou-se para o quarto. – Duas coisas: (a) Quinn, ele está contratadíssimo. E (b), você dorme no sofá, Blaine.

O garoto de gel no cabelo foi atrás do marido para tentar resolver-se com ele.

– Briga de florzinha é foda! – Santana revirou os olhos.

– Ai não fala assim, Sant! É indelicado dizer isso...

– Ih, você também? Ô chatice! Vou esperar minha Britt-Britt voltar da caminhada noturna lá no quarto. Boa noite, Loira Azeda!

– Boa noite, Latina Amargurada! – riu.

___ o ___

Na manhã seguinte, Quinn levantara cedo, pois precisava estar, no mínimo, apresentável para receber Josh no loft. Kurt já estava acordado, pois também queria estar presente.

A loira penteava os cabelos quando fora surpreendida por Santana.

– Se arrumando pro maníaco?

– Para de chamá-lo desse jeito, Santana! Ele é inofensivo. E não, não estou me arrumando para ele e sim para não ficar com o cabelo feio. Faço isso todo o dia, caso não tenha percebido.

– Ele é bonito sim, mas achei que você estivesse curtindo a fossa.

– Okay, agora você pegou pesado! Eu não estou aberta para relacionamentos amorosos, entendeu? Mas não vou ficar deprimida por que terminei meu namoro com o Sam! Cansei de ser “a sofrida”. Ele não me pediu que eu realizasse meus sonhos sem peso nas costas? Aqui estou eu!

– Tá aí! Gostei! – brincou a latina, beijando a bochecha da amiga.

Kurt avisou que tinha alguém batendo na porta e perguntou se a loira queria que ele abrisse. Não esperou a resposta e tratou de receber o rapaz.

– Você deve ser o Josh, certo?!

– Sim. A senhorita Fabray se encontra.

– Eu! – gritou Quinn, vindo de seu quarto. – Obrigada por ter vindo até aqui. Esse é o Kurt, meu sócio.

– Ah, sim! Prazer.

– O prazer é todo meu! – sorriu. – Vai ficar aí parado? Entre e sinta-se à vontade.

– Epa, epa, epa! Não se mova! – gritou Santana, passando a mão no rapaz, revistando-o. – É, você não é um maníaco da sorveteria... Droga! Queria ter dito “te avisei” pra essa coisa chata aqui. – apontou para a amiga.

– Desculpe a minha amiga. Como você pôde perceber, ela é bem impulsiva, não pensa antes de falar... – explicou Quinn.

– Tudo bem. – riu. – Ah! Quase me esqueço. Trouxe pra você. – entregou-a um buquê de lírios.

– Uau, obrigada! Não precisava se preocupar, Josh, mas muito obrigada. – sorriu sem graça, colocando o buquê em cima da bancada da cozinha. – Bem, aqui está o seu currículo. Parabéns, você está contratado.

Josh sorriu e agradeceu aos chefes. Perguntou quando começaria e os detalhes do local, como endereço, nome...

Kurt e Quinn se entreolharam preocupados. Com tanta coisa para resolver, haviam se esquecido de decidir o nome e inclusive mandar para um letreiro.

Passaram o endereço para o rapaz e disseram que entrariam em contato para informá-lo sobre a data de inauguração.

– Muito obrigado por essa oportunidade. Como eu já disse à Quinn, se não fosse por vocês, eu teria de trabalhar em um escritório de advocacia. Eu estudei direito, a mando do meu pai, mas nunca exerci a função. Eu faria um estágio em uma empresa aqui perto... Confesso que meu pai vai ficar uma fera quando souber que eu não fui à entrevista de emprego, mas eu não quero trabalhar de má vontade e eu simplesmente amo ser atendente de loja. Pode parecer estranho, mas eu acho incrível!

– É bonitinho, mas é burro. – disse Santana discretamente no ouvido de Quinn, recebendo um olhar de reprovação da mesma.

– Boa sorte com o seu pai. – desejou Kurt.

– Josh, né?! – o rapaz assentiu com a cabeça. – Você disse que não foi a uma entrevista de emprego em uma empresa aqui perto, certo? Você por algum acaso ia se candidatar a estagiário de uma Santana Lopez? – questionou a latina.

– Isso mesmo! Você a conhece?

– Sou a própria! — sorriu sinicamente. – Obrigada por ter me feito contratar um cara que tem problema de intestino e não sai do banheiro do meu andar. – ironizou.

Josh engoliu em seco.

– Desculpe-me...

– Você não precisa se desculpar por causa disso. – disse Quinn, direcionando seu olhar de reprovação para a morena. – E quanto a você, Santana, isso é antiético, está bem? Se o cara que trabalha lá tem problemas de intestino, é algo pessoal, você não deve sair falando por aí.

– Está bem, mamãe. – zombou. – Correção: ele não tem problema de intestino, tem caganeira das brabas...

– Que falta de classe... – revirou os olhos.

– É melhor eu ir... Obrigado mais uma vez. – despediu-se o rapaz de cabelos bem negros.

Assim que Josh deixara o apartamento, Santana caiu na gargalhada.

– Qual a graça?

– Coitado, quase se borrou de tanto medo de mim. – riu.

– Pois saiba que se você fosse humorista, seria pobre! Não tem graça nenhuma!

– Ah é, esqueci-me de que você é hilária... – caçoou. – Voltando ao que interessa: achei-o muito baba ovo... Qual a necessidade do buquê?

– Fazer um agrado?!

– Era uma pergunta retórica, Hummel.

– Santana, para de pensar besteira, okay? Eu não quero me envolver com ninguém, já disse! E ele não estava me paquerando, está bem? Só quis ser gentil.

– Conheço esse tipo de gentileza...

– Ai, quer saber? Cansei! Fique aí com seus pensamentos que eu vou voltar a fazer a listinha de compras para o atelier e pra loja com o Kurt.

A latina ficou cabisbaixa e observou de rabo de olho os amigos deixarem o loft.

___ o ___

Kurt e Quinn aproveitaram para passar no ensaio de Rachel e falar com as interessadas nas vagas. Entrevistaram-nas e disseram que não tinham dúvidas de que elas eram perfeitas para o emprego.

Foram ao shopping para olhar os preços dos móveis que queriam comprar. Anotaram tudo em um bloquinho para depois discutirem com calma sobre cada objeto.

Ambos estavam felizes ao verem seus respectivos sonhos, aos poucos, se realizarem.

___ o ___

Essa felicidade só aumentava com o passar do tempo. Foram exatos dois meses de preparação. O espaço havia ficado da maneira que eles planejaram e estava encantador. Todos os míseros detalhes deram uma delicadeza impecável ao local.

Quinn não sabia que o estabelecimento havia ficado pronto, pois Kurt decidira fazer uma surpresa. A inauguração seria no dia do aniversário da loira, sendo este seu presente.

___ o ___

A loira dormia num sono profundo, quando fora acordada pelos amigos que no loft moravam junto a Finn e Rachel, que seguravam o bolo de aniversário. Todos cantavam a música de parabéns e seguravam balões coloridos.

Quinn sorria de orelha a orelha. Esse carinho que os amigos tinham por ela era mágico. Ao terminarem de cantar, jogaram-se na cama dela, abraçando-a.

– Obrigada, gente! Amo muito vocês!

– Nós te amamos mais, Quinny!

Rachel aproximou o bolo do rosto da amiga para que ela assoprasse as velinhas.

– Lembra de fazer um pedido, hein!

– Só não cospe muito, ok? – brincou Santana.

Após apagar as velas, caminharam todos até a cozinha para repartirem o bolo. Deliciaram-se.

– Bolo pela manhã não é o mais saudável, mas essa torta de frutas vermelhas é uma delícia! – comentou a baixinha.

– E eu AMO frutas vermelhas! Como você sabia disso, Rach?

– Não fui eu quem comprou a torta, foi a Santana.

– Você? Espera, foi por causa daquela vez em que eu estava na sua e a gente decidiu fazer torta de morango, mas acabou dando errado e você prometeu comprar uma pra gente comer depois, só que nunca comprou?

– É... – disse a latina suavemente. – E eu lembrei que a gente só tentou fazer com morangos porque não tinha geléia de frutas vermelhas, então... Tcharan!

– Assim eu choro, Latina do meu coração! – abraçou a amiga. – Que momento nostálgico!

Kurt iria com Rachel, Brittany, Blaine e Finn decorar a loja para a inauguração e aniversário de Quinn, deixando esta apenas com Santana em casa.

– Aproveitando que agora só estamos nós duas, você recebeu isso aqui. – mostrou-lhe um lindo buquê de rosas vermelhas e uma caixinha preta.

A loira fitou o presente e em seguida olhou para Santana, aguardando uma explicação.

– Leia o cartão.

Fabray retirou um envelope de pequeno porte preso aos espinhos do buquê. Abriu-o cautelosamente.

Quinn,

Eu espero que você esteja sendo muito feliz, pois merece! Soube que está dando tudo certo na montagem do atelier! Fico muito contente.

Bem, te desejo um maravilhoso aniversário e muita saúde, paz e, principalmente, felicidade! Que você possa esboçar esse sorriso lindo o tempo todo e encantar a todos!

Sinto sua falta... Mas sei que é o melhor para nós dois. Você vai ter sempre um lugar muito especial no meu coração. Uma pessoa muito, muito importante pra mim. Minha linda amiga, aproveite seu dia!

Um grande beijo do seu eterno loiro.

Em seguida, abriu a caixinha preta. Havia um lindo colar de ouro, que tinha um pingente em forma de asas de anjo. Preso à caixa, havia outro cartão:

Para você voar alto!

A loira limpou as lágrimas que escorriam por sua pele macia e fechou os olhos lentamente.

– Atenderam ao meu pedido. Eu desejei que a gente se aproximasse de novo. Ele não me esqueceu, Sant! Aqui diz que eu sou uma pessoa muito importante, isso significa algo, certo?!

– Você é uma pessoa especial e uma “linda amiga”... Desculpa, Quinn, não quero ser desmancha prazeres, mas ele usou a palavra amiga...

– É... Tem razão. Bobeira minha. – respirou fundo.

A latina a abraçou, confortando-a.

___ o ___

À noite, todos os amigos se arrumavam para sair. Haviam dito à Quinn que eles iriam a um local chique, portanto ela teria de se arrumar bem.

A loira tomou um banho de espuma preparado por Rachel. Em seguida, vestiu o vestido que ganhara de Finn e sua esposa. Branco tubinho, o qual marcava sua silhueta, com alguns detalhes de renda florida preta. Os sapatos, que combinavam perfeitamente com o vestido, eram pretos e de salto fino. Presente de Blaine e Kurt.

Decidiu não usar o colar que ganhara de Sam naquela noite, ao invés disso, colocou um colar de pérolas que sua mãe lhe dera. Ele vinha com um par de brincos.

Assim que chegou à sala de estar, recebeu diversos elogios.

– Acham que exagerei?

– Nem um pouco, Q. Está linda!

– Deslumbrante! – sorriram.

Os amigos dividiram-se em dois carros e seguiram para o local destinado. Santana entregou à amiga, óculos que tapavam totalmente a visão, mas que não encostavam nos olhos, assim não borraria a maquiagem.

– Pra quê isso, Sant?

– Você verá!

Kurt estacionou o veículo e ajudou a amiga de olhos vendados a descer do carro. Guiaram-na até a entrada da loja e em uma contagem regressiva, mandaram-na tirar os óculos.

Para a surpresa da loira, seus amigos e algumas outras pessoas aguardavam em frente ao local. O estabelecimento estava magnífico e uma grande faixa preta cercava o lugar. Kurt pegou uma grande tesoura que havia levado consigo e, juntamente a Quinn, inaugurou a loja e o atelier!

F&H, o nome escolhido pelos dois, referente ao sobrenome de ambos, finalmente, estava pronta. Era mais que um sonho realizado!

Adentraram o local e Quinn surpreendeu-se ainda mais. Havia balões na cor preta e champanhe espalhados pela loja. Um bar havia sido instalado no canto para a noite. Os lustres deixavam o ambiente mais sereno e a loira havia amado isso.

A maioria das pessoas que ali estavam não conheciam Quinn e só haviam ido pela inauguração, mas a loira não se importava, pois isso também era muito gratificante. Os sorrisos que davam ao entrar no local eram um grande alívio para os sócios.

Puck, Mercedes e Artie ligaram para a amiga, desejando-lhe um feliz aniversário e desculpando-se por não comparecerem. Judy, que havia ligado pela manhã, telefonou novamente.

– Quinn! – chamou Kurt. – O Josh vai te mostrar o atelier. Ele veio comigo semana passada para me ajudar e já conheceu o andar de cima.

– Ele veio?

– Aqui estou eu! – o rapaz a cumprimentou.

Quinn pôde sentir o delicioso perfume que ele usava. Lembrava um pouco o de Sam, porém o do loiro era mais suave.

O moreno a guiou até o atelier e observou as pupilas esverdeadas da loira dilatar ao ver o que tanto sonhara.

– É lindo, não?

Quinn não tinha palavras, apenas sorria de forma abobalhada. Uma lágrima escorreu por seu rosto.

– Parabéns por isso tudo que vocês construíram. É um lindo início de jornada. O Sr. Hummel me contou sobre ser o sonho de vocês...

– Eu não sei nem o que dizer... Estou encantada! É melhor do que eu imaginei, sabe?

– Ah! Quase me esqueço, feliz aniversário! – abraçou-a. – Trouxe isso aqui pra você. – entregou-lhe um pequeno kit de maquiagem.

– Josh! Não precisava ter se preocupado com nada, só de ter vindo já fico feliz. Obrigada!

– Vai te deixar ainda mais linda. Se é que isso é possível. – brincou, fazendo com que as bochechas de Quinn corassem.

A loira tentou disfarçar mudando de assunto. Comentou sobre os croquis na parede.

– É melhor os dois descerem ou vão começar a pensar que estão se pegando... – zombou Santana.

Desceram sem graça, separando-se ao chegarem ao andar de baixo. Josh juntou-se aos amigos que ali estavam presentes e Quinn correu para cumprimentar as pessoas que aos poucos lotavam o local.

Ocorreu tudo maravilhosamente bem. Todos se divertiram e encantaram-se com a decoração. Rachel e Kurt convidaram muitos ex-alunos de NYADA, os quais com eles estudaram. Brittany e o casal Tike convidaram alguns de seus alunos e amigos. Consequentemente, o espaço ficou cheio.

No final da festa, Josh e Kurt empurraram um carrinho de restaurante com um lindo bolo nas cores da decoração do local até o centro da loja.

Cantaram o famoso “parabéns” e deliciaram-se com o bolo. Alguns garçons, contratados por Santana, serviam drinks e petiscos, além do bolo de aniversário.

Quinn subiu na escada espiral e, de forma que todos conseguissem vê-la, pediu a atenção dos convidados batendo com uma faquinha em uma taça de champanhe.

– Primeiramente, sempre quis fazer isso. – riram. – Eu nem sei como agradecer a todos vocês que contribuíram para que meu sonho se tornasse realidade... Nada disso seria possível sem vocês. Meu avô sempre me disse que o mais importante na vida era cultivar amizades verdadeiras, pois são elas que nos confortam e que nos encaminham para a vida. E eu digo com o maior orgulho: tenho os melhores amigos do mundo! Eu não estaria aqui hoje se não fossem por eles, que sempre me estenderam a mão. Então, o meu sincero “obrigada”! – sorriu, sendo aplaudida.

Notas finais
Até o próximo, people :)